E de repente, aquelas palavras gelaram o seu mundo. Eram palavras vindas directamente das mais remotas calotas polares. E fizeram-no pensar no seu mundo. Todos os seus problemas pareciam insignificantes perante este novo desafio que se lhe era apresentado.
Era difícil. O seu Castelo de Cartas, que tanto tempo e trabalho lhe havia dado a construir, ruia agora, perante a sua impotência.
Que fazer? Como refazer toda a sua construção? Como se reconstruir? As perguntas impunham-se à medida que ela continuava a gelar tudo com as suas palavras. "Eu já não te amo. Foste simplesmente um acidente de percurso." Como podia aquilo estar a passar-se? O que iria na cabeça dela, que a fizesse mudar tanto em tão pouco tempo?
As perguntas entupiam a sua cabeça, ao ponto de, já não a conseguir ouvir a falar e não entender nada do que ambos dissessem.
Os termómetros marcavam 0 graus, mas depois de tamanha baldada de água fria, nada mais lhe parecia frio a não ser a sua alma. Tinha gelado depois de ouvir as suas palavras.
Todos os seus pensamentos lhe fugiam para lugares remotos, de temperaturas amenas, para sítios que pudessem descongelar o que acabavam de lhe congelar.
Só conseguia pensar em termos de escuridão, de névoas, de futuros incertos... de morte! Por mais que tentasse encontrar no seu íntimo, praias paradisíacas, as únicas imagens que lhe atravessavam a mente, eram imagens de momentos de êxtase que havia passado com ela. Só pensava na noite anterior, em que tinham feito amor. "A noite passada não significou nada para ti?" "Nem por isso. Não é preciso Amor para ir para a cama com alguém!"
Foi nesse exacto momento que as suas gélidas palavras lhe arrancaram o coração, com a crueldade com que um carrasco puxa a cadeira a um enforcado. Foi nesse exacto momento que a ideia que tinha construído em redor dela se desfez. Foi nesse momento que deixou de se sentir, deixou de sentir calor, virou costas e desapareceu.
Tinha de chegar a casa o mais cedo possível. Tinha de se refugiar naquele sítio que sempre lhe transmitira a segurança de uma cidade muralhada. Tinha de chegar ao seu quarto. E à medida que se aproximava dessa sua impenetrável fortaleza, começou a refazer o seu futuro.
Começou a pensar em tudo o que tinha deixado por ela. Nos amigos, nos locais e em tudo mais.
Assim que chegou ao seu santuário, deixou-se inebriar pelas recordações que aquele espaço lhe trazia, fechou os olhos e dormiu. Amanhã seria um novo dia.
Ela sentiu-se aliviada por deixar sair o que há tanto tempo lhe perturbava a alma. Como poderia ela ter aguentado dois anos mais que o que devia. Muito a tinham ajudado os amigos. Particularmente os dele. Sempre lhe haviam dito que era uma fase passageira, que as coisas haviam de passar, mas por mais ouvidos que desse à razão, o coração lhe indicava outro caminho, outra pessoa. O que ela via agora, era uma porta que se abria de novo na sua vida, sem nunca pensar no enorme vazio que tinha provocado noutra pessoa, sem nunca pensar que mais tarde seria incapaz de voltar a sentir o que antes havia sentido e experimentado.
À medida que os dias, os meses, os anos passavam, as suas vidas tinham seguido caminhos diferentes.
Ele havia refeito as suas prioridades. Houveram alturas, em que chegou a pensar na imensa solidão que poderia significar uma vida sem Amor. Mas esse receio, cedo se desvaneceu. Ele sempre havia sido uma pessoa extremamente fácil de tratar. Sempre teve facilidade em encontrar o bom em todas as pessoas, sem se preocupar que se pudesse magoar, sem se preocupar que o pudessem magoar. A partir daquele momento ele continuaria a ser ele mesmo, mas com a diferença, que também ele próprio passara a ser o centro das suas atenções e, nada do que lhe dissessem o faria mudar de ideias.
Naquela noite, nem lhe apetecia muito sair de casa, mas tinha prometido a uns amigos que se encontraria com eles. Assim, a muito custo, lá se arranjou, sempre da mesma maneira, jeans, sweat e sapatilhas rotas. Longe ía a ideia de que aquela noite o transformaria para sempre. Longe ía a ideia de que aquela noite iria apressar acontecimentos desastrosos.
Ao chegar ao local, apressou-se a cumprimentar os presentes e, a fazer-se apresentar aos desconhecidos. Uma em particular. Ela. Foi nessa noite que tudo começou.
As banalidades e trivialidades de uma conversa de café, sucederam-se. Mas ela não parava de o examinar. Examinou-o com e delicadeza com que um apicultor trata as suas abelhas. Examinou-o com o cuidado de um cirurgião. E deixou-se enganar. Não viu que apenas procurava um escape para o buraco onde antes se tinha atolado. Não pensou no que pudesse suceder. No final da noite seguiriam caminhos separados, mas voltariam a cruzar-se dias depois. Ela de tudo faria para, não mais o deixar fugir. Estava decidida a conseguir o que queria.
Não mais se tinham encontrado, nem sequer trocado palavras.
Ele tinha-se refugiado nas pessoas que sempre lhe importaram. Nos seus amigos. Tinha encontrado a força para continuar, nas muitas palavras de afecto que lhe haviam dirigido. "Esquece! Life goes on"
Acerca de mim
- Pedro Barros
- Pombal, Beira Litoral, Portugal
- Às vezes, fazemos tudo bem e mesmo assim perdemos.
terça-feira, março 05, 2013
domingo, fevereiro 10, 2013
Boa Vida!
É fodido... Querer explicar aqui e agora como me sinto, o que penso, o que quero, o que desejo ou o que preciso. É fácil se quiser ser simples. Posso dizer que penso em alguém, ou ninguém. Que quero paz e sossego, que desejo isto ou aquilo, ou que preciso de alguém junto de mim. Mas isso é ser simples demais. E não corresponde bem à verdade.
O que queria mesmo era viver ou sentir algo de diferente.
Viver... Era mesmo isso que precisava. Precisava de me sentir vivo. Sentir que a vida tem um sentido, um significado e que não tem por hábito de nos pontapear nas bolas quando menos esperamos. Queria saber que a vida não nos atraiçoa, que não nos apunhala nas costas. Desejava que a vida fosse mais simpática e que me desse uma oportunidade de a apreciar de vez em quando. Mas o que eu preciso mesmo é que a vida me deixe em paz. Que siga o seu caminho e deixe-me a mim seguir o meu. Que não me passe rasteiras e que não ande sempre atrás de mim a empurrar-me para o chão, e a espezinhar-me. Que me deixe ser (in)feliz comigo próprio. Que não me dê sonhos que vejo serem cada vez mais e sempre mais difíceis de se realizarem. Quero que me deixe em paz o mais depressa possível.
Penso que se pudesse estar com ela, vê-la e apreciá-la, conseguiria demovê-la do seu propósito de constantemente me atraiçoar. Penso que lhe diria para me deixar em paz e perguntaria se alguma vez lhe tinha feito algum mal para me tratar dessa maneira. Teria medo da resposta. Eventualmente, a minha vida, diria que eu não posso ser feliz, ter paz e um pouco de sossego, porque não saberia o que fazer com isso. Haviam provas provadas e demonstradas que lhe dariam razão a ela. Sim. Talvez seja isso... Se tivesse uma boa vida, não saberia o que fazer com ela.
O que queria mesmo era viver ou sentir algo de diferente.
Viver... Era mesmo isso que precisava. Precisava de me sentir vivo. Sentir que a vida tem um sentido, um significado e que não tem por hábito de nos pontapear nas bolas quando menos esperamos. Queria saber que a vida não nos atraiçoa, que não nos apunhala nas costas. Desejava que a vida fosse mais simpática e que me desse uma oportunidade de a apreciar de vez em quando. Mas o que eu preciso mesmo é que a vida me deixe em paz. Que siga o seu caminho e deixe-me a mim seguir o meu. Que não me passe rasteiras e que não ande sempre atrás de mim a empurrar-me para o chão, e a espezinhar-me. Que me deixe ser (in)feliz comigo próprio. Que não me dê sonhos que vejo serem cada vez mais e sempre mais difíceis de se realizarem. Quero que me deixe em paz o mais depressa possível.
Penso que se pudesse estar com ela, vê-la e apreciá-la, conseguiria demovê-la do seu propósito de constantemente me atraiçoar. Penso que lhe diria para me deixar em paz e perguntaria se alguma vez lhe tinha feito algum mal para me tratar dessa maneira. Teria medo da resposta. Eventualmente, a minha vida, diria que eu não posso ser feliz, ter paz e um pouco de sossego, porque não saberia o que fazer com isso. Haviam provas provadas e demonstradas que lhe dariam razão a ela. Sim. Talvez seja isso... Se tivesse uma boa vida, não saberia o que fazer com ela.
terça-feira, fevereiro 05, 2013
Days and Nights
Dia 1:
Tive tudo o que sempre quis. Por breves momentos, fui desejado e deitei tudo a perder!
Começou há tanto tempo que já nem sei por onde começar. Mas como todas as histórias, começo pelo princípio. Nada que não tenha já sido dito, nada que não se saiba já.
A primeira vez que te vi, aquele primeiro vislumbre, seguirá a minha vida. PERseguirá-me até ao fim. O jogo do gato e do rato a seguir.. Mas sobretudo a minha cobardia. O medo que ambos, em alturas diferentes, tivemos em arriscar, em dizer que sim ao que nos acontecia.
Ah! Os teus olhos.
lembro-me de todas as promessas que te fiz. De todos os "para sempre" que agora não posso mesmo cumprir. Lembro-me de todas as palavras tuas, todas as frases tuas, as mais sinceras e as menos sinceras, as que me fizeram feliz e as que me trespassaram o coração, que me dilaceraram a alma e me fizeram chorar muitas noites agarrado à almofada.
Ah! Os teus olhos.
Mas era isso que tinha de fazer. Tinha de chorar. Se adormecesse, o meu subconsciente divagaria e poderia não se juntar a ti. Não era isso que queria. Queria-te - e quero - sempre na minha cabeça. O dia já não me correria da mesma forma se não pensasse em ti.
Ah! O teu sorriso.
Não me lembro da última vez que o vi. Mas lembro-me que é lindo. Que me aquece a alma. Que me acalma. E quando é sincero, ilumina tudo à sua volta.
Ah! O teu sorriso.
E por momentos paro de escrever. Passo os dedos nos cantos dos olhos à procura de algo que não está lá. Saio daqui. Digo que não escrevo mais e, deixo o texto a meio. Mas não consigo! Fumo o meu cigarro e volto para aqui. Não deixo nada a meio. Se começo algo, tenho de o acabar. Comecei a escrever o teu nome em mim e se comecei, irei acabar. Não darás por isso. Ninguém dará.
Ah! A tua pele.
Lisa, doce, brilhante, macia... Celeste! Poderia ser esse o teu nome e assim, sempre que te chamasse, já diria tudo de ti. A mais celeste das criaturas. Poderias ser "Lídia", mas serias a mulher-demónio e a desgraça de qualquer homem. Não creio que sejas.
Ah! Os teus lábios.
Peço desculpa por não acreditar nas tuas palavras. Compreendo, entendo, Mas não acredito.
Ninguém consegue "mentir" tão facilmente. E se o que me dizes agora é verdade, então era antes que me mentias.
Noite 1:
E eis que acordo sobressaltado. Não consigo dormir mais. Não quero dormir mais. Muitos pensamentos.
Enganei-nos aos dois. Menti-te como me "mentiste" a mim. Só de pensar que não queres mais que e conquiste, o peito contrai-se e aperta tudo. A dor é enorme.
Ah! O teu corpo.
"Se tivesse de estar com alguém neste exacto momento, seria contigo!" Esqueceste-te ou foi de propósito?
Sou eu que não acredito no Destino. Mas se tu acreditas, explica-me este Destino. Ou então diz-me que só PARA JÁ, só precisas de um tempo. Uma réstia de esperança. Diz-me que queres que te volte a conquistar, mas NÃO AGORA. Diz-me que foi tudo em vão, se tiveres a coragem para isso. Diz-me que fui um erro de percurso e que acreditas e que sabes que, da próxima vez que nos cruzarmos, que os nossos olhares se trocarem, diz-me que nesse momento os nossos corações não vão acelerar, ou parar ou coisa que o valha!? E se isso realmente acontecer, o que quer dizer? Tu que és a "sentimental", vais-me dizer que é mentira? Vais-me dizer que não aconteceu antes e que não acontecerá mais? E se realmente acontecer? Não vais acreditar no teu coração e nos teus sentimentos?
Ah! Os teus olhos.
São o espelho da alma. E eu vi a tua. Falei com ela e, o que ela me disse, não foi o que tu me disseste.
Ah! MERDA!!!
Nunca disse que te queria prender. Somos "dois pássaros loucos". Somos livres. Prender-te nunca fez parte dos meus planos. Mas cativar-te sim. Fazer-te feliz também. Não posso prometer-te que te faria feliz para sempre, mas posso prometer que faria os possíveis.
Nunca te quis pressionar, mas também vejo que a determinada altura, tentei e cheguei a fazê-lo. Desculpa-me por isso.
Ah! São de um castanho lindo.
"Friend zone"? Não obrigado. As coisas teriam sempre de começar por algum lado. Pela amizade? Sim, claro! Mas não posso, nem conseguiria ficar aí eternamente. Gosto demais de ti, abri-me demais para ser tão somente um amigo. Mas espera! Não interpretes mal. Quero ser teu amigo, mas quero ser também o teu melhor amigo, confidente, marido e amante.
Ah! O sorriso é tão contagiante.
Já me pedes o impossível. Pedes-me que não passe um dia espectacular só porque a primeira coisa que me vem à cabeça assim que acordo é o teu sorriso. Pedes-me que não consiga dormir porque quando me deito, deito-me com os teus olhos castanhos claros, tão bons, tão quentes, os teus sinais, os teus lábios pecaminosos, o teu sorriso, a tua franja que tapa a testa e destapa assim que a franzes. O teu cabelo liso, que ondula nas pontas.
Pedes-me que esqueça isso? Tens coragem de me pedir isso?
Ah! O teu cheiro.
Posso não ser pintor. Não sou mesmo. Nem escritor. Mas já consigo pôr cada traço teu nestas linhas. Sei o sítio exacto dos teus sinais. Sei de cor os contornos dos teus lábios, o tamanho discordante dos teus dois incisivos superiores, as tuas sobrancelhas finas, a franja ligeiramente escadeada e o cabelo. Adoro ver-te de trança.
Ah! O meu pecado.
És tu! Deixa-te tu também cair em tentação. Sempre disse e nunca te escondi que Preciso de ti, pelo que és, pela bagagem que trazes e não por mais nada.
AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!! TU!!!
"Nunca me deixes, Preciso de ti.
O Amor é uma loucura e tu precisas de mim.
Em qualquer altura, em qualquer lugar,
Sinto a tua presença até num mero olhar!"
Ah! O teu coração.
Disseste-me que já tinha entrado na tua mente e que estava já no "jardim do teu coração". Estás a ter agora a coragem de me expulsar ou foi engano algum que houve? É que se não houve engano e disseste-o mesmo, lembro-te que me disseste que eras uma pessoa de impulsos, que segues o coração. Se assim é, porque agora segues a cabeça? "Para o nosso bem"? Então e o "nosso jantar perfeito"? Foi mentira que o teu coração "puff... parou"? Não acredito que tenha sido um espasmo. Não tenhas medo. Arrisca. Sê tu própria. Sê livre! Não quero ser a tua "gaiola", mesmo que deixe a porta aberta. Quero ser só o teu "porto seguro". Aquele que sabes que é garantido. Aquele que sabes ser onde encontrarás os mantimentos que precisas, onde receberás o que precisas. Aquele "porto" que não sairá do sítio e que te dará o que mais precisas, quando mais precisares, seja ele um mimo, um silêncio, um beijo, um cofre para guardar um segredo ou uma confidência. Um ombro para chorar e outro para rir.
Preciso fazer tanta coisa mas só preciso de uma pessoa - TU!.
Não é o ficar sozinho que me assusta. É o não ter tido a oportunidade de fazer outras coisas, viver outras coisas. Tenho medo de em determinadas alturas não ter arriscado o suficiente. Viver é isso. É arriscar. E eu arrisquei tudo quando me decidi a conquistar-te.
Disse-te que nos conhecemos na altura errada. Talvez não. Se calhar foi mesmo na altura certa. Foi quando mais precisávamos um do outro. Eu ainda Preciso de ti.
Não acredito que já não precises de mim.
Tive tudo o que sempre quis. Por breves momentos, fui desejado e deitei tudo a perder!
Começou há tanto tempo que já nem sei por onde começar. Mas como todas as histórias, começo pelo princípio. Nada que não tenha já sido dito, nada que não se saiba já.
A primeira vez que te vi, aquele primeiro vislumbre, seguirá a minha vida. PERseguirá-me até ao fim. O jogo do gato e do rato a seguir.. Mas sobretudo a minha cobardia. O medo que ambos, em alturas diferentes, tivemos em arriscar, em dizer que sim ao que nos acontecia.
Ah! Os teus olhos.
lembro-me de todas as promessas que te fiz. De todos os "para sempre" que agora não posso mesmo cumprir. Lembro-me de todas as palavras tuas, todas as frases tuas, as mais sinceras e as menos sinceras, as que me fizeram feliz e as que me trespassaram o coração, que me dilaceraram a alma e me fizeram chorar muitas noites agarrado à almofada.
Ah! Os teus olhos.
Mas era isso que tinha de fazer. Tinha de chorar. Se adormecesse, o meu subconsciente divagaria e poderia não se juntar a ti. Não era isso que queria. Queria-te - e quero - sempre na minha cabeça. O dia já não me correria da mesma forma se não pensasse em ti.
Ah! O teu sorriso.
Não me lembro da última vez que o vi. Mas lembro-me que é lindo. Que me aquece a alma. Que me acalma. E quando é sincero, ilumina tudo à sua volta.
Ah! O teu sorriso.
E por momentos paro de escrever. Passo os dedos nos cantos dos olhos à procura de algo que não está lá. Saio daqui. Digo que não escrevo mais e, deixo o texto a meio. Mas não consigo! Fumo o meu cigarro e volto para aqui. Não deixo nada a meio. Se começo algo, tenho de o acabar. Comecei a escrever o teu nome em mim e se comecei, irei acabar. Não darás por isso. Ninguém dará.
Ah! A tua pele.
Lisa, doce, brilhante, macia... Celeste! Poderia ser esse o teu nome e assim, sempre que te chamasse, já diria tudo de ti. A mais celeste das criaturas. Poderias ser "Lídia", mas serias a mulher-demónio e a desgraça de qualquer homem. Não creio que sejas.
Ah! Os teus lábios.
Peço desculpa por não acreditar nas tuas palavras. Compreendo, entendo, Mas não acredito.
Ninguém consegue "mentir" tão facilmente. E se o que me dizes agora é verdade, então era antes que me mentias.
Noite 1:
E eis que acordo sobressaltado. Não consigo dormir mais. Não quero dormir mais. Muitos pensamentos.
Enganei-nos aos dois. Menti-te como me "mentiste" a mim. Só de pensar que não queres mais que e conquiste, o peito contrai-se e aperta tudo. A dor é enorme.
Ah! O teu corpo.
"Se tivesse de estar com alguém neste exacto momento, seria contigo!" Esqueceste-te ou foi de propósito?
Sou eu que não acredito no Destino. Mas se tu acreditas, explica-me este Destino. Ou então diz-me que só PARA JÁ, só precisas de um tempo. Uma réstia de esperança. Diz-me que queres que te volte a conquistar, mas NÃO AGORA. Diz-me que foi tudo em vão, se tiveres a coragem para isso. Diz-me que fui um erro de percurso e que acreditas e que sabes que, da próxima vez que nos cruzarmos, que os nossos olhares se trocarem, diz-me que nesse momento os nossos corações não vão acelerar, ou parar ou coisa que o valha!? E se isso realmente acontecer, o que quer dizer? Tu que és a "sentimental", vais-me dizer que é mentira? Vais-me dizer que não aconteceu antes e que não acontecerá mais? E se realmente acontecer? Não vais acreditar no teu coração e nos teus sentimentos?
Ah! Os teus olhos.
São o espelho da alma. E eu vi a tua. Falei com ela e, o que ela me disse, não foi o que tu me disseste.
Ah! MERDA!!!
Nunca disse que te queria prender. Somos "dois pássaros loucos". Somos livres. Prender-te nunca fez parte dos meus planos. Mas cativar-te sim. Fazer-te feliz também. Não posso prometer-te que te faria feliz para sempre, mas posso prometer que faria os possíveis.
Nunca te quis pressionar, mas também vejo que a determinada altura, tentei e cheguei a fazê-lo. Desculpa-me por isso.
Ah! São de um castanho lindo.
"Friend zone"? Não obrigado. As coisas teriam sempre de começar por algum lado. Pela amizade? Sim, claro! Mas não posso, nem conseguiria ficar aí eternamente. Gosto demais de ti, abri-me demais para ser tão somente um amigo. Mas espera! Não interpretes mal. Quero ser teu amigo, mas quero ser também o teu melhor amigo, confidente, marido e amante.
Ah! O sorriso é tão contagiante.
Já me pedes o impossível. Pedes-me que não passe um dia espectacular só porque a primeira coisa que me vem à cabeça assim que acordo é o teu sorriso. Pedes-me que não consiga dormir porque quando me deito, deito-me com os teus olhos castanhos claros, tão bons, tão quentes, os teus sinais, os teus lábios pecaminosos, o teu sorriso, a tua franja que tapa a testa e destapa assim que a franzes. O teu cabelo liso, que ondula nas pontas.
Pedes-me que esqueça isso? Tens coragem de me pedir isso?
Ah! O teu cheiro.
Posso não ser pintor. Não sou mesmo. Nem escritor. Mas já consigo pôr cada traço teu nestas linhas. Sei o sítio exacto dos teus sinais. Sei de cor os contornos dos teus lábios, o tamanho discordante dos teus dois incisivos superiores, as tuas sobrancelhas finas, a franja ligeiramente escadeada e o cabelo. Adoro ver-te de trança.
Ah! O meu pecado.
És tu! Deixa-te tu também cair em tentação. Sempre disse e nunca te escondi que Preciso de ti, pelo que és, pela bagagem que trazes e não por mais nada.
AAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!!!!!!!! TU!!!
"Nunca me deixes, Preciso de ti.
O Amor é uma loucura e tu precisas de mim.
Em qualquer altura, em qualquer lugar,
Sinto a tua presença até num mero olhar!"
Ah! O teu coração.
Disseste-me que já tinha entrado na tua mente e que estava já no "jardim do teu coração". Estás a ter agora a coragem de me expulsar ou foi engano algum que houve? É que se não houve engano e disseste-o mesmo, lembro-te que me disseste que eras uma pessoa de impulsos, que segues o coração. Se assim é, porque agora segues a cabeça? "Para o nosso bem"? Então e o "nosso jantar perfeito"? Foi mentira que o teu coração "puff... parou"? Não acredito que tenha sido um espasmo. Não tenhas medo. Arrisca. Sê tu própria. Sê livre! Não quero ser a tua "gaiola", mesmo que deixe a porta aberta. Quero ser só o teu "porto seguro". Aquele que sabes que é garantido. Aquele que sabes ser onde encontrarás os mantimentos que precisas, onde receberás o que precisas. Aquele "porto" que não sairá do sítio e que te dará o que mais precisas, quando mais precisares, seja ele um mimo, um silêncio, um beijo, um cofre para guardar um segredo ou uma confidência. Um ombro para chorar e outro para rir.
Preciso fazer tanta coisa mas só preciso de uma pessoa - TU!.
Não é o ficar sozinho que me assusta. É o não ter tido a oportunidade de fazer outras coisas, viver outras coisas. Tenho medo de em determinadas alturas não ter arriscado o suficiente. Viver é isso. É arriscar. E eu arrisquei tudo quando me decidi a conquistar-te.
Disse-te que nos conhecemos na altura errada. Talvez não. Se calhar foi mesmo na altura certa. Foi quando mais precisávamos um do outro. Eu ainda Preciso de ti.
