A vontade de escrever, tem sido enorme.
No entanto, nos ultimos dias, as ideias têm me faltado.
Pensei que fosse fácil. As ideias surgiam naturalmente na minha cabeça e deixava as minhas mãos e a minha alma acabarem o serviço. Acontece que com toda a exacerbação de sentimentos e ideias dos últimos dias, não me tenho sentido em condições de voltar a escrever da mesma maneira de dias anteriores, pelo que acho que agora deva fazer uma pausa de alguns dias.
Mas nunca se sabe. Pode ser que um qualquer rasgo de ilucidez me dê uma ideia de um post que nos deixe a todos de cabeça à roda.
Até lá, espero que o turbilhão de ideias me invada novamente e, deixo-me ficar com a minha solidão, com os meus amigos, e com aqueles lindos olhos castanhos que tanto me têm dado. Que me têm mantido consciente, que me têm segurado neste caminho íngreme, nesta estrada sinuosa que é a minha vida. Aqueles lábios rosados que todas as noites me aordam de um sono revelador de ti, segredando o meu nome em silêncio ao meu ouvido.
Aqueles longos cabelos, que me transportam na sua ondulação para sítios e sentimentos nunca antes por mim visitados. A curviliniedade do seu corpo, que me faz conduzir devagar com medo de derrapar e perder o que anseio alcançar.
Ah... como é bom a fase da conquista. O momento em que desejamos algo com a força de um Aquiles, ou mesmo de um Hércules. Este momento em que temos quase a certeza de que somos maiores do que tudo e todos, mas sem nuncar perdermos a nossa sanidade mental, sempre conscientes da nossa mortalidade.
Ah... A vontade de fumar um cigarro invade me o corpo e a mente. Já é mais forte do que eu. E assim faço. Mais um cigarro pensativo que irrompe pela escuridão desta sala vazia. Mais um calor que ajuda a aquecer este espaço, este meu corpo, este meu coração frio.
E assim sem ideias, lá surge mais um pequeno texto para a dona de meu coração.
Mais um pequeno texto para a minha "Star".
Mais um pequeno texto para Ti.
Acerca de mim
- Pedro Barros
- Pombal, Beira Litoral, Portugal
- Às vezes, fazemos tudo bem e mesmo assim perdemos.
segunda-feira, fevereiro 14, 2011
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
Avô
Cláudia...
Se não fosse a resposta, nunca me lembraria de, tão cedo, fazer este post.
Pois é... Tenho umas saudades enormes do velhote. Todos os dias penso nele. Todos os dias sinto a sua falta.
Lembro de situações soltas por que passei na sua companhia, mas agora que oiço as pessoas a falar dele, do que era e do que representava para a família, chego à conclusão que a ideia que construí em seu redor, em torno da pessoa que foi sempre foi a correcta.
Quando era puto, os meus pais trabalhavam e como não somos uma família de muitas posses, sempre que podiam/conseguiam, era com os meus avós que me deixavam. Agora imaginem uma pequena aldeia, com montes de espaço para fazer tudo, juntem alguns primos mais ou menos da mesma idade e adicionem um velhote de 70 anos qua fazia tudo por dois dos seus netos. Esse velhote era o meu avô.
Recordo situações em que, juntamente com os meus primos, combinávamos de ir armar armadilhas para apanhar tralhões(pássaro). A ideia era levantar por volta das 5 da manhã, ir armar as ditas armadilhas, voltar para a cama e ir ver o resultado da "caça" por volta da meia manhã. Escusado será dizer que muitas das armadilhas desapareciam, ou não as encontrávamos. Era sempre com enorme prazer que o meu avô se prontificava a fazer mais algumas para as nossas "incursões cinegéticas".
Recordo me de, já muito mais tarde, adolescente, ter recebido um castigo de meus pais. O castigo resumia-se a raspar erva de um bocado de terreno com perto de 25m quadrados. Lembro-me de ter pensado que aquilo seria serviço para um dia. Pois durou uma semana por minha culpa e do meu avô. Passou-se da seguinte maneira:
No primeiro dia em lá fui "largado" o meu avô veio ter comigo com a enchada e num minúsculo espaço de terra, disse-me como havia de fazer. O resto teria de ser eu. E assim foi. No entanto, as minhas manhãs eram passadas na cama, as noites na brincadeira e, só na torreira do calor de verão que se fazia sentir é que eu me dirigia para o pequeno terrena, a fim de completar a minha terefa. Aquilo que mais me encantou, foi que todos os dias, o meu avô se proponha a acompanhar-me. Então lá nos dirigiamos os dois para o local onde eu cumpriria a minha hercúlea tarefa, enquanto que meu avô se sentava numa sombra, só a "mirar" os meus esforços e à conversa comigo. O porquê do castigo, a escola, as miúdas, tudo... Demais.
Vocês conseguem imaginar um velhote de 70 anos a correr atrás de uma bola, como se fosse um cachopo? A rir como se não houvesse amanhã? Eu não preciso de imaginar tudo isso, tenho-o bem presente na minha memória.
No dia em que ele faleceu, eu estava em Coimbra, numa aula de Cultura Inglesa, no Departamento de Física.
Entretanto o meu telemóvel tocou. Vi que era o meu pai e, como sabia que o meu avô se encontrava hospitalizado, juntei 1 mais 1. Mas não atendi. De seguida, o meu pai ligou novamente e, voltei a não atender. Voltou a ligar e voltei a não atender.
Aminha colega do lado, vendo que eu mexia tanto no telemóvel, vendo que recebia chamadas e não atendia, perguntou o que se passava, ao que respondi de imediato que o meu avô tinha falecido nesse instante. Teve de ser a minha colega a pedir à professora para eu me ir embora.
Não consegui derramar uma lágrima. Aindahoje, não a derramo por ele. A vida dele foi do mais cheia possível, cheia de pessoas que o adoram e acarinharam. Filhos, netos, bisnetos... Todos o sentiram de uma maneira especial. No entanto, comigo e com outro primo foi diferente.
"Ó Conceição... Já fizeste a cama ao garoto?" Sempre que podia ir para casa dos meus avós, a minha cama eram uns cobertores mesmo ao lado da cama deles, num quarto minúsculo. E assim foi até bem tarde na minha idade.
AVÔ:
Por tudo... Por teres sido quem foste... Por teres sido e, continuares a ser o meu modelo... Por me teres mostrado que a felicidade atinge-se nas mais pequenas coisas da vida... Por teres sido mais do que o meu pai... Por teres sido tu... O meu mais sincero agradecimento, a minha mais sincera saudade, a minha mais sincera tristeza por não te ter junto de mim. Mas sempre com a certeza que me acompanhas na minha vida, nas minhas acções, nas minhas palavras.......... E....... Aqui... na minha escrita.
OBRIGADO
Se não fosse a resposta, nunca me lembraria de, tão cedo, fazer este post.
Pois é... Tenho umas saudades enormes do velhote. Todos os dias penso nele. Todos os dias sinto a sua falta.
