quinta-feira, setembro 29, 2011

A pior das sensações

Tem acontecido frequentemente nos últimos dias... É horrível. Uma sensação indescritível.Nesta última semana, de cada vez que chego à cama, as ideias, os pensamentos e sentimentos, assolam-me. Apoderam-se de mim e não me deixam descansar. Não me deixam fechar os olhos. Se os fecho sinto-me envolvido por milhares de coisas diferentes, por sentimentos tão contraditórios como desespero, amor, saudade, ódio, tristeza, pena...
Sei qual é a solução para isso. Já a tinha encontrado antes e já a tinha usado antes. Mas não quero voltar a fazê-lo. É contra as minhas regras. E a solução é temporária. Esgota-se no dia seguinte, ou na noite seguinte e tudo volta ao mesmo.
Ainda assim, por muito que me custe, no dia seguinte, em vez de tomar uma atitude, em vez de tomar uma posição, resigno-me e não faço nada. Deixo que continue tudo na mesma.
As minhas forças esgotam-se no momento em que regresso à minha condição de pensante, no momento em que a noite cai.

E que fazer para isto acabar? E se fizer alguma coisa e tudo se mantiver na mesma? E se as sensações se mantiverem na próxima noite?

sábado, setembro 24, 2011

Over the rainbow...

Correram e correram ainda mais um pouco, até que finalmente se encontravam no inicio do arco-íris. Mas tiveram medo.
Ouviam vozes e quando se aproximaram para ver de onde vinha o som, depararam-se com duas criaturas.
Eram semelhantes a eles. Ele era pouco mais baixo do que os meninos. Se falássemos só de alturas, deveríamos dizer que ele teria a idade deles, mas possuía uma barba castanha, comprida e cerrada. Ela era ainda mais baixa, mas as suas feições também a tornava muito mais velha do que o que os meninos inicialmente imaginavam.
Aproximaram-se com muito medo...

segunda-feira, setembro 12, 2011

From a letter...

"Há algumas noites atrás, sonhei que íamos os dois jantar fora.
Antes de chegarmos ao restaurante, cruzaste o teu braço com o meu em sinal de cumplicidade e deste-me um beijo na cara. (Ou pelo menos acho que foi na cara.) Eu respondi-te com um beijo na testa e entrámos logo de seguida no restaurante!
Assim que nos sentámos à mesa, ouvi alguém, no sonho, a chamar o meu nome e eu acordei do sono e do sonho. Desejei voltar a adormecer e acabar o sonho, mas não consegui."

quinta-feira, setembro 08, 2011

Há tanto tempo...

