segunda-feira, abril 04, 2011

Só um cheirinho...

Ouviam da boca de seu avô a história de um tesouro existente no fim do Arco-Íris. Segundo ele dizia, era um tesouro tão valioso quanto a existência humana. Escutavam as palavras do avô António com a reverência e atenção com que se escuta o som da chuva a cair na praia. “No fim do Arco-Íris, encontra-se um tesouro, tão grande, tão imenso, quanto as vossas mentes possam imaginar. É um tesouro tão grande, que tem de ser guardado por seres tão poderosos e tão mínimos. É um tesouro guardado por criaturas encantadas. É guardado por duendes”. Assim lhes dizia aquele velhote de figura austera, de cabelos brancos.
Ao mesmo tempo que escutavam estas suas palavras, a mesma ideia assolava os seus pensamentos. Teriam de esperar que as condições se propiciassem, para irem em busca das aventuras que o avô António lhes acabava de anunciar.
No fim de escutarem a história de um tesouro escondido no fim do Arco-Íris, guardado por duendes, Pedro e Rita, levantaram-se num salto e ambos gritaram “Vamos encontrar o tesouro no fim do Arco-Íris”.
O avô António, levantou-se rindo-se e avisou os seus netos, com a sabedoria que parecia vir dos primórdios do Tempo “Cuidado. Muitos partiram em busca desse enorme tesouro, mas nunca ninguém o encontrou. Os perigos à espreita são muitos!”. No entanto, eram estes avisos que duas crianças em tenra idade, nunca escutavam. Quanto mais avisados para a dificuldade em tal demanda, mais desejo tinham de partir naquele momento em busca do tesouro.
Como fariam para encontrar o Arco-Íris? Precisavam que chovesse. Precisavam que fizesse sol.

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Muito obrigado pela ideia. No entanto está a demorar mais tempo do que o inicialmente desejado. A falta de imaginação e inspiração pode-se tornar um enorme entrave à capacidade criativa. Mas lá chegarei. Obrigado mais uma vez.

domingo, abril 03, 2011

Sem título II

Finalmente…
Já há alguns dias que andava com uma enorme vontade de escrever, mas as oportunidades não se tinham propiciado. Escusado será dizer que desta vez as condições para a escrita me foram favoráveis.
Novamente, o tema de mais um devaneio meu, impõe-se. Apesar da vontade de escrever, os meus pensamentos, fluem sempre para um mesmo lugar, para uma mesma pessoa.
Esses olhos de mel já não me largam. Parecem uma carraça, que assola constantemente a minha mente, que se cola aos meus pensamentos e não a consigo arrancar. Como podes estar tão constantemente nos meus sonhos? Como podes estar sempre tão presente dentro de mim?
Os dias vão passando e sinto um desejo cada vez maior de estar contigo, de falar contigo, de te conhecer melhor. Anseio loucamente esses teus olhos de mel. Anseio por um sorriso teu, por uma palavra tua.
Alguém me disse que a melhor coisa que tinha a fazer era “oferecer-me”, mas como posso fazê-lo? Impossível, sem que ficasses com a ideia errada.
Desejo tanto passar a mão no teu cabelo, cheirar-te, sentir-te, beijar-te…
O tempo custa a passar quando não te vejo, nem que seja de relance!

A todos os meus leitores:
Peço imensa desculpa por este texto! Sinto que defraudei as vossas expectativas. Não consigo escrever nada de jeito. Tenho a vontade, tenho as ideias, mas não consigo!
Porque será? Que me estará a acontecer? Serão esses olhos de mel, que por mais inspiração que me dêem, me bloqueiam os pensamentos e me impedem de escrever?
E que tal uma mãozinha? Que fazer? Como fazer? Porque me fazes isto? Como consegues fazer isto?

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

segunda-feira, março 28, 2011

Sem título

Tenho quase 30anos e hoje fui ao cinema sózinho.
Já sabia qual seria o filme. Inicialmente julgava um, mas depois dei conta do meu erro e acabei por até gostar do filme. (a propósito, a Natalie Portman é mesmo uma belíssima actriz).

Ora, até aqui tudo bem. Também que seria que o filme seria uma comédia romântica. Só nunca pensei que o filme me fizesse despertar certos pensamentos, mas sobretudo, sentimentos.

Vejamos. Os pensamentos que me despertou, foram sempre da mesma índole. Relações... Sejam elas amorosas, de amizade, ou de outro tipo qualquer. "sometimes, the person you least expected, becomes the person you needed the most". Por vezes a pessoa que menos esperas, torna-se na pessoa que mais precisas. Pois é... Este foi o sentimento que despertou em mim. A pessoa que menos esperei, torna-se agora numa das pessoas de quem mais preciso. Preciso de uma mensagem sua, de um olá seu, de um olhar seu.
Como alguém me disse, o amor surge à custa de muita convivência. É verdade. assim se passa no filme. Claro, com as suas muitas peripécias pelo meio, pelo "friends with beneficts", pelos amigos coloridos, pelo sexo sem compromisso. Não quero com tal dizer queseja isso que desejo. O que desejo mesmo é essas mesma convivência. O que desejo mesmo é que ela seja o meu castelo, a minha fortaleza. Preciso tanto de alguém com quem possa voltar a falar. Preciso tanto de uma nova amizade.
Ao longo do filme a ideia que nos é transmitida é a de que um desejo latente já existiria nos dois, se ebm que nem um nem outro desejaria tanto deixar transparecer esse memsmo desejo. As peripécias vão-se sucedendo, culminando com um acordo mútuo que nem um nem outro será capaz de respeitar.
Como sempre, a ideia de que o homem dará o primeiro passo no começo de algo mais está presente na história e, assim acontece. Será o personagem masculino o primeiro a dar esse primeiro passo, sem no entanto obter a resposta desejada. Claro que "all is well, when it ends well" e, mais uma vez, tal se sucede. Ocorreu-me, então, por esta altura que talvez esteja na hora de eu ser um bocado mais persistente. Talvez esteja na hora de eu arriscar uma maior "convivência", talvez esteja na hora de eu voltar a levar "tampas".
Levei tantas durante a minha adolescência que lhes perdi a conta, mas sempre me levantei e recuperei das quedas. Talvez esteja na hora de voltar a cair.

QUERO A MINHA FELICIDADE DE VOLTA!!! E estou a caminhar para lá. Sinto-me mais alegre. Sinto-me mais vivo. Sinto-me...
Quero mesmo trocar-me por um beijo, mas à falta desse beijo, quero trocar-me por palavras. Quero voltar a ter um(a) confidente. Quero poder precisar de uma palavra de amizade ou de conforto e saber bem onde a posso ir buscar. Quero saber que a posso ir buscar em ti.
Quero-te procurar no escuro em que se começavam a tornar as minhas vivências e saber que me iluminas com sábias palavras, ou que com o teu silêncio me indicas um novo caminho.
Quero uma resposta aos meus anseios e devaneios. Quero que me digas que afinal eu não estou apaixonado por ti. Quero que digas que estou. Quero que digas que posso. Quero que digas que não posso.