Lembro de situações soltas por que passei na sua companhia, mas agora que oiço as pessoas a falar dele, do que era e do que representava para a família, chego à conclusão que a ideia que construí em seu redor, em torno da pessoa que foi sempre foi a correcta.
Quando era puto, os meus pais trabalhavam e como não somos uma família de muitas posses, sempre que podiam/conseguiam, era com os meus avós que me deixavam. Agora imaginem uma pequena aldeia, com montes de espaço para fazer tudo, juntem alguns primos mais ou menos da mesma idade e adicionem um velhote de 70 anos qua fazia tudo por dois dos seus netos. Esse velhote era o meu avô.
Recordo situações em que, juntamente com os meus primos, combinávamos de ir armar armadilhas para apanhar tralhões(pássaro). A ideia era levantar por volta das 5 da manhã, ir armar as ditas armadilhas, voltar para a cama e ir ver o resultado da "caça" por volta da meia manhã. Escusado será dizer que muitas das armadilhas desapareciam, ou não as encontrávamos. Era sempre com enorme prazer que o meu avô se prontificava a fazer mais algumas para as nossas "incursões cinegéticas".
Recordo me de, já muito mais tarde, adolescente, ter recebido um castigo de meus pais. O castigo resumia-se a raspar erva de um bocado de terreno com perto de 25m quadrados. Lembro-me de ter pensado que aquilo seria serviço para um dia. Pois durou uma semana por minha culpa e do meu avô. Passou-se da seguinte maneira:
No primeiro dia em lá fui "largado" o meu avô veio ter comigo com a enchada e num minúsculo espaço de terra, disse-me como havia de fazer. O resto teria de ser eu. E assim foi. No entanto, as minhas manhãs eram passadas na cama, as noites na brincadeira e, só na torreira do calor de verão que se fazia sentir é que eu me dirigia para o pequeno terrena, a fim de completar a minha terefa. Aquilo que mais me encantou, foi que todos os dias, o meu avô se proponha a acompanhar-me. Então lá nos dirigiamos os dois para o local onde eu cumpriria a minha hercúlea tarefa, enquanto que meu avô se sentava numa sombra, só a "mirar" os meus esforços e à conversa comigo. O porquê do castigo, a escola, as miúdas, tudo... Demais.
Vocês conseguem imaginar um velhote de 70 anos a correr atrás de uma bola, como se fosse um cachopo? A rir como se não houvesse amanhã? Eu não preciso de imaginar tudo isso, tenho-o bem presente na minha memória.
No dia em que ele faleceu, eu estava em Coimbra, numa aula de Cultura Inglesa, no Departamento de Física.
Entretanto o meu telemóvel tocou. Vi que era o meu pai e, como sabia que o meu avô se encontrava hospitalizado, juntei 1 mais 1. Mas não atendi. De seguida, o meu pai ligou novamente e, voltei a não atender. Voltou a ligar e voltei a não atender.
Aminha colega do lado, vendo que eu mexia tanto no telemóvel, vendo que recebia chamadas e não atendia, perguntou o que se passava, ao que respondi de imediato que o meu avô tinha falecido nesse instante. Teve de ser a minha colega a pedir à professora para eu me ir embora.
Não consegui derramar uma lágrima. Aindahoje, não a derramo por ele. A vida dele foi do mais cheia possível, cheia de pessoas que o adoram e acarinharam. Filhos, netos, bisnetos... Todos o sentiram de uma maneira especial. No entanto, comigo e com outro primo foi diferente.
"Ó Conceição... Já fizeste a cama ao garoto?" Sempre que podia ir para casa dos meus avós, a minha cama eram uns cobertores mesmo ao lado da cama deles, num quarto minúsculo. E assim foi até bem tarde na minha idade.
AVÔ:
Por tudo... Por teres sido quem foste... Por teres sido e, continuares a ser o meu modelo... Por me teres mostrado que a felicidade atinge-se nas mais pequenas coisas da vida... Por teres sido mais do que o meu pai... Por teres sido tu... O meu mais sincero agradecimento, a minha mais sincera saudade, a minha mais sincera tristeza por não te ter junto de mim. Mas sempre com a certeza que me acompanhas na minha vida, nas minhas acções, nas minhas palavras.......... E....... Aqui... na minha escrita.
OBRIGADO
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Hoje sinto-me...
Hoje sinto-me triste.
Estou de volta à minha melancolia. Apetece-me mandar tudo para o raio que parta. Apetece-me voltar para a minha Serra. Para o meu refúgio. Para aquele único sítio onde sinto tudo e todos, mas não me sinto a mim!
Só pedia isso. A minha Serra de novo... Só por uns breves instantes. Só o suficiente para recarregar as minhas forças. Para recuperar. Para me esquecer de tudo.
É mesmo isso... Fazer um reset à minha cabeça. Esquecer tudo o que aprendi, tudo o que sei, tudo o que senti e sinto. Preciso de começar do zero. Preciso de "desconhecer-vos" a todos.
Ahhh... Preciso de me fechar e desaparecer. Preciso de um ano 0.
Preciso... Preciso... Preciso... Preciso... De um sinal...
Estou de volta à minha melancolia. Apetece-me mandar tudo para o raio que parta. Apetece-me voltar para a minha Serra. Para o meu refúgio. Para aquele único sítio onde sinto tudo e todos, mas não me sinto a mim!
Só pedia isso. A minha Serra de novo... Só por uns breves instantes. Só o suficiente para recarregar as minhas forças. Para recuperar. Para me esquecer de tudo.
É mesmo isso... Fazer um reset à minha cabeça. Esquecer tudo o que aprendi, tudo o que sei, tudo o que senti e sinto. Preciso de começar do zero. Preciso de "desconhecer-vos" a todos.
Ahhh... Preciso de me fechar e desaparecer. Preciso de um ano 0.
Preciso... Preciso... Preciso... Preciso... De um sinal...
Será normal?
Acordei agora. Já estava a dormir. Acordei com um pesadelo. A marta tinha voltado a falar para mim. E eu do alto da minha sabedoria e da minha razão, só lhe disse "menina, que queiras falar comigo, tas a vontade. Não esperes nada de mim. Não queiras nunca estar contente perto de mim. Umas vezes tratar-te-ei bem, outras não. O teu novo namorado, que nunca me dirija a palavra se não quiser ficar a falar para o boneco. Que nunca me cumprimente, se não quiser ficar com a mão no ar. E tu, quando algum dia, o tempo me der razão, não voltes nunca perto de mim, nem que seja para pedir desculpa. Eu serei de uma frieza implacável. Eu ando de cabeça erguida. Consigo isso. Se não o fazem perto de mim, é porque ambos têm algo de que se arrependem ou têm vergonha. Já te ultrapassei. Há mais alguém que me dá algo que nunca tive contigo. O prazer de uma luta. Tu foste muito fácil para mim, assim como tas a ser para ele. Não há luta pela conquista, não há prazer. E eu estou a ter um enorme. Amei-te durante algum tempo. Mas passou. Agora sei qual foi o dia em que a nossa relação acabou. Se quiseres digo qual foi. Fui muito burro em tentar forçar algo em que já nem eu acreditava muito. Adeus."
