terça-feira, abril 06, 2010

"o dia em que naci moura e pereça"

Este meu novo texto tem o título de um poema do grande poeta épico português Luíz Vaz de Camões. No entanto o conteúdo do texto que se segue nada terá a ver com o pema a não ser a minha vontade de amaldiçoar o dia em que "naci". Nesse mesmo dia a terra devia ter-se aberto debaixo dos pés do médico e eu deveria ter sido engolido por esse buraco. Deveria agora definhar no Hades profundo, chorando eternamente a luz do dia que nunca devia ter visto, chorando a vida que não devia ter vivido, nem levado. Mas acima de tudo, deveria penetenciar-me pelo sofrimento que inflijo aos que me rodeiam e que nunca deveria ter provocado se naquele instante Hades me tivesse levado com ele para a sua morada subterrânea.
Uma vez lá, transposto o rio e entregue o bolo à besta Cerberus, não mais voltaria a pisar terrenos terrestres e para sempre vaguearia por espaços escuros sofrendo mil tormentas nas mãos de mais mil condenados. E sempre que por ímpeto hercúleo, uma vontade me indicasse a luz de saída de tamanho sofrimento, a Besta se encarregaria de me rasgar a carne, para sempre imortal e não pálpavel para mais uma vez regressar para junto dos mortos. Deveria ter sido o meu destino. Um destino em tudo semelhante a Atlas. Deveria eu carregar o peso dos Céus nos meus ombros e dia após dia um abutre de apetite voraz me devoraria um bocado de carne. Mas essa minha eternidade de sofrimento faria com que, sempre, a ferida cicatrizasse e mais uma vez este mesmo abutre viria e me desfizesse mais uma costela, ou um rim ou mesmo o coração!
Antes o meu sofrimento fosse mortal, para que no momento em que me arrancassem o coração, não mais sentisse nada de nada. Vai-se o coração, mas deixem-me com a razão. Oh Grandes Titãs... Para que nos criastes para viver uma vida de tormentas e sofrimentos? E vós? Agora encurralados para todo o sempre no Tártaro! Terá sido esse o vosso castigo pela criação de tão medonho ser como eu? Se assim foi, cumpro de bom grado a penitência por vós. Oh Deuses... Vós que se deixam ficar nos vossos assentos Olímpicos enquanto me vêm definhar para vosso deleite! Acabai de vez com este meu sofrimento e deixai que uma vez eu possa dizer que fui feliz! Permitei-me esse pequeno prazer.
Mas partirei com a certeza de que com a minha infelicidade deixei alguém feliz.
Permitei-me partir gritando urras de Amor encontrado e para sempre perdido. Urras de Amor condenado... urras de amor infeliz. Como posso eu, um ser tão mesquinho, tão insignificante e pequeno provocar tanto sofrimento?
Oh Deuses... Amaldiçoo o dia em que não morri, nem pereci. Amaldiçoo o dia em que sofro mil sofrimentos por cada um que causo. Deixem-me partir. Libertem-me deste triste Fado!
Não deveríamos todos ter direito ao mínimo de felicidade? Não deveria ter tido a oportunidade de ser feliz? E quando me perguntarem se não o fui junto das pessoas que mais amo, responderei que qual Midas, a minha sina não foi transformar em ouro tudo o que tocasse, mas transformar em infelicidades eternas os segundos de felicidade que me foram concedidos.


"O dia em que naci, moura e pereça"

Amo te Muito

Pois é... Quem tem culpa quando acabam as relações? Sempre os homens! Mas que merda... estou à beira de perder a minha namorada por causa de uma cena de ciúmes... Mas que caralho se passa comigo? Eu não era assim... Eu não sou assim... Mas uma coisa é certa... Amo-a muito, mais do que ela possa saber, porque nunca lho disse... E choro, e sofro e aperto o peito de tanto que ele me dói. Mas que hei-de fazer? Como posso fazer ver a minha namorada que eu fui simplesmente um garoto, estúpido que deitei tudo a perder por não saber dar valor ao que tinha de mais precioso!

Amo-te muito e não te posso/quero perder. És tu que me dá alento! Lembras-te de me perguntar como conseguia aguentar com todos os meus problemas da minha vida pessoal? És tu! Tu é que me fazes rir e dar valor à vida de merda que tenho...

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Sou

Pois é pessoal... Ganhei coragem e vou escrever o porquê de todas as minhas angústias e desilusões!