QUERO... QUERO...QUERO...QUERO...

quinta-feira, março 24, 2011

From the Book II

E de repente, aquelas palavras gelaram o seu mundo. Eram palavras vindas directamente das mais remotas calotas polares. E fizeram-no pensar no seu mundo. Todos os seus problemas pareciam insignificantes perante este novo desafio que se lhe era apresentado.
Era difícil. O seu Castelo de Cartas, que tanto tempo e trabalho lhe havia dado a construir, ruía agora, perante a sua impotência.
Que fazer? Como refazer toda a sua construção? Como se reconstruir? As perguntas impunham-se à medida que ela continuava a gelar tudo com as suas palavras. "Eu já não te amo. Foste simplesmente um acidente de percurso." Como podia aquilo estar a passar-se? O que iria na cabeça dela, que a fizesse mudar tanto em tão pouco tempo?
As perguntas entupiam a sua cabeça, ao ponto de, já não a conseguir ouvir a falar e não entender nada do que ambos dissessem.
Os termómetros marcavam 0 graus, mas depois de tamanha baldada de água fria, nada mais lhe parecia frio a não ser a sua alma. Tinha gelado depois de ouvir as suas palavras.
Todos os seus pensamentos lhe fugiam para lugares remotos, de temperaturas amenas, para sítios que pudessem descongelar o que acabavam de lhe congelar.
Só conseguia pensar em termos de escuridão, de névoas, de futuros incertos... de morte! Por mais que tentasse encontrar no seu íntimo, praias paradisíacas, as únicas imagens que lhe atravessavam a mente, eram imagens de momentos de êxtase que havia passado com ela. Só pensava na noite anterior, em que, ele achava, se tinham amado. "A noite passada não significou nada para ti?" "Nem por isso. Não é preciso haver Amor para ir para a cama com alguém!"
Foi nesse exacto momento que as suas gélidas palavras lhe arrancaram o coração, com a crueldade com que um carrasco puxa a cadeira a um enforcado. Foi nesse exacto momento que a ideia que tinha construído em redor dela se desfez. Foi nesse momento que deixou de se sentir, deixou de sentir calor, virou costas e desapareceu.

Tinha de chegar a casa o mais cedo possível. Tinha de se refugiar naquele sítio que sempre lhe transmitira a segurança de uma cidade muralhada. Tinha de chegar ao seu quarto. E à medida que se aproximava dessa sua impenetrável fortaleza, começou a refazer o seu futuro.
Começou a pensar em tudo o que tinha deixado por ela. Nos amigos, nos locais e em tudo mais.
Assim que chegou ao seu santuário, deixou-se inebriar pelas recordações que aquele espaço lhe trazia, fechou os olhos e dormiu. Amanhã seria um novo dia.

terça-feira, março 22, 2011

Troco-me...

E agora? Será que já me posso apaixonar? Haverá algum limite de tempo, imposto por um pacto social secreto, que defina o limite temporal que, vá desde o fim de uma relação, ao inicio de outra?
E se há esse limite previamente pré definido, qual é?
É que já começo o ver os teus olhos de mel como um anseio final que me atola em ti! Já começo a desejar um contacto maior. Já começo a desejar selar este meu desejo com uma troca.

Troco-me por um beijo teu!
Que te parece?

domingo, março 20, 2011

Esses teus olhos de mel

Hoje, mais uma vez, deu-me a vontade de escrever. Graças a Deus...
Há tanto tempo que não me saía nada da cabeça. Sentava-me ao computador, com os dedos em cima do teclado e não escrevia nada. Nem com as músicas que tanta vontade me dão, nem com os meus cigarros a meu lado, nem contigo na minha mente!
Mas, eis senão, que num ímpeto guerreiro, me sento e os dedos começam a sua incessante tarefa de escrever mais um texto.

Desta vez, escrevo diferente.
Quero que saibam que a paixão que talvez sentisse por determinados olhos de mel, não era mentira. Era sem dúvida uma paixão. Mas não deixava de ser uma paixão Platónica. Um platonismo presente em todas as minhas paixões. Sempre amei o que nunca cheguei a ter. (Triste sina a minha) E agora que desejo, mais uma vez não tenho.
Acho que, como alguém disse, durante algum tempo foi a ideia de paixão que tomava conta de mim. Agora vejo que isso era a mais pura das verdades. Era a ideia construída em torno de uma pessoa, de uma imagem, de uma palavra que me fazia desejar mais um dia, que me fazia querer mais do que tinha, que me fazia desejar mais do que podia imaginar. (Acho que me enganei foi na pessoa)
Sou uma pessoa de paixões. Como digo num post anterior, os homens são muito fáceis de se apaixonarem. Basta um olhar diferente, uma palavra diferente no momento exacto e ficamos logo de queixo caído.
É isso que me acontece. Sou um romântico por natureza. Que fazer?

São os teus olhos de mel, que me fazem querer ser urso. São os teus olhos de mel que desejo na escuridão da noite. São os teus olhos de mel que desejo ver todos os dias, de manhã à noite! São os teus olhos de mel que me saciam a fome e me adocicam a vida! São os teus olhos de mel...

És tu que eu procuro para me apaziguares as dores. És tu quem eu procuro para acelarares a minha vida.


É EM TI QUE PROCURO CONFORTO...

segunda-feira, março 14, 2011

O Amor surge como uma força que nos rebenta o corpo por completo. Nunca esperamos que apareça. Nunca queremos que apareça e, ele aí está para nos mostrar a nossa fragilidade sentimental.

O porquê de sermos assim tão frágeis? O porquê de necessitarmos tanto desse sentimento, que nos devora o corpo e a alma como um veneno sem cura?
Nunca me imaginei apaixonado! Sempre achei que fosse mais forte do que tudo e todos. Sempre achei que nada me podia deitar abaixo. E com estes novos sentimentos que vêm surgindo, dou conta do quão frágil eu sou. Dou conta que não mais me encontro protegido pela redoma em que me coloquei. Estou vulnerável. Sou vulnerável.
Isso não é bom.
Quero a minha vidad de volta. Antes de tudo. Antes dela e de Ti! Não quero voltar a sentir. Quero novamente a minha redoma, onde possa estar em segurança, onde sei que nada me atingirá. Onde sei que estou só e não tenho mais nada com que me preocupar.
Onde sou só eu e os meus cigarros e as minhas músicas e mais ninguém.

Preciso mesmo das minhas férias. Preciso mesmo da "minha" Serra.

Preciso tanto que alguém dê pela minha falta!!! Será isso egoísmo? Egocentrismo? Acho que nãqo, mas alguns de vocês até podem achar isso.
No meu ponto de vista... Às vezes basta um OLÁ! Sabemos logo que somos lembrados!!

sábado, março 05, 2011

images and friends

Passo-vos uma imagem, para imaginarem como me sentia e sinto.
A Rotunda do Arco do Triunfo em Paris, é uma das mais movimentadas de todo o mundo. Uma das coisas que queria fazer e hei-de fazer, é estar lá, em plena hora de ponta. Sentir todo aquele movimento, aquele borbulhar de stress diário e sentir-me Só no meio daquela movimentação toda. Sentir toda a vida a passar mesmo diante dos meus olhos e só ficar quieto a apreciar a imagem. Após esta fotografia, viro costas e, sei que sairei melhor, mais contente, mais alegre, mais forte.



Tem sido difícil. Não digo os últimos meses, mas os últimos 10 anos. Foi complicado abandonar o liceu. Acho que na altura não estava preparado. Deixei amigos, actividades, despreocupações. Deixei mauita coisa para trás.
Contudo, nem tudo foi mau. Cresci enquanto ser humano. Tornei-me neste "kisch (?) writter". Conheci novas pessoas, fiz novos amigos, mas sobretudo, descobri novas sensações. A faculdade foi óptima.
Aninha... Foste e és das pessoas mais especiais e maravilhosas que conheci.
Rapha... Grandes matinés nos nossos percursos ferroviários.
Pan Pan... Grandes manhãs no Couraça.
Zeca Afonso... Ainda estou à espera que me entregues o guião do teu filme.
KasMicael... Que dizer? Nada! "vai-te foder", pode ser.
Sara Valentina... Obrigado pela amizade. Apesar da distância, sempre soubemos que são amizades que durarão uma vida.
Padrinho... De ti só boas recordações.
Bunny... Viva a Linguistica Inglesa.