Virei costas e fui-me embora.
Virei costas e fui-me embora.
Hoje à tarde comecei a escrever um texto, mas não o acabei. Acabá-lo-ei até ao final da semana.
Este é um enorme defeito meu. Quero fazer sempre muitas coisas ao mesmo tempo, mas deixo sempre algo para trás.
Enfim... Que se há-de fazer? Mas este começo e acabo.
Então é o seguinte: hoje estive de folga. Tive o dia todo para mim. Fui tratar do meu cartão de cidadão (15€?!?!), tratei de umas fotocópias para os meus alunos, mais uns trabalhos para eles e, quando dei por mim, lá estava eu a pensar em Ti! Que loucura! Mas será que já não me sais da cabeça? Engraçado como alguns amigos já sabem quem és. Engraçado como alguns amigos tentam descobrir quem és e, querem saber quem és. Engraçado como tu ainda não sabes, ainda não percebeste.
Lacks the courage.
Este sentimento que me tem acompanhado no último mês, tem crescido. Tem-se transformado em algo mais do que uma amizade. Não me importo que outros digam que "não és para o meu bico", não me importo nada. Mas gostava que também tu te desses ao trabalho de saber que és, mesmo que fosse para me mandar passear. Gostava que não fosses tão indiferente. Gostava...
Ahhh... Como custa!
Adoro-Te...
Este é um enorme defeito meu. Quero fazer sempre muitas coisas ao mesmo tempo, mas deixo sempre algo para trás.
Enfim... Que se há-de fazer? Mas este começo e acabo.
Então é o seguinte: hoje estive de folga. Tive o dia todo para mim. Fui tratar do meu cartão de cidadão (15€?!?!), tratei de umas fotocópias para os meus alunos, mais uns trabalhos para eles e, quando dei por mim, lá estava eu a pensar em Ti! Que loucura! Mas será que já não me sais da cabeça? Engraçado como alguns amigos já sabem quem és. Engraçado como alguns amigos tentam descobrir quem és e, querem saber quem és. Engraçado como tu ainda não sabes, ainda não percebeste.
Lacks the courage.
Este sentimento que me tem acompanhado no último mês, tem crescido. Tem-se transformado em algo mais do que uma amizade. Não me importo que outros digam que "não és para o meu bico", não me importo nada. Mas gostava que também tu te desses ao trabalho de saber que és, mesmo que fosse para me mandar passear. Gostava que não fosses tão indiferente. Gostava...
Ahhh... Como custa!
Adoro-Te...
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Estética da Beleza, ou Beleza da Estética???
Ora pois é...
Mais uma vez cá estou eu! E para não variar, o que estou a ouvir?!? JAMES... eheheh
Este texto era para ter começado a ser escrito ontem, mas estava com tanto sono, que o deixei para hoje.
Antes de mais, tenho um agredecimento especial a fazer a todos os que têm passado pelo meu blog, que têm deixado comentários, mas quero também agradecer a todos que de uma maneira ou de outra, me têm dado palavras de apoio e incentivo à escrita (lembro-me de algo que me disseram no sábado. Algo como:"gosto muito da maneira como escreves. A escrita é muito boa" Obrigado)
Ora então aqui vai...
Desta vez apetece-me escrever sobre uma cena sem jeito nenhum: Estética e Beleza.
O que são? Como as definimos? Não serão a mesma coisa? E se baralharmos isto ainda mais? O que é a Beleza da Estética e a Estética da Beleza?
Ok! Vejamos. Ao falarmos de Estética, estamos-nos a referir a algo de muito concreto. Algo que podemos ver. Algo que a nível visual, sabemos apreciar como sendo bom ou menos bom.
Ao falarmos de Beleza, falamos de algo mais subjectivo e menos concreto. Para além de que o termo de Beleza se torna ainda mais vago quando não sabemos bem o tipo de Beleza com que nos podemos deparar. Pode ser uma Beleza interior, de alguém, pode ser a Beleza de um corpo, ou a Beleza de uma noite (ou duas) passada com os amigos (e com os copos).
Até aqui tudo mais ou menos... Agora é que a "porca torçe o rabo"
O que é a Estética da Beleza?
Isto é algo que para mim não é nada fácil de definir. É preciso desdobrar a expressão, analisá-la ao mais infimo pormenor.
Não esquecendo que os meus textos retratam sempre a minha opinião pessoal, aqui vai.
A Estética da Beleza é, na minha opinião, a aprência primeira. Algo que nós vemos como Belo, mas ao mesmo tempo com uma aparência bonita, ou não.
(Está difícil definir de uma forma bonita... Não me apetece pensar muito...)
A Estética da Beleza, é aquilo que nos é imposto por canais e anúncios e publicidades. É sem dúvida nenhuma o que o "FashionTV" nos dá. Aqueles corpos esculturais, as roupas exuberantes, mas que não me transmitem conteúdo nenhum. Eu sou o típico português. Atarracado, baixo, mais ou menos moreno e, como muitos já viram, um "bocado" cabeludo. Onde me enquadro nos padrões de Beleza que nos são impostos por uma sociedade que dá e sempre deu mais valor a uma aparência exterior, sobre as qualidades e virtudes interiores de um individuo?
Escusado será dizer que muitos dos padrões Estéticos de Beleza que nos são impostos, são ocos, que nunca conseguiriam entender a Beleza de um nascer do sol, de um momento de calamaria depois de uma tormenta. São esses momentos que são Esteticamente Belos. Roçam a perfeição.
A Beleza da Estética será então o oposto. Será então o olhar para Estética e chamá-la de Bela.
Será o olhar directamente nos Teus olhos e ver a Tua Beleza. Ver a Tua simpatia, a Tua ingenuidade, a tua delicadeza...
Este texto está imperfeito e será melhorado com a opinião de todos vós...
Mais uma vez cá estou eu! E para não variar, o que estou a ouvir?!? JAMES... eheheh
Este texto era para ter começado a ser escrito ontem, mas estava com tanto sono, que o deixei para hoje.
Antes de mais, tenho um agredecimento especial a fazer a todos os que têm passado pelo meu blog, que têm deixado comentários, mas quero também agradecer a todos que de uma maneira ou de outra, me têm dado palavras de apoio e incentivo à escrita (lembro-me de algo que me disseram no sábado. Algo como:"gosto muito da maneira como escreves. A escrita é muito boa" Obrigado)
Ora então aqui vai...
Desta vez apetece-me escrever sobre uma cena sem jeito nenhum: Estética e Beleza.
O que são? Como as definimos? Não serão a mesma coisa? E se baralharmos isto ainda mais? O que é a Beleza da Estética e a Estética da Beleza?
Ok! Vejamos. Ao falarmos de Estética, estamos-nos a referir a algo de muito concreto. Algo que podemos ver. Algo que a nível visual, sabemos apreciar como sendo bom ou menos bom.
