Nem sei por onde começar...Desta vez tou mesmo à rasca! Foi-se a minha inspiração. Não consigo escrever nada. Estou preso. Tenho os dedos presos, a mente atarracada. Por mais que coisas boas, ou más me aconteçam, por mais música que oiça, por mais cigarros que fume, ou passe noites em frente ao pc, nada me sai.Será ela que me faz isto? Não a consigo tirar do pensamento! Espero sempre por algo dela. Uma palavra, um som, um olá. Como posso deixar que isto me aconteça outra vez? Como me podeste fazer isto? Sai da minha mente! Deixa-me em paz...NÃO. Não faças isso. Não me deixes. Quero-te junto de mim. Quero-te com todas as contradições que isso possa implicar. Sim/Não, Quero/Não quero, Pode ser/Não pode ser.Quero poder saber se temos algo em comum. Quero selar contigo um pacto de estabilidade. Estabelecer esse mesmo pacto com base numa confiança. Com base numa promessa que, o que daí advier será algo que ambos queremos.Pactua comigo! Dá-me uma chance. Deixa-me dizer-te que quero estar contigo. Que me fazes tremer quando apareces. Que quando apareces, sinto-me esquisito e, faltam-me as palavras. Fazes-me falar de trivialidades. Não consigo estar ao pé de ti, mas só quero estar contigo."Stay the night". Deixa-me estar contigo. Quer estar comigo! Quero tanto dizer-te tanta coisa. Quero conhecer-te melhor e sentir-te mais. Já me fazes tanta falta.Nunca quis nada que isto me voltasse a acontecer! Sempre quis "ficar para tio". Como posso baixar tanto a guarda? Para onde vão as minhas forças, quando estou junto de ti? Não queria voltar a amar! Mas por mais que me esconda, por mais que force esse magnifico sentimento ao exílio, ele teima em voltar para me atormentar com todas as suas implicações. O desejo, a falta dele, o querer e o não querer, a lucidez e a loucura, a sobriedade e a ebriedade..."Can't take my eyes out of you". Sim,, já não consigo tirar os meus olhos de ti. E mesmo que os feche, a tua imagem surge-me tão cristalina quanto água. Os teus olhos de mel, a tua face, o teu sorriso, a tua voz. Nada disto me sai do pensamento.Como posso voltar a desejar tão depressa, com tanta força? Que merda. Quero a minha segurança de volta, mas quero tanto estar inseguro, junto de ti!Quero cair num sono tão profundo que tudo o que sonhar não acabe mais. Quero sonhar contigo. Sonhar tanto, que não mais acorde e, esse sonho seja para sempre a minha prisão. Mas será uma prisão tão deliciosa, quanto um dia primaveril. Será uma prisão, onde só eu darei o rumo à minha vida. Onde eu farei o que quiser, onde nada me acontecerá. Onde só eu comandarei o Destino. Onde eu deixarei de conseguir distinguir o sonho da realidade e, onde esse sonho se tornará na minha realidade.Desta maneira, onde irei parar? Porque não posso, por uma vez, conseguir algo a que anseio tanto? Onde vou parar desta maneira?Já te desejo tanto!!
Acerca de mim
- Pedro Barros
- Pombal, Beira Litoral, Portugal
- Às vezes, fazemos tudo bem e mesmo assim perdemos.
quinta-feira, janeiro 09, 2025
quarta-feira, janeiro 08, 2025
Brown eyes and Rosie lips
Hoje lembrei me dos teus olhos castanhos e dos teus labios rosados... Lindos. Quer dizer... Tudo em ti é lindo. Pena que não te o diga. Pena que só eu o sinta. Pena que só eu o diga! Como gosto de olhar para ti... Como gosto de estar contigo... Como gosto de sentir a tua presença...
Fico nervoso ao pé ti... Os teus olhos transportam me para longe, para locais nunca antes vistos, nem descobertos. E os teus lábios?! Fazem me pensar em algodão doce que adorava trincar como se de uma sobremesa se tratassem. Ah... Como é bom sentir assim e desejar assim! Ah... Como é bom guardar na minha mente as folhas de Outono que me olham. Como é bom guardar na mente o algodão doce falante que chama o meu nome... Ah... Como é boa a tua presença e o teu sorriso. Como são bons os breves instantes que passo contigo.