São tantos e tantas. Perdoem-me os que não menciono. Têm sempre o espaço para os comentários para se fazerem lembrar mais uma vez.

From the book

"Via agora à distância do tempo que não tinham nada para ser felizes. Ele nunca a conhecera verdadeiramente, assim como ela não o conhecera a ele. Simplesmente os seus caminhos haviam-se cruzado e, como dissera alguém muito sábia: “tinham tido um passado em comum”.
Foi um passado de relativa felicidade, com os seus momentos de altos e baixos, mas quem não os têm?
Tinha agora a noção de que nunca quisera muito lutar por ela. Havia chegado o ponto de “sem retorno”. Já nada havia a fazer. Achava que durante algum tempo ainda tinha andado iludido, de sentimentos confundidos, com a esperança que ainda a amava. Mas andava a iludir-se para quê? Com que finalidade? O que poderia ele querer que ela tivesse para lhe dar? Muito pouco.
No entanto era obrigado a dar o braço a torcer. Se ansiava revisitar sítios, a ela o devia. A ela devia algumas das amizades que surgiram. A ela devia alguns momentos de felicidade, maravilhosos, espectaculares mesmo.
Sim… Era-lhe difícil esquecer as pessoas. Familiares e amigos seus eram esse exemplo, havia anos que tinham deixado de fazer parte da sua vida, mas ainda pensava neles todos os dias. Também ela o faria pensar todos os dias, mas durou pouco tempo. Contudo, ela não o faria pensar mais na pessoa, mas nos momentos e espaços. Fazia-o pensar em férias, em locais, em pessoas. Mas só em alguns desses pensamentos, ela lhe surgia.
Não a censurava pelo que tinha dito, ou pelo que tinha feito. Aconteceu. Tinha que acontecer. Não se arrependia do que tinha feito, ou do que tinha dito, mas sabia que teria feito algumas coisas de maneiras diferentes. Ainda assim, por mais que pensasse, não saberia nunca o que teria mudado. Sabia que tinha valido a pena. Tinha aprendido tanto com ela.
Tinha redescoberto uma enorme paixão pela vida e pelas suas simples coisas. Um cinema, uma noite com os amigos, um dia em casa, uma noite de temporal, uma paisagem, um cigarro pensativo no canto da boca. Tudo isto agora lhe transmitia novos prazeres, novos sabores. Havia redescoberto, que devia viver toda a sua vida ao máximo, mas sabia que devia impor em tudo o que fazia tudo o que era, toda a sua vontade. Toda a sua paixão por tudo."

sexta-feira, março 04, 2011

O jogo da Descoberta

Descobri que afinal os meus amigos e não só, até dão uma vista de olhos neste meu espaço.
Continuo com pena que não participem no Jogo do Cadáver Esquisito (post de Novembro de 2006 com o título de Literatura). Mas não faz mal. Sem stress.
Agora vou-me vangloriar… Com tantas pessoas a tecerem tão rasgados elogios à minha escrita, começo a convencer-me que talvez tenham razão. Obrigado.
Quando comecei este blog, a ideia não era particularmente esta, como já disse anteriormente.
Mas não consigo fazer com que ele sirva a sua finalidade primeira.
A minha mente, os meus pensamentos, são constantemente assolados por ideias de textos, de autores que me influenciam, de locais que revisito mentalmente, mas sobretudo, por palavras que me são dirigidas, a mim e à minha escrita. Todas estas pequenas coisas, só me dão mais vontade de escrever.
Contudo, de novo, impõem-se a temática de um novo excerto de palavras soltas.
Eis, senão que, penso nesse grande médico e poeta, Adolfo Correia da Rocha (Miguel Torga).
Torga, ao longo do seu percurso passou por cinco fases distintas poéticas. A que mais me interessa de momento será talvez a sua última. A fase do seu reencontro com Deus. Do seu reencontro consigo próprio.
Acho que talvez tenha chegado esse momento. O momento de me reencontrar comigo próprio. “A aparição de mim, em mim mesmo”. Não quer dizer que tenha recuperado a minha religiosidade, long gone, mas quer sobretudo dizer que me encontro numa paz interior, que já há muito não era por mim sentida.
Essa paz de espírito, de repente torna-me mais lúcido e com uma vontade de escrever sobre outras coisas e outras pessoas.
Não, não estive na “minha” Serra a recuperar forças, mas lá irei. (LESTE CARLOS… LÁ IREI!!!)
Mas matei saudades assim que a minha escrita para lá me transportou.
Agora as coisas.
Sou da opinião, que não vivemos realmente uma crise. Vivemos sim em medo. Explicando: antes de todos estes problemas económicos e sociais que vão assolando o nosso belíssimo país, eu chegava ao final do mês com determinado valor em € na minha conta. Agora chego ao final do mês com esse mesmo valor menos alguns euros, mas muito pouca diferença. E não deixei de fazer nada do que fazia antes.
Ora então, eu só posso deduzir, que se eu consigo, e não sou rico, outros também hão-de conseguir. Resta não termos medo de gastar dinheiro. Calma… Não nos vamos todos pôr para aí a gastar a “torto e a direito”. Não, nada disso. Mas tentem, nem que seja só um mês fazer o que vos digo. Não se privem de um jantar fora, de um cinema, de uma saída com @s amig@s.

Vejam se no final do mês a diferença é assim tão relativa.


(Este texto está um bocado imcompleto, mas com algum tempo lá chegarei)

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Adrenalina...

Adrenalina é uma substância manhosa que nos acelera o matabolismo (acho eu, não é a minha àrea).

Pois bem, como alguém disse, eu estou mesmo a precisar disso mesmo. Da minha adrenalina, mas não uma sintética, preciso da minha adrenalina natural.
Preciso de encontrar algo que me dê uma pica enorme.
Ultimamente não tenho tido nada disso. Passo a vida numa roda viva alucinante, mas não porque queira, mas porque preciso, por necessidade. Isso não me dá aquela fuga que necessito.

Sábado estou de folga. Aceito sugestões

terça-feira, fevereiro 22, 2011

My first book...

Tou a começar a escrever o primeiro livro.
Acho que até está bom e, tenho uma enorme vontade de publicar o que já escrevi, mas tenho receio de não receber o vosso feedback.
Por isso, quem quiser espreitar, tem de pedir...


eheheheheheheheh

domingo, fevereiro 20, 2011

É à noite...

Gosto mais de escrever à noite ("a noite é minha amiga"). É à noite que digo o Teu nome. É à noite que me confesso. É à noite que me expio! É durante a noite que me sinto livre para viajar dentro de mim e, ter a luta contra o outro eu. Nunca chego a saber quem ganha. A luta dura toda a noite e, quando chega a hora de anunciarn o vencedor, sou acordado pelo som estridente do meu alarme que me indica mais uma jornada laboral.
É à noite que regresso À minha infância, para perto do meu avô. Para as nossas brincadeiras. É à noite que regresso para a minha serra. É À noite que me liberto desta minha prisão terrena... E navego para junto de ti. Mas à medida que reduzo a distância, o barco esfuma-se cada vez mais e, antes que me junte a ti, caio num abismo do qual não consigo mais sair. Só a tua mão me consegue de lá tirar, mas num relance, viro-me da minha queda e vejo-te a virar costa e ires embora.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Thee... My dearest...