Não acredito que já não precises de mim.
quinta-feira, janeiro 24, 2013
Microlímetro 3
Faz já algum tempo que não falo no Microlímetro. Termo meu! Em termos de distância, corresponde à mais ínfima unidade de medição de espaço. Na altura em que criei os dois textos anteriores, criei-os simplesmente pela ideia que me surgiu. Por um ímpeto de escrita que me impulsionou.
"Toquei-te! E com cada microporo da minha mão, senti cada microporo da tua pele. Passei-te a mão no cabelo e senti todas as pontas quebradas e espigadas de cada fio de cabelo teu. Abracei-te e senti o teu peito a encher e a esvaziar de ar, ao mesmo tempo que sentia o bater do teu coração. Senti cada impulso do teu corpo, como se fosse meu. Com o meu abraço, tornei-me a tua pele. Sim! A tua pele! Uma espécie de escudo que não se permitirá a deixar que nada te aconteça. Fiz parte de ti, durante esse abraço. E no momento em que fiz parte de ti, não senti nada entre nós. Mas senti-te a ti. Senti cada arrepio teu, cada calafrio, formigueiro, dor ou gota de suor. Reduzi toda a distância que havia entre nós. E no momento em que o fiz, qual lapa, não deixei de ser o teu escudo. Aparei todos os golpes que recebeste. Sequei todas as lágrimas que te correram e curei todas as feridas que te infligiram, secando cada gota de sangue derramado.
E, no final, beijei-te. Deixei que os lábios se fossem aproximando devagar. Queria sentir a tua respiração quente. Quis sentir o calor que saía de dentro de ti. E cheirar aquele momento, para que ficasse gravado na minha mente, para não mais esquecer os contornos, a temperatura e humidade. E quando não sobrou mais espaço entre os dois corpos, entre os lábios, nesse exacto momento em que a distância foi reduzida ao microlímetro, o mundo parou. Os relógios não andaram mais e ficámos imóveis naquela posição. Sem trocar palavras ou sons, na esperança de eternizar aquele milissegundo, aquele microlímetro... aquele beijo."
"Toquei-te! E com cada microporo da minha mão, senti cada microporo da tua pele. Passei-te a mão no cabelo e senti todas as pontas quebradas e espigadas de cada fio de cabelo teu. Abracei-te e senti o teu peito a encher e a esvaziar de ar, ao mesmo tempo que sentia o bater do teu coração. Senti cada impulso do teu corpo, como se fosse meu. Com o meu abraço, tornei-me a tua pele. Sim! A tua pele! Uma espécie de escudo que não se permitirá a deixar que nada te aconteça. Fiz parte de ti, durante esse abraço. E no momento em que fiz parte de ti, não senti nada entre nós. Mas senti-te a ti. Senti cada arrepio teu, cada calafrio, formigueiro, dor ou gota de suor. Reduzi toda a distância que havia entre nós. E no momento em que o fiz, qual lapa, não deixei de ser o teu escudo. Aparei todos os golpes que recebeste. Sequei todas as lágrimas que te correram e curei todas as feridas que te infligiram, secando cada gota de sangue derramado.
E, no final, beijei-te. Deixei que os lábios se fossem aproximando devagar. Queria sentir a tua respiração quente. Quis sentir o calor que saía de dentro de ti. E cheirar aquele momento, para que ficasse gravado na minha mente, para não mais esquecer os contornos, a temperatura e humidade. E quando não sobrou mais espaço entre os dois corpos, entre os lábios, nesse exacto momento em que a distância foi reduzida ao microlímetro, o mundo parou. Os relógios não andaram mais e ficámos imóveis naquela posição. Sem trocar palavras ou sons, na esperança de eternizar aquele milissegundo, aquele microlímetro... aquele beijo."
terça-feira, janeiro 22, 2013
Quando... simplesmente estás na minha mente!
Procurei em todo o lado. Corri o diccionário, as gramáticas, cusquei os livros da especialidade e que encontrei? Rigorosamente nada. Não encontrei em lado nenhum algo que pudesse de alguma forma descrever o mais belo dos sentimentos humanos. Não encontrei em lado nenhum as palavras que te queria transmitir. Mas porra... Às vezes penso que já foi tudo dito e se for procurar, não encontro. E é quando não consigo encontrar o que quero, que mais me dá vontade de escrever. E sabes porque não encontro as palavras que te quero dar, nas palavras de outro? Porque nas palavras de outro, a beleza das emoções não te é dirigida. Porque só eu sei o que sinto e como te sinto. Não é o mesmo que Pessoa, ou Camões, ou Queirós ou outro, qualquer que seja, sente. O que sinto é tão somente meu e só eu posso descobrir as palavras para o dizer ou descrever.
Mas se não encontro as palavras para te dizer, encontro a imagem. A imagem é tão somente esta:
Encontro-me à tua frente. Ponho as mãos no meu peito e começo por furá-lo com as unhas, de modo a conseguir abrir as peles. De seguida, afasto tudo o que se encontrar entre a minha derme e as minhas costelas. Abro o meu peito até ao momento em que me vês somente as costelas e o que elas protegem. Mas ainda consigo mais. Consigo separar as costelas até que estas deixem de proteger o que quer que seja.
No fim de o fazer deixo que decidas o que fazer com os meus órgãos. Deixo-te a ver os meus pulmões a encher de ar e a esvaziar numa respiração rápida e nervosa por me estar a entregar desta maneira nas tuas mãos.
Deixo-te a decidir o que fazer com o meu coração, à medida que oscila entre batimentos acelerados e grandes momentos de paragem.
Só assim consigo expressar! Só transmitindo esta imagem, para veres a fragilidade em que me deixas. Como sou frágil quando estou contigo, ou mesmo quando não estou contigo, quando te oiço e não te oiço. Quando... simplesmente estás na minha mente!
Mas se não encontro as palavras para te dizer, encontro a imagem. A imagem é tão somente esta:
Encontro-me à tua frente. Ponho as mãos no meu peito e começo por furá-lo com as unhas, de modo a conseguir abrir as peles. De seguida, afasto tudo o que se encontrar entre a minha derme e as minhas costelas. Abro o meu peito até ao momento em que me vês somente as costelas e o que elas protegem. Mas ainda consigo mais. Consigo separar as costelas até que estas deixem de proteger o que quer que seja.
No fim de o fazer deixo que decidas o que fazer com os meus órgãos. Deixo-te a ver os meus pulmões a encher de ar e a esvaziar numa respiração rápida e nervosa por me estar a entregar desta maneira nas tuas mãos.
Deixo-te a decidir o que fazer com o meu coração, à medida que oscila entre batimentos acelerados e grandes momentos de paragem.
Só assim consigo expressar! Só transmitindo esta imagem, para veres a fragilidade em que me deixas. Como sou frágil quando estou contigo, ou mesmo quando não estou contigo, quando te oiço e não te oiço. Quando... simplesmente estás na minha mente!
quarta-feira, janeiro 02, 2013
Merda pró Tempo!!
Pois é.. Merda pró tempo. Para o raio que O parta. Foda-se. Até o meu pc acarreta com as culpas das minhas frustrações. Carrego nas teclas com tanta força que parece que isto é uma das velhinhas máquinas de escrever em vez do computador caríssimo que foi.
Irra pá... Farto de coisas sem jeito nenhum. Farto de querer e não ter. Farto de não querer e ter. A única coisa que queria agora mesmo era poder adormecer. Mas um daqueles sonos mágicos dos contos de fadas. Um daqueles sonos de que somos despertos quando se resolveram todas as peripécias. Um daqueles sonos em que só depois de todas as conquistas feitas, de todas as batalhas travadas, somos acordados. Mas que significa isso?
Significa que não me apetece Viver. Mas calma. Não no sentido de estar morto. Viver no sentido de passar despercebido. Não ter alegrias nem tristezas. Não ter vitórias nem derrotas. Não amar nem odiar. Nem chorar nem rir.
Ser um sonâmbulo. Exactamente! É isso que apetece. Dormir em pé e de olhos abertos. Sentir a vida a esvair, a escorrer, a desaparecer entre os dedos. Deixar que o Filha da puta do Tempo me apanhe na curva e que de um momento para o outro eu acorde, olhe para trás e diga para comigo mesmo: "Tava a ver que nunca mais! Demorou mas finalmente estou à beira de acordar. Não vivi o que devia. Não fiz o que devia. Mas porra.. Pelo menos não chorei, não sofri, não amei, não tive derrotas. Só tenho pena de não ter rido"
Quando adormecer, é disso que mais falta vou sentir... de rir. De rir cheio de vontade. Um daqueles risos que vêm do fundo da alma. Um daqueles que nos fazem rir e roncar que nem porcos, ao mesmo tempo! Rir como se não houvesse amanhã.
E para adormecer o Tempo corre. Para aí o Cabrão já me arrasta. Já me chama há muito tempo. Mas o Ranhoso dar-me tempo para eu poder rir é que não. Isso Ele já não faz. Isso Ele já não deixa. Ok, Sendo assim, e uma vez que ainda não podemos impedir que Ele passe por nós, uma vez que não O podemos travar nem desacelerar, então, resigno-me e deixo que Ele me pegue antes do da hora marcada. Ajoelho-me aos Seus pés, entrego a minha espada e digo que desisto. Digo que faça de mim o que bem Lhe aprouver. Digo-Lhe que não quero mais feridas de lutas. Que guerras não levam a lado nenhum e que está na altura errada para ir dormir e descansar.
Viro-Lhe as costas e é isso que faço. Durmo e descanso.
Quando dormimos, Ele passa mais depressa. Pode ser que assim, também mais depressa Ela me encontre!
Irra pá... Farto de coisas sem jeito nenhum. Farto de querer e não ter. Farto de não querer e ter. A única coisa que queria agora mesmo era poder adormecer. Mas um daqueles sonos mágicos dos contos de fadas. Um daqueles sonos de que somos despertos quando se resolveram todas as peripécias. Um daqueles sonos em que só depois de todas as conquistas feitas, de todas as batalhas travadas, somos acordados. Mas que significa isso?
Significa que não me apetece Viver. Mas calma. Não no sentido de estar morto. Viver no sentido de passar despercebido. Não ter alegrias nem tristezas. Não ter vitórias nem derrotas. Não amar nem odiar. Nem chorar nem rir.
Ser um sonâmbulo. Exactamente! É isso que apetece. Dormir em pé e de olhos abertos. Sentir a vida a esvair, a escorrer, a desaparecer entre os dedos. Deixar que o Filha da puta do Tempo me apanhe na curva e que de um momento para o outro eu acorde, olhe para trás e diga para comigo mesmo: "Tava a ver que nunca mais! Demorou mas finalmente estou à beira de acordar. Não vivi o que devia. Não fiz o que devia. Mas porra.. Pelo menos não chorei, não sofri, não amei, não tive derrotas. Só tenho pena de não ter rido"
Quando adormecer, é disso que mais falta vou sentir... de rir. De rir cheio de vontade. Um daqueles risos que vêm do fundo da alma. Um daqueles que nos fazem rir e roncar que nem porcos, ao mesmo tempo! Rir como se não houvesse amanhã.
E para adormecer o Tempo corre. Para aí o Cabrão já me arrasta. Já me chama há muito tempo. Mas o Ranhoso dar-me tempo para eu poder rir é que não. Isso Ele já não faz. Isso Ele já não deixa. Ok, Sendo assim, e uma vez que ainda não podemos impedir que Ele passe por nós, uma vez que não O podemos travar nem desacelerar, então, resigno-me e deixo que Ele me pegue antes do da hora marcada. Ajoelho-me aos Seus pés, entrego a minha espada e digo que desisto. Digo que faça de mim o que bem Lhe aprouver. Digo-Lhe que não quero mais feridas de lutas. Que guerras não levam a lado nenhum e que está na altura errada para ir dormir e descansar.
Viro-Lhe as costas e é isso que faço. Durmo e descanso.
Quando dormimos, Ele passa mais depressa. Pode ser que assim, também mais depressa Ela me encontre!
segunda-feira, novembro 12, 2012
É preciso azar...
Já não aguentava tudo aquilo.
Teve de ser. Agarrei-lhe nos cabelos, puxei-lhe a cabeça para trás e comecei a beijá-la. Beijei-a no pescoço, nos olhos, na face, na boca. Mordisquei-lhe os lábios e a língua.
De repente os botões da camisa saltaram fora. A pressa era tal que não dava para os desapertar um a um. As costuras partiram, os botões caíram, mas ainda havia uma camisola interior, ou uma t-shirt. Sei lá. Naquele momento a minha visão era o meu tacto. À medida que ia puxando esta camisola/t-shirt, lentamente, uma dor ia aparecendo. Puxei lentamente a roupa, até que os braços lhe ficassem nas costas. E retive-me assim. A dor aumentava. Sem tirar mais roupa, só a observar e a tocar os meus lábios nos dela. O prazer era tanto que a dor se tornava quase impossível de suportar.
MERDA... FODASSE... CARALHO... Bati com os cornos na mesinha de cabeceira e acordei!!!
Teve de ser. Agarrei-lhe nos cabelos, puxei-lhe a cabeça para trás e comecei a beijá-la. Beijei-a no pescoço, nos olhos, na face, na boca. Mordisquei-lhe os lábios e a língua.
De repente os botões da camisa saltaram fora. A pressa era tal que não dava para os desapertar um a um. As costuras partiram, os botões caíram, mas ainda havia uma camisola interior, ou uma t-shirt. Sei lá. Naquele momento a minha visão era o meu tacto. À medida que ia puxando esta camisola/t-shirt, lentamente, uma dor ia aparecendo. Puxei lentamente a roupa, até que os braços lhe ficassem nas costas. E retive-me assim. A dor aumentava. Sem tirar mais roupa, só a observar e a tocar os meus lábios nos dela. O prazer era tanto que a dor se tornava quase impossível de suportar.
MERDA... FODASSE... CARALHO... Bati com os cornos na mesinha de cabeceira e acordei!!!
sexta-feira, outubro 12, 2012
Transcendente
Tenho a vida de pernas para o ar... Nem sei bem o que quero! Quem me dera ser dono da verdade e saber o que o futuro me reserva. Saber o que vou ser, saber o que me espera... Saber quando e como...
Saber se um dia te vou conhecer. Saber ate que ponto te vou conhecer. Saber quem és. Saber se algum dia me conheceras verdadeiramente e, não só por estas linhas que te escrevo. Saber se um dia conseguirei reduzir entre nós a distância, ao microlimetro.
Saber se algum dia me desejarás como eu te desejo.
Esquece o plano físico. Desejo-te tão transcendentalmente...
Saber se um dia te vou conhecer. Saber ate que ponto te vou conhecer. Saber quem és. Saber se algum dia me conheceras verdadeiramente e, não só por estas linhas que te escrevo. Saber se um dia conseguirei reduzir entre nós a distância, ao microlimetro.
Saber se algum dia me desejarás como eu te desejo.
Esquece o plano físico. Desejo-te tão transcendentalmente...
segunda-feira, outubro 01, 2012
Esgotei...
Esgotei...
Há alguns anos atrás, alguém me disse que adorava o que eu dizia e escrevia sobre essa pessoa. Pois bem... Acho que esgotei todos os meus adjectivos, todo o meu vocabulário.
Para mim, agora és tão somente linda. Mas banalizei o adjectivo. És linda à tua maneira. Boas são aquelas tipas das revistas e da televisão. Tu és Só linda...
Mas também já não te consigo caracterizar de outra maneira.
Já não basta dizer que te adoro, ou que te desejo, ou mesmo que... Te amo! Já não é suficiente para mim. Precisava de conseguir dizer mais... De conseguir fazer mais.
Mas o tempo foi passando e eu fui desistindo, fui deixando de lutar por uma estrela que brilhava apenas dentro de mim, que me aquecia a alma nos momentos mais frios e que me seca a lágrima no rosto.
Há alguns anos atrás, alguém me disse que adorava o que eu dizia e escrevia sobre essa pessoa. Pois bem... Acho que esgotei todos os meus adjectivos, todo o meu vocabulário.
Para mim, agora és tão somente linda. Mas banalizei o adjectivo. És linda à tua maneira. Boas são aquelas tipas das revistas e da televisão. Tu és Só linda...
Mas também já não te consigo caracterizar de outra maneira.
Já não basta dizer que te adoro, ou que te desejo, ou mesmo que... Te amo! Já não é suficiente para mim. Precisava de conseguir dizer mais... De conseguir fazer mais.
Mas o tempo foi passando e eu fui desistindo, fui deixando de lutar por uma estrela que brilhava apenas dentro de mim, que me aquecia a alma nos momentos mais frios e que me seca a lágrima no rosto.
quarta-feira, setembro 26, 2012
Sou um Utópico Saudosista.
À falta de melhor…
Lembrei-me de me sentar e escrever.
Só me esqueci de um pormenor… O mais importante… O que iria eu escrever? Um artigo? Um romance? Uma peça de teatro? Mas eis que me assola uma só ideia, uma só palavra. Uma palavra que define a nossa sociedade actual, o nosso estado mental e tudo mais
que se possam lembrar.
Falo de UTOPIA. E porquê a Utopia? Por uma razão muito simples.
Acho que em tenra idade começo a admirar a fase literária que atravessou Portugal em finais do séc. XIX e princípios do seguinte. Falo do Saudosismo e do Grupo dos Vencidos da Vida. Dele fizeram parte grandes autores como Pessoa, Eça, Camilo, entre outros. Não quero de modo algum comparar-me a eles. Eles foram grandes. Eu sempre serei pequeno.
Vejamos. Qualquer um deles recordava com Saudade o tempo da sua infância (a nossa eterna felicidade, para sempre perdida nos meandros do tempo e da memória) e neste aspecto, concordo com eles. Mas acontece que nesta sociedade animalesca em que vivemos, torna-se cada vez mais e mais difícil de encontrar alternativas a essa tão desejada felicidade.
E aqui entra a Utopia (que já muitos se perguntavam onde andaria!). Note-se que enquanto todos andamos iludidos e a ser enganados por “meio mundo”, não deixamos tempo para a nossa felicidade. Acho que deveríamos gastar o nosso tempo na busca de algo mais que a “simples” estabilidade emocional e económica. Onde arranjamos tempo para as pessoas que mais amamos? Sejam elas familiares, namorad@s, ou simplesmente as minis com os amigos? Torna-se mais do que óbvio que no meio desta competitividade toda acabamos por nos esquecer de quem não devíamos.
Acontece que aqueles que por direito deveriam tomar providências, não o fazem. Era tão bom que os “pombos” que ajudámos a colocar no “poleiro” se lembrassem de nós de vez em quando. E para tal, bastava que criassem condições para que a população vivesse num clima de harmonia, de entreajuda e não de “fermentação” do delatismo.
Quero viver num mundo em que todos nos preocupemos com o desconhecido do lado, quero um mundo sem assaltos, sem tiros, em que todos trabalhemos para um bem comum. Quero Educação e Saneamento e Saúde gratuitos, não quero ser atendido em serviços públicos por pessoas que parecem estar de luto desde que acabaram a adolescência. Quero que aqueles que foram eleitos por nós, para trabalharem para nós, não nos obriguem a trabalhar para eles. Quero um mundo sem guerra, sem fome, sem calamidades, sem poluição, sem degelo e sem buracos no Ozono. Quero poder usar bio combustível sem ter de pagar avultadas multas. Mas sobretudo quero que a tal felicidade da nossa infância nos acompanhe por todos os dias da nossa passagem neste mundo que, à nossa semelhança, já se encontra com os pés para a cova.
Mas quem sou eu para falar destas coisas?! Sou um Saudosista Utópico? De modo algum!
Sou um Utópico Saudosista.
Lembrei-me de me sentar e escrever.
Só me esqueci de um pormenor… O mais importante… O que iria eu escrever? Um artigo? Um romance? Uma peça de teatro? Mas eis que me assola uma só ideia, uma só palavra. Uma palavra que define a nossa sociedade actual, o nosso estado mental e tudo mais
que se possam lembrar.
Falo de UTOPIA. E porquê a Utopia? Por uma razão muito simples.
Acho que em tenra idade começo a admirar a fase literária que atravessou Portugal em finais do séc. XIX e princípios do seguinte. Falo do Saudosismo e do Grupo dos Vencidos da Vida. Dele fizeram parte grandes autores como Pessoa, Eça, Camilo, entre outros. Não quero de modo algum comparar-me a eles. Eles foram grandes. Eu sempre serei pequeno.
Vejamos. Qualquer um deles recordava com Saudade o tempo da sua infância (a nossa eterna felicidade, para sempre perdida nos meandros do tempo e da memória) e neste aspecto, concordo com eles. Mas acontece que nesta sociedade animalesca em que vivemos, torna-se cada vez mais e mais difícil de encontrar alternativas a essa tão desejada felicidade.
E aqui entra a Utopia (que já muitos se perguntavam onde andaria!). Note-se que enquanto todos andamos iludidos e a ser enganados por “meio mundo”, não deixamos tempo para a nossa felicidade. Acho que deveríamos gastar o nosso tempo na busca de algo mais que a “simples” estabilidade emocional e económica. Onde arranjamos tempo para as pessoas que mais amamos? Sejam elas familiares, namorad@s, ou simplesmente as minis com os amigos? Torna-se mais do que óbvio que no meio desta competitividade toda acabamos por nos esquecer de quem não devíamos.
Acontece que aqueles que por direito deveriam tomar providências, não o fazem. Era tão bom que os “pombos” que ajudámos a colocar no “poleiro” se lembrassem de nós de vez em quando. E para tal, bastava que criassem condições para que a população vivesse num clima de harmonia, de entreajuda e não de “fermentação” do delatismo.
Quero viver num mundo em que todos nos preocupemos com o desconhecido do lado, quero um mundo sem assaltos, sem tiros, em que todos trabalhemos para um bem comum. Quero Educação e Saneamento e Saúde gratuitos, não quero ser atendido em serviços públicos por pessoas que parecem estar de luto desde que acabaram a adolescência. Quero que aqueles que foram eleitos por nós, para trabalharem para nós, não nos obriguem a trabalhar para eles. Quero um mundo sem guerra, sem fome, sem calamidades, sem poluição, sem degelo e sem buracos no Ozono. Quero poder usar bio combustível sem ter de pagar avultadas multas. Mas sobretudo quero que a tal felicidade da nossa infância nos acompanhe por todos os dias da nossa passagem neste mundo que, à nossa semelhança, já se encontra com os pés para a cova.
Mas quem sou eu para falar destas coisas?! Sou um Saudosista Utópico? De modo algum!
Sou um Utópico Saudosista.
sexta-feira, setembro 21, 2012
Assim saberei que estará sempre comigo.
O luto abate-se.
Aos poucos e poucos, instala-se sobre nós um pacto de silêncio. Deixa de ser preciso falar. Entendemos-nos no olhar uns dos outros.
Se as lágrimas lavam a alma, a minha tem de estar muito suja, muito negra, pois ainda não consigo parar. Todos os olhos brilham com a lembrança que vem à memória. Mas brilham com a água que os enche e deixa transparecer um enorme vazio que nos foi deixado no coração.
Aqui já não se fala. Só se escutam os silêncios que temos para contar.
Ainda é cedo para falar. Somos, ainda, crianças a quem a faculdade da linguagem não foi desenvolvida. E só entendemos os não sons professados e proferidos por nós mesmos.
Ainda não queremos ouvir mais nada. Nem o "já passou", "é a ordem da vida". Sabemos disso! O que queremos mesmo, é algo que nos foi arrancado e não mais será devolvido. E enquanto me lembrar disso, não quero que passe nunca. Assim saberei que estará sempre comigo.
Aos poucos e poucos, instala-se sobre nós um pacto de silêncio. Deixa de ser preciso falar. Entendemos-nos no olhar uns dos outros.
Se as lágrimas lavam a alma, a minha tem de estar muito suja, muito negra, pois ainda não consigo parar. Todos os olhos brilham com a lembrança que vem à memória. Mas brilham com a água que os enche e deixa transparecer um enorme vazio que nos foi deixado no coração.
Aqui já não se fala. Só se escutam os silêncios que temos para contar.
Ainda é cedo para falar. Somos, ainda, crianças a quem a faculdade da linguagem não foi desenvolvida. E só entendemos os não sons professados e proferidos por nós mesmos.
Ainda não queremos ouvir mais nada. Nem o "já passou", "é a ordem da vida". Sabemos disso! O que queremos mesmo, é algo que nos foi arrancado e não mais será devolvido. E enquanto me lembrar disso, não quero que passe nunca. Assim saberei que estará sempre comigo.
sexta-feira, agosto 24, 2012
A very very old letter
Não poderei nunca chamar a isto uma carta de "Amor". Só falo de Amor se ele for correspondido. Amo, por exemplo, a minha mãe. Ela também me ama.