Aqui há coisa de uns anos, alguém se lembrou de montar uma pequena empresa, mas não a podia montar em seu nome. Como tal, tinha de arranjar alguém que desse o nome, apesar de não a gerir. Ora, como se está a ver, aqui o coitado, sempre disponível para ajudar os outros, disse que sim. No entanto, os negócios não correram bem e eu fiquei com uma divida de 20 e tal mil euros para pagar.

Vejamos:
Tendo eu a idade que tenho e estando na Primavera da minha vida, fiquei com problemas até ao Inverna da minha vida. Esta é tão somente a razão de maior. Apesar de existirem outras.

Sou filho de pais "divorciados". Custou-me a minha infância. Eu sofri o mesmo que a minha mãe 30 anos antes de mim... Eu fui para a escola de sapatilhas rotas. Hoje para me poder aguentar, pagar as dividas, ajudar a mãe, o pai, a mana, tenho de ter dois trabalhos, tenho de fazer 10 horas de trabalho seguidas, tenho de aturar garotos que me deixam os cabelos em pé, tenho de aturar colegas de trabalho, que se soubessem a minha vida, metiam-se na deles e reduziam-se à sua insignificância. EU DEIXEI O CURSO A MEIO/NO FIM PARA A MINHA IRMÃ PODER ESTUDAR E ACABAR O CURSO DELA!!!!! Mas eu hei-de acabar o meu, mesmo que nunca lhe chegue a dar uso. Mas meus amigos.... Cá sigo mais um dia para poder abrir a minha alma, cá sigo mais um dia para poder brincar e chorar e amar e tudo mais.

Getting away with it all, that's called living. E não é isso que faço? Ando para a frente com tudo. Vivo e divirto-me.
Não dá para me ir abaixo. Tenho de ser capaz de viver mais um dia. Tenho de ser capaz de... Tenho de ter esperança que o dia de amanhã será diferente e me trará cores diferentes e tristezas diferentes e alegrias e solidões e tudo mais de bom e de mau. Mas VIVO. E sempre com um pensamento que me alegra... Eu estou mal, mas há piores. Com o mal dos outros posso eu bem.
Às vezes apetece desaparecer, estar em todo o lado e em lado nenhum, ser um espirito, um som, uma aragem que passa e "des-passa" que não fica, como eu, interminavelmente na esperança de algo. Que percorre o espaço discretamente. Era isso que queria... Percorrer o espaço discretamente.



Mas não posso dizer que não sou feliz.... SOU...

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Blogg - A finalidade

Para começar... O que estarei a ouvir? Pois é... Sempre o mesmo... Só com estas músicas é que me dá vontade de escrever. E vejam lá o tema desta vez!

Após ter estado a passar estes meus olhos pelos blogues de alguns amigos meus, pus-me a pensar... Qual a finalidade de um blog? E eis que chego à conclusão que a minha opinião, difere da opinião dos demais.
Acho que um blog deve servir, antes demais como uma espécie de journal, ou seja, um pequeno diário, onde expressamos os nossos desejos e anseios. Nada do outro mundo, até porque é o que faço no meu. Mas vejo os meus amigos e chego a pensar que afinal não é nada disso.
Vejamos: Um tem um blog, só para desejar um bom fim de semana, e para mandar beijos e abraços para os amigos que o têm seguido no seu blog e ainda por cima, recebe 30/40 comentários por desejar um bom fds. Mas tá tudo maluco?
Outro escreve no seu blog as notícias da actualidade. Mas então para que servem os noticiários? Pronto... Tudo bem... Ele até deixa os seus comentários pessoais a essas mesmas noticias, mas para isso não precisa de nos apresentar primeiro as noticias. Basta deixar o comentário.
Por fim chega o meu amigo Leandro. Esse sim, tem um blog à maneira. Os textos são lindos, e reflectem a sua pessoa, sem medos nem receios de se mostrar aos cibernautas que desejem visitar o SEU espaço. (grande Leandro... Um enorme abraço). Pena seja que ele não escreva mais vezes.

Ora... Mesmo assim, apesar de não etenderem o propósito de utilização de um blog, dou-lhes os parabéns, por a espaços, descobrirem e se lembrarem que sabem escrever e postar alguns textos quase brilhantes.

Serão ciúmes ou inveja? Chamem o que quiserem, mas é para isto que SERVE um blog!


E já agora, espero que este novo ano seja o ano de concretização de todos os nossos desejos

quinta-feira, novembro 12, 2009

Literatura

Vamos fazer um jogo...
O jogo do cadáver esquisito.
Este é um jogo muito usado com estudantes de literatura. Serve para mostrar que muitas das vezes o processo criativo de um poeta não é tão doloroso ou penoso quanto possa parecer.
Um dia servir-me-ei deste espaço para ensinar mais a todos. E se algum dia me enganar........ que eu seja corrigido.