My fairest:

I can’t remember the day I met thee. I simply remember thee since ever. I can also remember how thee made me feel whenever we were together. Sadly and unfortunately, time set us apart and I lost track of thee.
However, the time we were apart served other purposes. At least for me. I had other experiences, I grew up as a man, as a human being… as a person. I became more of a man.
“I had to fall to lose it all”, but I lost nothing.
I fell, that’s for sure but I gained a lot. I gained new feelings. I gained a love I thought I would never live again.
I discovered I had never forgotten thee. I found out that, despite the time and the distance, whenever thee were around me I felt different. I felt happier. I felt…

In an earlier post, I said that this blog is the only space where I can describe my emotions. It’s hard to say, but easy to write. However, when I want to talk about thee, I find it difficult to choose the words. I find it difficult to describe thee and the way I feel.
I burst of desire and passion. I tremble when I’m next to thee and I can only talk of trivialities. My legs shake and my heart speeds just by thinking of thee.
I just wish I could have more time to know thee better. More time for thee to know me. I just wish thee could give me that chance. The chance to finally tell thee who Thee really are.
I’m so sorry for not being able to tell the world who is the gate keeper of my heart.

I wish I had the guts…

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH

Eu bem que tento manter-me afastado deste espaço, mas é mais forte do que eu.

"sit down in sympathy / sit down next to me..."
Deixo o meu cigarro seated next to me, oiço James e volto a escrever.
Preciso mesmo de umas férias. Já começo novamente a ficar saturado desta minha vida patética.
Só o desejo de Te ver hoje outra vez, me mantém acordado, me mantém sóbrio, me mantém lúcido.
Estranho... Apaixonei-me novamente por uma ideia de pessoa que nem sei bem se será a mais correcta. Engraçado. Entre nós o cantacto resume-se ao minimo. ("olá!"; "bom dia, boa tarde, boa noite"; "'tá tudo bem?") Nem sequer falamos muito. Não a conheço muito bem, nem ela a mim, mas tal não impediu que me voltasse a apaixonar por uns lindos olhos castanhos.
O desejo de estar contigo, de te procurar, de te dizer como me sinto, cresce a cada dia que passa. Houveram alturas em que cheguei a pensar que isto seria a minha própria estratégia inconsciente de erradicar todo e qualquer sentimento que tive pela marta. Mas não! Sim... Resultou, mas não o fiz de propósito. Simplesmente voltei a apaixonar-me. Simplesmente voltei a desejar um carinho, um abraço, uma palavra mais amiga. Desejo-te agora, já com quase todas as forças do meu corpo.
E não me interessa que me venham dizer que és inatingivel. Quero andar assim. Quero viver esta ilusão. Quero sonhar-te mais uma vez. Quero transpor a barreira que me têm vindo a impor.
Quero saltar a cerca e ver o que há do outro lado. Porque não o fazes comigo?
Uma força já me esmaga o peito. Sinto as costelas a estalar e eu a sufocar. Não consigo respirar e como tal tento chamar por ti, mas não consigo articular um som que se pareça com o teu nome.
Estás tão distante, mas ao mesmo tempo a uma rua de distância.
Contudo, vivo com o constante receio de que uma amizade se possa perder se disser o teu nome.
Que fazer? AJUDA-ME! AJUDEM-ME!
Oiçam este meu grito e digam-me que fazer. Indiquem-me o caminho para...

Tenho alguns textos na calha. Textos já com alguns anos. Mas sempre que os tento acabar, paro e volto a ti. Como? Porquê? Como entraste tão sossegada na minha vida e conseguiste virá-la de cabeça para baixo? Porquê já não passo sem a tua presença na minha mente?
Já não sei se quero a minha Serra, ou se Te quero a Ti!? Era tão bom poder ter os dois!!
Já não sei que possa fazer para te tirar desse mundo teu em que vives! Às vezes parece que temos tanto em comum... Também eu me entrgo à clausura de uma vida tão monótona, de sentimentos reprimidos. Não quer dizer que a razão por que vives num "mundo à parte" seja essa, mas acho que ambos nos sentimos um pouco deslocados de tudo e todos.
Já não sei o que fazer! Já não me apetece fazer nada. Acendo mais um cigarro, trauteio mais uma letra dessa banda e sinto-me a afundar na cadeira.

E deixo-me ficar, a sentir-me cada vez mais afundado, cada vez mais pesado, cada vez mais SÓ!!!!!!!!!!!

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Vamos a uma pausa...

A vontade de escrever, tem sido enorme.
No entanto, nos ultimos dias, as ideias têm me faltado.
Pensei que fosse fácil. As ideias surgiam naturalmente na minha cabeça e deixava as minhas mãos e a minha alma acabarem o serviço. Acontece que com toda a exacerbação de sentimentos e ideias dos últimos dias, não me tenho sentido em condições de voltar a escrever da mesma maneira de dias anteriores, pelo que acho que agora deva fazer uma pausa de alguns dias.
Mas nunca se sabe. Pode ser que um qualquer rasgo de ilucidez me dê uma ideia de um post que nos deixe a todos de cabeça à roda.
Até lá, espero que o turbilhão de ideias me invada novamente e, deixo-me ficar com a minha solidão, com os meus amigos, e com aqueles lindos olhos castanhos que tanto me têm dado. Que me têm mantido consciente, que me têm segurado neste caminho íngreme, nesta estrada sinuosa que é a minha vida. Aqueles lábios rosados que todas as noites me aordam de um sono revelador de ti, segredando o meu nome em silêncio ao meu ouvido.
Aqueles longos cabelos, que me transportam na sua ondulação para sítios e sentimentos nunca antes por mim visitados. A curviliniedade do seu corpo, que me faz conduzir devagar com medo de derrapar e perder o que anseio alcançar.
Ah... como é bom a fase da conquista. O momento em que desejamos algo com a força de um Aquiles, ou mesmo de um Hércules. Este momento em que temos quase a certeza de que somos maiores do que tudo e todos, mas sem nuncar perdermos a nossa sanidade mental, sempre conscientes da nossa mortalidade.
Ah... A vontade de fumar um cigarro invade me o corpo e a mente. Já é mais forte do que eu. E assim faço. Mais um cigarro pensativo que irrompe pela escuridão desta sala vazia. Mais um calor que ajuda a aquecer este espaço, este meu corpo, este meu coração frio.
E assim sem ideias, lá surge mais um pequeno texto para a dona de meu coração.
Mais um pequeno texto para a minha "Star".

Mais um pequeno texto para Ti.

quinta-feira, fevereiro 10, 2011

Avô

Cláudia...
Se não fosse a resposta, nunca me lembraria de, tão cedo, fazer este post.

Pois é... Tenho umas saudades enormes do velhote. Todos os dias penso nele. Todos os dias sinto a sua falta.

Lembro de situações soltas por que passei na sua companhia, mas agora que oiço as pessoas a falar dele, do que era e do que representava para a família, chego à conclusão que a ideia que construí em seu redor, em torno da pessoa que foi sempre foi a correcta.