Ao falarmos de Beleza, falamos de algo mais subjectivo e menos concreto. Para além de que o termo de Beleza se torna ainda mais vago quando não sabemos bem o tipo de Beleza com que nos podemos deparar. Pode ser uma Beleza interior, de alguém, pode ser a Beleza de um corpo, ou a Beleza de uma noite (ou duas) passada com os amigos (e com os copos).
Até aqui tudo mais ou menos... Agora é que a "porca torçe o rabo"
O que é a Estética da Beleza?
Isto é algo que para mim não é nada fácil de definir. É preciso desdobrar a expressão, analisá-la ao mais infimo pormenor.
Não esquecendo que os meus textos retratam sempre a minha opinião pessoal, aqui vai.
A Estética da Beleza é, na minha opinião, a aprência primeira. Algo que nós vemos como Belo, mas ao mesmo tempo com uma aparência bonita, ou não.
(Está difícil definir de uma forma bonita... Não me apetece pensar muito...)
A Estética da Beleza, é aquilo que nos é imposto por canais e anúncios e publicidades. É sem dúvida nenhuma o que o "FashionTV" nos dá. Aqueles corpos esculturais, as roupas exuberantes, mas que não me transmitem conteúdo nenhum. Eu sou o típico português. Atarracado, baixo, mais ou menos moreno e, como muitos já viram, um "bocado" cabeludo. Onde me enquadro nos padrões de Beleza que nos são impostos por uma sociedade que dá e sempre deu mais valor a uma aparência exterior, sobre as qualidades e virtudes interiores de um individuo?
Escusado será dizer que muitos dos padrões Estéticos de Beleza que nos são impostos, são ocos, que nunca conseguiriam entender a Beleza de um nascer do sol, de um momento de calamaria depois de uma tormenta. São esses momentos que são Esteticamente Belos. Roçam a perfeição.
A Beleza da Estética será então o oposto. Será então o olhar para Estética e chamá-la de Bela.
Será o olhar directamente nos Teus olhos e ver a Tua Beleza. Ver a Tua simpatia, a Tua ingenuidade, a tua delicadeza...
Este texto está imperfeito e será melhorado com a opinião de todos vós...
sexta-feira, fevereiro 04, 2011
quinta-feira, fevereiro 03, 2011
À noite...
A esta hora, devia estar a dormir. Vou ter de me levantar cedo para ir trabalhar. Mas não consigo dormir contigo na cabeça. Uma frase do Vítor Espadinha numa música não me sai do pensamento... "Alguém escreveu o teu nome em toda a parte..." Não é que o teu nome apareça escrito espalhado por esse mundo fora, mas tudo me lembra e faz pensar em ti. Como me sinto frio... Como esta cama é grande só para mim.
Tenho sono, mas já não consigo dormir sem Te dizer que já preciso pensar em Ti antes de dormir. Já não consigo dormir sem dizer o Teu nome baixinho. ("confesso às paredes de quem gosto, elas conhecem-Te bem.")Sem dizer que Te adoro, sem imaginar que podia e pode ser diferente. Já não passo uma noite sem sentir a Tua presença no meu ser, sem Te sentir no meu coração e na minha alma. Já fazes parte de mim e não quero tirar Te do sítio onde te guardo.
Adoro-Te................... Dorme bem esta noite, meu anjo. Amanhã será um novo dia
Tenho sono, mas já não consigo dormir sem Te dizer que já preciso pensar em Ti antes de dormir. Já não consigo dormir sem dizer o Teu nome baixinho. ("confesso às paredes de quem gosto, elas conhecem-Te bem.")Sem dizer que Te adoro, sem imaginar que podia e pode ser diferente. Já não passo uma noite sem sentir a Tua presença no meu ser, sem Te sentir no meu coração e na minha alma. Já fazes parte de mim e não quero tirar Te do sítio onde te guardo.
Adoro-Te................... Dorme bem esta noite, meu anjo. Amanhã será um novo dia
quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Estoy enamorado...
O coração, tem razões que a Razão desconhece…
Pois é meus amigos… Porque não podemos escolher como, onde e por quem nos apaixonamos?
Porque razão a nossa vida é controlada por impulsos sentimentais, que acabam por conduzir a algo completamente inesperado e por vezes nada agradável?
Porque razão, se a Razão sofre, sofre sozinha, mas se o coração sofre, faz sofrer todo o nosso corpo, a nossa mente, a nossa alma??
Amigos… Em verdade vos digo… Deixem de uma vez por todas de amar. Arranquem os vossos corações e tornem se autómatos. Vivam com uma pedra no meio do peito que vos pese no corpo, mas que vivam sem nunca terem conhecido nada mais. Sem alguma vez ter conhecido um afecto, uma carícia, uma palavra amiga. Só assim nunca sofrerão.
Quanto a mim, deixar me ei com esta coisa que bate no peito. Deixarei que me faça sofrer, que me faça amar……………………………………………………………….. Que me faça Chorar. Eu ficarei com o meu Coração e lá guardarei as carícias, os afectos, as palavras amigas. Lá te guardarei a Ti.
Conheço Te há tanto tempo, que parece que Te conheço desde sempre. E é a essa distância temporal que Te vejo e recordo, miúda, pulando, brincando. Como me pudeste fazer isto? Como fizeste com que me apaixonasse tão rapidamente? (Sim… Agora já digo que estou novamente enamorado.)
Ahhh…. A loucura dos Teus olhos, dos Teus lábios, da Tua face. As loucuras que me assolam o pensamento…
Sinto tanto a falta de um bocado de Amor. Sinto tanto a falta de um calor humano mais próximo. Sinto tanto a falta de um beijo…
Sinto tanta falta de Ti…
Pois é meus amigos… Porque não podemos escolher como, onde e por quem nos apaixonamos?
Porque razão a nossa vida é controlada por impulsos sentimentais, que acabam por conduzir a algo completamente inesperado e por vezes nada agradável?
Porque razão, se a Razão sofre, sofre sozinha, mas se o coração sofre, faz sofrer todo o nosso corpo, a nossa mente, a nossa alma??
Amigos… Em verdade vos digo… Deixem de uma vez por todas de amar. Arranquem os vossos corações e tornem se autómatos. Vivam com uma pedra no meio do peito que vos pese no corpo, mas que vivam sem nunca terem conhecido nada mais. Sem alguma vez ter conhecido um afecto, uma carícia, uma palavra amiga. Só assim nunca sofrerão.
Quanto a mim, deixar me ei com esta coisa que bate no peito. Deixarei que me faça sofrer, que me faça amar……………………………………………………………….. Que me faça Chorar. Eu ficarei com o meu Coração e lá guardarei as carícias, os afectos, as palavras amigas. Lá te guardarei a Ti.
Conheço Te há tanto tempo, que parece que Te conheço desde sempre. E é a essa distância temporal que Te vejo e recordo, miúda, pulando, brincando. Como me pudeste fazer isto? Como fizeste com que me apaixonasse tão rapidamente? (Sim… Agora já digo que estou novamente enamorado.)