Será, então, uma carta de "Gostar".
Evitarei, ao máximo, falar em termos de felicidade. Alguém me disse que em termos químicos, a substância libertada pela massa encefálica, quando se come um chocolate, é a mesma libertada quando alguém diz estar feliz.
Como isto é para o meu "Segredo", não digo que o ande a "comer" (credo).
Introdução à parte, para os leitores, escrevo de Ti, o que nunca Te disse.
Dissemos uma vez que era mais fácil escrever do que falar. Realmente, maior verdade, não há.
Distantes vão os tempos em que quando gostava de alguém, escrevia uma simples carta onde dizia tão somente que gostava muito e terminava com um "Queres namorar comigo?" e, no fim, deixava dois quadrados: Um para "SIM", outro para "NÃO". E se a resposta fosse negativa, logo "partia para outra". (Era tão simples na altura).
Hoje não. Hoje seria incapaz de Te fazer tal pergunta. Mas acho estranho. Vontade não me falta. Mas não sei como reagiria à resposta, fosse ela qual fosse.
Também é verdade que já sei a resposta. Mas não é isso que me faz "desistir". Disseste-me um dia, que no meu lugar, já terias desistido, que não eras persistente. Mas como poderia desistir? Se gosto, não posso deixar que a minha estrela brilhe no meu céu, sem que a possa ver, sem que a possa admirar!
Podem muitos incautos, pensar que, este meu "Segredo", funcione como uma espécie de penso que uso para cicatrizar alguma ferida ainda aberta. Verdade. Mas mentira. Tenho ainda uma ferida que teima em não sarar, que não cicatriza. Por mais "betadine" que use, parece que, quando cicatrizou, alguém aparece para "raspar a crosta" e deixar novamente aberta uma ferida antiga.
Disseste-me que tinhas feridas por sarar. Não quero ser o teu médico. Essa ferida (como eu, também descobrirás), não irá sarar nunca. Manter-se-à aberta. Atormentar-te-à todos os dias. "E se dissesse de outro modo? E se tivesse feito de outra maneira?" Essas perguntas e outras, surgirão sempre nos nossos momentos de maior fraqueza. Mas, acredita que nesses momentos de maior fraqueza, poderás sempre encontrar um porto seguro.
Ainda hoje me pergunto porque não te digo isto! Porque seria incapaz. Porque não consigo. Porque junto de ti, as palavras, as frases, as conversas, tornam-se banais. Tremo, desmancho-me e não consigo encontrar o local exacto das peças. Até neste espaço já me faltam as palavras.
Mas também não me quero calar. Estou farto de silêncios. Não são saudáveis quando nos servimos deles para deixar coisas por dizer. Ainda assim, também nunca conseguimos dizer tudo. Há sempre algo que vai ficar por dizer e, é isso que nos perseguirá, que nos atormentará, que não deixará sarar as feridas.
Ando farto de sonhos. Se a Vida fosse um sonho, andávamos sempre a dormir. A Vida não é um sonho, nem sequer é cor de rosa. É de todas as cores. É da cor do arco-íris e cada dia é uma cor diferente.
Perco-me no discurso... Defeito meu. Quando estou nervoso, divago e não paro de falar. Fico chato. Gosto de ficar por cima, mas tu deixas me em baixo. Falo de tudo e de repente vejo que não disse nada.
Há uns meses tinha voltado a ter um sonho. Aquele que te escrevi. Estranho... Tínhamos ido jantar e blá blá blá... Acordei com o chamar do meu nome
Será, então, uma carta de "Gostar".
Evitarei, ao máximo, falar em termos de felicidade. Alguém me disse que em termos químicos, a substância libertada pela massa encefálica, quando se come um chocolate, é a mesma libertada quando alguém diz estar feliz.
Como isto é para o meu "Segredo", não digo que o ande a "comer" (credo).
Introdução à parte, para os leitores, escrevo de Ti, o que nunca Te disse.
Dissemos uma vez que era mais fácil escrever do que falar. Realmente, maior verdade, não há.
Distantes vão os tempos em que quando gostava de alguém, escrevia uma simples carta onde dizia tão somente que gostava muito e terminava com um "Queres namorar comigo?" e, no fim, deixava dois quadrados: Um para "SIM", outro para "NÃO". E se a resposta fosse negativa, logo "partia para outra". (Era tão simples na altura).
Hoje não. Hoje seria incapaz de Te fazer tal pergunta. Mas acho estranho. Vontade não me falta. Mas não sei como reagiria à resposta, fosse ela qual fosse.
Também é verdade que já sei a resposta. Mas não é isso que me faz "desistir". Disseste-me um dia, que no meu lugar, já terias desistido, que não eras persistente. Mas como poderia desistir? Se gosto, não posso deixar que a minha estrela brilhe no meu céu, sem que a possa ver, sem que a possa admirar!
Podem muitos incautos, pensar que, este meu "Segredo", funcione como uma espécie de penso que uso para cicatrizar alguma ferida ainda aberta. Verdade. Mas mentira. Tenho ainda uma ferida que teima em não sarar, que não cicatriza. Por mais "betadine" que use, parece que, quando cicatrizou, alguém aparece para "raspar a crosta" e deixar novamente aberta uma ferida antiga.
Disseste-me que tinhas feridas por sarar. Não quero ser o teu médico. Essa ferida (como eu, também descobrirás), não irá sarar nunca. Manter-se-à aberta. Atormentar-te-à todos os dias. "E se dissesse de outro modo? E se tivesse feito de outra maneira?" Essas perguntas e outras, surgirão sempre nos nossos momentos de maior fraqueza. Mas, acredita que nesses momentos de maior fraqueza, poderás sempre encontrar um porto seguro.
Ainda hoje me pergunto porque não te digo isto! Porque seria incapaz. Porque não consigo. Porque junto de ti, as palavras, as frases, as conversas, tornam-se banais. Tremo, desmancho-me e não consigo encontrar o local exacto das peças. Até neste espaço já me faltam as palavras.
Mas também não me quero calar. Estou farto de silêncios. Não são saudáveis quando nos servimos deles para deixar coisas por dizer. Ainda assim, também nunca conseguimos dizer tudo. Há sempre algo que vai ficar por dizer e, é isso que nos perseguirá, que nos atormentará, que não deixará sarar as feridas.
Ando farto de sonhos. Se a Vida fosse um sonho, andávamos sempre a dormir. A Vida não é um sonho, nem sequer é cor de rosa. É de todas as cores. É da cor do arco-íris e cada dia é uma cor diferente.
Perco-me no discurso... Defeito meu. Quando estou nervoso, divago e não paro de falar. Fico chato. Gosto de ficar por cima, mas tu deixas me em baixo. Falo de tudo e de repente vejo que não disse nada.
Há uns meses tinha voltado a ter um sonho. Aquele que te escrevi. Estranho... Tínhamos ido jantar e blá blá blá... Acordei com o chamar do meu nome
quinta-feira, agosto 23, 2012
Medricas!!
Tenho não sei quantos anos e nada de paciência. Já fiz o que tinha a fazer e vivi quase tudo o que havia para viver.
Hoje, ao fumar o meu cigarrito, dei conta de umas covas muito grandes em ambos os lados da minha face.
Senti-me muito velho, muito acabado. Senti que, ainda assim, existiram coisas que devia ter feito e dito e, não tive a coragem.
E a paciência?! Esgotou! Já não tenho apetite para me dedicar a nada nem a ninguém. Não levo nada até ao fim. E a única coisa que em tempos acreditei merecedora de levar até ao fim, fosse por gostar, querer ou mesmo amar "desapeteceu-me". O peito torna-se pequeno, a respiração rápida, os membros frágeis, no entanto, como tudo, o Tempo ajuda. Tornar-me-ei calculista, frio e insensível. Não deve ser difícil.
Isto tudo por causa de quê? De quem? Por causa de um sentimento e por causa de alguém. Os homens são todos iguais... São uma cambada de medricas. Têm medo de tudo. Medo que lhes digam que sim, que lhes digam que não, quê... Sei lá... De tudo.
As mulheres, ao contrário são corajosas. Mas são frias! Gostam de tudo muito certo. E são altamente egocêntricas. Estimam-se a si próprias, só pensam nelas antes de mais alguma coisa ou alguém. Demoram muito tempo a pensar que podem estar a magoar-se a si próprias ou alguém.
Hoje, ao fumar o meu cigarrito, dei conta de umas covas muito grandes em ambos os lados da minha face.
Senti-me muito velho, muito acabado. Senti que, ainda assim, existiram coisas que devia ter feito e dito e, não tive a coragem.
E a paciência?! Esgotou! Já não tenho apetite para me dedicar a nada nem a ninguém. Não levo nada até ao fim. E a única coisa que em tempos acreditei merecedora de levar até ao fim, fosse por gostar, querer ou mesmo amar "desapeteceu-me". O peito torna-se pequeno, a respiração rápida, os membros frágeis, no entanto, como tudo, o Tempo ajuda. Tornar-me-ei calculista, frio e insensível. Não deve ser difícil.
Isto tudo por causa de quê? De quem? Por causa de um sentimento e por causa de alguém. Os homens são todos iguais... São uma cambada de medricas. Têm medo de tudo. Medo que lhes digam que sim, que lhes digam que não, quê... Sei lá... De tudo.
As mulheres, ao contrário são corajosas. Mas são frias! Gostam de tudo muito certo. E são altamente egocêntricas. Estimam-se a si próprias, só pensam nelas antes de mais alguma coisa ou alguém. Demoram muito tempo a pensar que podem estar a magoar-se a si próprias ou alguém.
sábado, agosto 18, 2012
Não sei..
Se me perguntarem o que vi, não sei responder. Estive o tempo todo a observá-la. Se me perguntarem o que ouvi, não sei responder. Estive o tempo todo a apreciá-la. Estive o tempo todo a desejar deitar a minha cabeça no seu regaço, a desejar puxar-lhe o cabelo para trás da orelha, só para poder ver melhor as suas feições. A desejar passar-lhe o braço à volta do pescoço.
terça-feira, agosto 14, 2012
Clichés..
Acho que é uma espécie de repost de outro mais antigo, mas este impõem-se mais do que esse anterior.
Vejamos se consigo fazer a minha definição de AMAR, ou AMOR, sem cair em muitos clichés. Sei que não será fácil. Muito já foi dito e escrito sobre este tema. Deverá mesmo ser o mais "badalado" de toda a Literatura, mas ainda assim, há sempre qualquer coisa que falta dizer e, o que sempre falta dizer, é algo nosso!
Sim é verdade... Perdeu-se muito do significado, mas também ganhou uma importância muito grande. Talvez até demais.
Quando amamos, nem sempre sabemos que somos amados. É fácil e não tem nada que saber. Amar não é mais do que um sentimento que se nutre por outra pessoa. Mas esse sentimento pode, e chega a ser, confundido com outros. Para Amar é preciso haver confiança, cumplicidade e, sem dúvida nenhuma uma espécie de "vidente". Saber quando o Outro está mal e precisa de desabafar, saber quando está bem e precisa festejar, saber quando calar e quando falar. Mas sobretudo, saber ouvir! A aparência física, ou a qualidade da relação na cama são completamente relegadas para segundo plano, quando mesmo à nossa frente se encontra um amigo. Sim! É isso que dois amantes são. São sem sombra de dúvida e antes de mais nada, dois amigos que se conhecem e compreendem mutuamente.
Amar pode ser difícil. Acredito que sim. Sei que sim. Mas tudo tem de começar de alguma maneira. Não acredito no Amor à primeira vista.
Amar, deveria ser o mais nobre dos sentimentos. Nas palavras de Miguel Esteves Cardoso, tornou-se numa espécie de pacto de só porque sim. Custa-me a acreditar. Ainda deve de existir algum verdadeiro Amor por aí. Alguém... Um casal que passou toda a sua vida junta. Um casal que passará toda a sua vida junta, mas não por conveniência, mas sim mesmo por amor. Com ternuras constantes trocadas, com brigas que se tornarão em mais juras e promessas de amor eterno. Mas "cheio de promessas e boas intenções, está o Inferno cheio". Ainda assim, será que, quando amamos essas promessas não se tornam verdadeiras? Quando amamos, perdoamos, quer queiramos ou não. Como referi antes, o Amor confunde-se com outros sentimentos. O mais parecido é o da Amizade. Se esta é a "biblioteca do coração", o Amor será sem dúvida o seu bibliotecário.
Tudo tem de começar de alguma maneira (e nunca só com o olhar). Seria incapaz de amar alguém de quem não gostasse. Com quem não tivesse alguma cumplicidade, alguma amizade. Mas é claro... Amo os meus amigos e as minhas amigas. Contudo não é esse o Amor que todos buscamos, que ansiamos. Queremos alguém que nos aceite como somos, com toda a bagagem que trazemos, com as nossas qualidades e defeitos. Queremos uma só pessoa que nos faça rir quando só queremos chorar. Queremos um(a) companheir@ que se cale quando só queremos falar, que não nos interrompa, que saiba, mesmo ainda, antes de nós próprios sabermos, exactamente o que queremos, o que desejamos, seja ele um beijo, uma carícia, um silêncio, ou mesmo um gelado.
"Os opostos atraem-se". É MENTIRA. Quer dizer... Em termos de Física, até é verdade. Mas em termos de Química sentimental, se gosto ou se amo, é porque tenho alguém que me compreende. Que pensa como eu e sabe o que gosto - porque somos parecidos.
Não há duas gotas de água iguais. Também não há duas pessoas iguais, logo os gostos, as maneiras de ser, as personalidades, não podem ser iguais. Mas podem ser semelhantes. E é isso que nos motiva a Amar. Aprender a gostar de outro pelo que é e não pelo que parece. É aí que reside o desafio.
Não tenho medo de ficar sozinho. Às vezes é o que mais apetece. Mas também não ficarei. Sei que tenho um enorme Amor, uma enorme paixão que nutro.
Apesar da ausência da fisicalidade, fica uma espécie de platonismo e não preciso mais nada. Acompanha-me nos meus momentos de fraqueza. Para muitos, isto não é Amor. É somente uma obsessão, ou mesmo um devaneio passageiro. (Mas que será Amar se não isto? Não seremos todos obcecados pelo fruto da nossa paixão? Não é tudo fugaz e passageiro? Não acredito em amor para além da vida e, se esta é passageira...) Não creio. Acredito no Amor e em toda a sua beleza, seja ela qual for. Mas não acredito que para Amar exista a necessidade de reciprocidade.
Seria hipócrita se dissesse que um carinho, um beijo na testa, na boca e um sorriso a passar-me na cara, não me fazem falta. Se dissesse que não me importo de ficar sozinho na velhice, estaria a dizer meia mentira. Lógico que todos não queremos! Mas mais do que isso, não quero chegar a velho e ver que nunca amei, que nunca soube o que isso é. Tal não acontece, nem acontecerá.
"O Amor é eterno, total em si mesmo. A sua beleza nunca finda, mas continua para sempre". É verdade. Se há duas coisas que são eternas, são essas. Deus (para os Católicos e que acreditam) e o Amor. Sempre existiu, sempre existirá, prevalecerá no fim. É esse mesmo Amor, que levo comigo, que me aquece quando tenho frio, que não pressiona, que se cala quando todos os outros berram, que se encolhe comigo e cresce comigo. Mas sobretudo... É silencioso. É isso tudo... O Amor é silencioso. Aparece e não diz. Foge e não diz. Ataca pela calada. Mas adoro quando ataca..
Dois agradecimentos:
1) A ti, Ana porque me deste esta ideia. Acho que se não fosse assim, tão cedo não voltava a escrever. (No entanto, também acho que consigo melhor e era disso que falava da outra vez)
2) A ti, só porque sim e me apetece!
Vejamos se consigo fazer a minha definição de AMAR, ou AMOR, sem cair em muitos clichés. Sei que não será fácil. Muito já foi dito e escrito sobre este tema. Deverá mesmo ser o mais "badalado" de toda a Literatura, mas ainda assim, há sempre qualquer coisa que falta dizer e, o que sempre falta dizer, é algo nosso!
Sim é verdade... Perdeu-se muito do significado, mas também ganhou uma importância muito grande. Talvez até demais.
Quando amamos, nem sempre sabemos que somos amados. É fácil e não tem nada que saber. Amar não é mais do que um sentimento que se nutre por outra pessoa. Mas esse sentimento pode, e chega a ser, confundido com outros. Para Amar é preciso haver confiança, cumplicidade e, sem dúvida nenhuma uma espécie de "vidente". Saber quando o Outro está mal e precisa de desabafar, saber quando está bem e precisa festejar, saber quando calar e quando falar. Mas sobretudo, saber ouvir! A aparência física, ou a qualidade da relação na cama são completamente relegadas para segundo plano, quando mesmo à nossa frente se encontra um amigo. Sim! É isso que dois amantes são. São sem sombra de dúvida e antes de mais nada, dois amigos que se conhecem e compreendem mutuamente.
Amar pode ser difícil. Acredito que sim. Sei que sim. Mas tudo tem de começar de alguma maneira. Não acredito no Amor à primeira vista.
Amar, deveria ser o mais nobre dos sentimentos. Nas palavras de Miguel Esteves Cardoso, tornou-se numa espécie de pacto de só porque sim. Custa-me a acreditar. Ainda deve de existir algum verdadeiro Amor por aí. Alguém... Um casal que passou toda a sua vida junta. Um casal que passará toda a sua vida junta, mas não por conveniência, mas sim mesmo por amor. Com ternuras constantes trocadas, com brigas que se tornarão em mais juras e promessas de amor eterno. Mas "cheio de promessas e boas intenções, está o Inferno cheio". Ainda assim, será que, quando amamos essas promessas não se tornam verdadeiras? Quando amamos, perdoamos, quer queiramos ou não. Como referi antes, o Amor confunde-se com outros sentimentos. O mais parecido é o da Amizade. Se esta é a "biblioteca do coração", o Amor será sem dúvida o seu bibliotecário.
Tudo tem de começar de alguma maneira (e nunca só com o olhar). Seria incapaz de amar alguém de quem não gostasse. Com quem não tivesse alguma cumplicidade, alguma amizade. Mas é claro... Amo os meus amigos e as minhas amigas. Contudo não é esse o Amor que todos buscamos, que ansiamos. Queremos alguém que nos aceite como somos, com toda a bagagem que trazemos, com as nossas qualidades e defeitos. Queremos uma só pessoa que nos faça rir quando só queremos chorar. Queremos um(a) companheir@ que se cale quando só queremos falar, que não nos interrompa, que saiba, mesmo ainda, antes de nós próprios sabermos, exactamente o que queremos, o que desejamos, seja ele um beijo, uma carícia, um silêncio, ou mesmo um gelado.
"Os opostos atraem-se". É MENTIRA. Quer dizer... Em termos de Física, até é verdade. Mas em termos de Química sentimental, se gosto ou se amo, é porque tenho alguém que me compreende. Que pensa como eu e sabe o que gosto - porque somos parecidos.
Não há duas gotas de água iguais. Também não há duas pessoas iguais, logo os gostos, as maneiras de ser, as personalidades, não podem ser iguais. Mas podem ser semelhantes. E é isso que nos motiva a Amar. Aprender a gostar de outro pelo que é e não pelo que parece. É aí que reside o desafio.
Não tenho medo de ficar sozinho. Às vezes é o que mais apetece. Mas também não ficarei. Sei que tenho um enorme Amor, uma enorme paixão que nutro.
Apesar da ausência da fisicalidade, fica uma espécie de platonismo e não preciso mais nada. Acompanha-me nos meus momentos de fraqueza. Para muitos, isto não é Amor. É somente uma obsessão, ou mesmo um devaneio passageiro. (Mas que será Amar se não isto? Não seremos todos obcecados pelo fruto da nossa paixão? Não é tudo fugaz e passageiro? Não acredito em amor para além da vida e, se esta é passageira...) Não creio. Acredito no Amor e em toda a sua beleza, seja ela qual for. Mas não acredito que para Amar exista a necessidade de reciprocidade.
Seria hipócrita se dissesse que um carinho, um beijo na testa, na boca e um sorriso a passar-me na cara, não me fazem falta. Se dissesse que não me importo de ficar sozinho na velhice, estaria a dizer meia mentira. Lógico que todos não queremos! Mas mais do que isso, não quero chegar a velho e ver que nunca amei, que nunca soube o que isso é. Tal não acontece, nem acontecerá.
"O Amor é eterno, total em si mesmo. A sua beleza nunca finda, mas continua para sempre". É verdade. Se há duas coisas que são eternas, são essas. Deus (para os Católicos e que acreditam) e o Amor. Sempre existiu, sempre existirá, prevalecerá no fim. É esse mesmo Amor, que levo comigo, que me aquece quando tenho frio, que não pressiona, que se cala quando todos os outros berram, que se encolhe comigo e cresce comigo. Mas sobretudo... É silencioso. É isso tudo... O Amor é silencioso. Aparece e não diz. Foge e não diz. Ataca pela calada. Mas adoro quando ataca..
Dois agradecimentos:
1) A ti, Ana porque me deste esta ideia. Acho que se não fosse assim, tão cedo não voltava a escrever. (No entanto, também acho que consigo melhor e era disso que falava da outra vez)
2) A ti, só porque sim e me apetece!
quarta-feira, agosto 01, 2012
Branco e vazio..
Dói...
Dói querer rir e não conseguir, querer falar e ficar emudecido, querer andar e as pernas não responderem ao mandado. Mas a mim, sobretudo dói-me querer escrever e já não conseguir.
Dói imenso chegar ao teclado e ter as ideias, ter algumas palavras mas, não as consigo dizer, não as consigo escrever. Um enorme bloqueador impede-me de escrever. As músicas, as pessoas, as vivências ou os sentimentos já não resultam. É tudo branco e vazio na minha alma.
segunda-feira, junho 25, 2012
No breaks...
Odiei a minha vida!
Às portas de fechar os olhos, olhei para trás e vi que não tinha feito nada. Não consegui deixar a minha marca no mundo. Não consegui marcar ninguém. Não consegui lutar quando devia e baixei os braços. Permiti - me a derrota. Como deixei que acontecesse? No meu intimo, sempre me considerei um lutador, sempre achei que conseguia levar as minhas decisões até ao fim e imaginei que conseguisse arcar com as consequências dos meus actos, fossem lá eles quais fossem.
No entanto, quando dava o primeiro pontapé numa pedra e magoava o dedo do pé, agachava - me e chorava sozinho. Desistia no primeiro obstáculo que me surgia. Perdia as forças para me levantar de novo e deixava - me ficar no meu canto a matutar no que teria feito se as coisas corressem de outra maneira. Encontrava sempre a mesma solução. Devia ter sido persistente. Devia ter feito isto ou aquilo. Mas não o fazia.
A única vez que fui persistente com alguma coisa, levou - me a perder anos da minha vida. Deixei que uma miragem, um sonho regesse as minhas decisões, que conduzisse a minha vida em determinados caminhos e, assim, deixei de viver.
A dados momentos, dava por mim a perguntar - me como tinha chegado ali. Dava comigo à procura da última recordação que tinha antes daquele instante. Chegava sempre à mesma conclusão... A recordação anterior era sempre muito antiga. Quase tão antiga como a vida que tinha levado. Ainda assim, deixava que as coisas se mantivessem. Nada fazia para as alterar.
A minha vida correu tão depressa. Falharam - me os travões tão cedo.
(texto muito incompleto)
terça-feira, maio 15, 2012
Um furo no peito...
Fodasse! A cavilha não atravessa o peito todo.
Mas como poderia? O peito dele tinha crescido tanto. Guardava lá tanta coisa que se não crescesse todos os dias, corria o risco de não aguentar e ter a qualquer altura explodido.
O cómico da situação é só ele ia vendo o seu peito a crescer, mas como se tornava habitual, a dada altura, também ele deixou de o ver crescer. Para os outros ele estava perfeitamente normal. Com as medidas todas certas, sem nada de anormal com a sua pessoa ou físico.
O dia começou da mesma maneira que tantos outros. Acordou tarde! É sempre o mesmo. O Pestana demora a chegar, mas quando chega parece que veio para ficar a vida. Às vezes era preferível que assim fosse. Chegava o Pestana e ficavam os dois em brincadeiras e conversas até ao dia em que já não houvesse mais dia. Mas não... Acaba por acordar e dá-se o principio de mais uma alvorada.