Há tanto tempo...
“Não sei
Quantas vezes ouvi eu da tua parte essa expressão "não sei"... Não sei se posso, não sei se dá, não sei se estou, não sei se vai dar, não sei se vou, não sei se fico, não sei que diga, não sei que faça, não sei que pense, não sei se gosto...simplesmente não sei....
Talvez esta mania de usar constantemente a expressão "não sei" seja uma coisa que se pegue....
Hoje quem não sabe sou eu....
Não sei se te amo se te odeio... não sei se rio se choro... não sei se choro por ti, se choro por mim... não sei se espere...não sei se desista...não sei se continue...não sei se lute...não sei se esqueça...não sei se vá à luta... Não sei que diga...não sei que faça....
Simplesmente não sei...”
Verdade. Não sei mesmo. As únicas certezas que tenho são estas pequenas contradições que nos perseguem todos os dias. Todos os minutos, todas as horas. São contradições que nos regem. São elas que nos indicam o caminho a escolher. Quando nos perguntamos pelo caminho a seguir, perguntamo-nos se será este ou aquele e, é as escolhas que fazemos que nos define. É com estas escolhas que teremos de viver. São elas que nos moldam, que nos tornam melhores ou piores pessoas.
Portanto, menina Pipita… Escolhe!
Deixemos de nos perguntar “e porque não”, para usarmos o “porque sim”. Não existe um “não,sei”. Só existe o sei! Sabemos bem quais as nossas escolhas. Sabemos bem o que devemos fazer, por muito que nos custe. Não sei se devo ir ou devo ficar! Sei perfeitamente que devo de ir. Sei bem que não posso ficar. Se ficar, se deixar de ir e não correr, vou deixar o presente e o futuro escaparem-se mesmo à minha frente. Nas palavras da tua amiga… “ A vida... A vida? Tem que continuar firme!
Resiste ao passado.
Insiste, persiste e existe no presente e irá ter resultados num futuro próximo.”
Nada mais verdade. Vamos deixar de cometer erros?! Não conseguimos. Somos errantes neste nosso percurso mundano. Erramos tantas vezes ao longo da vida. Mas são estes erros que nos impedem de voltar a cometer os mesmos. Ainda assim continuaremos a errar.
Olha para mim… Errei tanto! Fiz os meus disparates e as minhas asneiras. Mas não me permitirei a cometer os mesmos disparates. Construirei eu, o meu próprio futuro com base nos fracassos e nas escolhas de caminhos errados que possa ter tomado.
"E quanto ao passado, por mais triste que seja, é sempre muito mais seguro que o presente , porque o conhecemos. E tu és igual a mim, precisas de dominar a realidade e uma pessoa só pode dominar o que conhece. Não me cabe a mim nem a ti decifrar o futuro, apenas ao tempo... e nós devemos viver o tempo, marcar o tempo, sentir o tempo, pasmar o tempo e acima de tudo partilhar o tempo."
Sim. A primeira frase é verdade. O passado é muito mais seguro. Mas é seguro por isso mesmo. Por já ter acontecido. Por já sabermos, agora, que na altura teríamos feito as coisas de maneira diferente.
Mas é essa a beleza das coisas. Pasmar o tempo, marcá-lo e partilhá-lo. Mas não devemos nunca tornarmo-nos meros espectadores. Devemos olhá-lo, mas acompanhá-lo. Seguir o caminho que nos indicar, ou escolher outro menos batido. Mas de passo firme e ideias definidas.
Não deixemos nunca de fazer o que queremos, ou de dizer o que queremos. Será então, no presente, ou no futuro que pensaremos no passado e nos questionaremos o porquê da decisão errada de deixar passar o tempo sem o olharmos, sem o tocarmos. De que nos adianta o medo de uma reacção. Na gíria diz-se: “há cinquenta porcento de hipóteses. O sim é garantido”. Se a minha vida dependesse dessa média, acredita que jogava o dado. De que me adiantaria não jogar?! Estaria a pasmar o tempo, mas deixá-lo-ia passar por mim,
Isso não é viver.
Arrisquemos. Ofereçamos a nós próprios uma oportunidade de sermos e termos o que quisermos. Sejamos felizes com as nossas escolhas.
Quando, nas nossas vidas, encontrarmos bifurcações, escolhamos a que nos parecer menos escolhida. São esses os caminhos que nos trarão as maiores aventuras. São esses caminhos que nos farão crescer enquanto seres humanos. São esses os caminhos mais difíceis, mas que nos levarão onde queremos.
Não digamos nunca mais “não sei”. Digamos “sei”. Arrisquemos no que nos surge pela frente e teremos a certeza que a tristeza será suplantada pela felicidade de cairmos e sermos capazes de nos levantarmos mais fortes do que nunca! Mas não nos sintamos obrigados. O Livre Arbítrio pertence-nos!!

Obrigado Pipita e amiga pelos dois pequenos textos. Há tanto tempo que andavam para andar

quarta-feira, setembro 07, 2011

Desculpa...

Desculpa piquêna...
Sinto que te ando a enganar com o Arco-Íris.
Sim... Realmente era para o ter escrito nas férias. Ainda andei de roda disso. Mas também te disse para que serviriam as minhas férias... Para Pensar. E foi isso que fiz. Durante as férias, cheguei a uma conclusão estranha. Andava a escrever, mas não era por mim. Andava a escrever por ti e não podia deixar que isso acontecesse. Se escrevo, se vou acabar o conto, tem de ser por mim.

Sendo assim, estabeleci outras prioridades e o conto é uma delas, mas não a primeira. Daí que há já bastante tempo que nem sequer olho para os rascunhos que fiz. Há muito que nem sequer me ocorrem ideias para terminar as peripécias que te tinha dito que faltavam.
Espero que não fiques "muito" triste! :P

Mas não está esquecido! E entretanto volto a publicar mais um excerto ou dois.

(E não me esqueci... serás sempre e sem dúvida a primeira a ler a obra completa)
Still looking for the right word. The right phrase. The right thing that will make you "click".
I know there is something out there!!

quinta-feira, agosto 25, 2011

Como é VIVER?Como é VIVER?

Um sentimento de melancolia o perseguia para onde quer que fosse.
Fazia tempo que não se sentia bem em lado algum. A solidão em que se via envolto, crescia a cada dia que passava.
Esquecia-se dos que o houveram ajudado antes. Esquecia-se dos seus nomes e das suas caras.
Fechava-se em si e tornava-se invisível.
Percorria as ruas despidas de vida e fundia-se no negrume que o envolvia.
Aos poucos e poucos, também ele se tornava uma personagem cinzenta, amargurado com as suas próprias histórias. Mas que histórias? O que tinha ele para contar? Nada. Em algum ponto, tinha-se esquecido de VIVER.
E por mais cores que procurasse, tudo lhe surgia negro. Já não se lembrava onde tinha deixado a alegria antiga. Já não se lembrava onde tinha deixado as personagens do seu filme. Em algum momento, retirou toda a gente de cena e seguiu sozinho pela multidão de fantasmas inertes que vociferavam "Não te deixo voltar a ser feliz!"
O que poderia fazer? Nada. Só tinha que continuar e, esperar que em algum instante, uma cor voltasse a aparecer no caminho. Esperar que em algum ponto do seu percurso se lembrasse de como é... VIVER!

quarta-feira, agosto 17, 2011

LOVE IS:

Utilizo o termo Inglês, pois na sua tradução abrange um significado maior e não só "Amor".