Ahhh…. A loucura dos Teus olhos, dos Teus lábios, da Tua face. As loucuras que me assolam o pensamento…
Sinto tanto a falta de um bocado de Amor. Sinto tanto a falta de um calor humano mais próximo. Sinto tanto a falta de um beijo…
Sinto tanta falta de Ti…
terça-feira, fevereiro 01, 2011
Tarde...
Dr. Octavius disse : "If you wanna get to a woman's heart, write her a poem". Pois bem... Vou tentar...
O inverno chegou
disfarçado na frieza das suas palavras
o dia em que disseste que já não me amavas
chegou.
Tardei em perceber
que nada mais podia fazer.
Sina a minha de perceber sempre tarde.
Mas eis que as estações recuam
e chega o Outono no Teu olhar.
Fazes-me voltar a desejar.
Mas, de novo contigo
tarde volto a amar
não consigo desejar
ser só teu amigo.
Pode ser que um dia consiga fazer um poema de jeito, queiram os deuses ajudar-me com o engenho e a arte. Algo que de momento não me subeja... (Aceito feedback)
O inverno chegou
disfarçado na frieza das suas palavras
o dia em que disseste que já não me amavas
chegou.
Tardei em perceber
que nada mais podia fazer.
Sina a minha de perceber sempre tarde.
Mas eis que as estações recuam
e chega o Outono no Teu olhar.
Fazes-me voltar a desejar.
Mas, de novo contigo
tarde volto a amar
não consigo desejar
ser só teu amigo.
Pode ser que um dia consiga fazer um poema de jeito, queiram os deuses ajudar-me com o engenho e a arte. Algo que de momento não me subeja... (Aceito feedback)
domingo, janeiro 30, 2011
Ayuda
"help comes when u need it the most / i'm cured by laughter".
Então porque preciso de ajuda e a minha ainda não chegou? E porque não sou capaz de me curar pelo riso? Eu bem tento, mas nem vontade tenho de me rir.
Mas ao pé de ti tudo muda. Consegues fazer-me rir. Consegues ajudar-me. Consegues...
Mas eu não consigo! Que se passa comigo? Porque é que só tu conseguiste fazer com que eu esqucesse 6 anos com tanta facilidade? Não estava nada à tua espera. Porque apareceste do nada? Porque não me ves? Porque sinto isto? Porque quero dizer o teu nome e não consigo?
Lembro-me vagamente de como é giro e bom termos alguém com quem podemos contar. Lembro-me ligeiramente da sensação de poder andar na rua de mão dada com alguém, abraçado a alguém. Eu queria isso de volta. Mas desta vez queria que fosse diferente. Queria que fosses tu. Queria saber que no final do dia eu soubesse que era contigo que ia estar, com quem podia contar, com quem eu ia rir e chorar. Tenho saudades de poder voltar a falar com alguém.
Já não aguento... "Falling in love again / this time is with u". Como pude deixar que isto acontecesse? Porque aconteceu?
Então porque preciso de ajuda e a minha ainda não chegou? E porque não sou capaz de me curar pelo riso? Eu bem tento, mas nem vontade tenho de me rir.
Mas ao pé de ti tudo muda. Consegues fazer-me rir. Consegues ajudar-me. Consegues...
Mas eu não consigo! Que se passa comigo? Porque é que só tu conseguiste fazer com que eu esqucesse 6 anos com tanta facilidade? Não estava nada à tua espera. Porque apareceste do nada? Porque não me ves? Porque sinto isto? Porque quero dizer o teu nome e não consigo?
Lembro-me vagamente de como é giro e bom termos alguém com quem podemos contar. Lembro-me ligeiramente da sensação de poder andar na rua de mão dada com alguém, abraçado a alguém. Eu queria isso de volta. Mas desta vez queria que fosse diferente. Queria que fosses tu. Queria saber que no final do dia eu soubesse que era contigo que ia estar, com quem podia contar, com quem eu ia rir e chorar. Tenho saudades de poder voltar a falar com alguém.
Já não aguento... "Falling in love again / this time is with u". Como pude deixar que isto acontecesse? Porque aconteceu?
sábado, janeiro 29, 2011
Preciso...
Esta porra não anda lá muito fácil...
Quando criei o blog, criei-o com a finaliade de fazer dele uma espécie de diário das minhas actividades. Com o passar do tempo, amadureci a ideia e, decidi fazer do blog uma espécie de apoio a alunos de literatura. Bem vistas as coisas, o blog passou a ser o meu espaço de desabafo. É aqui que me "exponho", que partilho com vocês os meus bons e maus momentos, mas é sobretudo aqui que, me liberto.
É neste espaço que me transponho, que liberto a minha mente e vos digo como sou, como me sinto, como penso.
Muito me tem agradado ver que as visitas subiram, que os comentários surgiram. Muito me tem agradado encontrar-me com alguns de vocês na rua e, saber que me acompanham nesta luta, que me apoiam.
Mas já não sei se quero continuar assim.
Começo a ficar farto de A ver distante. Começo a ficar farto de mim. Começo a ficar farto de querer e não ter, de querer e não conseguir.
Não preciso que me digam só que está tudo bem. Que estou melhor assim. Não preciso só de alguns comentários engraçados. Preciso de participações no jogo do Cadáver Esquisito. Preciso de comentários nos meus textos. Preciso de "porquês?", "como foi?", "o que aconteceu?", preciso muito de Ti.
Preciso do teu sorriso. Preciso dos teus olhos. Preciso muito de Ti.
Não imaginas como me fazes sentir.
Porquê?Porque temos de lutar tanto por algo que queremos? Porque não podemos só desejar e as coisas aconteceriam com a naturalidade de uma chuva que cai e nos molha o corpo? Porque os meus dias são mais alegres agora que te desejo, mas continuo a passar um incessante Outono que parece não ter um fim?
As minhas folhas começam a cair e preciso de um raio de Sol, preciso de uma Primavera que me faça florescer novamente.
Preciso de dormir...
Quando criei o blog, criei-o com a finaliade de fazer dele uma espécie de diário das minhas actividades. Com o passar do tempo, amadureci a ideia e, decidi fazer do blog uma espécie de apoio a alunos de literatura. Bem vistas as coisas, o blog passou a ser o meu espaço de desabafo. É aqui que me "exponho", que partilho com vocês os meus bons e maus momentos, mas é sobretudo aqui que, me liberto.
É neste espaço que me transponho, que liberto a minha mente e vos digo como sou, como me sinto, como penso.
Muito me tem agradado ver que as visitas subiram, que os comentários surgiram. Muito me tem agradado encontrar-me com alguns de vocês na rua e, saber que me acompanham nesta luta, que me apoiam.
Mas já não sei se quero continuar assim.
Começo a ficar farto de A ver distante. Começo a ficar farto de mim. Começo a ficar farto de querer e não ter, de querer e não conseguir.
Não preciso que me digam só que está tudo bem. Que estou melhor assim. Não preciso só de alguns comentários engraçados. Preciso de participações no jogo do Cadáver Esquisito. Preciso de comentários nos meus textos. Preciso de "porquês?", "como foi?", "o que aconteceu?", preciso muito de Ti.