Este novo dia, ainda ele não sabe, fará crescer o seu peito mais um microlímetro.
Acorda, faz o que tem a fazer e quando a sua mente fica livre para si mesma, divaga, liberta-se e ganha vida própria. Pensa. E são estes pensamentos que fazem crescer o seu peito. Pensa na sua vida, nas suas relações, nos seus amigos, no passado, no presente e no futuro. Mas para quê? Porquê? E porquê o futuro? São estes pensamentos, estas libertações da sua mente que lhe fazem crescer o peito, que fazem com que lhe seja impossível de fazer a cavilha chegar ao destino. Ainda assim, o dia vai tão somente na sua madrugada.
Por volta do meio dia, já o seu peito se tinha inflamado mais de uns pensamentos de desejos não cumpridos e desejos não realizados.
Ao final do dia, já o seu peito crescera milhares de milhões de microlímetros que o impediam de ver o chão que pisava, os passos que dava. Era então que se resolvia a ir buscar a cavilha para furar, para poder esvaziar e libertar-se qual balão de ar. Mas o seu peito havia crescido mais. A cavilha que tinha não era suficiente para o libertar dos seus amores e das suas desilusões.
Fodasse! A cavilha é pequena e não atravessa o peito. Não chega ao seu destino. Ficaria para o dia seguinte a demanda por uma cavilha maior. Por uma que ponha fim ao seu desejo de poder voltar a ver os passos que dá, de poder voltar a não sentir. Não sentir será assim a única solução para o crescimento desmesurado do seu peito.
Resta assim um furo no peito, para o lembrar que no dia anterior não foi suficiente. Amanhã tentará novamente com uma maior.
quinta-feira, fevereiro 09, 2012
INCUMPRIDO
Faz tempo que não passava por este espaço...
Faz tanto tempo que me esquecia de como era...
O tempo vai decorrendo e as coisas que antes me eram queridas e garantidas, vão-se tornando ténues memórias de um passado distante. Vão-se tornando lembranças e lembram-me que o mundo gira, dá muitas voltas e as coisas nunca podem voltar a ser as mesmas. Mas como poderiam?
Nada pode voltar a ser nunca o mesmo. Viver é isso mesmo. São mudanças constantes na nossa pele, na nossa alma. E a minha mudou. E mudou muito.
Tornei-me "bitter". Deixei de ser "sweet".
Já não consigo!
Deixei de escrever, deixei de ler, deixei de ver, deixei de...
Sentir... Sinto... Quase nada. Sinto-me viciado em mim, nas minhas sensações que se esgotam no contacto, nas vivências. Sim... Já nem vivo. Vou-me arrastando, qual lesma que percorre o seu caminho.
Estou incompleto. Acordo sempre com um enorme vazio que não consigo preencher e mesmo que conseguisse, não saberia como. Deito-me todas as noites com a mesma sensação de dever incumprido.
Faz tanto tempo que me esquecia de como era...
O tempo vai decorrendo e as coisas que antes me eram queridas e garantidas, vão-se tornando ténues memórias de um passado distante. Vão-se tornando lembranças e lembram-me que o mundo gira, dá muitas voltas e as coisas nunca podem voltar a ser as mesmas. Mas como poderiam?
Nada pode voltar a ser nunca o mesmo. Viver é isso mesmo. São mudanças constantes na nossa pele, na nossa alma. E a minha mudou. E mudou muito.
Tornei-me "bitter". Deixei de ser "sweet".
Já não consigo!
Deixei de escrever, deixei de ler, deixei de ver, deixei de...
Sentir... Sinto... Quase nada. Sinto-me viciado em mim, nas minhas sensações que se esgotam no contacto, nas vivências. Sim... Já nem vivo. Vou-me arrastando, qual lesma que percorre o seu caminho.
Estou incompleto. Acordo sempre com um enorme vazio que não consigo preencher e mesmo que conseguisse, não saberia como. Deito-me todas as noites com a mesma sensação de dever incumprido.
quinta-feira, outubro 20, 2011
Passados 10 anos...
Passados 10 anos, ele ainda guardava a rosa que ela lhe tinha oferecido. A única recordação que aquela rosa lhe transmitia era a dos sentimentos que ele tinha reprimido, que ela tinha reprimido. Era só o que havia. Foi só o que houve... Uma rosa. Aquela rosa, lembrá-lo-ia para sempre o que uma vez havia perdido. Um amor tão forte que soube sobreviver ao tempo e à distância. Mas ainda assim, como se pode perder aquilo que nunca se possuiu? Ele nunca a teve. Teve somente os sentimentos, ficou tão somente com as recordações. Ainda assim, foram belas recordações, foram belos sentimentos.
Mas como poderia ele dar-lhe algo que não podia, que não conseguia? Ele tinha tanto medo de falhar. Tinha medo que ela lhe pedisse mais do que ele podia dar.
O medo! Essa única coisa constante nas suas relações. Mas também foi com ela que tudo começou. Foi com ela que começou o receio de se entregar, de tentar.
Aquela flor serviu para muitas vezes o lembrar que nada deve ficar por dizer, que nada deve ficar por fazer. Mas mesmo assim, havia sempre mais a dizer e a fazer. Ainda não tinha aprendido a lição.
Mas como poderia ele dar-lhe algo que não podia, que não conseguia? Ele tinha tanto medo de falhar. Tinha medo que ela lhe pedisse mais do que ele podia dar.
O medo! Essa única coisa constante nas suas relações. Mas também foi com ela que tudo começou. Foi com ela que começou o receio de se entregar, de tentar.
Aquela flor serviu para muitas vezes o lembrar que nada deve ficar por dizer, que nada deve ficar por fazer. Mas mesmo assim, havia sempre mais a dizer e a fazer. Ainda não tinha aprendido a lição.
quinta-feira, setembro 29, 2011
A pior das sensações
Tem acontecido frequentemente nos últimos dias... É horrível. Uma sensação indescritível.Nesta última semana, de cada vez que chego à cama, as ideias, os pensamentos e sentimentos, assolam-me. Apoderam-se de mim e não me deixam descansar. Não me deixam fechar os olhos. Se os fecho sinto-me envolvido por milhares de coisas diferentes, por sentimentos tão contraditórios como desespero, amor, saudade, ódio, tristeza, pena...
Sei qual é a solução para isso. Já a tinha encontrado antes e já a tinha usado antes. Mas não quero voltar a fazê-lo. É contra as minhas regras. E a solução é temporária. Esgota-se no dia seguinte, ou na noite seguinte e tudo volta ao mesmo.
Ainda assim, por muito que me custe, no dia seguinte, em vez de tomar uma atitude, em vez de tomar uma posição, resigno-me e não faço nada. Deixo que continue tudo na mesma.
As minhas forças esgotam-se no momento em que regresso à minha condição de pensante, no momento em que a noite cai.
E que fazer para isto acabar? E se fizer alguma coisa e tudo se mantiver na mesma? E se as sensações se mantiverem na próxima noite?
Sei qual é a solução para isso. Já a tinha encontrado antes e já a tinha usado antes. Mas não quero voltar a fazê-lo. É contra as minhas regras. E a solução é temporária. Esgota-se no dia seguinte, ou na noite seguinte e tudo volta ao mesmo.
Ainda assim, por muito que me custe, no dia seguinte, em vez de tomar uma atitude, em vez de tomar uma posição, resigno-me e não faço nada. Deixo que continue tudo na mesma.
As minhas forças esgotam-se no momento em que regresso à minha condição de pensante, no momento em que a noite cai.
E que fazer para isto acabar? E se fizer alguma coisa e tudo se mantiver na mesma? E se as sensações se mantiverem na próxima noite?
sábado, setembro 24, 2011
Over the rainbow...
Correram e correram ainda mais um pouco, até que finalmente se encontravam no inicio do arco-íris. Mas tiveram medo.
Ouviam vozes e quando se aproximaram para ver de onde vinha o som, depararam-se com duas criaturas.
Eram semelhantes a eles. Ele era pouco mais baixo do que os meninos. Se falássemos só de alturas, deveríamos dizer que ele teria a idade deles, mas possuía uma barba castanha, comprida e cerrada. Ela era ainda mais baixa, mas as suas feições também a tornava muito mais velha do que o que os meninos inicialmente imaginavam.
Aproximaram-se com muito medo...
Ouviam vozes e quando se aproximaram para ver de onde vinha o som, depararam-se com duas criaturas.
Eram semelhantes a eles. Ele era pouco mais baixo do que os meninos. Se falássemos só de alturas, deveríamos dizer que ele teria a idade deles, mas possuía uma barba castanha, comprida e cerrada. Ela era ainda mais baixa, mas as suas feições também a tornava muito mais velha do que o que os meninos inicialmente imaginavam.
Aproximaram-se com muito medo...
segunda-feira, setembro 12, 2011
From a letter...
"Há algumas noites atrás, sonhei que íamos os dois jantar fora.
Antes de chegarmos ao restaurante, cruzaste o teu braço com o meu em sinal de cumplicidade e deste-me um beijo na cara. (Ou pelo menos acho que foi na cara.) Eu respondi-te com um beijo na testa e entrámos logo de seguida no restaurante!
Assim que nos sentámos à mesa, ouvi alguém, no sonho, a chamar o meu nome e eu acordei do sono e do sonho. Desejei voltar a adormecer e acabar o sonho, mas não consegui."
Antes de chegarmos ao restaurante, cruzaste o teu braço com o meu em sinal de cumplicidade e deste-me um beijo na cara. (Ou pelo menos acho que foi na cara.) Eu respondi-te com um beijo na testa e entrámos logo de seguida no restaurante!
Assim que nos sentámos à mesa, ouvi alguém, no sonho, a chamar o meu nome e eu acordei do sono e do sonho. Desejei voltar a adormecer e acabar o sonho, mas não consegui."
quinta-feira, setembro 08, 2011
Há tanto tempo...
Há tanto tempo...
“Não sei
Quantas vezes ouvi eu da tua parte essa expressão "não sei"... Não sei se posso, não sei se dá, não sei se estou, não sei se vai dar, não sei se vou, não sei se fico, não sei que diga, não sei que faça, não sei que pense, não sei se gosto...simplesmente não sei....
Talvez esta mania de usar constantemente a expressão "não sei" seja uma coisa que se pegue....
Hoje quem não sabe sou eu....
Não sei se te amo se te odeio... não sei se rio se choro... não sei se choro por ti, se choro por mim... não sei se espere...não sei se desista...não sei se continue...não sei se lute...não sei se esqueça...não sei se vá à luta... Não sei que diga...não sei que faça....
Simplesmente não sei...”
Verdade. Não sei mesmo. As únicas certezas que tenho são estas pequenas contradições que nos perseguem todos os dias. Todos os minutos, todas as horas. São contradições que nos regem. São elas que nos indicam o caminho a escolher. Quando nos perguntamos pelo caminho a seguir, perguntamo-nos se será este ou aquele e, é as escolhas que fazemos que nos define. É com estas escolhas que teremos de viver. São elas que nos moldam, que nos tornam melhores ou piores pessoas.
Portanto, menina Pipita… Escolhe!
Deixemos de nos perguntar “e porque não”, para usarmos o “porque sim”. Não existe um “não,sei”. Só existe o sei! Sabemos bem quais as nossas escolhas. Sabemos bem o que devemos fazer, por muito que nos custe. Não sei se devo ir ou devo ficar! Sei perfeitamente que devo de ir. Sei bem que não posso ficar. Se ficar, se deixar de ir e não correr, vou deixar o presente e o futuro escaparem-se mesmo à minha frente. Nas palavras da tua amiga… “ A vida... A vida? Tem que continuar firme!
Resiste ao passado.
Insiste, persiste e existe no presente e irá ter resultados num futuro próximo.”
Nada mais verdade. Vamos deixar de cometer erros?! Não conseguimos. Somos errantes neste nosso percurso mundano. Erramos tantas vezes ao longo da vida. Mas são estes erros que nos impedem de voltar a cometer os mesmos. Ainda assim continuaremos a errar.
Olha para mim… Errei tanto! Fiz os meus disparates e as minhas asneiras. Mas não me permitirei a cometer os mesmos disparates. Construirei eu, o meu próprio futuro com base nos fracassos e nas escolhas de caminhos errados que possa ter tomado.
"E quanto ao passado, por mais triste que seja, é sempre muito mais seguro que o presente , porque o conhecemos. E tu és igual a mim, precisas de dominar a realidade e uma pessoa só pode dominar o que conhece. Não me cabe a mim nem a ti decifrar o futuro, apenas ao tempo... e nós devemos viver o tempo, marcar o tempo, sentir o tempo, pasmar o tempo e acima de tudo partilhar o tempo."
Sim. A primeira frase é verdade. O passado é muito mais seguro. Mas é seguro por isso mesmo. Por já ter acontecido. Por já sabermos, agora, que na altura teríamos feito as coisas de maneira diferente.
Mas é essa a beleza das coisas. Pasmar o tempo, marcá-lo e partilhá-lo. Mas não devemos nunca tornarmo-nos meros espectadores. Devemos olhá-lo, mas acompanhá-lo. Seguir o caminho que nos indicar, ou escolher outro menos batido. Mas de passo firme e ideias definidas.
Não deixemos nunca de fazer o que queremos, ou de dizer o que queremos. Será então, no presente, ou no futuro que pensaremos no passado e nos questionaremos o porquê da decisão errada de deixar passar o tempo sem o olharmos, sem o tocarmos. De que nos adianta o medo de uma reacção. Na gíria diz-se: “há cinquenta porcento de hipóteses. O sim é garantido”. Se a minha vida dependesse dessa média, acredita que jogava o dado. De que me adiantaria não jogar?! Estaria a pasmar o tempo, mas deixá-lo-ia passar por mim,
Isso não é viver.
Arrisquemos. Ofereçamos a nós próprios uma oportunidade de sermos e termos o que quisermos. Sejamos felizes com as nossas escolhas.
Quando, nas nossas vidas, encontrarmos bifurcações, escolhamos a que nos parecer menos escolhida. São esses os caminhos que nos trarão as maiores aventuras. São esses caminhos que nos farão crescer enquanto seres humanos. São esses os caminhos mais difíceis, mas que nos levarão onde queremos.
Não digamos nunca mais “não sei”. Digamos “sei”. Arrisquemos no que nos surge pela frente e teremos a certeza que a tristeza será suplantada pela felicidade de cairmos e sermos capazes de nos levantarmos mais fortes do que nunca! Mas não nos sintamos obrigados. O Livre Arbítrio pertence-nos!!
Obrigado Pipita e amiga pelos dois pequenos textos. Há tanto tempo que andavam para andar
“Não sei
Quantas vezes ouvi eu da tua parte essa expressão "não sei"... Não sei se posso, não sei se dá, não sei se estou, não sei se vai dar, não sei se vou, não sei se fico, não sei que diga, não sei que faça, não sei que pense, não sei se gosto...simplesmente não sei....
Talvez esta mania de usar constantemente a expressão "não sei" seja uma coisa que se pegue....
Hoje quem não sabe sou eu....
Não sei se te amo se te odeio... não sei se rio se choro... não sei se choro por ti, se choro por mim... não sei se espere...não sei se desista...não sei se continue...não sei se lute...não sei se esqueça...não sei se vá à luta... Não sei que diga...não sei que faça....
Simplesmente não sei...”
Verdade. Não sei mesmo. As únicas certezas que tenho são estas pequenas contradições que nos perseguem todos os dias. Todos os minutos, todas as horas. São contradições que nos regem. São elas que nos indicam o caminho a escolher. Quando nos perguntamos pelo caminho a seguir, perguntamo-nos se será este ou aquele e, é as escolhas que fazemos que nos define. É com estas escolhas que teremos de viver. São elas que nos moldam, que nos tornam melhores ou piores pessoas.
Portanto, menina Pipita… Escolhe!
Deixemos de nos perguntar “e porque não”, para usarmos o “porque sim”. Não existe um “não,sei”. Só existe o sei! Sabemos bem quais as nossas escolhas. Sabemos bem o que devemos fazer, por muito que nos custe. Não sei se devo ir ou devo ficar! Sei perfeitamente que devo de ir. Sei bem que não posso ficar. Se ficar, se deixar de ir e não correr, vou deixar o presente e o futuro escaparem-se mesmo à minha frente. Nas palavras da tua amiga… “ A vida... A vida? Tem que continuar firme!
Resiste ao passado.
Insiste, persiste e existe no presente e irá ter resultados num futuro próximo.”
Nada mais verdade. Vamos deixar de cometer erros?! Não conseguimos. Somos errantes neste nosso percurso mundano. Erramos tantas vezes ao longo da vida. Mas são estes erros que nos impedem de voltar a cometer os mesmos. Ainda assim continuaremos a errar.
Olha para mim… Errei tanto! Fiz os meus disparates e as minhas asneiras. Mas não me permitirei a cometer os mesmos disparates. Construirei eu, o meu próprio futuro com base nos fracassos e nas escolhas de caminhos errados que possa ter tomado.
"E quanto ao passado, por mais triste que seja, é sempre muito mais seguro que o presente , porque o conhecemos. E tu és igual a mim, precisas de dominar a realidade e uma pessoa só pode dominar o que conhece. Não me cabe a mim nem a ti decifrar o futuro, apenas ao tempo... e nós devemos viver o tempo, marcar o tempo, sentir o tempo, pasmar o tempo e acima de tudo partilhar o tempo."
Sim. A primeira frase é verdade. O passado é muito mais seguro. Mas é seguro por isso mesmo. Por já ter acontecido. Por já sabermos, agora, que na altura teríamos feito as coisas de maneira diferente.
Mas é essa a beleza das coisas. Pasmar o tempo, marcá-lo e partilhá-lo. Mas não devemos nunca tornarmo-nos meros espectadores. Devemos olhá-lo, mas acompanhá-lo. Seguir o caminho que nos indicar, ou escolher outro menos batido. Mas de passo firme e ideias definidas.
Não deixemos nunca de fazer o que queremos, ou de dizer o que queremos. Será então, no presente, ou no futuro que pensaremos no passado e nos questionaremos o porquê da decisão errada de deixar passar o tempo sem o olharmos, sem o tocarmos. De que nos adianta o medo de uma reacção. Na gíria diz-se: “há cinquenta porcento de hipóteses. O sim é garantido”. Se a minha vida dependesse dessa média, acredita que jogava o dado. De que me adiantaria não jogar?! Estaria a pasmar o tempo, mas deixá-lo-ia passar por mim,
Isso não é viver.
Arrisquemos. Ofereçamos a nós próprios uma oportunidade de sermos e termos o que quisermos. Sejamos felizes com as nossas escolhas.
Quando, nas nossas vidas, encontrarmos bifurcações, escolhamos a que nos parecer menos escolhida. São esses os caminhos que nos trarão as maiores aventuras. São esses caminhos que nos farão crescer enquanto seres humanos. São esses os caminhos mais difíceis, mas que nos levarão onde queremos.
Não digamos nunca mais “não sei”. Digamos “sei”. Arrisquemos no que nos surge pela frente e teremos a certeza que a tristeza será suplantada pela felicidade de cairmos e sermos capazes de nos levantarmos mais fortes do que nunca! Mas não nos sintamos obrigados. O Livre Arbítrio pertence-nos!!
Obrigado Pipita e amiga pelos dois pequenos textos. Há tanto tempo que andavam para andar
quarta-feira, setembro 07, 2011
Desculpa...
Desculpa piquêna...
Sinto que te ando a enganar com o Arco-Íris.
Sim... Realmente era para o ter escrito nas férias. Ainda andei de roda disso. Mas também te disse para que serviriam as minhas férias... Para Pensar. E foi isso que fiz. Durante as férias, cheguei a uma conclusão estranha. Andava a escrever, mas não era por mim. Andava a escrever por ti e não podia deixar que isso acontecesse. Se escrevo, se vou acabar o conto, tem de ser por mim.
Sendo assim, estabeleci outras prioridades e o conto é uma delas, mas não a primeira. Daí que há já bastante tempo que nem sequer olho para os rascunhos que fiz. Há muito que nem sequer me ocorrem ideias para terminar as peripécias que te tinha dito que faltavam.
Espero que não fiques "muito" triste! :P
Mas não está esquecido! E entretanto volto a publicar mais um excerto ou dois.
(E não me esqueci... serás sempre e sem dúvida a primeira a ler a obra completa)
Sinto que te ando a enganar com o Arco-Íris.
Sim... Realmente era para o ter escrito nas férias. Ainda andei de roda disso. Mas também te disse para que serviriam as minhas férias... Para Pensar. E foi isso que fiz. Durante as férias, cheguei a uma conclusão estranha. Andava a escrever, mas não era por mim. Andava a escrever por ti e não podia deixar que isso acontecesse. Se escrevo, se vou acabar o conto, tem de ser por mim.
Sendo assim, estabeleci outras prioridades e o conto é uma delas, mas não a primeira. Daí que há já bastante tempo que nem sequer olho para os rascunhos que fiz. Há muito que nem sequer me ocorrem ideias para terminar as peripécias que te tinha dito que faltavam.
Espero que não fiques "muito" triste! :P
Mas não está esquecido! E entretanto volto a publicar mais um excerto ou dois.
(E não me esqueci... serás sempre e sem dúvida a primeira a ler a obra completa)
quinta-feira, agosto 25, 2011
Como é VIVER?Como é VIVER?
Um sentimento de melancolia o perseguia para onde quer que fosse.
Fazia tempo que não se sentia bem em lado algum. A solidão em que se via envolto, crescia a cada dia que passava.
Esquecia-se dos que o houveram ajudado antes. Esquecia-se dos seus nomes e das suas caras.
Fechava-se em si e tornava-se invisível.
Percorria as ruas despidas de vida e fundia-se no negrume que o envolvia.
Aos poucos e poucos, também ele se tornava uma personagem cinzenta, amargurado com as suas próprias histórias. Mas que histórias? O que tinha ele para contar? Nada. Em algum ponto, tinha-se esquecido de VIVER.
E por mais cores que procurasse, tudo lhe surgia negro. Já não se lembrava onde tinha deixado a alegria antiga. Já não se lembrava onde tinha deixado as personagens do seu filme. Em algum momento, retirou toda a gente de cena e seguiu sozinho pela multidão de fantasmas inertes que vociferavam "Não te deixo voltar a ser feliz!"
O que poderia fazer? Nada. Só tinha que continuar e, esperar que em algum instante, uma cor voltasse a aparecer no caminho. Esperar que em algum ponto do seu percurso se lembrasse de como é... VIVER!
Fazia tempo que não se sentia bem em lado algum. A solidão em que se via envolto, crescia a cada dia que passava.
Esquecia-se dos que o houveram ajudado antes. Esquecia-se dos seus nomes e das suas caras.
Fechava-se em si e tornava-se invisível.
Percorria as ruas despidas de vida e fundia-se no negrume que o envolvia.
Aos poucos e poucos, também ele se tornava uma personagem cinzenta, amargurado com as suas próprias histórias. Mas que histórias? O que tinha ele para contar? Nada. Em algum ponto, tinha-se esquecido de VIVER.
E por mais cores que procurasse, tudo lhe surgia negro. Já não se lembrava onde tinha deixado a alegria antiga. Já não se lembrava onde tinha deixado as personagens do seu filme. Em algum momento, retirou toda a gente de cena e seguiu sozinho pela multidão de fantasmas inertes que vociferavam "Não te deixo voltar a ser feliz!"
O que poderia fazer? Nada. Só tinha que continuar e, esperar que em algum instante, uma cor voltasse a aparecer no caminho. Esperar que em algum ponto do seu percurso se lembrasse de como é... VIVER!
quarta-feira, agosto 17, 2011
LOVE IS:
Utilizo o termo Inglês, pois na sua tradução abrange um significado maior e não só "Amor".
LOVE IS:
Querer a felicidade de quem gostamos, mais do que a nossa própria;
Saber que quando somos precisos, estamos presentes, apesar de também precisarmos;
Saber que a distância se encurta sempre que nos lembramos daqueles de quem gostamos;
Saber que nunca nos esquecemos, apesar de muitas vezes assim parecer;
Saber ouvir;
Saber quando falar;
Saber o que falar;
Saber criticar, mas sobretudo, saber aceitar uma critica, construtiva ou não;
Saber no olhar, nas palavras os sentimentos de quem gostamos;
Saber dar e saber receber;
Receber sem desejar;
Mas sobretudo, dar sem que nos peçam;
Dar o que não se tem, mas arranjar maneira;
Nunca desistir, mas saber quando o fazer;
Desisto!