LOVE IS:
Querer a felicidade de quem gostamos, mais do que a nossa própria;
Saber que quando somos precisos, estamos presentes, apesar de também precisarmos;
Saber que a distância se encurta sempre que nos lembramos daqueles de quem gostamos;
Saber que nunca nos esquecemos, apesar de muitas vezes assim parecer;
Saber ouvir;
Saber quando falar;
Saber o que falar;
Saber criticar, mas sobretudo, saber aceitar uma critica, construtiva ou não;
Saber no olhar, nas palavras os sentimentos de quem gostamos;
Saber dar e saber receber;
Receber sem desejar;
Mas sobretudo, dar sem que nos peçam;
Dar o que não se tem, mas arranjar maneira;

Nunca desistir, mas saber quando o fazer;


Desisto!
Sei que o devo fazer...

quarta-feira, julho 27, 2011

Um dia deixo de sonhar

Todas as noites, quando se deitava, ela aparecia sorrateiramente no seu quarto. Deixava-se ficar do lado dele e falavam toda a noite. Falavam do que tinham feito, falavam do que não tinham feito e do que queriam fazer. Falavam da vida e do mundo e de amor e de enganos e desenganos, de verdades e de mentiras.
Todas as noites, ele descobria a felicidade na presença dela. No olhar dela, no cheiro dela. Mas todos os dias quando acordava, encontrava-se sozinho, sem ninguém do seu lado. Nenhuma prova de que ela lá estivesse estado verdadeiramente.
Ah! Que sonhador que ele era. Todos os dias ele ansiava o momento de voltar a deitar-se, para que mais uma vez ela entrasse sorrateiramente na sua solidão e assim deixa-se de se sentir desterrado de Vida, da vida, do mundo. Ele não se sentia no lugar certo, a não ser quando estava do lado dela. Mas que poderia fazer para que a noite não acabasse nunca? Que poderia fazer para nunca acordar e deixar que ela ficasse para sempre do lado dele?

Num passado, quando certas coisas não lhe tinham corrido bem, havia deixado de comer, de rir, de viver. Com ela voltava a fazer todas essas coisas. Mas uma desgraça nunca vem só e uma notícia apocalíptica vinha-lhe mostrar que ainda era o seu coração que comandava o seu corpo e a sua mente.

Quando conseguiria fazer com que fosse a sua mente a controlar o seu corpo e as suas vontades?
No dia em que deixasse de sonhar, teria a certeza que tinha conseguido isso. No entanto ainda não o conseguia. Não o deixavam!

Um dia deixo de sonhar e sei que quando isso acontecer... Serei um pouco mais feliz!

domingo, julho 24, 2011

"Um homem não chora"

"Um homem não chora"

Nós, os homens, passamos uma boa parte da nossa vida a ouvir constantemente esta frase. Pois eu digo como Cristo, "quem nunca pecou..."
Mas é verdade...
Depois de muitas lágrimas vertidas, chegamos a uma altura em que se esgotam. Tudo tem o seu fim. Tentei, tentei, tentei, mas só uma tristeza infinita se apoderou de mim. Uma melancolia tão grande, mas mesmo tão grande.
Uma vez à conversa contigo, disse-te que todos os que vão para a Terra do Nunca, chegam a uma altura em que desejam voltar. Todos crescemos, queremos crescer. "to live is a great adventure". Eu não quero mais essa aventura. Serei eu para sempre um Menino Perdido. Ficarei para sempre com os meus 15 anos.
Se é que existe um Deus, o gajo esqueceu-se que supostamente só o Seu Filho deveria sofrer e morrer para "remissão dos pecados" do Homem. Então porque sofremos todos?
Porque somos também Seus filhos?! Raios que O partam que eu não pedi nada disso!

Esqueci há muitos anos o que é ser feliz. Esqueci-me onde deixei a minha felicidade. Esqueci-me de viver e gozar e aproveitar a suposta dádiva que é nascer, viver e morrer. (Trocava de bom grado a parte do meio.)