Quando era puto, os meus pais trabalhavam e como não somos uma família de muitas posses, sempre que podiam/conseguiam, era com os meus avós que me deixavam. Agora imaginem uma pequena aldeia, com montes de espaço para fazer tudo, juntem alguns primos mais ou menos da mesma idade e adicionem um velhote de 70 anos qua fazia tudo por dois dos seus netos. Esse velhote era o meu avô.
Recordo situações em que, juntamente com os meus primos, combinávamos de ir armar armadilhas para apanhar tralhões(pássaro). A ideia era levantar por volta das 5 da manhã, ir armar as ditas armadilhas, voltar para a cama e ir ver o resultado da "caça" por volta da meia manhã. Escusado será dizer que muitas das armadilhas desapareciam, ou não as encontrávamos. Era sempre com enorme prazer que o meu avô se prontificava a fazer mais algumas para as nossas "incursões cinegéticas".
Recordo me de, já muito mais tarde, adolescente, ter recebido um castigo de meus pais. O castigo resumia-se a raspar erva de um bocado de terreno com perto de 25m quadrados. Lembro-me de ter pensado que aquilo seria serviço para um dia. Pois durou uma semana por minha culpa e do meu avô. Passou-se da seguinte maneira:
No primeiro dia em lá fui "largado" o meu avô veio ter comigo com a enchada e num minúsculo espaço de terra, disse-me como havia de fazer. O resto teria de ser eu. E assim foi. No entanto, as minhas manhãs eram passadas na cama, as noites na brincadeira e, só na torreira do calor de verão que se fazia sentir é que eu me dirigia para o pequeno terrena, a fim de completar a minha terefa. Aquilo que mais me encantou, foi que todos os dias, o meu avô se proponha a acompanhar-me. Então lá nos dirigiamos os dois para o local onde eu cumpriria a minha hercúlea tarefa, enquanto que meu avô se sentava numa sombra, só a "mirar" os meus esforços e à conversa comigo. O porquê do castigo, a escola, as miúdas, tudo... Demais.
Vocês conseguem imaginar um velhote de 70 anos a correr atrás de uma bola, como se fosse um cachopo? A rir como se não houvesse amanhã? Eu não preciso de imaginar tudo isso, tenho-o bem presente na minha memória.
No dia em que ele faleceu, eu estava em Coimbra, numa aula de Cultura Inglesa, no Departamento de Física.
Entretanto o meu telemóvel tocou. Vi que era o meu pai e, como sabia que o meu avô se encontrava hospitalizado, juntei 1 mais 1. Mas não atendi. De seguida, o meu pai ligou novamente e, voltei a não atender. Voltou a ligar e voltei a não atender.
Aminha colega do lado, vendo que eu mexia tanto no telemóvel, vendo que recebia chamadas e não atendia, perguntou o que se passava, ao que respondi de imediato que o meu avô tinha falecido nesse instante. Teve de ser a minha colega a pedir à professora para eu me ir embora.
Não consegui derramar uma lágrima. Aindahoje, não a derramo por ele. A vida dele foi do mais cheia possível, cheia de pessoas que o adoram e acarinharam. Filhos, netos, bisnetos... Todos o sentiram de uma maneira especial. No entanto, comigo e com outro primo foi diferente.

"Ó Conceição... Já fizeste a cama ao garoto?" Sempre que podia ir para casa dos meus avós, a minha cama eram uns cobertores mesmo ao lado da cama deles, num quarto minúsculo. E assim foi até bem tarde na minha idade.

AVÔ:

Por tudo... Por teres sido quem foste... Por teres sido e, continuares a ser o meu modelo... Por me teres mostrado que a felicidade atinge-se nas mais pequenas coisas da vida... Por teres sido mais do que o meu pai... Por teres sido tu... O meu mais sincero agradecimento, a minha mais sincera saudade, a minha mais sincera tristeza por não te ter junto de mim. Mas sempre com a certeza que me acompanhas na minha vida, nas minhas acções, nas minhas palavras.......... E....... Aqui... na minha escrita.

OBRIGADO

terça-feira, fevereiro 08, 2011

Hoje sinto-me...

Hoje sinto-me triste.
Estou de volta à minha melancolia. Apetece-me mandar tudo para o raio que parta. Apetece-me voltar para a minha Serra. Para o meu refúgio. Para aquele único sítio onde sinto tudo e todos, mas não me sinto a mim!
Só pedia isso. A minha Serra de novo... Só por uns breves instantes. Só o suficiente para recarregar as minhas forças. Para recuperar. Para me esquecer de tudo.
É mesmo isso... Fazer um reset à minha cabeça. Esquecer tudo o que aprendi, tudo o que sei, tudo o que senti e sinto. Preciso de começar do zero. Preciso de "desconhecer-vos" a todos.
Ahhh... Preciso de me fechar e desaparecer. Preciso de um ano 0.
Preciso... Preciso... Preciso... Preciso... De um sinal...

Será normal?

Acordei agora. Já estava a dormir. Acordei com um pesadelo. A marta tinha voltado a falar para mim. E eu do alto da minha sabedoria e da minha razão, só lhe disse "menina, que queiras falar comigo, tas a vontade. Não esperes nada de mim. Não queiras nunca estar contente perto de mim. Umas vezes tratar-te-ei bem, outras não. O teu novo namorado, que nunca me dirija a palavra se não quiser ficar a falar para o boneco. Que nunca me cumprimente, se não quiser ficar com a mão no ar. E tu, quando algum dia, o tempo me der razão, não voltes nunca perto de mim, nem que seja para pedir desculpa. Eu serei de uma frieza implacável. Eu ando de cabeça erguida. Consigo isso. Se não o fazem perto de mim, é porque ambos têm algo de que se arrependem ou têm vergonha. Já te ultrapassei. Há mais alguém que me dá algo que nunca tive contigo. O prazer de uma luta. Tu foste muito fácil para mim, assim como tas a ser para ele. Não há luta pela conquista, não há prazer. E eu estou a ter um enorme. Amei-te durante algum tempo. Mas passou. Agora sei qual foi o dia em que a nossa relação acabou. Se quiseres digo qual foi. Fui muito burro em tentar forçar algo em que já nem eu acreditava muito. Adeus."
Virei costas e fui-me embora.
Hoje à tarde comecei a escrever um texto, mas não o acabei. Acabá-lo-ei até ao final da semana.
Este é um enorme defeito meu. Quero fazer sempre muitas coisas ao mesmo tempo, mas deixo sempre algo para trás.
Enfim... Que se há-de fazer? Mas este começo e acabo.
Então é o seguinte: hoje estive de folga. Tive o dia todo para mim. Fui tratar do meu cartão de cidadão (15€?!?!), tratei de umas fotocópias para os meus alunos, mais uns trabalhos para eles e, quando dei por mim, lá estava eu a pensar em Ti! Que loucura! Mas será que já não me sais da cabeça? Engraçado como alguns amigos já sabem quem és. Engraçado como alguns amigos tentam descobrir quem és e, querem saber quem és. Engraçado como tu ainda não sabes, ainda não percebeste.
Lacks the courage.
Este sentimento que me tem acompanhado no último mês, tem crescido. Tem-se transformado em algo mais do que uma amizade. Não me importo que outros digam que "não és para o meu bico", não me importo nada. Mas gostava que também tu te desses ao trabalho de saber que és, mesmo que fosse para me mandar passear. Gostava que não fosses tão indiferente. Gostava...
Ahhh... Como custa!



Adoro-Te...

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Estética da Beleza, ou Beleza da Estética???