Sei que o devo fazer...
LOVE IS:
Querer a felicidade de quem gostamos, mais do que a nossa própria;
Saber que quando somos precisos, estamos presentes, apesar de também precisarmos;
Saber que a distância se encurta sempre que nos lembramos daqueles de quem gostamos;
Saber que nunca nos esquecemos, apesar de muitas vezes assim parecer;
Saber ouvir;
Saber quando falar;
Saber o que falar;
Saber criticar, mas sobretudo, saber aceitar uma critica, construtiva ou não;
Saber no olhar, nas palavras os sentimentos de quem gostamos;
Saber dar e saber receber;
Receber sem desejar;
Mas sobretudo, dar sem que nos peçam;
Dar o que não se tem, mas arranjar maneira;
Nunca desistir, mas saber quando o fazer;
Desisto!
Sei que o devo fazer...
quarta-feira, julho 27, 2011
Um dia deixo de sonhar
Todas as noites, quando se deitava, ela aparecia sorrateiramente no seu quarto. Deixava-se ficar do lado dele e falavam toda a noite. Falavam do que tinham feito, falavam do que não tinham feito e do que queriam fazer. Falavam da vida e do mundo e de amor e de enganos e desenganos, de verdades e de mentiras.
Todas as noites, ele descobria a felicidade na presença dela. No olhar dela, no cheiro dela. Mas todos os dias quando acordava, encontrava-se sozinho, sem ninguém do seu lado. Nenhuma prova de que ela lá estivesse estado verdadeiramente.
Ah! Que sonhador que ele era. Todos os dias ele ansiava o momento de voltar a deitar-se, para que mais uma vez ela entrasse sorrateiramente na sua solidão e assim deixa-se de se sentir desterrado de Vida, da vida, do mundo. Ele não se sentia no lugar certo, a não ser quando estava do lado dela. Mas que poderia fazer para que a noite não acabasse nunca? Que poderia fazer para nunca acordar e deixar que ela ficasse para sempre do lado dele?
Num passado, quando certas coisas não lhe tinham corrido bem, havia deixado de comer, de rir, de viver. Com ela voltava a fazer todas essas coisas. Mas uma desgraça nunca vem só e uma notícia apocalíptica vinha-lhe mostrar que ainda era o seu coração que comandava o seu corpo e a sua mente.
Quando conseguiria fazer com que fosse a sua mente a controlar o seu corpo e as suas vontades?
No dia em que deixasse de sonhar, teria a certeza que tinha conseguido isso. No entanto ainda não o conseguia. Não o deixavam!
Um dia deixo de sonhar e sei que quando isso acontecer... Serei um pouco mais feliz!
Todas as noites, ele descobria a felicidade na presença dela. No olhar dela, no cheiro dela. Mas todos os dias quando acordava, encontrava-se sozinho, sem ninguém do seu lado. Nenhuma prova de que ela lá estivesse estado verdadeiramente.
Ah! Que sonhador que ele era. Todos os dias ele ansiava o momento de voltar a deitar-se, para que mais uma vez ela entrasse sorrateiramente na sua solidão e assim deixa-se de se sentir desterrado de Vida, da vida, do mundo. Ele não se sentia no lugar certo, a não ser quando estava do lado dela. Mas que poderia fazer para que a noite não acabasse nunca? Que poderia fazer para nunca acordar e deixar que ela ficasse para sempre do lado dele?
Num passado, quando certas coisas não lhe tinham corrido bem, havia deixado de comer, de rir, de viver. Com ela voltava a fazer todas essas coisas. Mas uma desgraça nunca vem só e uma notícia apocalíptica vinha-lhe mostrar que ainda era o seu coração que comandava o seu corpo e a sua mente.
Quando conseguiria fazer com que fosse a sua mente a controlar o seu corpo e as suas vontades?
No dia em que deixasse de sonhar, teria a certeza que tinha conseguido isso. No entanto ainda não o conseguia. Não o deixavam!
Um dia deixo de sonhar e sei que quando isso acontecer... Serei um pouco mais feliz!
domingo, julho 24, 2011
"Um homem não chora"
"Um homem não chora"
Nós, os homens, passamos uma boa parte da nossa vida a ouvir constantemente esta frase. Pois eu digo como Cristo, "quem nunca pecou..."
Mas é verdade...
Depois de muitas lágrimas vertidas, chegamos a uma altura em que se esgotam. Tudo tem o seu fim. Tentei, tentei, tentei, mas só uma tristeza infinita se apoderou de mim. Uma melancolia tão grande, mas mesmo tão grande.
Uma vez à conversa contigo, disse-te que todos os que vão para a Terra do Nunca, chegam a uma altura em que desejam voltar. Todos crescemos, queremos crescer. "to live is a great adventure". Eu não quero mais essa aventura. Serei eu para sempre um Menino Perdido. Ficarei para sempre com os meus 15 anos.
Se é que existe um Deus, o gajo esqueceu-se que supostamente só o Seu Filho deveria sofrer e morrer para "remissão dos pecados" do Homem. Então porque sofremos todos?
Porque somos também Seus filhos?! Raios que O partam que eu não pedi nada disso!
Esqueci há muitos anos o que é ser feliz. Esqueci-me onde deixei a minha felicidade. Esqueci-me de viver e gozar e aproveitar a suposta dádiva que é nascer, viver e morrer. (Trocava de bom grado a parte do meio.)
Curiosidades minhas e pensamentos divagatórios que me perseguem: ultimamente tenho voltado a ler bastante. Dos livros que tenho lido as temáticas são sempre as mesmas. Amor!! (raio tenho de ir ao diccionário ver o que isso é) Contudo, há uma palavra que é repetida sobejamente. "Silêncio"! Será que são precisos assim tantos silêncios. Não gosto. Pode ser contraditório, até por gostar muito da noite, mas não a aprecio pelos seus silêncios. Aprecio-a pelos seus sons. À noite tudo tem outra magia.
Para além da leitura, gosto muito de música. O certo é que, ou é pelas bandas e pelas músicas, ou então não sei. O certo é que os temas também são sempre os mesmos. Ou Amor, ou desgosto de Amor, ou qualquer coisa de Amor! Dasse... Mas que raio?!?!?
É só isso?! Não há mais nada? Nascemos em silêncio, vivemos em silêncio, morremos em silêncio... Amamos em silêncio... Amamos em silêncio???? Será mesmo? Será que só vivemos para Amar?
Acho que é um direito inerente a todo o Homem e está consagrado num sítio qualquer, que temos o direito à Felicidade!!!!!!! Se alguém for feliz a mais, faça o favor de devolver a que me roubou.
O devaneio do FB devia ter vindo para aqui. Corri a agenda e encontrei UM amigo. Verdade. UM!!! Desculpa Pipita... Não foste tu. Gosto muito de ti. Sabes que sim, se não falamos mais é porque eu sou mesmo assim. Se não estamos mais vezes juntos é porque nem sempre dá. Sabes muitas coisas de mim, conheces-me e sei que posso contar contigo. Mas não és tu! Desculpa NSM, conhecemos-nos há muitos anos, somos amigos desde que me lembro de mim. Mas uma distância de tantos anos, trouxe lacunas que tão cedo não voltam a ser preenchidas. Desculpa mana, mas também não és tu. Mas não és tu por seres a minha mana. Só por isso já és a única que sei que nunca me deixarás. Que nunca me abandonarás, como outros! Desculpa, mas também não és Tu! A nossa amizade cresceu depressa. Sei que se precisar, TALVEZ possa contar contigo. Mas não tenho essa certeza porque também ainda não precisei. Sei no entanto que gostaria que a minha lista tivesse dois amigos e Tu fosses um deles! Desculpa Ca$h, mas também não és tu. Sabes muito de mim. Acredita que mais do que a minha irmã, mas os amigos lembram-se uns dos outros e como me conheces bem, sabes também que às vezes te esqueces. Desculpem-me aqueles que por outras razões não menciono aqui e que também trato por amigos. Mas vocês são os amigos de "faz de conta". São aqueles que quando preciso, para uma saída de copos, ou para uma cartada, ou para uma jogatana, ou para outra coisa qualquer, me dizem que nim, mas que quando precisam de mim, sabem onde estou. Não que me importe! É bom saber que os outros confiam em mim para certas coisas, mas...
O ÚNICO amigo, sabe que o é. Já lho disse. E nem precisava de o dizer. Ele saberia na mesma. Só peço desculpa por não me lembrar dele tantas vezes como ele se lembra de mim. Mas não penses que gosto menos de ti! És o MAIOR e sabes bem que te continuarei sempre a ver da mesma maneira. Mas Ninguém é perfeito e tu também tens os teus defeitos. Nem sempre tenho a vontade de tar contigo só para beber uns copos. Às vezes podemos simplesmente estar. Falar, rir, qualquer coisa!
E descubro que afinal ainda corre água. Uma pequena gota prende-se numa pestana e cai. Ainda sinto!
Nós, os homens, passamos uma boa parte da nossa vida a ouvir constantemente esta frase. Pois eu digo como Cristo, "quem nunca pecou..."
Mas é verdade...
Depois de muitas lágrimas vertidas, chegamos a uma altura em que se esgotam. Tudo tem o seu fim. Tentei, tentei, tentei, mas só uma tristeza infinita se apoderou de mim. Uma melancolia tão grande, mas mesmo tão grande.
Uma vez à conversa contigo, disse-te que todos os que vão para a Terra do Nunca, chegam a uma altura em que desejam voltar. Todos crescemos, queremos crescer. "to live is a great adventure". Eu não quero mais essa aventura. Serei eu para sempre um Menino Perdido. Ficarei para sempre com os meus 15 anos.
Se é que existe um Deus, o gajo esqueceu-se que supostamente só o Seu Filho deveria sofrer e morrer para "remissão dos pecados" do Homem. Então porque sofremos todos?
Porque somos também Seus filhos?! Raios que O partam que eu não pedi nada disso!
Esqueci há muitos anos o que é ser feliz. Esqueci-me onde deixei a minha felicidade. Esqueci-me de viver e gozar e aproveitar a suposta dádiva que é nascer, viver e morrer. (Trocava de bom grado a parte do meio.)
Curiosidades minhas e pensamentos divagatórios que me perseguem: ultimamente tenho voltado a ler bastante. Dos livros que tenho lido as temáticas são sempre as mesmas. Amor!! (raio tenho de ir ao diccionário ver o que isso é) Contudo, há uma palavra que é repetida sobejamente. "Silêncio"! Será que são precisos assim tantos silêncios. Não gosto. Pode ser contraditório, até por gostar muito da noite, mas não a aprecio pelos seus silêncios. Aprecio-a pelos seus sons. À noite tudo tem outra magia.
Para além da leitura, gosto muito de música. O certo é que, ou é pelas bandas e pelas músicas, ou então não sei. O certo é que os temas também são sempre os mesmos. Ou Amor, ou desgosto de Amor, ou qualquer coisa de Amor! Dasse... Mas que raio?!?!?
É só isso?! Não há mais nada? Nascemos em silêncio, vivemos em silêncio, morremos em silêncio... Amamos em silêncio... Amamos em silêncio???? Será mesmo? Será que só vivemos para Amar?
Acho que é um direito inerente a todo o Homem e está consagrado num sítio qualquer, que temos o direito à Felicidade!!!!!!! Se alguém for feliz a mais, faça o favor de devolver a que me roubou.
O devaneio do FB devia ter vindo para aqui. Corri a agenda e encontrei UM amigo. Verdade. UM!!! Desculpa Pipita... Não foste tu. Gosto muito de ti. Sabes que sim, se não falamos mais é porque eu sou mesmo assim. Se não estamos mais vezes juntos é porque nem sempre dá. Sabes muitas coisas de mim, conheces-me e sei que posso contar contigo. Mas não és tu! Desculpa NSM, conhecemos-nos há muitos anos, somos amigos desde que me lembro de mim. Mas uma distância de tantos anos, trouxe lacunas que tão cedo não voltam a ser preenchidas. Desculpa mana, mas também não és tu. Mas não és tu por seres a minha mana. Só por isso já és a única que sei que nunca me deixarás. Que nunca me abandonarás, como outros! Desculpa, mas também não és Tu! A nossa amizade cresceu depressa. Sei que se precisar, TALVEZ possa contar contigo. Mas não tenho essa certeza porque também ainda não precisei. Sei no entanto que gostaria que a minha lista tivesse dois amigos e Tu fosses um deles! Desculpa Ca$h, mas também não és tu. Sabes muito de mim. Acredita que mais do que a minha irmã, mas os amigos lembram-se uns dos outros e como me conheces bem, sabes também que às vezes te esqueces. Desculpem-me aqueles que por outras razões não menciono aqui e que também trato por amigos. Mas vocês são os amigos de "faz de conta". São aqueles que quando preciso, para uma saída de copos, ou para uma cartada, ou para uma jogatana, ou para outra coisa qualquer, me dizem que nim, mas que quando precisam de mim, sabem onde estou. Não que me importe! É bom saber que os outros confiam em mim para certas coisas, mas...
O ÚNICO amigo, sabe que o é. Já lho disse. E nem precisava de o dizer. Ele saberia na mesma. Só peço desculpa por não me lembrar dele tantas vezes como ele se lembra de mim. Mas não penses que gosto menos de ti! És o MAIOR e sabes bem que te continuarei sempre a ver da mesma maneira. Mas Ninguém é perfeito e tu também tens os teus defeitos. Nem sempre tenho a vontade de tar contigo só para beber uns copos. Às vezes podemos simplesmente estar. Falar, rir, qualquer coisa!
E descubro que afinal ainda corre água. Uma pequena gota prende-se numa pestana e cai. Ainda sinto!
sexta-feira, julho 22, 2011
HELP
HHHHHHHHHHHHHHHHEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPPP
MY HEAD IS ABOUT TO BURST!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MY HEAD IS ABOUT TO BURST!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
terça-feira, julho 05, 2011
Acordou na praia. Olhou à sua volta e não reconheceu nada em seu redor. Vestia uns jeans rasgados, uma camisa de flanela cinzenta com os botões arrancados e estava descalço. Não se lembrava como tinha ali chegado. Não se lembrava de nada que lhe desse uma pista sobre quem ele era sequer. A sua mente encontrava-se num total vazio. Percorreu os bolsos na esperança de ter uma carteira, um dinheiro, um qualquer documento identificativo. No entanto, tudo o que encontrou foi um papel com umas letras e um número que para ele não faziam qualquer sentido. Mas também, naquele momento, nada lhe fazia sentido. Ainda voltou a olhar em volta, na esperança que algo lhe trouxesse uma pequena recordação de onde se encontrava, mas a cabeça doía-lhe, o corpo magoava-o e o estômago dava sinais de vida, ou melhor, suspirava por algo com que se entreter. Fechou os olhos, pôs novamente a cabeça na areia e adormeceu.
Já o dia ia longo quando uma água o acorda. Começava a chover e ele tinha de se abrigar. Correu para debaixo do pontão da praia para se abrigar. Chovia cada vez com mais intensidade, ele acelerava a corrida e ainda assim o pontão parecia estar na outra ponta do mundo. Assim que se conseguiu abrigar prostrou-se na areia e chorou. Não tinha recordação de nada. Voltou a enfiar a mão no bolso para se certificar que o papel ainda se encontrava lá, que não havia sido um sonho. Com mais atenção, identificou as letras e juntou-as de modo a que lhe surgisse um nome. A sua primeira pista. Restava agora identificar os números. E saber porque não tinha nada com ele a não ser aquele papel com aquele nome e aqueles números. O que significavam? Seria um telefone? A quem pertencia aquele nome? O que lhe era aquele nome? Seria que em algum sítio já o procurassem? Há quanto tempo estaria "desaparecido"? Por enquanto, eram perguntas para as quais não tinha ainda qualquer resposta e por mais esforço mental que fizesse, não conseguia mesmo lembrar-se de nada. Tinha só a esperança que alguém, em algum lado lhe sentisse a falta. Era como se nascesse de novo e nada mais apropriado do que toda aquela água que lhe caía dos olhos e do céu a lembrar o líquido materno em que tinha vivido durante meses no útero materno. Não tinha era a segurança que possuía nesse local inviolável.
Já o dia ia longo quando uma água o acorda. Começava a chover e ele tinha de se abrigar. Correu para debaixo do pontão da praia para se abrigar. Chovia cada vez com mais intensidade, ele acelerava a corrida e ainda assim o pontão parecia estar na outra ponta do mundo. Assim que se conseguiu abrigar prostrou-se na areia e chorou. Não tinha recordação de nada. Voltou a enfiar a mão no bolso para se certificar que o papel ainda se encontrava lá, que não havia sido um sonho. Com mais atenção, identificou as letras e juntou-as de modo a que lhe surgisse um nome. A sua primeira pista. Restava agora identificar os números. E saber porque não tinha nada com ele a não ser aquele papel com aquele nome e aqueles números. O que significavam? Seria um telefone? A quem pertencia aquele nome? O que lhe era aquele nome? Seria que em algum sítio já o procurassem? Há quanto tempo estaria "desaparecido"? Por enquanto, eram perguntas para as quais não tinha ainda qualquer resposta e por mais esforço mental que fizesse, não conseguia mesmo lembrar-se de nada. Tinha só a esperança que alguém, em algum lado lhe sentisse a falta. Era como se nascesse de novo e nada mais apropriado do que toda aquela água que lhe caía dos olhos e do céu a lembrar o líquido materno em que tinha vivido durante meses no útero materno. Não tinha era a segurança que possuía nesse local inviolável.
terça-feira, junho 28, 2011
"A bebida mais forte"
Entra no café e pede a bebida mais forte! Nem sabia bem o que haveria de beber, mas queria começar o dia da pior maneira possível. A noite anterior, tinha-lhe trazido à memória velhas vivências, de tempos áureos que há muito se haviam esfumado.
Não queria mais pensar nela mas, sempre que achava que havia deixado o passado atrás das costas, um fantasma voltava para o assombrar. Já não sabia mais o que fazer, como haveria de se expiar. Já nada funcionava! A única maneira que encontrava de esquecer esse passado era esvaziando um copo, ou mesmo uma garrafa inteira.
Fazia tempo que não conseguia ter uma noite de sono. Sempre que fechava os olhos, os seus fantasmas saíam do escuro para o voltar a atormentar. Nem sequer conseguia pensar. Ela bloqueava-lhe as ideias, os pensamentos. De alguma maneira, tinha conseguido fazer com que ele não voltasse a ter paz. Tinha-o enfeitiçado.
Só durante o dia, o tempo que passava acordado lhe trazia alguma paz, algum conforto próprio.
Tinha alturas em que nem mesmo uma nova Musa inspiradora conseguia ter poderes suficientes para afugentar os fantasmas. Mas tinha de conseguir. Tinha de correr com esses fantasmas, com ou sem ajuda. Mas, quando parecia conseguir, algo sucedia. Sentia-se a perecer. As forças desapareciam e, como que por encantamento, sucumbia aos seus fantasmas apesar das vozes que ouvia a pedir que lutasse. Essas vozes, contudo iam-se tornando cada vez mais ténues, cada vez mais silenciosas, até que desapareciam no vácuo em que se tinham tornado as suas vivências. Só uma persistia. Só uma se fazia ouvir.
A voz Dela era tão ensurdecedora que fazia tremer a terra. No entanto, aos seus ouvidos, a Sua voz, nada se parecia com um som de tremor. Era uma voz tão calmante que faria morrer de inveja as Sereias de Ulisses.
Ainda assim, não era Ela a voz de uma mulher-demónio. Antes pelo contrário. Ela surgia no seu pensamento como, a Única capaz de apaziguar a sua alma, como sendo a única que se colocava do seu lado e enfrentavam juntos todos os seus demónios. E, no fim desta guerra titânica, Ela calava-se e deixava que o silêncio invadisse a sua vida.
Muito tempo ele demorou a perceber o porquê daquele silêncio. Mas acabou por entender que não eram os sons, os gritos ou os berros que feriam de morte as assombrações. Era sim, o silêncio ensurdecedor da indiferença. E foi quando ele entendeu isso que, se refugiou na sua fortaleza, que sonhou com Ela e, no seu sonho, se encontravam furtivamente, nos recantos da sua mente, não para se entregarem um ao outro, mas para ambos se entregarem ao silêncio das suas vidas. Somente para descobrir que por mais voltas que desse, afinal essa nova Musa era também um seu fantasma.
Ah! Mas como ele desejava esse Fantasma. Como ele gostava de A encontrar à noite, nos seus sonhos, para A olhar, para A ver, para Lhe tocar e sentir o suave da sua pele. Em algum sítio tinha lido que não deveria beijar com os olhos abertos no olhar da outra pessoa. Quem recebia o beijo, ao receber também o olhar tornava-se proprietária da alma de quem lhe surgia. Mas sempre, no seu sonho, ele sentia os lábios Dela nos seus e, de imediato ele abria os olhos. Queria entregar-se, render-se a esta Reia e dizer-lhe que ele Lhe pertencia. Era este o presente que Lhe entregava. Entregava-se a Ela, com a sua alma. Colocava-se a si nas mãos Dela.
Quando acordou, entrou no café e pediu a bebida mais forte.
Não queria mais pensar nela mas, sempre que achava que havia deixado o passado atrás das costas, um fantasma voltava para o assombrar. Já não sabia mais o que fazer, como haveria de se expiar. Já nada funcionava! A única maneira que encontrava de esquecer esse passado era esvaziando um copo, ou mesmo uma garrafa inteira.
Fazia tempo que não conseguia ter uma noite de sono. Sempre que fechava os olhos, os seus fantasmas saíam do escuro para o voltar a atormentar. Nem sequer conseguia pensar. Ela bloqueava-lhe as ideias, os pensamentos. De alguma maneira, tinha conseguido fazer com que ele não voltasse a ter paz. Tinha-o enfeitiçado.
Só durante o dia, o tempo que passava acordado lhe trazia alguma paz, algum conforto próprio.
Tinha alturas em que nem mesmo uma nova Musa inspiradora conseguia ter poderes suficientes para afugentar os fantasmas. Mas tinha de conseguir. Tinha de correr com esses fantasmas, com ou sem ajuda. Mas, quando parecia conseguir, algo sucedia. Sentia-se a perecer. As forças desapareciam e, como que por encantamento, sucumbia aos seus fantasmas apesar das vozes que ouvia a pedir que lutasse. Essas vozes, contudo iam-se tornando cada vez mais ténues, cada vez mais silenciosas, até que desapareciam no vácuo em que se tinham tornado as suas vivências. Só uma persistia. Só uma se fazia ouvir.
A voz Dela era tão ensurdecedora que fazia tremer a terra. No entanto, aos seus ouvidos, a Sua voz, nada se parecia com um som de tremor. Era uma voz tão calmante que faria morrer de inveja as Sereias de Ulisses.
Ainda assim, não era Ela a voz de uma mulher-demónio. Antes pelo contrário. Ela surgia no seu pensamento como, a Única capaz de apaziguar a sua alma, como sendo a única que se colocava do seu lado e enfrentavam juntos todos os seus demónios. E, no fim desta guerra titânica, Ela calava-se e deixava que o silêncio invadisse a sua vida.
Muito tempo ele demorou a perceber o porquê daquele silêncio. Mas acabou por entender que não eram os sons, os gritos ou os berros que feriam de morte as assombrações. Era sim, o silêncio ensurdecedor da indiferença. E foi quando ele entendeu isso que, se refugiou na sua fortaleza, que sonhou com Ela e, no seu sonho, se encontravam furtivamente, nos recantos da sua mente, não para se entregarem um ao outro, mas para ambos se entregarem ao silêncio das suas vidas. Somente para descobrir que por mais voltas que desse, afinal essa nova Musa era também um seu fantasma.
Ah! Mas como ele desejava esse Fantasma. Como ele gostava de A encontrar à noite, nos seus sonhos, para A olhar, para A ver, para Lhe tocar e sentir o suave da sua pele. Em algum sítio tinha lido que não deveria beijar com os olhos abertos no olhar da outra pessoa. Quem recebia o beijo, ao receber também o olhar tornava-se proprietária da alma de quem lhe surgia. Mas sempre, no seu sonho, ele sentia os lábios Dela nos seus e, de imediato ele abria os olhos. Queria entregar-se, render-se a esta Reia e dizer-lhe que ele Lhe pertencia. Era este o presente que Lhe entregava. Entregava-se a Ela, com a sua alma. Colocava-se a si nas mãos Dela.