Curiosidades minhas e pensamentos divagatórios que me perseguem: ultimamente tenho voltado a ler bastante. Dos livros que tenho lido as temáticas são sempre as mesmas. Amor!! (raio tenho de ir ao diccionário ver o que isso é) Contudo, há uma palavra que é repetida sobejamente. "Silêncio"! Será que são precisos assim tantos silêncios. Não gosto. Pode ser contraditório, até por gostar muito da noite, mas não a aprecio pelos seus silêncios. Aprecio-a pelos seus sons. À noite tudo tem outra magia.
Para além da leitura, gosto muito de música. O certo é que, ou é pelas bandas e pelas músicas, ou então não sei. O certo é que os temas também são sempre os mesmos. Ou Amor, ou desgosto de Amor, ou qualquer coisa de Amor! Dasse... Mas que raio?!?!?
É só isso?! Não há mais nada? Nascemos em silêncio, vivemos em silêncio, morremos em silêncio... Amamos em silêncio... Amamos em silêncio???? Será mesmo? Será que só vivemos para Amar?
Acho que é um direito inerente a todo o Homem e está consagrado num sítio qualquer, que temos o direito à Felicidade!!!!!!! Se alguém for feliz a mais, faça o favor de devolver a que me roubou.
O devaneio do FB devia ter vindo para aqui. Corri a agenda e encontrei UM amigo. Verdade. UM!!! Desculpa Pipita... Não foste tu. Gosto muito de ti. Sabes que sim, se não falamos mais é porque eu sou mesmo assim. Se não estamos mais vezes juntos é porque nem sempre dá. Sabes muitas coisas de mim, conheces-me e sei que posso contar contigo. Mas não és tu! Desculpa NSM, conhecemos-nos há muitos anos, somos amigos desde que me lembro de mim. Mas uma distância de tantos anos, trouxe lacunas que tão cedo não voltam a ser preenchidas. Desculpa mana, mas também não és tu. Mas não és tu por seres a minha mana. Só por isso já és a única que sei que nunca me deixarás. Que nunca me abandonarás, como outros! Desculpa, mas também não és Tu! A nossa amizade cresceu depressa. Sei que se precisar, TALVEZ possa contar contigo. Mas não tenho essa certeza porque também ainda não precisei. Sei no entanto que gostaria que a minha lista tivesse dois amigos e Tu fosses um deles! Desculpa Ca$h, mas também não és tu. Sabes muito de mim. Acredita que mais do que a minha irmã, mas os amigos lembram-se uns dos outros e como me conheces bem, sabes também que às vezes te esqueces. Desculpem-me aqueles que por outras razões não menciono aqui e que também trato por amigos. Mas vocês são os amigos de "faz de conta". São aqueles que quando preciso, para uma saída de copos, ou para uma cartada, ou para uma jogatana, ou para outra coisa qualquer, me dizem que nim, mas que quando precisam de mim, sabem onde estou. Não que me importe! É bom saber que os outros confiam em mim para certas coisas, mas...
O ÚNICO amigo, sabe que o é. Já lho disse. E nem precisava de o dizer. Ele saberia na mesma. Só peço desculpa por não me lembrar dele tantas vezes como ele se lembra de mim. Mas não penses que gosto menos de ti! És o MAIOR e sabes bem que te continuarei sempre a ver da mesma maneira. Mas Ninguém é perfeito e tu também tens os teus defeitos. Nem sempre tenho a vontade de tar contigo só para beber uns copos. Às vezes podemos simplesmente estar. Falar, rir, qualquer coisa!

E descubro que afinal ainda corre água. Uma pequena gota prende-se numa pestana e cai. Ainda sinto!

sexta-feira, julho 22, 2011

HELP

HHHHHHHHHHHHHHHHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP


MY HEAD IS ABOUT TO BURST!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, julho 05, 2011

Acordou na praia. Olhou à sua volta e não reconheceu nada em seu redor. Vestia uns jeans rasgados, uma camisa de flanela cinzenta com os botões arrancados e estava descalço. Não se lembrava como tinha ali chegado. Não se lembrava de nada que lhe desse uma pista sobre quem ele era sequer. A sua mente encontrava-se num total vazio. Percorreu os bolsos na esperança de ter uma carteira, um dinheiro, um qualquer documento identificativo. No entanto, tudo o que encontrou foi um papel com umas letras e um número que para ele não faziam qualquer sentido. Mas também, naquele momento, nada lhe fazia sentido. Ainda voltou a olhar em volta, na esperança que algo lhe trouxesse uma pequena recordação de onde se encontrava, mas a cabeça doía-lhe, o corpo magoava-o e o estômago dava sinais de vida, ou melhor, suspirava por algo com que se entreter. Fechou os olhos, pôs novamente a cabeça na areia e adormeceu.
Já o dia ia longo quando uma água o acorda. Começava a chover e ele tinha de se abrigar. Correu para debaixo do pontão da praia para se abrigar. Chovia cada vez com mais intensidade, ele acelerava a corrida e ainda assim o pontão parecia estar na outra ponta do mundo. Assim que se conseguiu abrigar prostrou-se na areia e chorou. Não tinha recordação de nada. Voltou a enfiar a mão no bolso para se certificar que o papel ainda se encontrava lá, que não havia sido um sonho. Com mais atenção, identificou as letras e juntou-as de modo a que lhe surgisse um nome. A sua primeira pista. Restava agora identificar os números. E saber porque não tinha nada com ele a não ser aquele papel com aquele nome e aqueles números. O que significavam? Seria um telefone? A quem pertencia aquele nome? O que lhe era aquele nome? Seria que em algum sítio já o procurassem? Há quanto tempo estaria "desaparecido"? Por enquanto, eram perguntas para as quais não tinha ainda qualquer resposta e por mais esforço mental que fizesse, não conseguia mesmo lembrar-se de nada. Tinha só a esperança que alguém, em algum lado lhe sentisse a falta. Era como se nascesse de novo e nada mais apropriado do que toda aquela água que lhe caía dos olhos e do céu a lembrar o líquido materno em que tinha vivido durante meses no útero materno. Não tinha era a segurança que possuía nesse local inviolável.