Passemos às regras do jogo. Este consiste em construir um poema. Cada um de nós dará uma frase e só UMA frase. Não interessa o que escrevem, desde que seja uma frase, nem interessa sobre o que escrevem. No final veremos o resultado. Lógico que isto teria muito mais interesse se fossemos escrever a nossa frase sem conhecer a frase dos outros, mas assim terá de servir. Espero que se divirtam a ver o nosso resultado final. Se optarem por não escrever a vossa frase, terei de o fazer sózinho (uma frase por dia, talvez) e verei eu o meu resultado. Mas preferia que isso não acontecesse. (Beto, se vires isto, chama os teus amigos para a brincadeira). Começo eu:





Serás giesta

"help comes when u need it the most; i'm cured by laughter"

"help comes when u need it the most; i'm cured by laughter".
"A ajuda chega quando menos precisas, curo-me pelo riso" Que bela verdade. Tenho mesmo de rir para não chorar.

A vida é um caos... apetece-me dizer asneiras... Puta que pariu o gajo que inventou a vida. Para que andamos cá se não só para sofrer?
O menino Jesus quando se ofereceu para ir para a cruz para redimir todos os pecados da humanidade, esqueceu-se de avisar que todos os que viessem a seguir também teriam de passar pelo mesmo. Se ele tivesse avisado, de certeza que os outros não o tinham entregado...


Mas pronto... Quando me dão estas diarreias cerebrais, lembro-me da minha mãe, minha maior amiga, dos meus colegas do PD, todos meus amigos, da minha irmã, minha confidente. E regresso ao meu "habitat" natural. Volto a ser eu. Sempre a brincar, sempre bem disposto e disponivel, sempre teso, mas alegre e com a certeza de que se eu estou mal é porque ajudei alguém a ficar melhor. Isso serve-me de consolo...
___________________________________________________________________

E tu?
És diferente.
Quando te conheci, não vi nada de especial. Vi apenas uma maluca sem jeito. A ideia com que fiquei de ti foi a de que um dia serias a minha melhor amiga...........(colorida)......................E assim foi. Lembras-te de sairmos da aula? E o que fizemos depois? Lembras-te do que te disse? Eu lembro! Lembras-te do que te disse antes? Eu lembro! Lembro-me de tudo...
Lembro-me até de te ter dito que te amava. Mas já era tarde. É esta a minha sina... Chegar sempre tarde. E depois perdi-te, como perdi tudo e todos naquele tempo. Mas o desejo foi crescendo até ter rebentado e se ter tornado, infelizmente, num sonho, que já não sei se foi real ou imaginário.
Como eu gostei de ti, nem o melhor dos românticos o poderia descrever. Como eu te amei, nem o melhor pintor pode desenhar!
Mas passou.
Acordei do meu sonho, e depois de ti a minha vida foi um pesadelo........

Cigarros

Depois do tu, vem o você....... Tava a brincar...

Acendo outro cigarro e deixo-o no cinzeiro. Deixo-o até se apagar e não lhe toco. Mas vejo-o sem deixar de me espantar. "Conheci-o" muito novo e acompanhei toda a sua vida. Desde o momento em que se acendeu até ao momento em que se "apagou". E penso... Não seremos todos uma cambada de cigarros?! Todos somos acendidos e temos uma vida "mais curta que comprida"! Eu comparo-me a este cigarro que fumega sózinho ao me lado, estendido no cinzeiro e dá-me vontade de o salvar, de o apagar, de lhe dar mais uns momentos. Mas gelei, já não sinto essa necessidade de me compadecer com os outros. Quem se compadece hoje em dia? Porque haveria de ser diferente? E se fosse eu o cigarro? Quem me apagaria e daria mais uns instantes de vida?
E então o que faço? Ajudo a acabar com o seu sofrimento. Pego nele, dou-lhe uma passa e tiro-lhe mais um minuto de vida. Não somos todos assim?!

"I see you falling, how long to go, before you hit the ground?" (Eu vejo-te a cair, quanto tempo até bateres no chão?) Afinal o Tim Booth tem razão. Mas que fazer? "Gotta keep faith that your luck will change". Mas quando mudará?
Espero que na segunda! A vida sempre me correu mal. Tá na altura de os outros deixarem de me "dar passas" e eu possa ter mais uns minutos....

Tu

Os James são brutais...

Sento-me ao computador para trabalhar, a ouvir estas belas músicas de estilo indie e dou por mim com uma enorme vontade de escrever... Mas eis que mais uma vez, algo se impõe... Escrever o quê? Sobre o quê?








TU...