O tempo parece parar e não existe nada para além de nós. Mas também a ti eu vejo parada. Só eu continuo na incessante busca de algo longe de tudo e todos. Mas não deixarei de te "perseguir" e encurtar o espaço entre nós, até não sobrar nada a não ser o microlímetro.
Adoro te... E já me custa não te ver uma vez ao dia que seja. Anseio chegar a casa para descansar e não te tirar da cabeça, sem mais nada em que pensar. Só a tua imagem... Só os teus brown eyes e rosie lips...
terça-feira, janeiro 07, 2025
Sonho ou realidade?
segunda-feira, janeiro 06, 2025
Foi assim que começaram!
Certo, não é?
domingo, janeiro 05, 2025
"Não és tu, sou eu!"
quarta-feira, janeiro 01, 2025
Coça
terça-feira, dezembro 24, 2024
Remanescências
sexta-feira, outubro 04, 2024
Porque eu já não sei escrever. Não quero escrever!!!
terça-feira, janeiro 19, 2021
"Não te estou a ouvir"
quarta-feira, janeiro 22, 2020
Alegria por não te amar.
Tínhamos estado juntos toda a noite. E a noite voou tão depressa que me doeu no mais íntimo a nossa despedida. Rimos tanto que chorei de alegria, a barriga doeu e os músculos da cara ficaram tesos como pedras. Disse-te isso e respondeste "São então as pedras mais bonitas que já vi. O teu sorriso é lindo. Os teus olhos também". Fizeste-me corar. Não estou habituada.
No momento da despedida, quis-te. Quis a tua respiração ofegante. Quis o teu corpo e a tua alma naqueles momentos em que amantes se tornam um só.
Imaginei o sabor dos teus lábios e souberam a gelado de chocolate. Mas que gelado de chocolate?! Nem sequer é o meu favorito. Porque haveriam os teus lábios de ter esse sabor?
Senti as tuas mãos largas, dentro dos bolsos a correr o meu corpo. Apertaste-me com tanta força que gemi. Apertaste mais. Gostaste daquele som de prazer e dor que não parava de emitir.
Mas como tudo tem um fim, apartámos-nos. Cada um seguiu o seu caminho em direcção a casa. Ainda voltei atrás para te dizer que queria dormir com o sabor dos teus lábios mas, quis o Fado que tudo não passasse de um sonho.
Acordei e chorei. Chorei de saudade e alegria. Saudade de desejar. Alegria por não te amar.
terça-feira, janeiro 21, 2020
A pior das sensações volta - parte três mil cento e vinte e quatro e meio
Ela saiu de casa para um café. Saiu de casa, bem arranjada e perfumada. Era um dia como todos os rotineiros dias em que a vida se torna - por mais que não o quisesse.
Ao fechar a porta de casa, sentiu um frio, quase gelado de neve que lhe subiu e desceu todo o corpo. Era um dia de Verão. Como podia? "Foi só um calafrio" - pensou. Mas porquê? Olhou o telefone para confirmar qualquer negra notícia. Mas o telemóvel encontrava-se como a noite, negro!
E andou. Não pensou mais naqueles cabelos que, momentos antes, se haviam levantado como uma grande floresta. Mas pensava no café!
Acendeu o cigarro. Como de costume, puxa o cigarro, coloca-o gentilmente na boca e ri-se de pensar que havia algo de diferente. Sabia o que era, mas nem pensou. O isqueiro em seguida. Rodou a pedra e um pequeno clarão rasga a escuridão. Aquela chama, dançarina, protegida por uma mão, procurou a ponta do cigarro e, assim que os dois elementos se encontraram, naquele instante, inspirou, sentiu aquele fumo de cigarro digestivo rodar dentro da boca, conhecendo todas as papilas e apalpando todos os dentes e sorriu. Sorriu porque a imagem do cigarro que se juntava à chama a fazia lembrar os encontros amorosos. Pensou em dois amantes separados que só por forças externas se podiam encontrar. Mas aquele sorriso, depressa se escondeu com a tristeza daquele encontro fugaz. Será que aquele encontro de milésimos de segundo fazia valer a separação que se avizinhava ainda antes de se beijarem?