Preciso do teu sorriso. Preciso dos teus olhos. Preciso muito de Ti.
Não imaginas como me fazes sentir.
Porquê?Porque temos de lutar tanto por algo que queremos? Porque não podemos só desejar e as coisas aconteceriam com a naturalidade de uma chuva que cai e nos molha o corpo? Porque os meus dias são mais alegres agora que te desejo, mas continuo a passar um incessante Outono que parece não ter um fim?
As minhas folhas começam a cair e preciso de um raio de Sol, preciso de uma Primavera que me faça florescer novamente.
Preciso de dormir...
domingo, janeiro 23, 2011
O microlímetro 2
Pois é... Esta noite consegui que finalmente a distância entre nós dois ficasse reduzida a essa infima medida... O microlímetro...
Consegui que entre nós não houvesse mais espaço para mais nada a não ser os nossos corpos, colados dançando ao som de uma qualquer música.
Consegui finalmente trincar esse teu algodão doce. Consegui entrar nessa tua mente andante, sem destino e dar-lhe um rumo. Consegui finalmente, ver-te como és... Criança quase errante, andante, qual nómada sem uma casa a que podesses chamar tua. Vi que eramos só um num momento de união com um Cosmos que demorou muito a juntar-nos e não mais deixarei que nos separe. Aproveitei esta noite para conhecer cada microlímetro do teu rosto, das tuas folhas outonais que me olhavam em espanto, do teu algodão doce que trauteava alegremente uma música com que ambos decidimos selar a nossa união. Corri cada microlímetro das tuas mãos e reconheci-as como gémeas das minhas, como irmãs separadas numa infância distante e agora reencontradas. E corri cada microlímetro do teu pescoço com os meus lábios sedentos dessa droga que emanas, que me vicia, que me faz alucinar e desejar cada vez mais. Vicio-me cada vez mais em ti e não passo sem me lembrar dessa mínima distância que ficou entre nós.
Ah... Como eu gostava que tudo não tivesse passado de um sonho, ou mesmo que eu adormecesse e esse sonho se prolongasse pela vida fora...
Ah... Como eu gostava de...
Consegui que entre nós não houvesse mais espaço para mais nada a não ser os nossos corpos, colados dançando ao som de uma qualquer música.
Consegui finalmente trincar esse teu algodão doce. Consegui entrar nessa tua mente andante, sem destino e dar-lhe um rumo. Consegui finalmente, ver-te como és... Criança quase errante, andante, qual nómada sem uma casa a que podesses chamar tua. Vi que eramos só um num momento de união com um Cosmos que demorou muito a juntar-nos e não mais deixarei que nos separe. Aproveitei esta noite para conhecer cada microlímetro do teu rosto, das tuas folhas outonais que me olhavam em espanto, do teu algodão doce que trauteava alegremente uma música com que ambos decidimos selar a nossa união. Corri cada microlímetro das tuas mãos e reconheci-as como gémeas das minhas, como irmãs separadas numa infância distante e agora reencontradas. E corri cada microlímetro do teu pescoço com os meus lábios sedentos dessa droga que emanas, que me vicia, que me faz alucinar e desejar cada vez mais. Vicio-me cada vez mais em ti e não passo sem me lembrar dessa mínima distância que ficou entre nós.
Ah... Como eu gostava que tudo não tivesse passado de um sonho, ou mesmo que eu adormecesse e esse sonho se prolongasse pela vida fora...
Ah... Como eu gostava de...
sexta-feira, janeiro 21, 2011
A aparição de mim em mim mesmo...
Para ser diferente, hoje não escrevo ao som de James. Escrevo ao som de Ana Carolina e Seu Jorge. Que bom. Mesmo muito bom.
Mas mais uma vez o tema de um texto impõe-se e faltam me as ideias.
E então surge a ideia de um livro, de uma frase. "A Aparição", Virgilio Ferreira. Autor grande da nossa literatura.
Este seu livro li-o pela primeira vez com a idade de 16anos. Dois anos depois estaria a estudar a obra no meu 12º ano de escolaridade.
É um livro magnifico de um grande autor, mas o que mais surpreendeu na obra, foi a facilidade com que me identificava com algumas das personagens que iam travando contacto com o professor.
No entanto, de todas as personagens com as quais me identificam, duas tornaram-se para mim particularmente fascinantes. Bexiguinha e o próprio professor/protagonista.
Com Bexiguinha, identifico me, por também eu, questionar as coisas como ele. A ideia de podermos ter a vida e a morte na palma da nossa mão é algo de extremamente indiscritivel. Abomino a ideia de fazer mal a uma vida humana, mas também como ele já matei galinhas sem ser para depois as comer. (eram as galinhas do vizinho!!) E esta ideia de ter o poder é magnifica, torna nos poderosos, torna nos em Deuses na Terra. Somos nós quem põe e dispõe da vida de outros. Não me identifico com ele em crer que podemos tirar a vida a outro ser humano. Essa é uma decisão que não devemos ser nós a tomar. Fica ao critério do Acaso, mas a simples ideia de termos esse poder corre a minha mente e arrepia me as carnes.
Com o professor, só me posso identificar pelo conflito pessoal interior. A ideia de que podemos ter um Caminho pré-determinado por Algo ou Alguém é abominável. A ideia de não saber quem somos, porque somos, do que somos, são perguntas constantes na minha cabeça.
E continuo na incessante busca dessa aparição de mim em mim mesmo. Vejo me ao espelho e não me reconheço. Vejo me diferente, amargurado, feliz, triste, contente, resignado, desconformado, a favor, do contra... E no meio de todos estes adjectivos, qual o que melhor me define? Ainda procuro a resposta...
"Já sei olhar o rio por onde a vida passa/
(...)
vou deixar a rua me levar/
ver a cidade se acender/
a lua vai banhar esse lugar/
e eu vou lembrar você"
Não... Não é para ela... É para TI
Mas mais uma vez o tema de um texto impõe-se e faltam me as ideias.
E então surge a ideia de um livro, de uma frase. "A Aparição", Virgilio Ferreira. Autor grande da nossa literatura.
Este seu livro li-o pela primeira vez com a idade de 16anos. Dois anos depois estaria a estudar a obra no meu 12º ano de escolaridade.
É um livro magnifico de um grande autor, mas o que mais surpreendeu na obra, foi a facilidade com que me identificava com algumas das personagens que iam travando contacto com o professor.
No entanto, de todas as personagens com as quais me identificam, duas tornaram-se para mim particularmente fascinantes. Bexiguinha e o próprio professor/protagonista.
Com Bexiguinha, identifico me, por também eu, questionar as coisas como ele. A ideia de podermos ter a vida e a morte na palma da nossa mão é algo de extremamente indiscritivel. Abomino a ideia de fazer mal a uma vida humana, mas também como ele já matei galinhas sem ser para depois as comer. (eram as galinhas do vizinho!!) E esta ideia de ter o poder é magnifica, torna nos poderosos, torna nos em Deuses na Terra. Somos nós quem põe e dispõe da vida de outros. Não me identifico com ele em crer que podemos tirar a vida a outro ser humano. Essa é uma decisão que não devemos ser nós a tomar. Fica ao critério do Acaso, mas a simples ideia de termos esse poder corre a minha mente e arrepia me as carnes.