Como deixámos as coisas chegarem onde chegaram? O que não fizemos? Se soubesses como te amei!! O nosso Verão... O meu Verão... É sempre no Verão. Tu chegaste de rompante. Conheci-te naquele aniversário e não mais nos largámos. Contaste-me toda a tua vida. Saímos juntos e conhecemo-nos. E se calhar esse foi o meu erro... Conheceste-me e abandonaste-me. Ofereci-me a ti e partiste, para no ano seguinte voltares mais fria do que nunca, para te teres esquecido...
Não olhaste para mim, não falaste para mim... De tantos, porque te meteste comigo? Log eu?
Eu que tenho esta facilidade de me magoar, esta facilidade de amar e ser deixado para trás..
Depois acabou. O Verão terminou, tu voltaste e eu fiquei...

Mas hoje tudo terminou. Digo te que te esqueci... Que se não fosse esta música nem me lembraria de ti, mas te garanto que não ma farás sofrer mais...
TU............. Já não ÉS.................................... ERAS

terça-feira, novembro 10, 2009

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje


"O dia em que naci, moura e pereça"



Bem que tava para só escrever amanhã, mas apeteceu-me escrever hoje!
Estou a ouvir James e dá-me esta cena. Fumo uns cigarros, assobio e não me sai mais nada para escrever.
Mas enquanto fico, as ideias surgem e a escrita flui!

Hoje apetece-me falar de ti...
Já não és a mesma... Lembro-me bem de ti, mas nunca te vi. Conheço-te e nem sabes o meu nome. Quis-te e para ti sou o conhecido amigo da mana da amiga da outra que não te lembras bem que é...
Mas no dia em que soube de tudo, redescobri-te a ti, criança, pedindo boleia na berma.

Acendo mais um cigarro e deixo-o a pensar no canto da boca....

Eis então que passo e sou eu que já não te conheço, criança ávida de boleia, encharcada em sal.
Paro e sem que diga nada, pedes para entrar. Eu deixo, mas ficas na porta, longe, distante de todos e pedes um pouco de amor e calor. Já sequei. Não tenho nada para te oferecer. E voltas a chorar... Deixo te e afasto-me sem te pedir para entrar... e choras mais... Mas eu sequei...
Ofendes-me e pedes mais! Mas agora sou eu que te deixo.
Magoaste-me...
Deixo-te, mais uma vez, quase que me volto. Digo-te que cresças, mas longe. Digo-te para te criares, mas afastada. E sussuro, para que não oiças "já não te desejo!"



"moro no rés-chão do pensamento/e ver passar a vida faz-me tédio"
Vale uma mini ou àgua, se for o beto a ler isto, a quem acertar no autor da frase supra...

segunda-feira, agosto 17, 2009

O meu primeiro livro

Aceitam se ideias. Há muito que tento escrever um romance, mas faltam me as ideias para tal. Sobre o quê? E as personagens? E a história? E o espaço?

Podia dizer que tudo começou naquele infernal verão de 1800, e Sebastião de Sinim acabava de completar o seu décimo sexto aniversário na companhia de seus pais, Ávilo e Levredna de Sinim e de sua irmã mais nova, Sebastiana de Sinim. Terá sido o seu aniversário mais banal de toda a sua longa vida. Era no entanto o mais importante. Eram as vésperas de entrada no seu curso de Conhecimento da Vida na Universidade da VidaTodAqui.




Um dia eu acabo isto… Ou vocês que me ajudem a construir a história desta família…

Não me apetecia...

Ora vejamos:

Não me apetecia se não fosses tu… Estava de roda das minhas pesquisas cibernéticas, quando dou comigo a dar uma vista de olhos no meu blog... E de repente apeteceu me escrever. Mas continuo sempre com o mesmo problema: “escrever sobre?” Vou escrever sobre os meus amores? Bahhh…. Escrever sobre o meu dia a dia? Naaaaa… e eis então que à medida que vou escrevendo, os meus dedos tocam as teclas do teclado e sai esta bela porcaria de texto:

“Neste dia quente de Agosto, o pensamento de um dia de folga a gozar uma água fresca na piscina, ou umas minis numa qualquer esplanada numa praia não para de me assolara o pensamento. Mas eis que nada corre como eu queria. Acabo por beber a água fresca em casa, saída do frigo e as minis, se quiseres vai ao café e bebe. Mas nem tudo podia ser mau. O almoço foi favas. Isso até nem é mau. Mas também nem tudo podia ser bom. A mamã ficou magoada comigo. Mas e agora? Duas personalidades distintas que chocam e não querem dar o braço a torcer! Quem ganha e quem perde?”

sexta-feira, agosto 07, 2009

A Vontade de Escrever...