Gostava de caminhar a fumar. Distraía-a. Sempre que o fazia, o seu passo acelerado do dia, era substituído por um mais lento, semelhante às nocturnas horas. Apreciava as estrelas e a brisa que lhe tocava o rosto, como quem esconde uma lágrima. E lá teve que enconchar a mão para proteger aquela fonte de calor e impedir que se extinguisse mais cedo que tarde. Achou piada aos barulhos. Parecia que estava mais atenta, pois ouvia sons que lhe pareciam estranhos. Ao virar o canto da rua, a torre da igreja, apareceu-lhe imponente, fálica, virada para a Lua - o café estava perto. E o amante da chama chegava ao fim. Rodou-lhe a ponta até ficar só com o filtro na mão. Despejou aquele falecido no lixo, massajou o tapete de entrada com os pés, a cabeça baixada, mostrando o respeito e a cordialidade de quem entra em espaço que não seu. Levantou a cabeça, rodou-a a procurar uma amiga, com quem não tinha combinado nada e,
O espaço tinha ficado vazio. Onde estavam os amontoados de corpos que tinha visto? A música? O mundo desaparecera!
"Puta que pariu!!! - gritou com o megafone mental. "Outra vez?" - berrou surdamente. O calafrio... Lembrou-se do calafrio.
segunda-feira, abril 29, 2019
Shatter
It's when darkness comes that the mind flows. The day came to an end. The work is done.. today's and tomorrow's.
And I started thinking about writing. I love doing it but, a writer's block always comes. And so, my fingers slide through, up, on the keyboard and letters join to form words. Disconnected words join to make sentences, but the ideas still fly, and the sentences become non-sense texts about absolutely nothing.
I am thinking of Assessment Worksheets. Parts and times and timetables and the end of the school year is near, Ffs… the end is near!
And listening to music. I always listen to music when writing. It's nice. It's relaxing. But sometimes, one absolutely random music pops to bring memories. Ghosts from the past.
The best weeks are this ones. The ones one starts thinking of "songs of ice and fire". I like them. They are my own way of meditating.
I wish I could remember my first memory. I would like to describe it to you. But I can only remember the lack of …. the lack of… the lack of… I can't even remember what lacked me whilst a youngster.
It's a funny thing.. Last week I dreamt of you. It's always the same dream. We were walking around somewhere, together. Holding hands. You looked at me, I stared at you and your face vanished and I shattered. But, despite being broken I could still sing:
"Humpty Dumpty sat on a wall,
Humpty Dumpty had a great fall;
All the king's horses and all the king's men
Couldn't put Humpty together again."
sábado, novembro 17, 2018
My.. mine.. hers
A physical emptiness can, may, and most definitively, will have repercussions in one's state of mind. One starts feeling "saudades".
That means that we start missing "when", "where", "why" or even "who", and this is me trying to come back to grammar.
But this time I began thinking about demonstratives. I was thinking about "My" ex-, and realised that these small possessive adjectives are quite difficult to teach. We do not have "adjectivos possessivos" and they always come before nouns. And they give a possessive characteristic to someone or something. But it's still always strange. Was he/she/it ever our possession?
So I jumped to thinking he/she/it was "Mine". Now, here, in this case, we do have possessive pronouns. And we can move them along inside the sentence. But in English they are used to show that something belongs to someone. So the "mother is mine", because they always follow the verb.
And she left because of that.. She was a "personal subject".. She knew she was no one's belongings. She was no object and I wasn't hers.
sexta-feira, novembro 16, 2018
Memories
Wh- questions are sometimes hard to explain to students learning English as a Second Language. One might think it's easy, but we use it like socks.
Now go and try explain 12/13 year-old kids that where is for places and when is for time and why is reason and who is… who is just who. It's not an easy task.
I think that I was living near Rio Arunca at the time. That would be the WHERE. A place in town that leads us right to the river bank. And I don't mean the one where you save your Money even though that would still be a "where".
It was so many years ago I cannot actually remember. I was younger than I am today. I was dating a girl. I had just dropped university. I wrote something to her and that was actually the "memory". This may be the WHEN. The time I wrote the "memoir".
And the fuckin WHY I wrote the piece of shit just is out of my rememberance. I thought I was in love. Or am sure I was? And needed to let her know that. Why? I wasn't sure of anything and neither was she.
And the years went by. And a memory came to haunt. Are all memories a ghost? They may as well be, but I ain't no Ghostbuster to trap them down and recycle them. I live with those ghosts.. Some I can play with, others I...
quarta-feira, agosto 29, 2018
O Amor é cego (mas ainda tem idade)
Eram tempos em que o Homem regia a sua vida segundo as leis dessa felicidade relativa. Podiam comer o que quisessem. Beber o que quisessem, pegar o que quisessem. E ninguém dizia nada. E um dia todos eram reis e rainhas, príncipes e princesas.