terça-feira, junho 28, 2011

"A bebida mais forte"

Entra no café e pede a bebida mais forte! Nem sabia bem o que haveria de beber, mas queria começar o dia da pior maneira possível. A noite anterior, tinha-lhe trazido à memória velhas vivências, de tempos áureos que há muito se haviam esfumado.
Não queria mais pensar nela mas, sempre que achava que havia deixado o passado atrás das costas, um fantasma voltava para o assombrar. Já não sabia mais o que fazer, como haveria de se expiar. Já nada funcionava! A única maneira que encontrava de esquecer esse passado era esvaziando um copo, ou mesmo uma garrafa inteira.
Fazia tempo que não conseguia ter uma noite de sono. Sempre que fechava os olhos, os seus fantasmas saíam do escuro para o voltar a atormentar. Nem sequer conseguia pensar. Ela bloqueava-lhe as ideias, os pensamentos. De alguma maneira, tinha conseguido fazer com que ele não voltasse a ter paz. Tinha-o enfeitiçado.
Só durante o dia, o tempo que passava acordado lhe trazia alguma paz, algum conforto próprio.
Tinha alturas em que nem mesmo uma nova Musa inspiradora conseguia ter poderes suficientes para afugentar os fantasmas. Mas tinha de conseguir. Tinha de correr com esses fantasmas, com ou sem ajuda. Mas, quando parecia conseguir, algo sucedia. Sentia-se a perecer. As forças desapareciam e, como que por encantamento, sucumbia aos seus fantasmas apesar das vozes que ouvia a pedir que lutasse. Essas vozes, contudo iam-se tornando cada vez mais ténues, cada vez mais silenciosas, até que desapareciam no vácuo em que se tinham tornado as suas vivências. Só uma persistia. Só uma se fazia ouvir.
A voz Dela era tão ensurdecedora que fazia tremer a terra. No entanto, aos seus ouvidos, a Sua voz, nada se parecia com um som de tremor. Era uma voz tão calmante que faria morrer de inveja as Sereias de Ulisses.
Ainda assim, não era Ela a voz de uma mulher-demónio. Antes pelo contrário. Ela surgia no seu pensamento como, a Única capaz de apaziguar a sua alma, como sendo a única que se colocava do seu lado e enfrentavam juntos todos os seus demónios. E, no fim desta guerra titânica, Ela calava-se e deixava que o silêncio invadisse a sua vida.
Muito tempo ele demorou a perceber o porquê daquele silêncio. Mas acabou por entender que não eram os sons, os gritos ou os berros que feriam de morte as assombrações. Era sim, o silêncio ensurdecedor da indiferença. E foi quando ele entendeu isso que, se refugiou na sua fortaleza, que sonhou com Ela e, no seu sonho, se encontravam furtivamente, nos recantos da sua mente, não para se entregarem um ao outro, mas para ambos se entregarem ao silêncio das suas vidas. Somente para descobrir que por mais voltas que desse, afinal essa nova Musa era também um seu fantasma.
Ah! Mas como ele desejava esse Fantasma. Como ele gostava de A encontrar à noite, nos seus sonhos, para A olhar, para A ver, para Lhe tocar e sentir o suave da sua pele. Em algum sítio tinha lido que não deveria beijar com os olhos abertos no olhar da outra pessoa. Quem recebia o beijo, ao receber também o olhar tornava-se proprietária da alma de quem lhe surgia. Mas sempre, no seu sonho, ele sentia os lábios Dela nos seus e, de imediato ele abria os olhos. Queria entregar-se, render-se a esta Reia e dizer-lhe que ele Lhe pertencia. Era este o presente que Lhe entregava. Entregava-se a Ela, com a sua alma. Colocava-se a si nas mãos Dela.

Quando acordou, entrou no café e pediu a bebida mais forte.

quarta-feira, junho 15, 2011

O cursor do rato piscava intermitentemente, esperando que os seus dedos lhe dessem vida e ele avançasse pelo ecrã, para cima e para baixo. Mas não. As ideias corriam em catadupa pela sua cabeça, sem que no entanto ele conseguisse organizá-las. Passavam diante dos seus olhos a uma velocidade estonteante, impedindo-o de agarrar uma que fosse, para depois desenvolver e arrancar.
Contudo, de quando em vez, conseguia distinguir uma imagem, no meio dessas ideias. Mas por mais que tentasse descortinar essa imagem, não conseguia. Havia algo a bloquear-lhe o pensamento. Algo que viria a descobrir mais tarde! E quando realmente descobriu o que o impedia de escrever, as ideias foram finalmente organizadas e a imagem, surgiu-lhe nítida como água.
Era uma figura humana, de longos cabelos, que se aproximava. Ele suava, com a ideia de ver o seu rosto. No entanto, à medida que se aproximava, descobria que essa figura não possuía um rosto, ou era como se não possuísse. A sua face encontrava-se coberta de abelhas!