Redescobri recentemente a vontade de ler…


Redescobri recentemente a vontade de ouvir música…


Redescobri recentemente a vontade de brincar…


Redescobri recentemente a vontade de ser do contra…


Redescobri recentemente a vontade de escrever…


Mas o mais engraçado é que não me apetece fazer nada. Sou o eterno “não fazes nada”…
Tenho vontade de ler, mas não leio… Tenho vontade de ouvir música, mas não oiço… Tenho vontade de brincar, mas não brinco… tenho vontade de ser do contra, mas fico calado e deixo passar… Tenho vontade de escrever e… Escrevo… Mas nada do que me apetece…
Ouve alguém que uma vez que escreveu ou disse que ler é a maneira mais fácil e barata de viajar. Subentenda-se que este processo nos transporta a lugares distantes, maravilhosos ou não, reais ou imaginários. Mas e o processo da escrita? Será que não tem também o mesmo efeito da leitura? Eu acredito que sim… É tão-somente durante a escrita que consigo voltar para a “minha” serra, para o verde seco da paisagem, para o cheiro a vacas, a cavalos, a serra, a água, a pinheiros mansos e bravos, aos sons dos pássaros e dos esquilos, dos bois e das irritantes moscas. Esse suor que nos molha e cola o corpo, provocado pelo sol abrasador que torna a tenda na nossa sauna pessoal. Ah… a serra… É sem dúvida o local que eu mais gosto de visitar… E na impossibilidade de o fazer tantas vezes quantas gostaria, refugio-me na minha escrita e volto a essa serra para descansar, para recuperar energias, mas sobretudo, para esquecer… Lá eu não sou eu. Sou eu fora de mim. Não me lembro de nada. Esqueço o mundo, o continente, o país, a região… Pombal. Para aqueles que acreditam, aquilo deve ser o sítio mais parecido com o Paraíso na terra. E as saudades dos calorosos cumprimentos do Vítor? “tás bem filha da pûta?” E o Leandro nas suas bicicletas KONA? “Como é cabrom, vens ou nom?” É na minha escrita que volto para perto de vocês. É assim que nos reencontramos e relembramos com o “Hitler” e o João o mais belo nascer do sol das nossas vidas. As nuvens que cavalgavam abaixo de nós, abrindo a visão para a cidade, para o fim das nossas férias.


Esta é a minha literatura! Este sou eu! A vontade constante de escrever mas não querer, a vontade constante de querer mas não poder, a vontade de ser Livre mas estar Preso. Preso a uma vida mesquinha, cheia de correrias, sem alegrias… SEM A MINHA SERRA!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Sei lá...
Parece que agora que se aproxima o Natal, começo a ficar cada vez mais pensativo dos males do mundo. Mas acho que isto será normal, uma vez que esta é uma altura de Paz e Alegria e em que devemos pensar mais nos outros e menos em nós......?????????????????

Mas que merda foi esta que eu acabei de escrever?!
Eu tenho é que pensar em mim... Se eu não o fizer, quem o irá fazer por mim??

OK! OK! Jesus disse "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti", mas fodasse ele não passava aquilo que passamos agora. Na altura eram talvez menos milhões de habitantes na Terra. Agora vivemos todos acelerados e não temos tempo para pensar em mais ninguém.

Mas esperem... É Natal... Nesta altura devemos pensar sempre nos outros (mas só agora que é Natal!) E os outros 364 ou 365 dias do ano??
Mas pronto... Que se há-de fazer?

A todos os leitores deste meu blog desejo um Feliz Natal, umas boas Saídas e umas melhores Entradas neste novo ano de 2009. E não se esqueçam de pensar em mim... Eheheh



sábado, setembro 06, 2008

Mãe Querida, Mãe Querida...

Desta vez sirvo-me deste espaço para uma mostra Internacional, Mundial ou quem sabe, Universal, de afecto pela minha MÃE.
E acho que todos deveríamos fazer o mesmo.

Mãe:

Eu sei que muitas das vezes não parece que goste de ti, seja por não fazer o que gostarias que fizesse, seja por não dizer o que gostarias que dissesse, mas é mesmo assim que eu sou!! Foi esta a personalidade que criei para mim, podendo não ser a mais correcta.
Mas basta de falar de mim:
És o meu Modelo, é de ti que retiro a inspiração para poder viver todos os problemas com um sorriso, ÉS O MEU ROCHEDO E O MEU FAROL, que me indica o caminho. Mas por vezes os barcos e os aviões também caem, apesar dos radares e dos faróis. É isso que por vezes me acontece. CAIO. Mas sei que a MÃE que tanto Amo está lá para me resgatar, para me salvar e apontar de novo o caminho correcto a seguir.