Ora pois é...
Mais uma vez cá estou eu! E para não variar, o que estou a ouvir?!? JAMES... eheheh

Este texto era para ter começado a ser escrito ontem, mas estava com tanto sono, que o deixei para hoje.
Antes de mais, tenho um agredecimento especial a fazer a todos os que têm passado pelo meu blog, que têm deixado comentários, mas quero também agradecer a todos que de uma maneira ou de outra, me têm dado palavras de apoio e incentivo à escrita (lembro-me de algo que me disseram no sábado. Algo como:"gosto muito da maneira como escreves. A escrita é muito boa" Obrigado)

Ora então aqui vai...
Desta vez apetece-me escrever sobre uma cena sem jeito nenhum: Estética e Beleza.
O que são? Como as definimos? Não serão a mesma coisa? E se baralharmos isto ainda mais? O que é a Beleza da Estética e a Estética da Beleza?
Ok! Vejamos. Ao falarmos de Estética, estamos-nos a referir a algo de muito concreto. Algo que podemos ver. Algo que a nível visual, sabemos apreciar como sendo bom ou menos bom.
Ao falarmos de Beleza, falamos de algo mais subjectivo e menos concreto. Para além de que o termo de Beleza se torna ainda mais vago quando não sabemos bem o tipo de Beleza com que nos podemos deparar. Pode ser uma Beleza interior, de alguém, pode ser a Beleza de um corpo, ou a Beleza de uma noite (ou duas) passada com os amigos (e com os copos).
Até aqui tudo mais ou menos... Agora é que a "porca torçe o rabo"
O que é a Estética da Beleza?
Isto é algo que para mim não é nada fácil de definir. É preciso desdobrar a expressão, analisá-la ao mais infimo pormenor.
Não esquecendo que os meus textos retratam sempre a minha opinião pessoal, aqui vai.
A Estética da Beleza é, na minha opinião, a aprência primeira. Algo que nós vemos como Belo, mas ao mesmo tempo com uma aparência bonita, ou não.
(Está difícil definir de uma forma bonita... Não me apetece pensar muito...)
A Estética da Beleza, é aquilo que nos é imposto por canais e anúncios e publicidades. É sem dúvida nenhuma o que o "FashionTV" nos dá. Aqueles corpos esculturais, as roupas exuberantes, mas que não me transmitem conteúdo nenhum. Eu sou o típico português. Atarracado, baixo, mais ou menos moreno e, como muitos já viram, um "bocado" cabeludo. Onde me enquadro nos padrões de Beleza que nos são impostos por uma sociedade que dá e sempre deu mais valor a uma aparência exterior, sobre as qualidades e virtudes interiores de um individuo?
Escusado será dizer que muitos dos padrões Estéticos de Beleza que nos são impostos, são ocos, que nunca conseguiriam entender a Beleza de um nascer do sol, de um momento de calamaria depois de uma tormenta. São esses momentos que são Esteticamente Belos. Roçam a perfeição.
A Beleza da Estética será então o oposto. Será então o olhar para Estética e chamá-la de Bela.
Será o olhar directamente nos Teus olhos e ver a Tua Beleza. Ver a Tua simpatia, a Tua ingenuidade, a tua delicadeza...






Este texto está imperfeito e será melhorado com a opinião de todos vós...

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Perdido...

Deambulo com os meus pensamentos e perco-me na minha cabeça...

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

À noite...

A esta hora, devia estar a dormir. Vou ter de me levantar cedo para ir trabalhar. Mas não consigo dormir contigo na cabeça. Uma frase do Vítor Espadinha numa música não me sai do pensamento... "Alguém escreveu o teu nome em toda a parte..." Não é que o teu nome apareça escrito espalhado por esse mundo fora, mas tudo me lembra e faz pensar em ti. Como me sinto frio... Como esta cama é grande só para mim.
Tenho sono, mas já não consigo dormir sem Te dizer que já preciso pensar em Ti antes de dormir. Já não consigo dormir sem dizer o Teu nome baixinho. ("confesso às paredes de quem gosto, elas conhecem-Te bem.")Sem dizer que Te adoro, sem imaginar que podia e pode ser diferente. Já não passo uma noite sem sentir a Tua presença no meu ser, sem Te sentir no meu coração e na minha alma. Já fazes parte de mim e não quero tirar Te do sítio onde te guardo.



Adoro-Te................... Dorme bem esta noite, meu anjo. Amanhã será um novo dia

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Estoy enamorado...

O coração, tem razões que a Razão desconhece…
Pois é meus amigos… Porque não podemos escolher como, onde e por quem nos apaixonamos?
Porque razão a nossa vida é controlada por impulsos sentimentais, que acabam por conduzir a algo completamente inesperado e por vezes nada agradável?
Porque razão, se a Razão sofre, sofre sozinha, mas se o coração sofre, faz sofrer todo o nosso corpo, a nossa mente, a nossa alma??
Amigos… Em verdade vos digo… Deixem de uma vez por todas de amar. Arranquem os vossos corações e tornem se autómatos. Vivam com uma pedra no meio do peito que vos pese no corpo, mas que vivam sem nunca terem conhecido nada mais. Sem alguma vez ter conhecido um afecto, uma carícia, uma palavra amiga. Só assim nunca sofrerão.
Quanto a mim, deixar me ei com esta coisa que bate no peito. Deixarei que me faça sofrer, que me faça amar……………………………………………………………….. Que me faça Chorar. Eu ficarei com o meu Coração e lá guardarei as carícias, os afectos, as palavras amigas. Lá te guardarei a Ti.
Conheço Te há tanto tempo, que parece que Te conheço desde sempre. E é a essa distância temporal que Te vejo e recordo, miúda, pulando, brincando. Como me pudeste fazer isto? Como fizeste com que me apaixonasse tão rapidamente? (Sim… Agora já digo que estou novamente enamorado.)
Ahhh…. A loucura dos Teus olhos, dos Teus lábios, da Tua face. As loucuras que me assolam o pensamento…
Sinto tanto a falta de um bocado de Amor. Sinto tanto a falta de um calor humano mais próximo. Sinto tanto a falta de um beijo…


Sinto tanta falta de Ti…

terça-feira, fevereiro 01, 2011

Tarde...

Dr. Octavius disse : "If you wanna get to a woman's heart, write her a poem". Pois bem... Vou tentar...

O inverno chegou
disfarçado na frieza das suas palavras
o dia em que disseste que já não me amavas
chegou.
Tardei em perceber
que nada mais podia fazer.
Sina a minha de perceber sempre tarde.

Mas eis que as estações recuam
e chega o Outono no Teu olhar.
Fazes-me voltar a desejar.

Mas, de novo contigo
tarde volto a amar
não consigo desejar
ser só teu amigo.


Pode ser que um dia consiga fazer um poema de jeito, queiram os deuses ajudar-me com o engenho e a arte. Algo que de momento não me subeja... (Aceito feedback)

domingo, janeiro 30, 2011

Ayuda

"help comes when u need it the most / i'm cured by laughter".
Então porque preciso de ajuda e a minha ainda não chegou? E porque não sou capaz de me curar pelo riso? Eu bem tento, mas nem vontade tenho de me rir.
Mas ao pé de ti tudo muda. Consegues fazer-me rir. Consegues ajudar-me. Consegues...

Mas eu não consigo! Que se passa comigo? Porque é que só tu conseguiste fazer com que eu esqucesse 6 anos com tanta facilidade? Não estava nada à tua espera. Porque apareceste do nada? Porque não me ves? Porque sinto isto? Porque quero dizer o teu nome e não consigo?
Lembro-me vagamente de como é giro e bom termos alguém com quem podemos contar. Lembro-me ligeiramente da sensação de poder andar na rua de mão dada com alguém, abraçado a alguém. Eu queria isso de volta. Mas desta vez queria que fosse diferente. Queria que fosses tu. Queria saber que no final do dia eu soubesse que era contigo que ia estar, com quem podia contar, com quem eu ia rir e chorar. Tenho saudades de poder voltar a falar com alguém.
Já não aguento... "Falling in love again / this time is with u". Como pude deixar que isto acontecesse? Porque aconteceu?

sábado, janeiro 29, 2011

Preciso...