(Para continuar mais tarde)

segunda-feira, junho 13, 2011

obrigadinho

Obrigado meus amigos e caros leitores/visitantes.
Há quase um mês que não posto nada neste meu espaço, mas no entanto as visitas diárias têm crescido imenso. Nunca pensei.

Obrigado mesmo. Apraz-me ver que "talvez" gostem.

quinta-feira, junho 02, 2011

Your turn to play...

Cometi a loucura de dizer quem és.
Cometi a loucura de esperar que jogasses.
Cometi a loucura de voltar a apaixonar me.
Cometi a loucura de pensar (em ti).
Não voltarei a pensar!

terça-feira, maio 31, 2011

From the book

O tempo ia passando e ela ia-se tornando cada vez mais uma ténue recordação, de um passado há muito ido. Uma recordação, que em breve se tornaria nada mais do que a ligeira sensação de que haviam partilhado algo, sentimentos, pensamentos, a cama, os corpos.
A sua vida normalizava. Mantinha as suas rotinas. Saía com os amigos que não o houveram abandonado e cativava agora, cada vez mais essas amizades. Tornavam-se numa espécie de irmandade que os impelia a todos, fazer tudo juntos, a debater ideias e ideais, e confidenciar vivências pensamentos e sentimentos. Mas o pior estava a chegar.
De repente, caída, sem saber de onde, uma chuva aproximava-se da sua alma, não dando conta. Uma nova Lídia se abeirava dele e lhe começava a segredar ao ouvido o que prometera não mais ouvir. De tudo fazia para afastar esses sons da sua cabeça, mas a voz ganhava um corpo cada vez mais definido, à medida que tentava lutar contra a fragilidade do seu ser.
Até que, a metamorfose se completa, e ela surge mais real do que antes, em carne e osso, para atormentar o seu corpo, a sua mente e a sua alma. Estava novamente a ser posto à prova.
Ela é, no entanto, a femme fatale que, o conduzirá numa espiral descendente até ao mais profundo do seu ser. Ela o conduzirá, bem para dentro de si próprio, para aí o deixar prostrado, retorcendo-se perante a sua própria inocência e incapacidade para lutar. Há muito que estava débil e as forças o tinham abandonado. E quando tentava recuperar as suas forças, esta nova mulher-demónio, surgia de um ímpeto e o trespassava de flechas. A sua eterna mutilação, a sua infindável tormenta por voltar a ser capaz de voltar a desejar, a amar.
Mas este amor tornava-se cada vez mais uma miragem. O que dois não querem, um não faz. Só ele lutava para sarar as suas feridas. Não as que antes lhe haviam abertas, mas sim estas novas. Só ele se permitia a voltar a amar, a voltar a desejar, como uma criança deseja os seus presentes de Natal. Só ele queria dela o que ninguém lhe havia proporcionado antes. A verdadeira compreensão, a verdadeira amizade, incondicional e independente. Não eram as palavras dela que o faziam desejar mais, mas eram as suas acções, o seu ser e a identificação que ele fazia dela. Só ele a conseguia ver como ela realmente era. Uma alma ferida, com uma ferida tão profunda que a impedia de voltar a desejar. E por mais que ele tentasse limpara essa ferida, ela lacerava mais um bocado nas suas costas, para que a cura não surgisse. Ele indignava-se… Como poderia ela ser tão cruel com ela própria? Como poderia ela ter conseguido “des-envolver-se” de tal maneira que conseguisse recusar um desejo tão imenso que lhe era oferecido? Ele havia tentado. Queria a todo o custo abstrair-se desse novo amor. Queria conseguir fechar dentro de si, num recanto qualquer perdido da sua mente, numa arca fechada, este amor que lhe tinha, que crescia à velocidade da luz, exponenciado pelas suas semelhanças a ele próprio. Queria encarcerar esse amor e deitar fora a chave, mas qual Lupin, ela abria-lhe a porta desse cativeiro e mais uma vez, ele se ajoelhava perante esta sua incapacidade de lutar contra ela. Mais uma vez ele se derrotava a ele próprio na luta pelo seu espaço, pela sua liberdade.
Ele é um eterno romântico. Será sempre este romantismo Garrettiano que o acompanhará ao longo da sua vida. Será este romantismo que o levará à loucura e o prostrará na sua fortaleza, incapaz de socializar, com o receio de que uma nova ninfa olímpica de ardis objectivos, o faça re iniciar uma nova etapa de sua vida. Será ainda, este romantismo que o fará transportar consigo, para sempre, a imagem de uma Helena Virgiliana, que o ensinava, tanto a amar, como a sofrer. Só muito mais tarde na sua vida, descobriria que é só no Amor que consegue encontrar prazer através da dor. Esses olhos de mel, lhe mostraram isso. Amá-la-à com a imortalidade da sua alma. Isso, por mais que tentassem, ninguém lho conseguiria roubar, ninguém o conseguiria impedir. Nem mesmo elas.