Mãe:
Perdoa-me as minhas falhas. Eu prometo que de tudo faço para não te magoar, se bem que as palavras e os actos não sejam os mais adequados para te provar isto, mas despeço-me com um grande AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE

sexta-feira, setembro 05, 2008

ESCRITA DE MERDA

Vamos lá a ver... apetece-me começar a escrever sem nexo, falar sem nexo, agir sem nexo - kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv - mas sinto-me como que obrigado a não deixar que os meus desejos tomem conta de mim. E assim escrevo sem erros, falo correctamente e ajo na melhor das intenções - vivemos hoje o quase final do décimo sexto dia do mês de Setembro do ano de dois mil e seis (não me lembro de mais nada) - mas porquê ou para quê?

..........................................................................................................................................................

Ora como já devem ter reparado, isto a modos que era um rascunho já com dois anos...
Acontece que o sentimento mantém-se e hoje apeteceu-me acabar isto.

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Nunca vos aconteceu terem uma vontade de sair de vós mesmos e fazer o que bem vos apetecesse?
A mim está-me sempre a acontecer. (Agora entendo o videoclip do Robbie Williams... Aquele numa pista de patinagem em que ele vai tirando partes do seu corpo até ficar só o seu esqueleto a dançar!!!). Acho que era mesmo isso que ele queria mostrar no seu clip... Uma sensação de libertação de nós mesmos!!!UUUHHH.... PROFUNDO....... A eterna sensação de liberdade inatingível por uma vida que todos levamos tão regrada. kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv. Quando supostamente deveríamos viver a nossa vida, eis que surge algo que não nos deixa........... A SOCIEDADE....... Hoje não podemos fazer nada sem que interfiramos com as regras que alguém nos impôs... E se eu quiser sair à rua só de boxers?! Ou mesmo todo nu?! Hoje está um dia maravilhoso para isso!!! Toda esta chuva é mesmo o que pede. Mas esta sociedade em que vivemos impede-nos de termos uma pequena amostra de liberdade. Vivemos presos com tantas regras, com o stress de acabar a escola, tirar um curso, começar a trabalhar.... E quando damos por nós... Já estamos com os pés para a Cova, para conhecer o criador, sem nunca termos feito nada por nós, mas sim e apenas para os outros, para uma sociedade que nos marginaliza, que tudo faz para nos silenciar, mas que sobretudo não nos sabe reconhecer o devido valor.

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Que bela dissertação..... Mas ainda há mais....
Quando realmente começamos a fugir ao desvio padrão normal de uma sociedade regrada (quem deve dizer o que é normal e o que não é???) , somos considerados inaptos para viver em sociedade, por uma cambada de "espertos" que julgam saber todos os segredos do Universo, que julgam que ouvem as regras de algum sítio, ou de alguém cuja identidade não podem revelar!!!
E por falar em identidade... Onde está a minha??? No B.I.? Isso é só uns dados sobre a minha pessoa!! Filiação, altura, data de nascimento, estado civil e ................... UM NÚMERO!?!?!?!?!?!?!? kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv. Será que é a isso que a minha identidade está reduzida? UM NÚMERO?! Não me parece correcto! Acho que as informações que deveriam constar do nosso B.I seriam o Signo, o que se Gosta e Não Gosta, Género de Filmes Favorito, Género de Livros, e até o Prato e Música Favoritos. São estas coisas que nos fazem próprios. E estou a deixar de fora as Virtudes e os Defeitos, se bem que são os aspectos psicológicos do individuo que fazem dele isso mesmo.... Um individuo único na sociedade. Mas se preferirem também os podem incluir neste Cartão Único!!!