Quando acordou, entrou no café e pediu a bebida mais forte.
quarta-feira, junho 15, 2011
O cursor do rato piscava intermitentemente, esperando que os seus dedos lhe dessem vida e ele avançasse pelo ecrã, para cima e para baixo. Mas não. As ideias corriam em catadupa pela sua cabeça, sem que no entanto ele conseguisse organizá-las. Passavam diante dos seus olhos a uma velocidade estonteante, impedindo-o de agarrar uma que fosse, para depois desenvolver e arrancar.
Contudo, de quando em vez, conseguia distinguir uma imagem, no meio dessas ideias. Mas por mais que tentasse descortinar essa imagem, não conseguia. Havia algo a bloquear-lhe o pensamento. Algo que viria a descobrir mais tarde! E quando realmente descobriu o que o impedia de escrever, as ideias foram finalmente organizadas e a imagem, surgiu-lhe nítida como água.
Era uma figura humana, de longos cabelos, que se aproximava. Ele suava, com a ideia de ver o seu rosto. No entanto, à medida que se aproximava, descobria que essa figura não possuía um rosto, ou era como se não possuísse. A sua face encontrava-se coberta de abelhas!
(Para continuar mais tarde)
Contudo, de quando em vez, conseguia distinguir uma imagem, no meio dessas ideias. Mas por mais que tentasse descortinar essa imagem, não conseguia. Havia algo a bloquear-lhe o pensamento. Algo que viria a descobrir mais tarde! E quando realmente descobriu o que o impedia de escrever, as ideias foram finalmente organizadas e a imagem, surgiu-lhe nítida como água.
Era uma figura humana, de longos cabelos, que se aproximava. Ele suava, com a ideia de ver o seu rosto. No entanto, à medida que se aproximava, descobria que essa figura não possuía um rosto, ou era como se não possuísse. A sua face encontrava-se coberta de abelhas!
(Para continuar mais tarde)
segunda-feira, junho 13, 2011
obrigadinho
Obrigado meus amigos e caros leitores/visitantes.
Há quase um mês que não posto nada neste meu espaço, mas no entanto as visitas diárias têm crescido imenso. Nunca pensei.
Obrigado mesmo. Apraz-me ver que "talvez" gostem.
Há quase um mês que não posto nada neste meu espaço, mas no entanto as visitas diárias têm crescido imenso. Nunca pensei.
Obrigado mesmo. Apraz-me ver que "talvez" gostem.
quinta-feira, junho 02, 2011
Your turn to play...
Cometi a loucura de dizer quem és.
Cometi a loucura de esperar que jogasses.
Cometi a loucura de voltar a apaixonar me.
Cometi a loucura de pensar (em ti).
Não voltarei a pensar!
Cometi a loucura de esperar que jogasses.
Cometi a loucura de voltar a apaixonar me.
Cometi a loucura de pensar (em ti).
Não voltarei a pensar!
terça-feira, maio 31, 2011
From the book
O tempo ia passando e ela ia-se tornando cada vez mais uma ténue recordação, de um passado há muito ido. Uma recordação, que em breve se tornaria nada mais do que a ligeira sensação de que haviam partilhado algo, sentimentos, pensamentos, a cama, os corpos.
A sua vida normalizava. Mantinha as suas rotinas. Saía com os amigos que não o houveram abandonado e cativava agora, cada vez mais essas amizades. Tornavam-se numa espécie de irmandade que os impelia a todos, fazer tudo juntos, a debater ideias e ideais, e confidenciar vivências pensamentos e sentimentos. Mas o pior estava a chegar.
De repente, caída, sem saber de onde, uma chuva aproximava-se da sua alma, não dando conta. Uma nova Lídia se abeirava dele e lhe começava a segredar ao ouvido o que prometera não mais ouvir. De tudo fazia para afastar esses sons da sua cabeça, mas a voz ganhava um corpo cada vez mais definido, à medida que tentava lutar contra a fragilidade do seu ser.
Até que, a metamorfose se completa, e ela surge mais real do que antes, em carne e osso, para atormentar o seu corpo, a sua mente e a sua alma. Estava novamente a ser posto à prova.
Ela é, no entanto, a femme fatale que, o conduzirá numa espiral descendente até ao mais profundo do seu ser. Ela o conduzirá, bem para dentro de si próprio, para aí o deixar prostrado, retorcendo-se perante a sua própria inocência e incapacidade para lutar. Há muito que estava débil e as forças o tinham abandonado. E quando tentava recuperar as suas forças, esta nova mulher-demónio, surgia de um ímpeto e o trespassava de flechas. A sua eterna mutilação, a sua infindável tormenta por voltar a ser capaz de voltar a desejar, a amar.
Mas este amor tornava-se cada vez mais uma miragem. O que dois não querem, um não faz. Só ele lutava para sarar as suas feridas. Não as que antes lhe haviam abertas, mas sim estas novas. Só ele se permitia a voltar a amar, a voltar a desejar, como uma criança deseja os seus presentes de Natal. Só ele queria dela o que ninguém lhe havia proporcionado antes. A verdadeira compreensão, a verdadeira amizade, incondicional e independente. Não eram as palavras dela que o faziam desejar mais, mas eram as suas acções, o seu ser e a identificação que ele fazia dela. Só ele a conseguia ver como ela realmente era. Uma alma ferida, com uma ferida tão profunda que a impedia de voltar a desejar. E por mais que ele tentasse limpara essa ferida, ela lacerava mais um bocado nas suas costas, para que a cura não surgisse. Ele indignava-se… Como poderia ela ser tão cruel com ela própria? Como poderia ela ter conseguido “des-envolver-se” de tal maneira que conseguisse recusar um desejo tão imenso que lhe era oferecido? Ele havia tentado. Queria a todo o custo abstrair-se desse novo amor. Queria conseguir fechar dentro de si, num recanto qualquer perdido da sua mente, numa arca fechada, este amor que lhe tinha, que crescia à velocidade da luz, exponenciado pelas suas semelhanças a ele próprio. Queria encarcerar esse amor e deitar fora a chave, mas qual Lupin, ela abria-lhe a porta desse cativeiro e mais uma vez, ele se ajoelhava perante esta sua incapacidade de lutar contra ela. Mais uma vez ele se derrotava a ele próprio na luta pelo seu espaço, pela sua liberdade.
Ele é um eterno romântico. Será sempre este romantismo Garrettiano que o acompanhará ao longo da sua vida. Será este romantismo que o levará à loucura e o prostrará na sua fortaleza, incapaz de socializar, com o receio de que uma nova ninfa olímpica de ardis objectivos, o faça re iniciar uma nova etapa de sua vida. Será ainda, este romantismo que o fará transportar consigo, para sempre, a imagem de uma Helena Virgiliana, que o ensinava, tanto a amar, como a sofrer. Só muito mais tarde na sua vida, descobriria que é só no Amor que consegue encontrar prazer através da dor. Esses olhos de mel, lhe mostraram isso. Amá-la-à com a imortalidade da sua alma. Isso, por mais que tentassem, ninguém lho conseguiria roubar, ninguém o conseguiria impedir. Nem mesmo elas.
Este seria supostamente o capítulo final do meu livro que há muito se encontrava parado. Não posso deixar de fazer uma ressalva:
Este livro será sempre uma história interminável, daí este ser SUPOSTAMENTE o último capítulo. Voltarei a escrever para este livro, conforme o "engenho e a arte" assim me surjam. A inspiração, tenho-a. Provêm-me de uma musa de inigualável valor para mim. O desejo de continuar, possuo-o, mas o querer continuar o livro, NÃO!
Quero que sejamos todos capazes de olhar para esta história e, com as nossas vivências muito pessoais, sejamos nós capazes de criar a necessária ligação entre estes 3 ou 4 pequeníssimos textos deste livro, que deixei aqui no blog. Desejo que todos, ou quase todos, se consigam rever nestas palavras e assim, também vocês, leitores, sejam capazes de escrever uma história como esta, ou que sejam, pelo menos, capazes de fazer essa necessária ligação. Seria pedir demais que, publicassem as vossas ideias nos comentários. Mas que pelo menos, conseguissem através de um pequeno esforço mental continuar a construir a minha/nossa história.
Um enorme beijo de eterno agradecimento a esta minha musa, que de dia para dia, me faz querer cada vez mais. Me faz querer ser ponto que cicatriza. Um beijo enorme!
A sua vida normalizava. Mantinha as suas rotinas. Saía com os amigos que não o houveram abandonado e cativava agora, cada vez mais essas amizades. Tornavam-se numa espécie de irmandade que os impelia a todos, fazer tudo juntos, a debater ideias e ideais, e confidenciar vivências pensamentos e sentimentos. Mas o pior estava a chegar.
De repente, caída, sem saber de onde, uma chuva aproximava-se da sua alma, não dando conta. Uma nova Lídia se abeirava dele e lhe começava a segredar ao ouvido o que prometera não mais ouvir. De tudo fazia para afastar esses sons da sua cabeça, mas a voz ganhava um corpo cada vez mais definido, à medida que tentava lutar contra a fragilidade do seu ser.
Até que, a metamorfose se completa, e ela surge mais real do que antes, em carne e osso, para atormentar o seu corpo, a sua mente e a sua alma. Estava novamente a ser posto à prova.
Ela é, no entanto, a femme fatale que, o conduzirá numa espiral descendente até ao mais profundo do seu ser. Ela o conduzirá, bem para dentro de si próprio, para aí o deixar prostrado, retorcendo-se perante a sua própria inocência e incapacidade para lutar. Há muito que estava débil e as forças o tinham abandonado. E quando tentava recuperar as suas forças, esta nova mulher-demónio, surgia de um ímpeto e o trespassava de flechas. A sua eterna mutilação, a sua infindável tormenta por voltar a ser capaz de voltar a desejar, a amar.
Mas este amor tornava-se cada vez mais uma miragem. O que dois não querem, um não faz. Só ele lutava para sarar as suas feridas. Não as que antes lhe haviam abertas, mas sim estas novas. Só ele se permitia a voltar a amar, a voltar a desejar, como uma criança deseja os seus presentes de Natal. Só ele queria dela o que ninguém lhe havia proporcionado antes. A verdadeira compreensão, a verdadeira amizade, incondicional e independente. Não eram as palavras dela que o faziam desejar mais, mas eram as suas acções, o seu ser e a identificação que ele fazia dela. Só ele a conseguia ver como ela realmente era. Uma alma ferida, com uma ferida tão profunda que a impedia de voltar a desejar. E por mais que ele tentasse limpara essa ferida, ela lacerava mais um bocado nas suas costas, para que a cura não surgisse. Ele indignava-se… Como poderia ela ser tão cruel com ela própria? Como poderia ela ter conseguido “des-envolver-se” de tal maneira que conseguisse recusar um desejo tão imenso que lhe era oferecido? Ele havia tentado. Queria a todo o custo abstrair-se desse novo amor. Queria conseguir fechar dentro de si, num recanto qualquer perdido da sua mente, numa arca fechada, este amor que lhe tinha, que crescia à velocidade da luz, exponenciado pelas suas semelhanças a ele próprio. Queria encarcerar esse amor e deitar fora a chave, mas qual Lupin, ela abria-lhe a porta desse cativeiro e mais uma vez, ele se ajoelhava perante esta sua incapacidade de lutar contra ela. Mais uma vez ele se derrotava a ele próprio na luta pelo seu espaço, pela sua liberdade.
Ele é um eterno romântico. Será sempre este romantismo Garrettiano que o acompanhará ao longo da sua vida. Será este romantismo que o levará à loucura e o prostrará na sua fortaleza, incapaz de socializar, com o receio de que uma nova ninfa olímpica de ardis objectivos, o faça re iniciar uma nova etapa de sua vida. Será ainda, este romantismo que o fará transportar consigo, para sempre, a imagem de uma Helena Virgiliana, que o ensinava, tanto a amar, como a sofrer. Só muito mais tarde na sua vida, descobriria que é só no Amor que consegue encontrar prazer através da dor. Esses olhos de mel, lhe mostraram isso. Amá-la-à com a imortalidade da sua alma. Isso, por mais que tentassem, ninguém lho conseguiria roubar, ninguém o conseguiria impedir. Nem mesmo elas.
Este seria supostamente o capítulo final do meu livro que há muito se encontrava parado. Não posso deixar de fazer uma ressalva:
Este livro será sempre uma história interminável, daí este ser SUPOSTAMENTE o último capítulo. Voltarei a escrever para este livro, conforme o "engenho e a arte" assim me surjam. A inspiração, tenho-a. Provêm-me de uma musa de inigualável valor para mim. O desejo de continuar, possuo-o, mas o querer continuar o livro, NÃO!
Quero que sejamos todos capazes de olhar para esta história e, com as nossas vivências muito pessoais, sejamos nós capazes de criar a necessária ligação entre estes 3 ou 4 pequeníssimos textos deste livro, que deixei aqui no blog. Desejo que todos, ou quase todos, se consigam rever nestas palavras e assim, também vocês, leitores, sejam capazes de escrever uma história como esta, ou que sejam, pelo menos, capazes de fazer essa necessária ligação. Seria pedir demais que, publicassem as vossas ideias nos comentários. Mas que pelo menos, conseguissem através de um pequeno esforço mental continuar a construir a minha/nossa história.
Um enorme beijo de eterno agradecimento a esta minha musa, que de dia para dia, me faz querer cada vez mais. Me faz querer ser ponto que cicatriza. Um beijo enorme!
segunda-feira, maio 30, 2011
"Marcelo"
"Marcelo":
Encontro-me nas tuas palavras e re-descubro-me nas tuas respostas. Pintas-me em tonalidades quentes, escreves na minha alma e marcas com um ferro em brasa o teu nome no meu corpo "Marcelo".
Todos os dias esfrego essa marca para que desapareça, mas todos os dias ela aparece, mais marcada do que nunca, até que não a consiga lavar mais. Já não a consigo lavar.
Como posso deixar que regresses a essas origens? Como posso passar sem te dizer que te desejo agora, mais do que nunca? Como pude andar tanto tempo de olhos fechados, sem ver que te tinha na minha presença, mesmo à minha frente tudo o que podia pedir, tudo o que podia desejar?
"Marcelo", vejo que me compreendes melhor do que ninguém. Vejo que foi preciso sentir a tua ausência, para me dar conta da falta que me fazes, mesmo sem nunca te ter tido. Estranho... Vejo agora que só eu falo. Que só eu faço o barulho. E tu limitas-te a escutar, a fabricar silêncios que me levam ao abismo, só por descobrir que preciso de ti! Pena que eu não seja capaz de fabricar esses mesmos silêncios.
Já quase desisti, por várias vezes de lutar, mas a tua imagem, a tua presença e a maneira como me escutas, alentam-me para que continue mais um dia.
"Marcelo", ensina-me a fabricar silêncios.
Encontro-me nas tuas palavras e re-descubro-me nas tuas respostas. Pintas-me em tonalidades quentes, escreves na minha alma e marcas com um ferro em brasa o teu nome no meu corpo "Marcelo".
Todos os dias esfrego essa marca para que desapareça, mas todos os dias ela aparece, mais marcada do que nunca, até que não a consiga lavar mais. Já não a consigo lavar.
Como posso deixar que regresses a essas origens? Como posso passar sem te dizer que te desejo agora, mais do que nunca? Como pude andar tanto tempo de olhos fechados, sem ver que te tinha na minha presença, mesmo à minha frente tudo o que podia pedir, tudo o que podia desejar?
"Marcelo", vejo que me compreendes melhor do que ninguém. Vejo que foi preciso sentir a tua ausência, para me dar conta da falta que me fazes, mesmo sem nunca te ter tido. Estranho... Vejo agora que só eu falo. Que só eu faço o barulho. E tu limitas-te a escutar, a fabricar silêncios que me levam ao abismo, só por descobrir que preciso de ti! Pena que eu não seja capaz de fabricar esses mesmos silêncios.
Já quase desisti, por várias vezes de lutar, mas a tua imagem, a tua presença e a maneira como me escutas, alentam-me para que continue mais um dia.
"Marcelo", ensina-me a fabricar silêncios.
terça-feira, maio 24, 2011
Alive again... Thank you!
Fiz o que me competia.
Agora já sabes. Agora de nada me adianta continuar a escrever. Agora tenho de volta a minha vida. Agora sabes com o que podes contar. Agora sei que me sinto aliviado. Não é propriamente fácil carregar este "segredo" sozinho. Já nao o carrego só. Já não me sinto só.
Sinto-me leve. Sinto-me a flutuar. Sinto que já não carrego nos ombros o peso de um "segredo" que, me corruía por dentro, que me atacava na mente.
Volto a repetir... Não me peças que viva como se não existisses. Disse-te que os meus amigos vivem comigo no meu coração e na minha mente! Tu entraste neste meu espaço e daí não mais sairás. Guardarei para sempre a magia dos sentimentos que me transmitiste.
Não quero voltar a comover-te. Não quero que penses que me servirei deste espaço, ou de qualquer outro para voltar a abrir o meu coração, para te contar o vai decorrendo do meu tempo. Não! Não quero que penses que com este texto, ou qualquer outro, te pressiono. Não! Fecho este capítulo e deixo a construção desta história para quem quiser. Deixo que voltemos ao momento em que não sabias de nada e eu ainda não tinha nenhum "segredo". Deixo este capítulo inacabado, para que uma pena solta venha, na mão de alguém e acabe este meu devaneio. Deixo que o vento junte as letras soltas e, escreva na areia da praia a história desta minha paixão, para que uma onde apague o texto e o vento o volte a escrever, até que não sobre mais nada senão a ténue lembrança de que eu desejei como a onda que queria ler a história deixada escrrita pelo vento. Eu desejei andar para trás e para a frente e, desejei andar num redemoinho de letras soltas transportadas pelo vento. Desejei que a história voltasse novamente a ser escrita até que, por qualquer maquinação divina, o vento se enganasse e escrevesse as personagens em sítios diferentes.
Quem me dera estar num sítio diferente. Quem me dera poder pintar-me de outra côr e assim, ser outra pessoa. Quem me dera que, sempre que me pintasse, eu me tornasse em um outro ser. Quem me dera que num qualquer quadro mágico, podesse pintar o meu passado, o meu presente e o meu futuro. E que de cada vez que pintasse, o que desenhasse se sobreposesse à realidade. E sabes o que faria? Não me juntaria nunca a ninguém,não mudaria nada na minha vida. Voltaria a pintá-la como sempre até aqui, mas pintaria sempre de rosa a vida das pessoas que transporto junto do meu coração. Mesmo que para isso por cada pincelada rosa na vossa vida, um rabisco a preto aparecesse na minha. E mesmo que para isso nunca se cruzassem na minha vida e,não houvesse lembrança de ninguém a não ser minha. Só eu te transportaria, vos transportaria na minha lembrança. É isto a incondicionalidade do desejo que te tenho. Que a tua vida seja do mais rosa possível e, saberás que para isso, estarei incondicionalmete, sem nada pedir, sem nada desejar do teu lado, como do lado dos meus poucos amigos, para o que der e vier. Para te dar, para vos dar a única coisa, que naquele momento precisarem. Nem que seja a minha "pele", para te aquecer, para vos aquecer numa qualquer noite fria.
Agora, VIVO OUTRA VEZ!
Agora já sabes. Agora de nada me adianta continuar a escrever. Agora tenho de volta a minha vida. Agora sabes com o que podes contar. Agora sei que me sinto aliviado. Não é propriamente fácil carregar este "segredo" sozinho. Já nao o carrego só. Já não me sinto só.
Sinto-me leve. Sinto-me a flutuar. Sinto que já não carrego nos ombros o peso de um "segredo" que, me corruía por dentro, que me atacava na mente.
Volto a repetir... Não me peças que viva como se não existisses. Disse-te que os meus amigos vivem comigo no meu coração e na minha mente! Tu entraste neste meu espaço e daí não mais sairás. Guardarei para sempre a magia dos sentimentos que me transmitiste.
Não quero voltar a comover-te. Não quero que penses que me servirei deste espaço, ou de qualquer outro para voltar a abrir o meu coração, para te contar o vai decorrendo do meu tempo. Não! Não quero que penses que com este texto, ou qualquer outro, te pressiono. Não! Fecho este capítulo e deixo a construção desta história para quem quiser. Deixo que voltemos ao momento em que não sabias de nada e eu ainda não tinha nenhum "segredo". Deixo este capítulo inacabado, para que uma pena solta venha, na mão de alguém e acabe este meu devaneio. Deixo que o vento junte as letras soltas e, escreva na areia da praia a história desta minha paixão, para que uma onde apague o texto e o vento o volte a escrever, até que não sobre mais nada senão a ténue lembrança de que eu desejei como a onda que queria ler a história deixada escrrita pelo vento. Eu desejei andar para trás e para a frente e, desejei andar num redemoinho de letras soltas transportadas pelo vento. Desejei que a história voltasse novamente a ser escrita até que, por qualquer maquinação divina, o vento se enganasse e escrevesse as personagens em sítios diferentes.
Quem me dera estar num sítio diferente. Quem me dera poder pintar-me de outra côr e assim, ser outra pessoa. Quem me dera que, sempre que me pintasse, eu me tornasse em um outro ser. Quem me dera que num qualquer quadro mágico, podesse pintar o meu passado, o meu presente e o meu futuro. E que de cada vez que pintasse, o que desenhasse se sobreposesse à realidade. E sabes o que faria? Não me juntaria nunca a ninguém,não mudaria nada na minha vida. Voltaria a pintá-la como sempre até aqui, mas pintaria sempre de rosa a vida das pessoas que transporto junto do meu coração. Mesmo que para isso por cada pincelada rosa na vossa vida, um rabisco a preto aparecesse na minha. E mesmo que para isso nunca se cruzassem na minha vida e,não houvesse lembrança de ninguém a não ser minha. Só eu te transportaria, vos transportaria na minha lembrança. É isto a incondicionalidade do desejo que te tenho. Que a tua vida seja do mais rosa possível e, saberás que para isso, estarei incondicionalmete, sem nada pedir, sem nada desejar do teu lado, como do lado dos meus poucos amigos, para o que der e vier. Para te dar, para vos dar a única coisa, que naquele momento precisarem. Nem que seja a minha "pele", para te aquecer, para vos aquecer numa qualquer noite fria.
Agora, VIVO OUTRA VEZ!
domingo, maio 22, 2011
No title...
Deu-me para voltar a escrever.
Talvez por ter voltado a ouvir James. Coisa estranha… Esta banda funciona para mim, como o ópio e absinto, para o Fernando Pessoa. São eles as minhas drogas. São eles os meus analgésicos!!
Pois bem… Desta vez, e uma vez que escrevo, somente porque me apetece, vou escolher um tema totalmente diferente.
Desta vez escrevo sobre Ti… Tou a brincar! Apetece-me escrever sobre o momento político que o nosso belo Portugal atravessa.
Vejamos. Recentemente, em conversa com um amigo, comentámos uma situação que se passa em países nórdicos. Imaginemos uma fábrica que engloba quase a área metropolitana de Pombal. Acontece que essa fábrica tem um parque de estacionamento enormíssimo. Todos os dias, os primeiros funcionários a chegar ao local de trabalho, são os que deixam o carro no ponto mais afastado da entrada da fábrica. Justificação: se eles são os primeiros, podem fazer bem o percurso até à entrada a pé. Os lugares de estacionamento mais perto da entrada, ficam reservados, como se de um pacto social se tratasse, aos funcionários mais “atrasados”. Se chegam tarde e, só tivessem os lugares mais afastados, iriam chegar ainda mais atrasados. Este é um tipo de mentalidade que não encontramos nas gentes deste país. O Zé Povinho vai de carro para o trabalho e, se o pudesse deixar à porta, deixava. Mas nessa impossibilidade, quanto mais próximo, melhor. Impressionante, mas é mesmo assim que somos.
Aproximamo-nos de eleições legislativas, que servirão para decidir o próximo primeiro-ministro. Eu já decidi o meu voto. Não quero influenciar ninguém, nem direi em que votarei, mas fiquem sabendo que vontade é zero.