Esta porra não anda lá muito fácil...

Quando criei o blog, criei-o com a finaliade de fazer dele uma espécie de diário das minhas actividades. Com o passar do tempo, amadureci a ideia e, decidi fazer do blog uma espécie de apoio a alunos de literatura. Bem vistas as coisas, o blog passou a ser o meu espaço de desabafo. É aqui que me "exponho", que partilho com vocês os meus bons e maus momentos, mas é sobretudo aqui que, me liberto.
É neste espaço que me transponho, que liberto a minha mente e vos digo como sou, como me sinto, como penso.
Muito me tem agradado ver que as visitas subiram, que os comentários surgiram. Muito me tem agradado encontrar-me com alguns de vocês na rua e, saber que me acompanham nesta luta, que me apoiam.

Mas já não sei se quero continuar assim.
Começo a ficar farto de A ver distante. Começo a ficar farto de mim. Começo a ficar farto de querer e não ter, de querer e não conseguir.
Não preciso que me digam só que está tudo bem. Que estou melhor assim. Não preciso só de alguns comentários engraçados. Preciso de participações no jogo do Cadáver Esquisito. Preciso de comentários nos meus textos. Preciso de "porquês?", "como foi?", "o que aconteceu?", preciso muito de Ti.
Preciso do teu sorriso. Preciso dos teus olhos. Preciso muito de Ti.
Não imaginas como me fazes sentir.
Porquê?Porque temos de lutar tanto por algo que queremos? Porque não podemos só desejar e as coisas aconteceriam com a naturalidade de uma chuva que cai e nos molha o corpo? Porque os meus dias são mais alegres agora que te desejo, mas continuo a passar um incessante Outono que parece não ter um fim?
As minhas folhas começam a cair e preciso de um raio de Sol, preciso de uma Primavera que me faça florescer novamente.




Preciso de dormir...

domingo, janeiro 23, 2011

O microlímetro 2

Pois é... Esta noite consegui que finalmente a distância entre nós dois ficasse reduzida a essa infima medida... O microlímetro...

Consegui que entre nós não houvesse mais espaço para mais nada a não ser os nossos corpos, colados dançando ao som de uma qualquer música.
Consegui finalmente trincar esse teu algodão doce. Consegui entrar nessa tua mente andante, sem destino e dar-lhe um rumo. Consegui finalmente, ver-te como és... Criança quase errante, andante, qual nómada sem uma casa a que podesses chamar tua. Vi que eramos só um num momento de união com um Cosmos que demorou muito a juntar-nos e não mais deixarei que nos separe. Aproveitei esta noite para conhecer cada microlímetro do teu rosto, das tuas folhas outonais que me olhavam em espanto, do teu algodão doce que trauteava alegremente uma música com que ambos decidimos selar a nossa união. Corri cada microlímetro das tuas mãos e reconheci-as como gémeas das minhas, como irmãs separadas numa infância distante e agora reencontradas. E corri cada microlímetro do teu pescoço com os meus lábios sedentos dessa droga que emanas, que me vicia, que me faz alucinar e desejar cada vez mais. Vicio-me cada vez mais em ti e não passo sem me lembrar dessa mínima distância que ficou entre nós.
Ah... Como eu gostava que tudo não tivesse passado de um sonho, ou mesmo que eu adormecesse e esse sonho se prolongasse pela vida fora...
Ah... Como eu gostava de...

sexta-feira, janeiro 21, 2011

A aparição de mim em mim mesmo...

Para ser diferente, hoje não escrevo ao som de James. Escrevo ao som de Ana Carolina e Seu Jorge. Que bom. Mesmo muito bom.

Mas mais uma vez o tema de um texto impõe-se e faltam me as ideias.
E então surge a ideia de um livro, de uma frase. "A Aparição", Virgilio Ferreira. Autor grande da nossa literatura.
Este seu livro li-o pela primeira vez com a idade de 16anos. Dois anos depois estaria a estudar a obra no meu 12º ano de escolaridade.
É um livro magnifico de um grande autor, mas o que mais surpreendeu na obra, foi a facilidade com que me identificava com algumas das personagens que iam travando contacto com o professor.
No entanto, de todas as personagens com as quais me identificam, duas tornaram-se para mim particularmente fascinantes. Bexiguinha e o próprio professor/protagonista.
Com Bexiguinha, identifico me, por também eu, questionar as coisas como ele. A ideia de podermos ter a vida e a morte na palma da nossa mão é algo de extremamente indiscritivel. Abomino a ideia de fazer mal a uma vida humana, mas também como ele já matei galinhas sem ser para depois as comer. (eram as galinhas do vizinho!!) E esta ideia de ter o poder é magnifica, torna nos poderosos, torna nos em Deuses na Terra. Somos nós quem põe e dispõe da vida de outros. Não me identifico com ele em crer que podemos tirar a vida a outro ser humano. Essa é uma decisão que não devemos ser nós a tomar. Fica ao critério do Acaso, mas a simples ideia de termos esse poder corre a minha mente e arrepia me as carnes.

Com o professor, só me posso identificar pelo conflito pessoal interior. A ideia de que podemos ter um Caminho pré-determinado por Algo ou Alguém é abominável. A ideia de não saber quem somos, porque somos, do que somos, são perguntas constantes na minha cabeça.
E continuo na incessante busca dessa aparição de mim em mim mesmo. Vejo me ao espelho e não me reconheço. Vejo me diferente, amargurado, feliz, triste, contente, resignado, desconformado, a favor, do contra... E no meio de todos estes adjectivos, qual o que melhor me define? Ainda procuro a resposta...

"Já sei olhar o rio por onde a vida passa/
(...)
vou deixar a rua me levar/
ver a cidade se acender/
a lua vai banhar esse lugar/
e eu vou lembrar você"
Não... Não é para ela... É para TI

A ti... Minha irmã...

Cara Cândida... Obrigado simplesmente por seres a minha irmã, a minha melhor amiga e a minha confidente.
Obrigado pelos conselhos, obrigado por me chateares, obrigado por me ouvires e por me aturares.
Houveram alturas no passado em que desejei ter sido filho unico, mas hoje, há distância do tempo, vejo que faltaria sempre algo de mim... Ainda bem que apareceste. Ainda bem que és quem és. Ainda bem que és tu.
Desculpa o mal que te fiz... Nunca me esquecerei e sempre me arrependerei.
Desculpa quando não te ouvia, desculpa não ter estado mais presente, desculpa, desculpa, desculpa...

Adoro te e obrigado só por seres...

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Aos meus amigos

Este, dedico o aos meus amigos...
Tenho vos a agradecer por todas as palavras e atitudes de conforto num tempo tão dificil como foi aquele porque passei. Tenho em particular de agradecer à minha irmã e, ela sabe bem porquê. Por tudo e por nada, obrigado mana!!! Ao amigo Jorge um agradecimento especial. Devia te ter dado ouvidos muito antes. (e já te disse que deixei o alcool). À amiga Pipita, muito obrigado por tudo, mas mesmo tudo. Por todas as palavras, mas sobretudo por me teres ajudado a perceber que independente de tudo, consigo ser capaz de grandes coisas. Que sou melhor e mais forte do que tudo, simplesmente por SER EU. Obrigado mesmo.
A todos os restantes amigos, agradeço o silêncio de apoio, mas informo que às vezes é bom falar. A todos os que quiserem saber, podem perguntar.