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Mas com tudo isto não ouso dizer que deveríamos ser nós a criar as nossa próprias regras, ou viveríamos em Anarquia, mas sim que deveríamos ter todos uma palavra a dizer sobre o uso e abuso de regras que são criadas para nos controlar a vida e criar autómatos... Mas será que isto é UTÓPICO? Não creio, senão, vejamos:
Dou um exemplo banal, que fará rir muitos de vocês, que é o seguinte:
Ainda anteriormente escrevia "E se eu quiser sair à rua só de boxers?! Ou mesmo todo nu?! Hoje está um dia maravilhoso para isso!!!"(é verdade!). Quero com este exemplo afirmar que tal atitude não deveria ser considerada "anormal"; "louca" ou mesmo "irresponsável". É ou não é verdade que os homens primitivos já viviam em sociedade? E eles não andavam nus?! Mas por tal acto da parte deles não eram punidos! Não quero de modo algum estar para aqui a defender o nudismo como prática habitual, mas porque raio são criados locais apropriados para isso? Se eu quiser andar todo nu no meio da rua porque não o hei-de fazer?! Afinal, nós nascemos sem roupa. Porquê esta necessidade desenfreada de nos cobrirmos? Isto faz de nós actores... Cobrimos o corpo para que possamos fingir para outros algo que muitas vezes não somos!! E mais uma vez, lá se vai a nossa identidade e individualidade!! ORA bolas.... Não... esperem...!!! Isto é mais uma regra que nos foi imposta... "Não se devem dizer palavrões! É feio." Que palavrões??? CARALHADAS!!! ORA MERDA... QUE PUTA... FODASSE... E há muitas mais que ficam para vocês se lembrarem.... E para nos libertarmos do manto social que nos envolve a todos, só temos que começar com pequenos passos. Estas CARALHADAS são um exemplo... Vamos sair à rua e gritar alto e a bom som a primeira MERDA que nos passar pela cabeça.


VAMOS EXPERIMENTAR.... PODE SER QUE RESULTE E TODOS NÓS NOS SINTAMOS MAIS LIBERTOS... EHEHEHEHEHEHEHEHEH


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quinta-feira, setembro 04, 2008

A Vida é uma MERDA

A vida é uma bela MERDA:

Pelo menos a minha....

Encontro-me sozinho, com dezenas de amigos que são, afinal, conhecidos...
Com uma família dividida e separada por culpa de três homens...
Quando toda a gente se queixa com o fim das férias, eu anseio pelo regresso ao trabalho... Os meus alunos são a única coisa que me distrai e me fazem pensar como tudo era belo quando eu também tinha a idade deles... "queres ser meu amigo?"; "não gosto de ti!"; "vamos brincar a...?"

AH! Como tudo era fácil e bom.... OH! Como tudo é difícil e mau....

Tive as piores férias da minha vida e passo a explicar:
Nunca tinha feito tão pouco... Estas férias foram um tédio desde o primeiro dia. Não joguei à bola, não fiz praia, não fiz piscina, não fui para lado nenhum, e tudo isto sem dinheiro!!!


AAAHHHH! A Serra... Quero voltar... Quero ir descansar não mais voltar do meu infinito descanso, sossego, PAZ.... SÓ LÁ POSSO DIZER QUE A VIDA não é uma merda. Só lá faço o que quero, digo o quero e não sou acusado de nada, não sou repreendido, e todos me olham como um ser humano que algum dia fui... Todos os dias se lembram de mim...
Todos os dias me lembro de todos os meus conhecidos, mas às vezes eu passo tão despercebido para eles, que me fazem pensar que nunca dariam pela minha falta. (Só o meu Negrão se alegra de cada vez que me vê).

Mas a vida continua e nem tudo está perdido... As aulas estão a começar... Um Novo Ano aproxima-se a passos largos e pode ser que tudo corra como eu quero. Pode ser desta que eu enriqueça... Pode ser desta que eu ganhe o Euromilhões... Pode ser desta que... Tanta coisa pode acontecer....

Mas enfim.................... CARPE DIEM......................... Todos os dias dou graças a algo que me transcende, por mais um dia que estou vivo... Todos os dias saio à rua com um sorriso como se nada se passasse... Todos os dias são vividos como se não houvesse amanhã...


E TODOS OS DIAS DOU GRAÇAS POR A VIDA SER BELA....

sexta-feira, novembro 09, 2007

TU

Tu.... Tu.... Tu... Tu...
Só TU me fazes sonhar, só TU me fazes amar, só TU és o que eu quero... e só Tu não posso ter, só Tu não me queres...
Só TU me fazes desaparecer, viajar em mim...
Quero estar conTIgo, ser TU, dentro de ti... em extâse... em sofrimento... em felicidade... queria que tudo o mais desaparecesse e ficássemos só nós, de mãos dadas, em silêncio, a saber os pensamentos um do outro.... pois as palavras acabariam com o romance... Queria estar conTIgo em parte alguma, incerta... Para que todos e ninguém dessem pela nossa falta...
Mas isto é o que eu quero... E o que TU queres...??? Quererás TU o mesmo?? Pensarás TU o mesmo??? Sentirás TU o mesmo???
Porquê quando estamos juntos... estamos afastados?! Porquê somos dois amigos desconhecidos?!
Porquê...? Porquê...??
O que eu não daria para nós os dois sermos um....

quinta-feira, julho 19, 2007

História da Carochinha

“Esta história é ficcional. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”