Atentem. De que servem estas eleições? Para trocar um galo por um galinhola? Um ladrão por um vigarista? Esclareçam-me. Se andamos tão descontentes com sucessivas mentiras de sucessivos governos, como esperam que acredite que desta vez será diferente? Como esperam que acredite que vão mesmo cortar na despesa pública, que vão apostar mais na profissionalização do país, que vão tornar o ensino gratuito e facilitar o acesso à saúde?
Como esperam que acredite que não criarão mais “jobs for the boys”? A nossa política nacional está completamente descredibilizada e, enquanto não houver uma mudança profunda nas mentalidades das gentes, nada mudará e tudo se manterá! Contra mim falo. Esta noite, saí, fui beber uns copos. Claro que devia ter ficado em casa, a poupar. Mas não, tinha de sair e ir gastar dinheiro. Mas também preciso de me divertir. Então, porque não ficar em casa? Combinava com uns amigos, trazíamos umas jolas e ficávamos por casa a ouvir música, a jogar videojogos, a jogar cartas ou simplesmente à conversa. Já o tentei várias vezes, mas a resposta dos ditos amigos torna-se repetitiva. “Este fim de semana não. Mas é uma boa ideia. Temos de combinar isso para um dia destes.” Que raio! Será possível que não percebem que se gasta muito menos dinheiro e passamos uma noite a fazer o mesmo que faríamos em qualquer outro sítio de diversão nocturna?
Deixo a resposta ao critério e consciência de cada um de vós!
Talvez por ter voltado a ouvir James. Coisa estranha… Esta banda funciona para mim, como o ópio e absinto, para o Fernando Pessoa. São eles as minhas drogas. São eles os meus analgésicos!!
Pois bem… Desta vez, e uma vez que escrevo, somente porque me apetece, vou escolher um tema totalmente diferente.
Desta vez escrevo sobre Ti… Tou a brincar! Apetece-me escrever sobre o momento político que o nosso belo Portugal atravessa.
Vejamos. Recentemente, em conversa com um amigo, comentámos uma situação que se passa em países nórdicos. Imaginemos uma fábrica que engloba quase a área metropolitana de Pombal. Acontece que essa fábrica tem um parque de estacionamento enormíssimo. Todos os dias, os primeiros funcionários a chegar ao local de trabalho, são os que deixam o carro no ponto mais afastado da entrada da fábrica. Justificação: se eles são os primeiros, podem fazer bem o percurso até à entrada a pé. Os lugares de estacionamento mais perto da entrada, ficam reservados, como se de um pacto social se tratasse, aos funcionários mais “atrasados”. Se chegam tarde e, só tivessem os lugares mais afastados, iriam chegar ainda mais atrasados. Este é um tipo de mentalidade que não encontramos nas gentes deste país. O Zé Povinho vai de carro para o trabalho e, se o pudesse deixar à porta, deixava. Mas nessa impossibilidade, quanto mais próximo, melhor. Impressionante, mas é mesmo assim que somos.
Aproximamo-nos de eleições legislativas, que servirão para decidir o próximo primeiro-ministro. Eu já decidi o meu voto. Não quero influenciar ninguém, nem direi em que votarei, mas fiquem sabendo que vontade é zero.
Atentem. De que servem estas eleições? Para trocar um galo por um galinhola? Um ladrão por um vigarista? Esclareçam-me. Se andamos tão descontentes com sucessivas mentiras de sucessivos governos, como esperam que acredite que desta vez será diferente? Como esperam que acredite que vão mesmo cortar na despesa pública, que vão apostar mais na profissionalização do país, que vão tornar o ensino gratuito e facilitar o acesso à saúde?
Como esperam que acredite que não criarão mais “jobs for the boys”? A nossa política nacional está completamente descredibilizada e, enquanto não houver uma mudança profunda nas mentalidades das gentes, nada mudará e tudo se manterá! Contra mim falo. Esta noite, saí, fui beber uns copos. Claro que devia ter ficado em casa, a poupar. Mas não, tinha de sair e ir gastar dinheiro. Mas também preciso de me divertir. Então, porque não ficar em casa? Combinava com uns amigos, trazíamos umas jolas e ficávamos por casa a ouvir música, a jogar videojogos, a jogar cartas ou simplesmente à conversa. Já o tentei várias vezes, mas a resposta dos ditos amigos torna-se repetitiva. “Este fim de semana não. Mas é uma boa ideia. Temos de combinar isso para um dia destes.” Que raio! Será possível que não percebem que se gasta muito menos dinheiro e passamos uma noite a fazer o mesmo que faríamos em qualquer outro sítio de diversão nocturna?
Deixo a resposta ao critério e consciência de cada um de vós!
sábado, maio 21, 2011
xxxxxxxxxxxiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuu..........
Adoro chegar a casa e, ouvir senão o silêncio rasgado pelo barulho dos tacos soltos debaixo dos meus pés.
Julguei ser um "afinador de silêncio", mas afinal só os desafino.
Adoro o silêncio interrompido pelo intimidante trovão.
Adoro a negrume da Noite quando é clareado por um Zeus furioso.
Adoro quando fazem um qualquer tipo de crítica à minha escrita, seja ela positiva ou não.
Adoro o silêncio. Adoro no silêncio, a paz que me traz. Adoro no silêncio, a melancolia que transporta. Adoro o silêncio, por ser aí que te encontro. Por ser aí que me reúno contigo e com os meus fantasmas (e acreditem que são muitos).
Adoro o silêncio, rasgado pelo barulho de uma música, que me move os dedos e me faz voltar a este espaço.
Mas o silêncio, aliado à Noite… Então que posso dizer? Que posso fazer?
Mais uma vez, sinto essa necessidade. A necessidade de escrever. A necessidade de usar este espaço. De me servir deste sítio para me expiar. Para me confessar.
Tenho tanto receio de uma coisa tão simples. Sempre tive a necessidade de não guardar para mim um segredo. Quando alguém me contava um, corria para o meu amigo (imaginário) e logo lhe contava o segredo. Não conseguia guardar só para mim. Mas, desta vez, guardo. Guardo só para mim, a pessoa que és. Guardo só para mim, o que significas para mim. Tenho um enorme receio de te dizer quem és… De transformar a nossa “relação” em algo tão constrangedor que nos leve a afastarmo-nos. Será assim tão normal?
Como te posso desejar tanto?
Reparei recentemente, nas relações de alguns conhecidos meus. Achei engraçado, por serem das mais variadas possíveis.
Em um desses conhecidos, vi a indiferença com que trata o sexo oposto. Trata as “fêmeas” como objectos. Vê-as somente como objectos sexuais, que lhe satisfaçam a mais primária das necessidades. E ainda acrescenta que, devemos tratar todas as mulheres como isso mesmo… Objectos! Será verdade? Será possível? Bem… Perdi a conta à sua lista de conquistas. Se calhar…
Eu, no entanto, sou exactamente o oposto! Vejo em ti, a minha maior confidente. Nada sabes de mim. Começo a desconfiar que talvez não saibas mesmo quem és. Mas és minha amiga. Adoro te por isso.
Sinto a necessidade de voltar a “afinar silêncios”. Queria tanto que fosses tu a pessoa, com quem eu partilhasse esses silêncios.
Ultimamente tenho pensado em algo. Algo que desejo nas minhas relações. Algo que já havia mencionado antes.
Desejo voltar a sentir que sou lembrado. Desejo uma mensagem de convite para sair. Desejo uma chamada para os copos. Desejo uma noite de amigos. Desejo sair deste espaço confinante. Desejo uma viagem… um passeio… uma saída desta clausura. Desejo encontrar-me liberto. Desejo os meus espaços, os meus amigos, os meus cigarros e a minha música e os meus filmes e os meus livros. Desejo voar e sentir novamente e correr na praia numa tarde de chuva e voltar a ver um pôr-do-sol e um nascer do sol. Desejo reinventar-me. Desejo-te deitada no meu regaço, calada, em silêncio. Desejo olhar-te nos olhos e saber o que sentes e o que pensas, o que desejas. Desejo-te ao meu lado a escutar com atenção escolar o meu silêncio, os meus “Gritos Mudos”. É exactamente isso… São gritos mudos para chamar a atenção. “Para a vida que se joga sem nenhuma razão”. É isso tudo. Jogar a vida.
Será possível que ainda não ouves o meu silêncio? Por favor… Queres o quê? Que grite o teu nome?
DIZ-ME, POR FAVOR, QUE SABES QUEM ÉS! DIZ-ME QUE SIM. DIZ-ME QUE NÃO. DIZ-ME QUE TALVEZ.
DIZ-ME… mas em silêncio NÃO!!!
Julguei ser um "afinador de silêncio", mas afinal só os desafino.
Adoro o silêncio interrompido pelo intimidante trovão.
Adoro a negrume da Noite quando é clareado por um Zeus furioso.
Adoro quando fazem um qualquer tipo de crítica à minha escrita, seja ela positiva ou não.
Adoro o silêncio. Adoro no silêncio, a paz que me traz. Adoro no silêncio, a melancolia que transporta. Adoro o silêncio, por ser aí que te encontro. Por ser aí que me reúno contigo e com os meus fantasmas (e acreditem que são muitos).
Adoro o silêncio, rasgado pelo barulho de uma música, que me move os dedos e me faz voltar a este espaço.
Mas o silêncio, aliado à Noite… Então que posso dizer? Que posso fazer?
Mais uma vez, sinto essa necessidade. A necessidade de escrever. A necessidade de usar este espaço. De me servir deste sítio para me expiar. Para me confessar.
Tenho tanto receio de uma coisa tão simples. Sempre tive a necessidade de não guardar para mim um segredo. Quando alguém me contava um, corria para o meu amigo (imaginário) e logo lhe contava o segredo. Não conseguia guardar só para mim. Mas, desta vez, guardo. Guardo só para mim, a pessoa que és. Guardo só para mim, o que significas para mim. Tenho um enorme receio de te dizer quem és… De transformar a nossa “relação” em algo tão constrangedor que nos leve a afastarmo-nos. Será assim tão normal?
Como te posso desejar tanto?
Reparei recentemente, nas relações de alguns conhecidos meus. Achei engraçado, por serem das mais variadas possíveis.
Em um desses conhecidos, vi a indiferença com que trata o sexo oposto. Trata as “fêmeas” como objectos. Vê-as somente como objectos sexuais, que lhe satisfaçam a mais primária das necessidades. E ainda acrescenta que, devemos tratar todas as mulheres como isso mesmo… Objectos! Será verdade? Será possível? Bem… Perdi a conta à sua lista de conquistas. Se calhar…
Eu, no entanto, sou exactamente o oposto! Vejo em ti, a minha maior confidente. Nada sabes de mim. Começo a desconfiar que talvez não saibas mesmo quem és. Mas és minha amiga. Adoro te por isso.
Sinto a necessidade de voltar a “afinar silêncios”. Queria tanto que fosses tu a pessoa, com quem eu partilhasse esses silêncios.
Ultimamente tenho pensado em algo. Algo que desejo nas minhas relações. Algo que já havia mencionado antes.
Desejo voltar a sentir que sou lembrado. Desejo uma mensagem de convite para sair. Desejo uma chamada para os copos. Desejo uma noite de amigos. Desejo sair deste espaço confinante. Desejo uma viagem… um passeio… uma saída desta clausura. Desejo encontrar-me liberto. Desejo os meus espaços, os meus amigos, os meus cigarros e a minha música e os meus filmes e os meus livros. Desejo voar e sentir novamente e correr na praia numa tarde de chuva e voltar a ver um pôr-do-sol e um nascer do sol. Desejo reinventar-me. Desejo-te deitada no meu regaço, calada, em silêncio. Desejo olhar-te nos olhos e saber o que sentes e o que pensas, o que desejas. Desejo-te ao meu lado a escutar com atenção escolar o meu silêncio, os meus “Gritos Mudos”. É exactamente isso… São gritos mudos para chamar a atenção. “Para a vida que se joga sem nenhuma razão”. É isso tudo. Jogar a vida.
Será possível que ainda não ouves o meu silêncio? Por favor… Queres o quê? Que grite o teu nome?
DIZ-ME, POR FAVOR, QUE SABES QUEM ÉS! DIZ-ME QUE SIM. DIZ-ME QUE NÃO. DIZ-ME QUE TALVEZ.
DIZ-ME… mas em silêncio NÃO!!!
quarta-feira, maio 11, 2011
Só mais um bocadito...
Chegava a Primavera.
Pedro e Rita passavam as férias na pequena aldeia, sempre sem esquecer a aventura que o avô lhes havia apresentado. Mas apesar de todas as brincadeiras e novos jogos, continuavam à espera que chovesse. Esperavam pelo arco-íris, mas a Primavera surgia com céu limpo, muito sol e nada de chuva.
Faziam brincadeiras na rua. Enquanto o avô regava o jardim, as pequenas gotas de água, trespassadas pelos raios de sol, formavam um arco-íris, mesmo nos seus narizes. E eles corriam na esperança de encontrar o tesouro, sob o olhar condescendente e paternal do avô António. Este ria e exclamava: “ Não pode ser um destes, artificiais. Têm de ser um natural, vindo da Natureza, vindo da chuva.”
As férias escolares, aproximavam-se do fim e, se as condições se mantivessem, Pedro e Rita teriam de esperar pelas próximas férias. Em casa não conseguiriam. Haviam os T.P.C, a escola, o deitar cedo e levantar cedo…
Então, contra todas as expectativas, Pedro e Rita, acordaram sobressaltados com uma enorme trovoada que se aproximava. O céu estava escuro, cheio de nuvens carregadas de água. Mas chegava a água e o sol, escondia-se por trás das nuvens, com medo do céu que rugia com a intensidade de mil leões.
Pedro e Rita passavam as férias na pequena aldeia, sempre sem esquecer a aventura que o avô lhes havia apresentado. Mas apesar de todas as brincadeiras e novos jogos, continuavam à espera que chovesse. Esperavam pelo arco-íris, mas a Primavera surgia com céu limpo, muito sol e nada de chuva.
Faziam brincadeiras na rua. Enquanto o avô regava o jardim, as pequenas gotas de água, trespassadas pelos raios de sol, formavam um arco-íris, mesmo nos seus narizes. E eles corriam na esperança de encontrar o tesouro, sob o olhar condescendente e paternal do avô António. Este ria e exclamava: “ Não pode ser um destes, artificiais. Têm de ser um natural, vindo da Natureza, vindo da chuva.”
As férias escolares, aproximavam-se do fim e, se as condições se mantivessem, Pedro e Rita teriam de esperar pelas próximas férias. Em casa não conseguiriam. Haviam os T.P.C, a escola, o deitar cedo e levantar cedo…
Então, contra todas as expectativas, Pedro e Rita, acordaram sobressaltados com uma enorme trovoada que se aproximava. O céu estava escuro, cheio de nuvens carregadas de água. Mas chegava a água e o sol, escondia-se por trás das nuvens, com medo do céu que rugia com a intensidade de mil leões.
sábado, maio 07, 2011
Tu...
Sim...
És mesmo Tu.
E Tu sabes que és Tu.
Então porque não nos damos uma oportunidade?
Dá-nos uma oportunidade!!!
Por favor
És mesmo Tu.
E Tu sabes que és Tu.
Então porque não nos damos uma oportunidade?
Dá-nos uma oportunidade!!!
Por favor
terça-feira, maio 03, 2011
expectativas defraudadas... O meu segredo
Quando todos esperam de mim uma coisa, eu vou e faço outra completamente diferente!!!
Quando todos me pedem para escrever o livro, eu não escrevo. Quando me pedem para continuar o conto, eu não continuo.
Triste sina a minha... Mania de começar as coisas e depois não as acabar. Mas quando me preparo para escrever algo que me pedem, que querem, eis que num ímpeto os meus dedos me levam para outras paragens. Eis, senão, que um determinado acontecimento me fez lavar a cara, me fez molhar a íris dos meus olhos, da minha alma.
Chorei! Há tanto tempo que não o fazia. Não que esses olhos de mel tenham algo a ver com isso. Não! Nada de nada.
Foi um mero acontecimento e uma ideia de desepero. Desesperei. O meu futuro atravessou-se perante mim e não o consegui alterar. Tive hipótese para, mas nada fiz.
Deixei que a resignação tomasse conta de mim e, encostei-me a vê-lo passar. Podia a qualquer momento ter esticado o braço e ter-me tirado de situações em que não me queria encontrar. Podia a qualquer momento ter trocado personagens de lugar para que não se atravessassem no meu percurso, mas nada fiz.
Alguém me disse um dia que a Sabedoria, surge das convivências com a "sociedade". E foi esse pensamento que me gelou os movimentos. Quis deixar a minha marca nessas personagens, mas sobretudo, quis que me marcassem, para o bem e para o mal.
Mais uma vez, deixo-me ficar a ouvir James, com o cigarro aceso ao meu lado.
Como podem estas duas substâncias ter um efeito tão melancólico em mim? Como podem conseguir que no momento da escrita em não consiga pensar em nada? Nem mesmo no que escrevo?
Um dia serei o rei do meu próprio reino, do meu próprio Destino, mas, até lá, terei de me contentar com o correr do Tempo, com o esvair da Vida.
Já nem sei porque escrevo!! Serão dos acontecimentos que me perturbam, que me ferem, que me deitam abaixo? Será da conjuntura económico-social que o país atravessa? Serás tu?
Sim... TU.
Sabes tão bem quem és! Tenho a certeza disso... Não preciso de o dizer a ninguém. Não preciso de to dizer a ti! Mas tenho medo. Aquele medo ingénuo de o dizer e me magoar mais uma vez. Mas que será este desejo senão a ferida aberta por onde corre a minha Vida e que tanto prazer me dá!
"i can feel your face, gonna make it mine, i can be the man i see in your eyes"
Era tão bom que fosse verdade! Sim, sinto a tua face, mas daí até fazê-la minha...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Esta dor agudiza-se de dia para dia, mas não quero que acabe nunca.
José Matias recusou-se a aceitar o pedido da sua amada, pois preferia viver preso ao seu Amor platónico, à ideia do seu amor impossível de concretizar. Também eu serei um José Matias. Também eu preferirei sentir, em vez de ter, ou saber.
Coloco-te nas estrelas, para poderes brilhar para mim, mas espero que outro veja a tua luz e deixes de brilhar para mim. Espero que outro suba ao céu e te roube dessa minha abóbada celeste onde te encontras para só eu te admirar.
Apetece-me deixar-te. Não mais olhar para ti. Mas só tu és o penso que trava a minha queda.
Alguém me disse para não deixar de usar metáforas, portanto aqui vão:
És a terra que me dá a força hercúlea, és a minha S. Leonardo da Galafura, onde vou para recuperar as minhas forças, és o meu cabelo e a minha fé que me permitem derrubar todos os pilares e conduzir ao fim todos os meus adversários, os meus demónios. És o padre a quem me confesso e expio os meus pecados. És... És...
"know each other well, we've met before" "if it last forever, hope i'm the first to die". Queria mesmo! Queria que agora, uma qualquer entidade, me levasse o último fôlego e eu vagueasse para todo o sempre nesta terra de incautos amorosos. Assim poderia acompanhar-te na tua viagem. Poderia ver-te a envelhecer, a rir, a chorar. Mas de que me serviria se não podesse tocar o teu rosto e secar essa gota salgada que te purificaria o espírito? Se não podesse rir contigo? Só tu envelhecerias e, eu ficaria para sempre preso quando desaparecesses. E eu ficasse a ver os dias a passarem a noites e as semanas a meses. Seria depois esse o meu castigo, a minha penitência por te ter amado, por te ter desejado.
Morro de medo! Não me vejo a dizer quem és. Bolas... Nem me oiço a dizer o teu nome. Os barulhos na minha cabeça são tão ensurdecedores, que já me impedem de recuperar a minha sanidade. Tenho medo de dizer o teu nome e perder-te! Mas sim... Como posso perder algo que não possuo? Algo que não tenho, nem nunca tive?
"sometimes in my tears I drown, but I never let it get me down". É este o pensamento que tenho de ter. É assim que eu sou! Então porque será que a tua distância me deita abaixo com tanta facilidade?! "So my negativity surrounds, I know some day it'll all turn around". É bom de pensar... Um dia tudo irá mudar.
Mas até lá, deixarei que, sempre que quiseres, me consigas deitar abaixo, que me enchas de melancolia e tristeza e alegria e sofrimento e rejubilo e de............... VVVVVVVVVVVVVIIIIIIIIIIIIIIIIIDDDDDDDDDDDDDDAAAAAAAAAAAAAAA!
Quem és tu?? És a minha Lídia! A minha Helena, a minha Calipso.
És... A minha mãe, a minha irmã, as minhas amigas, as minhas colegas.
Chamas-te...
O meu Segredo!!
Quando todos me pedem para escrever o livro, eu não escrevo. Quando me pedem para continuar o conto, eu não continuo.
Triste sina a minha... Mania de começar as coisas e depois não as acabar. Mas quando me preparo para escrever algo que me pedem, que querem, eis que num ímpeto os meus dedos me levam para outras paragens. Eis, senão, que um determinado acontecimento me fez lavar a cara, me fez molhar a íris dos meus olhos, da minha alma.
Chorei! Há tanto tempo que não o fazia. Não que esses olhos de mel tenham algo a ver com isso. Não! Nada de nada.
Foi um mero acontecimento e uma ideia de desepero. Desesperei. O meu futuro atravessou-se perante mim e não o consegui alterar. Tive hipótese para, mas nada fiz.
Deixei que a resignação tomasse conta de mim e, encostei-me a vê-lo passar. Podia a qualquer momento ter esticado o braço e ter-me tirado de situações em que não me queria encontrar. Podia a qualquer momento ter trocado personagens de lugar para que não se atravessassem no meu percurso, mas nada fiz.
Alguém me disse um dia que a Sabedoria, surge das convivências com a "sociedade". E foi esse pensamento que me gelou os movimentos. Quis deixar a minha marca nessas personagens, mas sobretudo, quis que me marcassem, para o bem e para o mal.
Mais uma vez, deixo-me ficar a ouvir James, com o cigarro aceso ao meu lado.
Como podem estas duas substâncias ter um efeito tão melancólico em mim? Como podem conseguir que no momento da escrita em não consiga pensar em nada? Nem mesmo no que escrevo?
Um dia serei o rei do meu próprio reino, do meu próprio Destino, mas, até lá, terei de me contentar com o correr do Tempo, com o esvair da Vida.
Já nem sei porque escrevo!! Serão dos acontecimentos que me perturbam, que me ferem, que me deitam abaixo? Será da conjuntura económico-social que o país atravessa? Serás tu?
Sim... TU.
Sabes tão bem quem és! Tenho a certeza disso... Não preciso de o dizer a ninguém. Não preciso de to dizer a ti! Mas tenho medo. Aquele medo ingénuo de o dizer e me magoar mais uma vez. Mas que será este desejo senão a ferida aberta por onde corre a minha Vida e que tanto prazer me dá!
"i can feel your face, gonna make it mine, i can be the man i see in your eyes"
Era tão bom que fosse verdade! Sim, sinto a tua face, mas daí até fazê-la minha...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
Esta dor agudiza-se de dia para dia, mas não quero que acabe nunca.
José Matias recusou-se a aceitar o pedido da sua amada, pois preferia viver preso ao seu Amor platónico, à ideia do seu amor impossível de concretizar. Também eu serei um José Matias. Também eu preferirei sentir, em vez de ter, ou saber.
Coloco-te nas estrelas, para poderes brilhar para mim, mas espero que outro veja a tua luz e deixes de brilhar para mim. Espero que outro suba ao céu e te roube dessa minha abóbada celeste onde te encontras para só eu te admirar.
Apetece-me deixar-te. Não mais olhar para ti. Mas só tu és o penso que trava a minha queda.
Alguém me disse para não deixar de usar metáforas, portanto aqui vão:
És a terra que me dá a força hercúlea, és a minha S. Leonardo da Galafura, onde vou para recuperar as minhas forças, és o meu cabelo e a minha fé que me permitem derrubar todos os pilares e conduzir ao fim todos os meus adversários, os meus demónios. És o padre a quem me confesso e expio os meus pecados. És... És...
"know each other well, we've met before" "if it last forever, hope i'm the first to die". Queria mesmo! Queria que agora, uma qualquer entidade, me levasse o último fôlego e eu vagueasse para todo o sempre nesta terra de incautos amorosos. Assim poderia acompanhar-te na tua viagem. Poderia ver-te a envelhecer, a rir, a chorar. Mas de que me serviria se não podesse tocar o teu rosto e secar essa gota salgada que te purificaria o espírito? Se não podesse rir contigo? Só tu envelhecerias e, eu ficaria para sempre preso quando desaparecesses. E eu ficasse a ver os dias a passarem a noites e as semanas a meses. Seria depois esse o meu castigo, a minha penitência por te ter amado, por te ter desejado.