E as relações eram do mais honestas possíveis. Só se era amigo até um se fartar. E quando se fartasse, dizia e escolhia outro amigo. O mesmo se passava com os homens e as mulheres. Não havia matrimónio, nem igreja. Ninguém se casava. Não havia necessidade. Relações duradouras não existiam. A vida era como é, feita de experiências. E essas experiências levavam a partilhas quase obrigatórias de vivências, de pessoas. Mas não havia a noção de Amor. Ninguém amava. Seria essa a razão de todos viverem em felicidade relativa?
Mas um dia tudo mudou. Mas porquê? Como? O que se passou? Conta-nos!!
O que se passou?! Simples! A escrita apareceu. E os poetas começaram a olhar para lua e a chamá-la de amor. Olharam para as flores e chamavam por alguém que lhes aparecia distante. E viam riachos e ansiavam que a Lídia se sentasse à sua beira. E começou o sofrimento. O Homem começou a procurar companhia permanente. E apareceram os primeiros ladrões. Primeiro roubaram corações. Mais tarde roubaram bancos. Os reis e rainhas, príncipes e princesas não trocaram mais, antes trocaram entre eles.
E se antes o Amor não existia, como que quisessem que não nos esquecêssemos de tempos de felicidade relativa, foi nos dito que o Amor continua cego, que não escolhe cor, nem género, nem idade.
E então? Como acaba?
Acaba quando de vez em quando nos cruzamos com uma dessas pessoas. Alguém que amamos e que nos ama de volta sem conhecer a cor da nossa pele, mas antes a cor da nossa alma. Sem olhar para o nosso género, mas antes para o tipo de confiança que transmitimos. Que nos diz que a nossa idade é a idade da vida que quer passar connosco.
Que bonito!
É mesmo? Terei contado isto bem ou a história é ao contrário?
terça-feira, fevereiro 27, 2018
Palavras, leva-as o vento
É difícil. Nem imaginas o quanto! Achas que podes fazer uma ideia, mas não sabes. Não consegues medir. Não há racionalidade nenhuma, nem ciência, nem medida que possa sequer dar uma ideia do quão difícil é.
Escrevo-te agora o que há muito me havia prometido dizer. Mas não sei se seria capaz de te dizer o que me preparo para te escrever. Frente a frente, não diria nada do que devo. E ficaram algumas coisas por te dizer.
Se não fui capaz de te entregar o teu presente, por alguma razão foi. Foi por não ser capaz, nem querer estar junto a ti. Por saber que ia tremer. Que me ia engasgar, sufocar, acelerar o coração, enervar-me e apaixonar-me novamente. Sim!!! Apaixonar-me! Deixar que me cativasses novamente. Baixar a guarda e levar novamente o rude golpe. Aquele golpe de misericórdia que antes faltou.
Escolhi esta música por serem estas as palavras que devia ter dito e não cheguei a dizer. Não que agora façam qualquer tipo de diferença. Mas pronto... Também sou lamechas e gosto da música.
segunda-feira, fevereiro 26, 2018
Em 1343
Acontece com facilidade e alguma frequência, até. Aquela ideia de paixão, felicidade e "até que a morte os separe" começou a fazer parte da imaginação e mesmo dos sonhos. Começa a ser algo cada vez mais dos contos de fadas do que da realidade.
Faz alguns anos - alguns mesmo - a epifania atingiu-me! Chegou de mansinho, colocou um pé à minha frente e empurrou pelas costas com tal força que caí estatelado. Mas foi essa mesma queda que fez com que a ilusão se tornasse realidade.
Primeiro vi que é pelas costas que a vida chega. Ou para nos dar o empurrão que faltava, aquela coragem que não sabíamos que existia, ou para nos empurrar em direcção ao abismo. De qualquer das maneiras, é sempre pelas costas.
Em segundo lugar, serviu para ver que o desejo é fútil. Só ama que não tem mais nada que fazer! Mas também só se apaixona, quem tem coragem para isso. E a minha foi-se..
A última vez que me apaixonei foi em 1343!
sábado, agosto 19, 2017
Uma no cravo e outra na ferradura
Já há algum tempo que andava para escrever sobre isto. Quanto mais não seja pelas perguntas que me têm feito, pelas propostas ou pelos convites.