Pombal… Essa bela localidade, situada entre Leiria e Coimbra. Cidade onde abundam os espaços verdes, verdejantes, mesmo no centro da cidade e em toda a zona envolvente da cidade. Onde predominam os apoios a crianças, jovens, adultos e idosos, a amarelos e a negros, a rosas e a laranjas e onde todas as actividades são destinadas a estes. Cidade de inúmeras actividades culturais, que não acontecem só numa altura do ano. Actividades realizadas em espaços abertos onde se pagam quantias razoáveis e acessíveis ao “Zé Povinho”. Cidade de apoios à educação em que não se fecham inúmeras escolas e onde se criam condições para que os nossos filhos tenham aquilo a que têm direito. Pombal é a cidade em que os nossos governantes não se servem da política para lavarem a roupa suja dos seus opositores e vice-versa. É a cidade onde todos lutam por uma “res publica” de qualidade. Pombal é o sítio onde todos querem morar, onde ninguém fala mal de ninguém e todos se tratam como amigos ou mesmo como irmãos. E a discriminação?! Isso é algo que também não existe nesta cidade. Nesta cidade criam-se infra-estruturas para todos, e não só para uma etnia minoritária. E mesmo essas infra-estruturas não permitem a segregação social. É a cidade onde se gasta pouco ou nenhum dinheiro em rotundas, onde estas são funcionais e necessárias e não são embelezadas com estátuas “abstractas”, mas sim com bustos grandes dos grandes Mestre Gualdim Pais, do Dr. Mota Pinto, do Marquês de Pombal, que bem merecem a homenagem do município. É a cidade dos museus dada a sua riquíssima história. É uma cidade que não vive de costas com o seu castelo, castelo esse cheio de vida e cor, cheio de espectáculos e de gente. Mas sobretudo é capital do emprego. É o sítio onde todos querem trabalhar. Basta ser da terra. É o único sítio do país onde as empresas não fecham, mas abrem devido aos apoios de todos, devido ao empreendedorismo dos nossos empresários, mas sobretudo devido às políticas de contratação de mão-de-obra. Políticas essas que consistem em parcerias com politécnicos e universidades para a colocação de futuros engenheiros, doutores, advogados, professores entre muitos outros cursos e profissões, desde que sejam da terra. Mas isto depende também das ideias para novas empresas e para novos postos de trabalho. Mas ideias são o que não falta nesta cidade, nem o capital para investir. Mas isto não é utopia… Isto é a pura realidade…ficcional.

Bolas

As aulas já acabaram, e os exames também... E agora?? Que futuro esperar para um futuro licenciado?? Eu sou muito sincero... O que me espera é o DESEMPREGO... que belo futuro... Mas o que se pode fazer?! Este é o país da treta em que vivemos... Um país onde todos se fazem valer do compadrio, um país onde o nosso Estado/Governo dá mais atenções ou regalias a profissionais estrangeiros do que aos nossos "santos da casa"... Onde tentamos imitar o que é estrangeiro e nos esquecemos de que "O QUE É NACIONAL É BOM" (vivam as massas).
E como se isto não bastasse, com a implementação dos currículos de estudos de Bolonha, se eu não conseguir arranjar um trabalho na minha àrea, os futuros licenciados passar-me-ão à frente, pois para exercerem a profissão de docente, necessitarão do grau de Mestre - regras do min-edu. Mas o mesmo se está a passar com futuros advogados, engenheiros e outros. Mas o que podemos fazer?! Lutar?! Já não temos idade para isso!!! Mas era mesmo isso que devíamos fazer. Mas depois surge o problema de sermos silenciados por políticas cada vez mais autoritaristas. "Não me obriguem a ir para a rua lutar/É já tempo de embrulhar a trouxa e zarpar". O Zeca Afonso é que tinha razão. 30 e tal anos depois do fim da Ditadura as letras deste grande autor, músico e poeta, continuam a fazer mais sentido do que nunca. Mas e agora o que podemos fazer? O Coração diz-me para lutar... A Razão diz-me para me resignar e fazer como a grande maioria da população potuguesa (Portugal já não é o país da saudade, é o país da Resignação). Mas mesmo que dê ouvidos ao meu Coração... que posso fazer sózinho?! Sim... SÓZINHO pois todos "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada"... NEM EU...

segunda-feira, março 05, 2007

Regresso às aulas

O segundo semestre já começou... As aulas ainda não começaram em força... Os horários ainda tão a ser actualizados... Isto é demais... Ainda a ser actualizados...Que vergonha... E isto passa-se numa das amais prestigiadas Universidades do país... Que vergonha...