Com o professor, só me posso identificar pelo conflito pessoal interior. A ideia de que podemos ter um Caminho pré-determinado por Algo ou Alguém é abominável. A ideia de não saber quem somos, porque somos, do que somos, são perguntas constantes na minha cabeça.
E continuo na incessante busca dessa aparição de mim em mim mesmo. Vejo me ao espelho e não me reconheço. Vejo me diferente, amargurado, feliz, triste, contente, resignado, desconformado, a favor, do contra... E no meio de todos estes adjectivos, qual o que melhor me define? Ainda procuro a resposta...
"Já sei olhar o rio por onde a vida passa/
(...)
vou deixar a rua me levar/
ver a cidade se acender/
a lua vai banhar esse lugar/
e eu vou lembrar você"
Não... Não é para ela... É para TI
A ti... Minha irmã...
Cara Cândida... Obrigado simplesmente por seres a minha irmã, a minha melhor amiga e a minha confidente.
Obrigado pelos conselhos, obrigado por me chateares, obrigado por me ouvires e por me aturares.
Houveram alturas no passado em que desejei ter sido filho unico, mas hoje, há distância do tempo, vejo que faltaria sempre algo de mim... Ainda bem que apareceste. Ainda bem que és quem és. Ainda bem que és tu.
Desculpa o mal que te fiz... Nunca me esquecerei e sempre me arrependerei.
Desculpa quando não te ouvia, desculpa não ter estado mais presente, desculpa, desculpa, desculpa...
Adoro te e obrigado só por seres...
Obrigado pelos conselhos, obrigado por me chateares, obrigado por me ouvires e por me aturares.
Houveram alturas no passado em que desejei ter sido filho unico, mas hoje, há distância do tempo, vejo que faltaria sempre algo de mim... Ainda bem que apareceste. Ainda bem que és quem és. Ainda bem que és tu.
Desculpa o mal que te fiz... Nunca me esquecerei e sempre me arrependerei.
Desculpa quando não te ouvia, desculpa não ter estado mais presente, desculpa, desculpa, desculpa...
Adoro te e obrigado só por seres...
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Aos meus amigos
Este, dedico o aos meus amigos...
Tenho vos a agradecer por todas as palavras e atitudes de conforto num tempo tão dificil como foi aquele porque passei. Tenho em particular de agradecer à minha irmã e, ela sabe bem porquê. Por tudo e por nada, obrigado mana!!! Ao amigo Jorge um agradecimento especial. Devia te ter dado ouvidos muito antes. (e já te disse que deixei o alcool). À amiga Pipita, muito obrigado por tudo, mas mesmo tudo. Por todas as palavras, mas sobretudo por me teres ajudado a perceber que independente de tudo, consigo ser capaz de grandes coisas. Que sou melhor e mais forte do que tudo, simplesmente por SER EU. Obrigado mesmo.
A todos os restantes amigos, agradeço o silêncio de apoio, mas informo que às vezes é bom falar. A todos os que quiserem saber, podem perguntar.
A ti... Obrigado por teres aparecido do nada. Obrigado por seres e existires. Muito obrigado mesmo. Há sempre algo mais e tu em tão pouco tempo mostraste me isso.
Beijos e abraços a todos/as. Adoro vos
Tenho vos a agradecer por todas as palavras e atitudes de conforto num tempo tão dificil como foi aquele porque passei. Tenho em particular de agradecer à minha irmã e, ela sabe bem porquê. Por tudo e por nada, obrigado mana!!! Ao amigo Jorge um agradecimento especial. Devia te ter dado ouvidos muito antes. (e já te disse que deixei o alcool). À amiga Pipita, muito obrigado por tudo, mas mesmo tudo. Por todas as palavras, mas sobretudo por me teres ajudado a perceber que independente de tudo, consigo ser capaz de grandes coisas. Que sou melhor e mais forte do que tudo, simplesmente por SER EU. Obrigado mesmo.
A todos os restantes amigos, agradeço o silêncio de apoio, mas informo que às vezes é bom falar. A todos os que quiserem saber, podem perguntar.
A ti... Obrigado por teres aparecido do nada. Obrigado por seres e existires. Muito obrigado mesmo. Há sempre algo mais e tu em tão pouco tempo mostraste me isso.
Beijos e abraços a todos/as. Adoro vos
domingo, janeiro 16, 2011
Johnny yen
Este é o nome de uma música dos James... Música muito fixe...
Jony é um tipo que tem bués de azares na vida e chega mesmo a vender se aos bocados. "he sold his little finger to THE SUN his all hand to THE NEWS OF THE WORLD". Ganda maluco... Será que posso fazer o mesmo? Vender um braço ou uma perna ao Correio da Manhã? Era giro. Um dia hei de experimentar...
Jony é um tipo que tem bués de azares na vida e chega mesmo a vender se aos bocados. "he sold his little finger to THE SUN his all hand to THE NEWS OF THE WORLD". Ganda maluco... Será que posso fazer o mesmo? Vender um braço ou uma perna ao Correio da Manhã? Era giro. Um dia hei de experimentar...
sexta-feira, janeiro 14, 2011
Talvez um dia...
Eu bem tento manter me afastado desta porra... Mas ultimamente não tenho conseguido...
Para não variar dou sempre comigo a ouvir James e, a dar me esta enorme vontade de escrever.
Mas o problema persiste. Escrever o quê? Sobre o quê?
NÃO... NÃO ESCREVO MAIS SOBRE TI... Fartei me... Cansei me... Usei contigo todos os adjectivos que um Amor como o meu conhece. Puxei de toda a Retórica Antiga e nada resultou. BASTA...
O que precisas de saber, sempre o soubeste... Estarei sempre presente... Mas não mais te amarei por toda a vida. Adorar te ei, mas será só. Como um amigo, estarei lá quando precisares desabafar e, estarei lá para te dizer "vês... eu tinha razão, eu avisei te", mas também direi que apesar disso fizeste bem em viver a vida...
Mas chega... Lá estava eu outra vez a falar de ti...
Agora vou falar de... Mim... E da maioria das pessoas do sexo masculino...
A facilidade que nós temos para nos apaixonarmos é deveras incrivel... Parece impossível, mas é verdade. Só precisamos que alguém nos fale de uma maneira diferente, só precisamos de um elogio, só precisamos de ser comparados e, ficamos logo de queixo caído... Demais. Porque será que somos assim? E ainda mais... Porque temos tanta dificuldade em nos exprimirmos quando o assunto é algo mais precioso do que uma amizade? Porquê tanta dificuldade em demonstrar que amamos? A minha única explicação é.................................... MEDO!!!!!! Porque temos medo de levar uma tampa, porque temos medo de não levar uma tampa, porque temos medo de ser correspondidos, ou de não sermos correspondidos, mas sobretudo porque acho que temos medo de transformar uma amizade em algo mais que isso, ou mesmo que não seja isso, medo de a transformar em algo esquisito.