E com este pequeno texto, remeto-me novamente ao silêncio, no que a considerações políticas diga respeito.
No que toca a política nacional, nada mais há (para mim e por mim, a dizer). Acho que todos os analistas políticos já fizeram o seu trabalho. Acho que todos os "treinadores de bancada" definiram as suas tácticas. Ou seja, nada sobra para dizer - já se disse tudo dos incêndios de Pedrógão, das mortes na EN 236-1, das falhas do SIRESP, dos pedidos de responsabilidade, dos pedidos de demissão, das férias do "Primeiro", ou a falta do informação do "segundo". Talvez por isso seja tão fácil fazer uma campanha eleitoral nacional. Descobrem-se as falhas de um e de outro, mandam-se umas "larachas" e está a campanha feita. Ganha o político mais estúpido, com o pior projecto eleitoral, mas que melhor se serve das falhas do adversário. Acho que sempre me lembro de assim ser. Mas lá está.. Política nacional à parte, falo da local.
Na minha "santa terrinha" há uma carrada de candidatos, da direita à esquerda, de cima a baixo, do centro independentes e dos independentes centro. Por cá, faz tempo que deixei de votar no(s) partido e passei a votar na pessoa, ou pelo menos no que melhor programa eleitoral me consegue apresentar.
Assim, para a CMP, de entre os candidatos Eng. Narciso, Presidente Diogo e Candidatos Sidónio e Claro, a análise é simples. A CMP continuará quase sem dúvida a ser "laranja". O CDS e o PS não têm expressão num concelho que há anos é "brainwashed" por uma máquina política tão bem oleada. Reconheço todo o mérito ao Sidónio. Privei com ele várias vezes, sei bem do que é capaz. Mas infelizmente não é candidato pelo PSD. O Eng. Claro é o candidato do PS.
Enquanto o PS de Pombal se encontrar no mesmo marasmo dos últimos 25 anos, não me parece que algum dia saia da "cepa torta"! Uma enorme palavra de apreço ao Eng Claro pela coragem demonstrada em assumir este desafio, mas infelizmente não é candidato pelo PSD.
A luta resumir-se-à (e perdoem-me os pequenos independentes por aí, mas também sabem que é verdade o que digo) ao candidato Eng. Narciso e ao actual presidente Diogo.
Tive/tenho uma relação de particular carinho pelo actual presidente. Reconheço uma obra feita e trabalho ao Eng Narciso. Mas isso não chega! Para nenhum dos dois. O Eng, fez questão de bater com a porta na cara do partido que o criou. SIM!! O criou!! O actual segue com os mesmos erros do anterior. Poderia enumerar milhares, mas refiro sempre as pessoas de quem os candidatos a presidentes pelo PSD são rodeados. Sinceramente, não sei (mas deveria saber) quem escolhe os candidatos a vereadores. Se é o Candidato ou o partido. Se é o candidato, deve pensar melhor nas escolhas que faz. Se é o partido, então "boys for the jobs"!
(Que me perdoem os rapazes e raparigas, homens e mulheres do BE e da CDU, mas não sei mesmo nada de nenhum dos candidatos ou dos programas)
Relativamente à JFP, é tudo mais fácil. O PSD apresentou o candidato ideal para que não restem dúvidas quanto aos resultados.
Dos candidatos, menciono apenas três: Sílvia João (CDS), Aníbal Cardona (PS) e Pedro Pimpão (PSD).
A Sílvia, conheci-a há alguns dias atrás. Conheço, e sou amigo de alguns dos integrantes da lista há vários anos. Sei do que são capazes. Aos que conheço, sei que são pessoas capazes da abnegação requerida pelo cargo político a que se candidatam. Sei que são trabalhadores e sonham com uma freguesia de Pombal unida em prol de um bem comum.. O bem-estar dos seus fregueses, homens e mulheres, rapazes e raparigas, ricos e pobres do PSD, do PS ou de qualquer outro partido político.
O candidato do PS, é alguém que conheço há alguns anos. Tivemos conversas de café, mas nunca sobre política. Soube este ano e nestas eleições que "é do" PS. (Este é o erro do PS, ninguém sabe bem quem são, ou são sempre os mesmos). Tem uma vida profissional estável, mas que mais posso dizer sobre isso?! Não é a sua profissão que me pode dizer se é ou não bom político. Um abraço para ele, e à semelhança do Eng Claro, gabo-lhe a coragem de se assumir como candidato nesta altura!