Morro de medo! Não me vejo a dizer quem és. Bolas... Nem me oiço a dizer o teu nome. Os barulhos na minha cabeça são tão ensurdecedores, que já me impedem de recuperar a minha sanidade. Tenho medo de dizer o teu nome e perder-te! Mas sim... Como posso perder algo que não possuo? Algo que não tenho, nem nunca tive?
"sometimes in my tears I drown, but I never let it get me down". É este o pensamento que tenho de ter. É assim que eu sou! Então porque será que a tua distância me deita abaixo com tanta facilidade?! "So my negativity surrounds, I know some day it'll all turn around". É bom de pensar... Um dia tudo irá mudar.
Mas até lá, deixarei que, sempre que quiseres, me consigas deitar abaixo, que me enchas de melancolia e tristeza e alegria e sofrimento e rejubilo e de............... VVVVVVVVVVVVVIIIIIIIIIIIIIIIIIDDDDDDDDDDDDDDAAAAAAAAAAAAAAA!
Quem és tu?? És a minha Lídia! A minha Helena, a minha Calipso.
És... A minha mãe, a minha irmã, as minhas amigas, as minhas colegas.
Chamas-te...
O meu Segredo!!
sexta-feira, abril 29, 2011
Mais uma Noite
Enclausurado na minha fortaleza, aguardo que o negrume da Noite se abata sobre mim. Espero pelos seus sons e os seus silêncios. Espero que a Noite nos junte outra vez.
Mas desta vez aguardo, também, que uma eterna escuridão se apodere do meu descanso. Espero não mais sair sair do sono que me aguarda.
Desejo-o com todas as forças do meu, já derrotado, corpo.
Derrotado, porque me resigno ao momento antes de adormecer.Ao momento em que não te tenho nos meus braços, em que não troco contigo a mais íntima mostra do quanto preciso de um sopro teu que me faça ressuscitar. Ao momento em que não me troco por um beijo.
Um beijo... A mais íntima demonstração de carinho, respeito, desejo, ou mesmo... Amor.
E pronto. Disse-o de ti pela primeira vez. Será mesmo? Para mim é-o com toda a certeza.
Bastou um rápido olhar há já alguns anos, para que te desejasse, ainda que de uma maneira diferente. Talvez fosse um desejo mais físico. Mas esse desejo foi-se dissipando. Uma espécie de obrigação moral a isso me obrigava. E quando essa obrigação se evaporou, o desejo, qual Fénix, renasceu das cinzas.
Renasceu, no entanto, com o poder acrescido. Um poder que me coloca numa situação de vulnerabilidade, numa situação de incumprimento para com a clausura de sentimentos a que me tinha imposto.
Sim! Volto a sentir, a desejar, a Amar. Por culpa tua!
Baixei a guarda e deixei que esse "mafarrico" de arco e flecha me atingisse.
Mas desta vez aguardo, também, que uma eterna escuridão se apodere do meu descanso. Espero não mais sair sair do sono que me aguarda.
Desejo-o com todas as forças do meu, já derrotado, corpo.
Derrotado, porque me resigno ao momento antes de adormecer.Ao momento em que não te tenho nos meus braços, em que não troco contigo a mais íntima mostra do quanto preciso de um sopro teu que me faça ressuscitar. Ao momento em que não me troco por um beijo.
Um beijo... A mais íntima demonstração de carinho, respeito, desejo, ou mesmo... Amor.
E pronto. Disse-o de ti pela primeira vez. Será mesmo? Para mim é-o com toda a certeza.
Bastou um rápido olhar há já alguns anos, para que te desejasse, ainda que de uma maneira diferente. Talvez fosse um desejo mais físico. Mas esse desejo foi-se dissipando. Uma espécie de obrigação moral a isso me obrigava. E quando essa obrigação se evaporou, o desejo, qual Fénix, renasceu das cinzas.
Renasceu, no entanto, com o poder acrescido. Um poder que me coloca numa situação de vulnerabilidade, numa situação de incumprimento para com a clausura de sentimentos a que me tinha imposto.
Sim! Volto a sentir, a desejar, a Amar. Por culpa tua!
Baixei a guarda e deixei que esse "mafarrico" de arco e flecha me atingisse.
quarta-feira, abril 27, 2011
Sento-me no escuro e, puxo para mim, a tua imagem. Mas ao fazê-lo, sinto-me tão frágil. Tão inseguro de mim.
Escrevo com a alma molhada. Mas porque raio tenho de escrever sempre com o recurso a metáforas? Porque não posso logo dizer que me apetece chorar? Porque não consigo dizer logo, que choro? Porque digo que os teus olhos são, para mim, olhos de mel? Porque não digo logo que são castanhos claros? Rais partam a mania de querer sempre fazer tudo bonito!
Sim... Estou desesperado... Não sei que mais possa fazer para conseguir uma atenção tua! Já não sei fazer isto. Já não sei brincar. Já quase só consigo pensar em ti. Nos teus olhos castanhos, no teu cabelo liso, nas curvas do teu corpo, nos teus lábios e na cor da tua pele. Se eu fosse pintor, já te conseguiria pintar de olhos fechados..
A eterna dor dos amorosos toma conta de mim... Um amor não correspondido (acho eu). Um amor platónico, em que só eu sei quem és. Mas não será mesmo isso? Não passará isto, somente, de um desejo fugaz? Do desejo de voltar a sentir o prazer de desejar alguém?
Não creio. Se assim fosse, eu não te procurava. Não desejava o teu cheiro, ou a falta dele. Não desejaria a tua presença no meu sono, nos meus sonhos. Não quereria nada de ti! Mas quero.
Quero tudo!
Escrevo com a alma molhada. Mas porque raio tenho de escrever sempre com o recurso a metáforas? Porque não posso logo dizer que me apetece chorar? Porque não consigo dizer logo, que choro? Porque digo que os teus olhos são, para mim, olhos de mel? Porque não digo logo que são castanhos claros? Rais partam a mania de querer sempre fazer tudo bonito!
Sim... Estou desesperado... Não sei que mais possa fazer para conseguir uma atenção tua! Já não sei fazer isto. Já não sei brincar. Já quase só consigo pensar em ti. Nos teus olhos castanhos, no teu cabelo liso, nas curvas do teu corpo, nos teus lábios e na cor da tua pele. Se eu fosse pintor, já te conseguiria pintar de olhos fechados..
A eterna dor dos amorosos toma conta de mim... Um amor não correspondido (acho eu). Um amor platónico, em que só eu sei quem és. Mas não será mesmo isso? Não passará isto, somente, de um desejo fugaz? Do desejo de voltar a sentir o prazer de desejar alguém?
Não creio. Se assim fosse, eu não te procurava. Não desejava o teu cheiro, ou a falta dele. Não desejaria a tua presença no meu sono, nos meus sonhos. Não quereria nada de ti! Mas quero.
Quero tudo!
segunda-feira, abril 11, 2011
domingo, abril 10, 2011
Esta noite...
Esta noite deixei a janela da minha fortaleza aberta. E deixei a Noite invadir o meu espaço e penetrar no meu sono, alojar-se nos meus sonhos. Senti-me violado!
No entanto, dado o rumo que os meus sonhos levavam, não tive a coragem de a expulsar. A Noite, levou-me para junto dela. Foi minha amiga, como em tantas outras ocasiões...
Tive vários sonhos. Ela entrou em todos! Pena que todos esses sonhos tiveram o seu fim, com o barulho estridente do despertador. No entanto, foram sonhos tão vívidos, que pareciam quase reais. Eram, contudo, só sonhos, e disso não passaram. Esfumaram-se, desvaneceram-se e regressei à dura realidade. Tinha de me levantar para o trabalho que me aguardava.
Nesses sonhos, eu voltava a ser feliz, voltava a sentir, voltava ter o meu avô, mas ela não saía do meu lado. Agarrava a minha mão, com a firmeza com que uma criança agarra a mão do seu progenitor para atravessar uma rua, agarrava a minha mão com tanta força, que parecia querer, naquele momento, fundir-se comigo.
Calma leitores. Não houve erotismo em nenhum destes sonhos. Houve sim, uma cumplicidade tamanha, que senti que, nesses sonhos, ela era o meu “pensar”. Senti que ela acabava de me conhecer e já me conhecia a mim, tão bem como eu próprio me conheço, ou mesmo talvez melhor.
Será possível?
No entanto, dado o rumo que os meus sonhos levavam, não tive a coragem de a expulsar. A Noite, levou-me para junto dela. Foi minha amiga, como em tantas outras ocasiões...
Tive vários sonhos. Ela entrou em todos! Pena que todos esses sonhos tiveram o seu fim, com o barulho estridente do despertador. No entanto, foram sonhos tão vívidos, que pareciam quase reais. Eram, contudo, só sonhos, e disso não passaram. Esfumaram-se, desvaneceram-se e regressei à dura realidade. Tinha de me levantar para o trabalho que me aguardava.
Nesses sonhos, eu voltava a ser feliz, voltava a sentir, voltava ter o meu avô, mas ela não saía do meu lado. Agarrava a minha mão, com a firmeza com que uma criança agarra a mão do seu progenitor para atravessar uma rua, agarrava a minha mão com tanta força, que parecia querer, naquele momento, fundir-se comigo.
Calma leitores. Não houve erotismo em nenhum destes sonhos. Houve sim, uma cumplicidade tamanha, que senti que, nesses sonhos, ela era o meu “pensar”. Senti que ela acabava de me conhecer e já me conhecia a mim, tão bem como eu próprio me conheço, ou mesmo talvez melhor.
Será possível?
quarta-feira, abril 06, 2011
From the Book III - O 1º encontro
Naquela noite, nem lhe apetecia muito sair de casa, mas tinha prometido a uns amigos que se encontraria com eles. Assim, a muito custo, lá se arranjou, sempre da mesma maneira, jeans, sweat e sapatilhas rotas. Longe ia a ideia de que aquela noite o transformaria para sempre. Longe ia a ideia de que aquela noite iria apressar acontecimentos desastrosos.
Ao chegar ao local, apressou-se a cumprimentar os presentes e, a fazer-se apresentar aos desconhecidos. Uma em particular. Ela. Foi nessa noite que tudo começou.
As banalidades e trivialidades de uma conversa de café, sucederam-se. Mas ela não parava de o examinar. Examinou-o com e delicadeza com que um apicultor trata as suas abelhas. Examinou-o com o cuidado de um cirurgião. E deixou-se enganar. Não viu que apenas procurava um escape para o buraco onde antes se tinha atolado. Não pensou no que pudesse suceder. No final da noite seguiriam caminhos separados, mas voltariam a cruzar-se dias depois. Ela de tudo faria para, não mais o deixar fugir. Estava decidida a conseguir o que queria.
Ao chegar ao local, apressou-se a cumprimentar os presentes e, a fazer-se apresentar aos desconhecidos. Uma em particular. Ela. Foi nessa noite que tudo começou.
As banalidades e trivialidades de uma conversa de café, sucederam-se. Mas ela não parava de o examinar. Examinou-o com e delicadeza com que um apicultor trata as suas abelhas. Examinou-o com o cuidado de um cirurgião. E deixou-se enganar. Não viu que apenas procurava um escape para o buraco onde antes se tinha atolado. Não pensou no que pudesse suceder. No final da noite seguiriam caminhos separados, mas voltariam a cruzar-se dias depois. Ela de tudo faria para, não mais o deixar fugir. Estava decidida a conseguir o que queria.
terça-feira, abril 05, 2011
lol=laugh out loud; col=cry out loud
Nem sei por onde começar...
Desta vez tou mesmo à rasca! Foi-se a minha inspiração. Não consigo escrever nada. Estou preso. Tenho os dedos presos, a mente atarracada. Por mais que coisas boas, ou más me aconteçam, por mais música que oiça, por mais cigarros que fume, ou passe noites em frente ao pc, nada me sai.
Será ela que me faz isto? Não a consigo tirar do pensamento! Espero sempre por algo dela. Uma palavra, um som, um olá. Como posso deixar que isto me aconteça outra vez? Como me podeste fazer isto? Sai da minha mente! Deixa-me em paz...
NÃO. Não faças isso. Não me deixes. Quero-te junto de mim. Quero-te com todas as contradições que isso possa implicar. Sim/Não, Quero/Não quero, Pode ser/Não pode ser.
Quero poder saber se temos algo em comum. Quero selar contigo um pacto de estabilidade. Estabelecer esse mesmo pacto com base numa confiança. Com base numa promessa que, o que daí advier será algo que ambos queremos.
Pactua comigo! Dá-me uma chance. Deixa-me dizer-te que quero estar contigo. Que me fazes tremer quando apareces. Que quando apareces, sinto-me esquisito e, faltam-me as palavras. Fazes-me falar de trivialidades. Não consigo estar ao pé de ti, mas só quero estar contigo.
"Stay the night". Deixa-me estar contigo. Quer estar comigo! Quero tanto dizer-te tanta coisa. Quero conhecer-te melhor e sentir-te mais. Já me fazes tanta falta.
Nunca quis nada que isto me voltasse a acontecer! Sempre quis "ficar para tio". Como posso baixar tanto a guarda? Para onde vão as minhas forças, quando estou junto de ti? Não queria voltar a amar! Mas por mais que me esconda, por mais que force esse magnifico sentimento ao exílio, ele teima em voltar para me atormentar com todas as suas implicações. O desejo, a falta dele, o querer e o não querer, a lucidez e a loucura, a sobriedade e a ebriedade...
"Can't take my eyes out of you". Sim,, já não consigo tirar os meus olhos de ti. E mesmo que os feche, a tua imagem surge-me tão cristalina quanto água. Os teus olhos de mel, a tua face, o teu sorriso, a tua voz. Nada disto me sai do pensamento.
Como posso voltar a desejar tão depressa, com tanta força? Que merda. Quero a minha segurança de volta, mas quero tanto estar inseguro, junto de ti!
Quero cair num sono tão profundo que tudo o que sonhar não acabe mais. Quero sonhar contigo. Sonhar tanto, que não mais acorde e, esse sonho seja para sempre a minha prisão. Mas será uma prisão tão deliciosa, quanto um dia primaveril. Será uma prisão, onde só eu darei o rumo à minha vida. Onde eu farei o que quiser, onde nada me acontecerá. Onde só eu comandarei o Destino. Onde eu deixarei de conseguir distinguir o sonho da realidade e, onde esse sonho se tornará na minha realidade.
Desta maneira, onde irei parar? Porque não posso, por uma vez, conseguir algo a que anseio tanto? Onde vou parar desta maneira?
Já te desejo tanto!!
Desta vez tou mesmo à rasca! Foi-se a minha inspiração. Não consigo escrever nada. Estou preso. Tenho os dedos presos, a mente atarracada. Por mais que coisas boas, ou más me aconteçam, por mais música que oiça, por mais cigarros que fume, ou passe noites em frente ao pc, nada me sai.
Será ela que me faz isto? Não a consigo tirar do pensamento! Espero sempre por algo dela. Uma palavra, um som, um olá. Como posso deixar que isto me aconteça outra vez? Como me podeste fazer isto? Sai da minha mente! Deixa-me em paz...
NÃO. Não faças isso. Não me deixes. Quero-te junto de mim. Quero-te com todas as contradições que isso possa implicar. Sim/Não, Quero/Não quero, Pode ser/Não pode ser.
Quero poder saber se temos algo em comum. Quero selar contigo um pacto de estabilidade. Estabelecer esse mesmo pacto com base numa confiança. Com base numa promessa que, o que daí advier será algo que ambos queremos.
Pactua comigo! Dá-me uma chance. Deixa-me dizer-te que quero estar contigo. Que me fazes tremer quando apareces. Que quando apareces, sinto-me esquisito e, faltam-me as palavras. Fazes-me falar de trivialidades. Não consigo estar ao pé de ti, mas só quero estar contigo.
"Stay the night". Deixa-me estar contigo. Quer estar comigo! Quero tanto dizer-te tanta coisa. Quero conhecer-te melhor e sentir-te mais. Já me fazes tanta falta.
Nunca quis nada que isto me voltasse a acontecer! Sempre quis "ficar para tio". Como posso baixar tanto a guarda? Para onde vão as minhas forças, quando estou junto de ti? Não queria voltar a amar! Mas por mais que me esconda, por mais que force esse magnifico sentimento ao exílio, ele teima em voltar para me atormentar com todas as suas implicações. O desejo, a falta dele, o querer e o não querer, a lucidez e a loucura, a sobriedade e a ebriedade...
"Can't take my eyes out of you". Sim,, já não consigo tirar os meus olhos de ti. E mesmo que os feche, a tua imagem surge-me tão cristalina quanto água. Os teus olhos de mel, a tua face, o teu sorriso, a tua voz. Nada disto me sai do pensamento.
Como posso voltar a desejar tão depressa, com tanta força? Que merda. Quero a minha segurança de volta, mas quero tanto estar inseguro, junto de ti!
Quero cair num sono tão profundo que tudo o que sonhar não acabe mais. Quero sonhar contigo. Sonhar tanto, que não mais acorde e, esse sonho seja para sempre a minha prisão. Mas será uma prisão tão deliciosa, quanto um dia primaveril. Será uma prisão, onde só eu darei o rumo à minha vida. Onde eu farei o que quiser, onde nada me acontecerá. Onde só eu comandarei o Destino. Onde eu deixarei de conseguir distinguir o sonho da realidade e, onde esse sonho se tornará na minha realidade.
Desta maneira, onde irei parar? Porque não posso, por uma vez, conseguir algo a que anseio tanto? Onde vou parar desta maneira?
Já te desejo tanto!!
segunda-feira, abril 04, 2011
Só um cheirinho...
Ouviam da boca de seu avô a história de um tesouro existente no fim do Arco-Íris. Segundo ele dizia, era um tesouro tão valioso quanto a existência humana. Escutavam as palavras do avô António com a reverência e atenção com que se escuta o som da chuva a cair na praia. “No fim do Arco-Íris, encontra-se um tesouro, tão grande, tão imenso, quanto as vossas mentes possam imaginar. É um tesouro tão grande, que tem de ser guardado por seres tão poderosos e tão mínimos. É um tesouro guardado por criaturas encantadas. É guardado por duendes”. Assim lhes dizia aquele velhote de figura austera, de cabelos brancos.
Ao mesmo tempo que escutavam estas suas palavras, a mesma ideia assolava os seus pensamentos. Teriam de esperar que as condições se propiciassem, para irem em busca das aventuras que o avô António lhes acabava de anunciar.
No fim de escutarem a história de um tesouro escondido no fim do Arco-Íris, guardado por duendes, Pedro e Rita, levantaram-se num salto e ambos gritaram “Vamos encontrar o tesouro no fim do Arco-Íris”.
O avô António, levantou-se rindo-se e avisou os seus netos, com a sabedoria que parecia vir dos primórdios do Tempo “Cuidado. Muitos partiram em busca desse enorme tesouro, mas nunca ninguém o encontrou. Os perigos à espreita são muitos!”. No entanto, eram estes avisos que duas crianças em tenra idade, nunca escutavam. Quanto mais avisados para a dificuldade em tal demanda, mais desejo tinham de partir naquele momento em busca do tesouro.
Como fariam para encontrar o Arco-Íris? Precisavam que chovesse. Precisavam que fizesse sol.
-------------------------------------------------------------------------------------
Muito obrigado pela ideia. No entanto está a demorar mais tempo do que o inicialmente desejado. A falta de imaginação e inspiração pode-se tornar um enorme entrave à capacidade criativa. Mas lá chegarei. Obrigado mais uma vez.
Ao mesmo tempo que escutavam estas suas palavras, a mesma ideia assolava os seus pensamentos. Teriam de esperar que as condições se propiciassem, para irem em busca das aventuras que o avô António lhes acabava de anunciar.
No fim de escutarem a história de um tesouro escondido no fim do Arco-Íris, guardado por duendes, Pedro e Rita, levantaram-se num salto e ambos gritaram “Vamos encontrar o tesouro no fim do Arco-Íris”.
O avô António, levantou-se rindo-se e avisou os seus netos, com a sabedoria que parecia vir dos primórdios do Tempo “Cuidado. Muitos partiram em busca desse enorme tesouro, mas nunca ninguém o encontrou. Os perigos à espreita são muitos!”. No entanto, eram estes avisos que duas crianças em tenra idade, nunca escutavam. Quanto mais avisados para a dificuldade em tal demanda, mais desejo tinham de partir naquele momento em busca do tesouro.
Como fariam para encontrar o Arco-Íris? Precisavam que chovesse. Precisavam que fizesse sol.
-------------------------------------------------------------------------------------
Muito obrigado pela ideia. No entanto está a demorar mais tempo do que o inicialmente desejado. A falta de imaginação e inspiração pode-se tornar um enorme entrave à capacidade criativa. Mas lá chegarei. Obrigado mais uma vez.
domingo, abril 03, 2011
Sem título II
Finalmente…
Já há alguns dias que andava com uma enorme vontade de escrever, mas as oportunidades não se tinham propiciado. Escusado será dizer que desta vez as condições para a escrita me foram favoráveis.
Novamente, o tema de mais um devaneio meu, impõe-se. Apesar da vontade de escrever, os meus pensamentos, fluem sempre para um mesmo lugar, para uma mesma pessoa.
Esses olhos de mel já não me largam. Parecem uma carraça, que assola constantemente a minha mente, que se cola aos meus pensamentos e não a consigo arrancar. Como podes estar tão constantemente nos meus sonhos? Como podes estar sempre tão presente dentro de mim?
Os dias vão passando e sinto um desejo cada vez maior de estar contigo, de falar contigo, de te conhecer melhor. Anseio loucamente esses teus olhos de mel. Anseio por um sorriso teu, por uma palavra tua.
Alguém me disse que a melhor coisa que tinha a fazer era “oferecer-me”, mas como posso fazê-lo? Impossível, sem que ficasses com a ideia errada.
Desejo tanto passar a mão no teu cabelo, cheirar-te, sentir-te, beijar-te…
O tempo custa a passar quando não te vejo, nem que seja de relance!
A todos os meus leitores:
Peço imensa desculpa por este texto! Sinto que defraudei as vossas expectativas. Não consigo escrever nada de jeito. Tenho a vontade, tenho as ideias, mas não consigo!
Porque será? Que me estará a acontecer? Serão esses olhos de mel, que por mais inspiração que me dêem, me bloqueiam os pensamentos e me impedem de escrever?
E que tal uma mãozinha? Que fazer? Como fazer? Porque me fazes isto? Como consegues fazer isto?
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Já há alguns dias que andava com uma enorme vontade de escrever, mas as oportunidades não se tinham propiciado. Escusado será dizer que desta vez as condições para a escrita me foram favoráveis.
Novamente, o tema de mais um devaneio meu, impõe-se. Apesar da vontade de escrever, os meus pensamentos, fluem sempre para um mesmo lugar, para uma mesma pessoa.
Esses olhos de mel já não me largam. Parecem uma carraça, que assola constantemente a minha mente, que se cola aos meus pensamentos e não a consigo arrancar. Como podes estar tão constantemente nos meus sonhos? Como podes estar sempre tão presente dentro de mim?
Os dias vão passando e sinto um desejo cada vez maior de estar contigo, de falar contigo, de te conhecer melhor. Anseio loucamente esses teus olhos de mel. Anseio por um sorriso teu, por uma palavra tua.
Alguém me disse que a melhor coisa que tinha a fazer era “oferecer-me”, mas como posso fazê-lo? Impossível, sem que ficasses com a ideia errada.
Desejo tanto passar a mão no teu cabelo, cheirar-te, sentir-te, beijar-te…
O tempo custa a passar quando não te vejo, nem que seja de relance!
A todos os meus leitores:
Peço imensa desculpa por este texto! Sinto que defraudei as vossas expectativas. Não consigo escrever nada de jeito. Tenho a vontade, tenho as ideias, mas não consigo!
Porque será? Que me estará a acontecer? Serão esses olhos de mel, que por mais inspiração que me dêem, me bloqueiam os pensamentos e me impedem de escrever?
E que tal uma mãozinha? Que fazer? Como fazer? Porque me fazes isto? Como consegues fazer isto?
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
Subscrever:
Mensagens (Atom)