Este seria supostamente o capítulo final do meu livro que há muito se encontrava parado. Não posso deixar de fazer uma ressalva:
Este livro será sempre uma história interminável, daí este ser SUPOSTAMENTE o último capítulo. Voltarei a escrever para este livro, conforme o "engenho e a arte" assim me surjam. A inspiração, tenho-a. Provêm-me de uma musa de inigualável valor para mim. O desejo de continuar, possuo-o, mas o querer continuar o livro, NÃO!
Quero que sejamos todos capazes de olhar para esta história e, com as nossas vivências muito pessoais, sejamos nós capazes de criar a necessária ligação entre estes 3 ou 4 pequeníssimos textos deste livro, que deixei aqui no blog. Desejo que todos, ou quase todos, se consigam rever nestas palavras e assim, também vocês, leitores, sejam capazes de escrever uma história como esta, ou que sejam, pelo menos, capazes de fazer essa necessária ligação. Seria pedir demais que, publicassem as vossas ideias nos comentários. Mas que pelo menos, conseguissem através de um pequeno esforço mental continuar a construir a minha/nossa história.

Um enorme beijo de eterno agradecimento a esta minha musa, que de dia para dia, me faz querer cada vez mais. Me faz querer ser ponto que cicatriza. Um beijo enorme!

segunda-feira, maio 30, 2011

"Marcelo"

"Marcelo":
Encontro-me nas tuas palavras e re-descubro-me nas tuas respostas. Pintas-me em tonalidades quentes, escreves na minha alma e marcas com um ferro em brasa o teu nome no meu corpo "Marcelo".
Todos os dias esfrego essa marca para que desapareça, mas todos os dias ela aparece, mais marcada do que nunca, até que não a consiga lavar mais. Já não a consigo lavar.
Como posso deixar que regresses a essas origens? Como posso passar sem te dizer que te desejo agora, mais do que nunca? Como pude andar tanto tempo de olhos fechados, sem ver que te tinha na minha presença, mesmo à minha frente tudo o que podia pedir, tudo o que podia desejar?
"Marcelo", vejo que me compreendes melhor do que ninguém. Vejo que foi preciso sentir a tua ausência, para me dar conta da falta que me fazes, mesmo sem nunca te ter tido. Estranho... Vejo agora que só eu falo. Que só eu faço o barulho. E tu limitas-te a escutar, a fabricar silêncios que me levam ao abismo, só por descobrir que preciso de ti! Pena que eu não seja capaz de fabricar esses mesmos silêncios.
Já quase desisti, por várias vezes de lutar, mas a tua imagem, a tua presença e a maneira como me escutas, alentam-me para que continue mais um dia.
"Marcelo", ensina-me a fabricar silêncios.

terça-feira, maio 24, 2011

Alive again... Thank you!

Fiz o que me competia.
Agora já sabes. Agora de nada me adianta continuar a escrever. Agora tenho de volta a minha vida. Agora sabes com o que podes contar. Agora sei que me sinto aliviado. Não é propriamente fácil carregar este "segredo" sozinho. Já nao o carrego só. Já não me sinto só.
Sinto-me leve. Sinto-me a flutuar. Sinto que já não carrego nos ombros o peso de um "segredo" que, me corruía por dentro, que me atacava na mente.

Volto a repetir... Não me peças que viva como se não existisses. Disse-te que os meus amigos vivem comigo no meu coração e na minha mente! Tu entraste neste meu espaço e daí não mais sairás. Guardarei para sempre a magia dos sentimentos que me transmitiste.
Não quero voltar a comover-te. Não quero que penses que me servirei deste espaço, ou de qualquer outro para voltar a abrir o meu coração, para te contar o vai decorrendo do meu tempo. Não! Não quero que penses que com este texto, ou qualquer outro, te pressiono. Não! Fecho este capítulo e deixo a construção desta história para quem quiser. Deixo que voltemos ao momento em que não sabias de nada e eu ainda não tinha nenhum "segredo". Deixo este capítulo inacabado, para que uma pena solta venha, na mão de alguém e acabe este meu devaneio. Deixo que o vento junte as letras soltas e, escreva na areia da praia a história desta minha paixão, para que uma onde apague o texto e o vento o volte a escrever, até que não sobre mais nada senão a ténue lembrança de que eu desejei como a onda que queria ler a história deixada escrrita pelo vento. Eu desejei andar para trás e para a frente e, desejei andar num redemoinho de letras soltas transportadas pelo vento. Desejei que a história voltasse novamente a ser escrita até que, por qualquer maquinação divina, o vento se enganasse e escrevesse as personagens em sítios diferentes.