Por último, sobra o Pedro Pimpão. Cresci com ele, entrei para as direcções da Escola Secundária pela sua mão. Entrei para a JSD e várias direcções pela sua mão, mas terá também sido pelo seu "mindinho" que me afastei de qualquer lide política. A determinada altura é pedido que usemos "palas". E isso eu não sou capaz. Posso "comer a cenoura", mas não me peçam para dar o passo em frente à beira do abismo.
O Pedro fez trabalhos notáveis enquanto presidente de AE/ESP e enquanto presidente da JSD. Mas a minha "ignóbil" opinião é a de que na altura ele sabia bem quem eram as pessoas que deviam estar com ele. E essas seguiam-no. É um líder quase por natureza. Consegue colar fracturas!
Não acompanhei o seu percurso na A.R. Do que sei, fez parte de algumas Comissões Parlamentares, dando sempre o seu contributo. Bem.. Muito bem!
É o candidato da continuação, no entanto. Veremos se a "nossa" freguesia continuará igual!
A todos os candidatos, desejo um bom início de campanha, uma boa campanha e que ganhe o melhor!
sexta-feira, abril 21, 2017
Estágio - Centro Europeu de Línguas
A Dra. (?) Paula Cipriano, foi impecável na informação e prestação de todos os esclarecimentos.
Este estágio, resulta de uma parceria entre várias instituições espalhadas pela Europa e funciona com fundos europeus. Na altura de decidir o meu país de destino, e tendo à escolha França, R.U., Espanha e Itália, a resposta foi imediata. Já não bastava ser um país de língua inglesa, era também um dos países do meu imaginário. Tudo o processo de selecção foi muito rápido, assim como tudo o resto que me permitiria vir e começar o meu estágio. Como "não há Bela sem senão", tive de completar também um curso de formadores, ministrado no C.E.L. a fim de ser considerado elegível (um dos requisitos obrigatórios). Nada de grave, tendo até em conta as minhas anteriores experiências profissionais.
O Centro Europeu de Línguas, em Lisboa, tratou de tudo o que concerne a nossa estadia. Alojamento, viagens, transportes e recebemos uma bolsa mensal para fazer face às nossas despesas de alimentação. (bem jogado com o dinheiro, ainda nos sobra para algumas pequenas extravagâncias, como a viagem que fiz a Glasgow).
Depois de toda a documentação tratada e algumas viagens a Lisboa, no dia 1 de Março cheguei a Londonderry.
A cidade fica no Noroeste da Irlanda do Norte e, é conhecida por razões diversas, sendo que mais marcante é o famoso "Bloody Sunday". É uma cidade relativamente pequena se considerarmos que é a quarta maior da ilha. É atravessada por um rio rico em ceifar vidas a jovens adolescentes. A cidade tem uma das mais elevadas taxas de suicídio jovem de toda a ilha.
No segundo dia, eu, em conjunto com os restantes elementos do grupo de estagiários portugueses, fomos encaminhados para a instituição de acolhimento, que nos deu um breefing sobre a cidade, vida e cultura e locais de trabalho que nos tinham sido designados.
Sou "assistant teacher" na St. Therese's P.S. Lenamore. Uma escola católica (e isso é das coisas que mais me custa no trabalho).
O ambiente educativo é fantástico. As condições são absolutamente fantásticas. As pessoas, funcionários, alunos e professores, têm sido incansáveis em fazer com que me sinta extremamente confortável.
Escusado será dizer que nem só de trabalho vive o homem. Aproveitamos sempre para as nossas viagens e passeios, bem como para umas saídas nocturnas.
Como disse recentemente nas redes sociais, os locais não bebem tanto como o povo português, mas são (dos que conheço), muito mais amistosos e divertidos. Estão constantemente em festa e não têm problemas nenhuns em meter conversa com qualquer pessoas que lhes pareça estranha. Aconteceu comigo :D
Tive a sorte de chegar no dia 1 de Março e estar por cá durante as celebrações do St. Patrick's Day. Em suma, é uma espécie de desfile carnavalesco. Até aqui nada de muito diferente dos desfiles em Portugal. Mas, assim que acaba a "parade", o povo junta-se em festa em tudo o que é espaço de diversão. Os pubs e os bares enchem-se de gente que celebra o santo responsável pela evangelização da ilha.
(Peço desculpa pela qualidade do vídeo)