E porque raio temos a mania de ser tão apressados? Porque nunca podemos tentar esperar mais um tempo para ver se as coisas correm bem ou não? Porque gostava de falar contigo já hoje e dizer te que és bem gira, que sempre olhei para ti de maneira diferente, que gostava de um dia te poder amar como já amei antes e que, gostaria de ser amado? Porque te acho diferente de todas? Porque passas tão despercebida a outros, mas a mim não és capaz de me deixar indiferente? Nunca foste! Porque não nos sentamos e conhecemos melhor? Porque não deixas? Porque não queres? Gostava mesmo muito de estar contigo...
TALVEZ UM DIA
Post scriptum: Não estou apaixonado, mas posso vir a estar...eheheh
Para não variar dou sempre comigo a ouvir James e, a dar me esta enorme vontade de escrever.
Mas o problema persiste. Escrever o quê? Sobre o quê?
NÃO... NÃO ESCREVO MAIS SOBRE TI... Fartei me... Cansei me... Usei contigo todos os adjectivos que um Amor como o meu conhece. Puxei de toda a Retórica Antiga e nada resultou. BASTA...
O que precisas de saber, sempre o soubeste... Estarei sempre presente... Mas não mais te amarei por toda a vida. Adorar te ei, mas será só. Como um amigo, estarei lá quando precisares desabafar e, estarei lá para te dizer "vês... eu tinha razão, eu avisei te", mas também direi que apesar disso fizeste bem em viver a vida...
Mas chega... Lá estava eu outra vez a falar de ti...
Agora vou falar de... Mim... E da maioria das pessoas do sexo masculino...
A facilidade que nós temos para nos apaixonarmos é deveras incrivel... Parece impossível, mas é verdade. Só precisamos que alguém nos fale de uma maneira diferente, só precisamos de um elogio, só precisamos de ser comparados e, ficamos logo de queixo caído... Demais. Porque será que somos assim? E ainda mais... Porque temos tanta dificuldade em nos exprimirmos quando o assunto é algo mais precioso do que uma amizade? Porquê tanta dificuldade em demonstrar que amamos? A minha única explicação é.................................... MEDO!!!!!! Porque temos medo de levar uma tampa, porque temos medo de não levar uma tampa, porque temos medo de ser correspondidos, ou de não sermos correspondidos, mas sobretudo porque acho que temos medo de transformar uma amizade em algo mais que isso, ou mesmo que não seja isso, medo de a transformar em algo esquisito.
E porque raio temos a mania de ser tão apressados? Porque nunca podemos tentar esperar mais um tempo para ver se as coisas correm bem ou não? Porque gostava de falar contigo já hoje e dizer te que és bem gira, que sempre olhei para ti de maneira diferente, que gostava de um dia te poder amar como já amei antes e que, gostaria de ser amado? Porque te acho diferente de todas? Porque passas tão despercebida a outros, mas a mim não és capaz de me deixar indiferente? Nunca foste! Porque não nos sentamos e conhecemos melhor? Porque não deixas? Porque não queres? Gostava mesmo muito de estar contigo...
TALVEZ UM DIA
Post scriptum: Não estou apaixonado, mas posso vir a estar...eheheh
quinta-feira, janeiro 13, 2011
PEDRO vs BARROS
Meus amigos:
Ontem numa pequena (4h!) conversa de café com alguns amigos, disseram me uma coisa extremamente engraçada, que com o passar do tempo começo a acreditar que realmente seja verdade...
Disseram me que quando sou o Pedro sou uma pessoa completamente diferente do Barros. E acrescentaram mesmo que, gostam muito mais do Pedro do que do Barros.
Pois é meus amigos... Eu fui o Barros durante muito tempo... Preparem se................
O PEDRO ESTÁ DE VOLTA E VAI ARRASAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ontem numa pequena (4h!) conversa de café com alguns amigos, disseram me uma coisa extremamente engraçada, que com o passar do tempo começo a acreditar que realmente seja verdade...
Disseram me que quando sou o Pedro sou uma pessoa completamente diferente do Barros. E acrescentaram mesmo que, gostam muito mais do Pedro do que do Barros.
Pois é meus amigos... Eu fui o Barros durante muito tempo... Preparem se................
O PEDRO ESTÁ DE VOLTA E VAI ARRASAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quarta-feira, janeiro 12, 2011
O MICROLIMETRO
O Microlímetro...????
Perguntam vocês muito bem! Ok... Eu passo a explicar... O microlímetro é a medida de distância mais pequena existente. É mais pequeno do que o milímetro.
É a medida que encontrei para descrever a distância a que quero estar de todos vocês. É a medida que encontrei para descrever o quão bem conheço o teu corpo, ou pelo menos, o quanto gostaria de conhecer.
Se soubesses o quanto gostaria de percorrer com as minhas mãos cada microlímetro do teu corpo, do teu rosto, da tua boca! Se soubesses como me fazes sentir! Se soubesses o que me fazes desejar, pensar, imaginar, sonhar... Se soubesses...
Estou tão perto de ti e tão longe... Tenho medo... Não tenho medo... Desejo te... Não desejo...
"May your eyes be opened by the wonderful"
Abre os teus olhos para a maravilha de uma VIDA de amores e desamores, deixa me entrar na tua vida... Na tua cabeça... No teu coração...
"senhores e senhoras, bem vindos à nossa doença.
Dêem nos uma ovação de pé e a vossa simpatia, por favor.
(...)
O único bom artista é um artista morto.
O único bom artista é um artista a sofrer."
Será que ele pode ter assim tanta razão? Será mesmo que é verdade?
Perguntam vocês muito bem! Ok... Eu passo a explicar... O microlímetro é a medida de distância mais pequena existente. É mais pequeno do que o milímetro.
É a medida que encontrei para descrever a distância a que quero estar de todos vocês. É a medida que encontrei para descrever o quão bem conheço o teu corpo, ou pelo menos, o quanto gostaria de conhecer.
Se soubesses o quanto gostaria de percorrer com as minhas mãos cada microlímetro do teu corpo, do teu rosto, da tua boca! Se soubesses como me fazes sentir! Se soubesses o que me fazes desejar, pensar, imaginar, sonhar... Se soubesses...
Estou tão perto de ti e tão longe... Tenho medo... Não tenho medo... Desejo te... Não desejo...
"May your eyes be opened by the wonderful"
Abre os teus olhos para a maravilha de uma VIDA de amores e desamores, deixa me entrar na tua vida... Na tua cabeça... No teu coração...
"senhores e senhoras, bem vindos à nossa doença.
Dêem nos uma ovação de pé e a vossa simpatia, por favor.
(...)
O único bom artista é um artista morto.
O único bom artista é um artista a sofrer."
Será que ele pode ter assim tanta razão? Será mesmo que é verdade?
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