Quem me dera estar num sítio diferente. Quem me dera poder pintar-me de outra côr e assim, ser outra pessoa. Quem me dera que, sempre que me pintasse, eu me tornasse em um outro ser. Quem me dera que num qualquer quadro mágico, podesse pintar o meu passado, o meu presente e o meu futuro. E que de cada vez que pintasse, o que desenhasse se sobreposesse à realidade. E sabes o que faria? Não me juntaria nunca a ninguém,não mudaria nada na minha vida. Voltaria a pintá-la como sempre até aqui, mas pintaria sempre de rosa a vida das pessoas que transporto junto do meu coração. Mesmo que para isso por cada pincelada rosa na vossa vida, um rabisco a preto aparecesse na minha. E mesmo que para isso nunca se cruzassem na minha vida e,não houvesse lembrança de ninguém a não ser minha. Só eu te transportaria, vos transportaria na minha lembrança. É isto a incondicionalidade do desejo que te tenho. Que a tua vida seja do mais rosa possível e, saberás que para isso, estarei incondicionalmete, sem nada pedir, sem nada desejar do teu lado, como do lado dos meus poucos amigos, para o que der e vier. Para te dar, para vos dar a única coisa, que naquele momento precisarem. Nem que seja a minha "pele", para te aquecer, para vos aquecer numa qualquer noite fria.

Agora, VIVO OUTRA VEZ!

domingo, maio 22, 2011

No title...

Deu-me para voltar a escrever.
Talvez por ter voltado a ouvir James. Coisa estranha… Esta banda funciona para mim, como o ópio e absinto, para o Fernando Pessoa. São eles as minhas drogas. São eles os meus analgésicos!!
Pois bem… Desta vez, e uma vez que escrevo, somente porque me apetece, vou escolher um tema totalmente diferente.
Desta vez escrevo sobre Ti… Tou a brincar! Apetece-me escrever sobre o momento político que o nosso belo Portugal atravessa.
Vejamos. Recentemente, em conversa com um amigo, comentámos uma situação que se passa em países nórdicos. Imaginemos uma fábrica que engloba quase a área metropolitana de Pombal. Acontece que essa fábrica tem um parque de estacionamento enormíssimo. Todos os dias, os primeiros funcionários a chegar ao local de trabalho, são os que deixam o carro no ponto mais afastado da entrada da fábrica. Justificação: se eles são os primeiros, podem fazer bem o percurso até à entrada a pé. Os lugares de estacionamento mais perto da entrada, ficam reservados, como se de um pacto social se tratasse, aos funcionários mais “atrasados”. Se chegam tarde e, só tivessem os lugares mais afastados, iriam chegar ainda mais atrasados. Este é um tipo de mentalidade que não encontramos nas gentes deste país. O Zé Povinho vai de carro para o trabalho e, se o pudesse deixar à porta, deixava. Mas nessa impossibilidade, quanto mais próximo, melhor. Impressionante, mas é mesmo assim que somos.
Aproximamo-nos de eleições legislativas, que servirão para decidir o próximo primeiro-ministro. Eu já decidi o meu voto. Não quero influenciar ninguém, nem direi em que votarei, mas fiquem sabendo que vontade é zero.
Atentem. De que servem estas eleições? Para trocar um galo por um galinhola? Um ladrão por um vigarista? Esclareçam-me. Se andamos tão descontentes com sucessivas mentiras de sucessivos governos, como esperam que acredite que desta vez será diferente? Como esperam que acredite que vão mesmo cortar na despesa pública, que vão apostar mais na profissionalização do país, que vão tornar o ensino gratuito e facilitar o acesso à saúde?
Como esperam que acredite que não criarão mais “jobs for the boys”? A nossa política nacional está completamente descredibilizada e, enquanto não houver uma mudança profunda nas mentalidades das gentes, nada mudará e tudo se manterá! Contra mim falo. Esta noite, saí, fui beber uns copos. Claro que devia ter ficado em casa, a poupar. Mas não, tinha de sair e ir gastar dinheiro. Mas também preciso de me divertir. Então, porque não ficar em casa? Combinava com uns amigos, trazíamos umas jolas e ficávamos por casa a ouvir música, a jogar videojogos, a jogar cartas ou simplesmente à conversa. Já o tentei várias vezes, mas a resposta dos ditos amigos torna-se repetitiva. “Este fim de semana não. Mas é uma boa ideia. Temos de combinar isso para um dia destes.” Que raio! Será possível que não percebem que se gasta muito menos dinheiro e passamos uma noite a fazer o mesmo que faríamos em qualquer outro sítio de diversão nocturna?
Deixo a resposta ao critério e consciência de cada um de vós!