A ti... Obrigado por teres aparecido do nada. Obrigado por seres e existires. Muito obrigado mesmo. Há sempre algo mais e tu em tão pouco tempo mostraste me isso.

Beijos e abraços a todos/as. Adoro vos

domingo, janeiro 16, 2011

Johnny yen

Este é o nome de uma música dos James... Música muito fixe...
Jony é um tipo que tem bués de azares na vida e chega mesmo a vender se aos bocados. "he sold his little finger to THE SUN his all hand to THE NEWS OF THE WORLD". Ganda maluco... Será que posso fazer o mesmo? Vender um braço ou uma perna ao Correio da Manhã? Era giro. Um dia hei de experimentar...

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Talvez um dia...

Eu bem tento manter me afastado desta porra... Mas ultimamente não tenho conseguido...
Para não variar dou sempre comigo a ouvir James e, a dar me esta enorme vontade de escrever.

Mas o problema persiste. Escrever o quê? Sobre o quê?
NÃO... NÃO ESCREVO MAIS SOBRE TI... Fartei me... Cansei me... Usei contigo todos os adjectivos que um Amor como o meu conhece. Puxei de toda a Retórica Antiga e nada resultou. BASTA...
O que precisas de saber, sempre o soubeste... Estarei sempre presente... Mas não mais te amarei por toda a vida. Adorar te ei, mas será só. Como um amigo, estarei lá quando precisares desabafar e, estarei lá para te dizer "vês... eu tinha razão, eu avisei te", mas também direi que apesar disso fizeste bem em viver a vida...

Mas chega... Lá estava eu outra vez a falar de ti...
Agora vou falar de... Mim... E da maioria das pessoas do sexo masculino...
A facilidade que nós temos para nos apaixonarmos é deveras incrivel... Parece impossível, mas é verdade. Só precisamos que alguém nos fale de uma maneira diferente, só precisamos de um elogio, só precisamos de ser comparados e, ficamos logo de queixo caído... Demais. Porque será que somos assim? E ainda mais... Porque temos tanta dificuldade em nos exprimirmos quando o assunto é algo mais precioso do que uma amizade? Porquê tanta dificuldade em demonstrar que amamos? A minha única explicação é.................................... MEDO!!!!!! Porque temos medo de levar uma tampa, porque temos medo de não levar uma tampa, porque temos medo de ser correspondidos, ou de não sermos correspondidos, mas sobretudo porque acho que temos medo de transformar uma amizade em algo mais que isso, ou mesmo que não seja isso, medo de a transformar em algo esquisito.
E porque raio temos a mania de ser tão apressados? Porque nunca podemos tentar esperar mais um tempo para ver se as coisas correm bem ou não? Porque gostava de falar contigo já hoje e dizer te que és bem gira, que sempre olhei para ti de maneira diferente, que gostava de um dia te poder amar como já amei antes e que, gostaria de ser amado? Porque te acho diferente de todas? Porque passas tão despercebida a outros, mas a mim não és capaz de me deixar indiferente? Nunca foste! Porque não nos sentamos e conhecemos melhor? Porque não deixas? Porque não queres? Gostava mesmo muito de estar contigo...


TALVEZ UM DIA

Post scriptum: Não estou apaixonado, mas posso vir a estar...eheheh

quinta-feira, janeiro 13, 2011

PEDRO vs BARROS

Meus amigos:

Ontem numa pequena (4h!) conversa de café com alguns amigos, disseram me uma coisa extremamente engraçada, que com o passar do tempo começo a acreditar que realmente seja verdade...
Disseram me que quando sou o Pedro sou uma pessoa completamente diferente do Barros. E acrescentaram mesmo que, gostam muito mais do Pedro do que do Barros.

Pois é meus amigos... Eu fui o Barros durante muito tempo... Preparem se................


O PEDRO ESTÁ DE VOLTA E VAI ARRASAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, janeiro 12, 2011

O MICROLIMETRO

O Microlímetro...????

Perguntam vocês muito bem! Ok... Eu passo a explicar... O microlímetro é a medida de distância mais pequena existente. É mais pequeno do que o milímetro.

É a medida que encontrei para descrever a distância a que quero estar de todos vocês. É a medida que encontrei para descrever o quão bem conheço o teu corpo, ou pelo menos, o quanto gostaria de conhecer.

Se soubesses o quanto gostaria de percorrer com as minhas mãos cada microlímetro do teu corpo, do teu rosto, da tua boca! Se soubesses como me fazes sentir! Se soubesses o que me fazes desejar, pensar, imaginar, sonhar... Se soubesses...

Estou tão perto de ti e tão longe... Tenho medo... Não tenho medo... Desejo te... Não desejo...

"May your eyes be opened by the wonderful"
Abre os teus olhos para a maravilha de uma VIDA de amores e desamores, deixa me entrar na tua vida... Na tua cabeça... No teu coração...

"senhores e senhoras, bem vindos à nossa doença.
Dêem nos uma ovação de pé e a vossa simpatia, por favor.
(...)
O único bom artista é um artista morto.
O único bom artista é um artista a sofrer."
Será que ele pode ter assim tanta razão? Será mesmo que é verdade?

terça-feira, abril 06, 2010

"o dia em que naci moura e pereça"

Este meu novo texto tem o título de um poema do grande poeta épico português Luíz Vaz de Camões. No entanto o conteúdo do texto que se segue nada terá a ver com o pema a não ser a minha vontade de amaldiçoar o dia em que "naci". Nesse mesmo dia a terra devia ter-se aberto debaixo dos pés do médico e eu deveria ter sido engolido por esse buraco. Deveria agora definhar no Hades profundo, chorando eternamente a luz do dia que nunca devia ter visto, chorando a vida que não devia ter vivido, nem levado. Mas acima de tudo, deveria penetenciar-me pelo sofrimento que inflijo aos que me rodeiam e que nunca deveria ter provocado se naquele instante Hades me tivesse levado com ele para a sua morada subterrânea.
Uma vez lá, transposto o rio e entregue o bolo à besta Cerberus, não mais voltaria a pisar terrenos terrestres e para sempre vaguearia por espaços escuros sofrendo mil tormentas nas mãos de mais mil condenados. E sempre que por ímpeto hercúleo, uma vontade me indicasse a luz de saída de tamanho sofrimento, a Besta se encarregaria de me rasgar a carne, para sempre imortal e não pálpavel para mais uma vez regressar para junto dos mortos. Deveria ter sido o meu destino. Um destino em tudo semelhante a Atlas. Deveria eu carregar o peso dos Céus nos meus ombros e dia após dia um abutre de apetite voraz me devoraria um bocado de carne. Mas essa minha eternidade de sofrimento faria com que, sempre, a ferida cicatrizasse e mais uma vez este mesmo abutre viria e me desfizesse mais uma costela, ou um rim ou mesmo o coração!
Antes o meu sofrimento fosse mortal, para que no momento em que me arrancassem o coração, não mais sentisse nada de nada. Vai-se o coração, mas deixem-me com a razão. Oh Grandes Titãs... Para que nos criastes para viver uma vida de tormentas e sofrimentos? E vós? Agora encurralados para todo o sempre no Tártaro! Terá sido esse o vosso castigo pela criação de tão medonho ser como eu? Se assim foi, cumpro de bom grado a penitência por vós. Oh Deuses... Vós que se deixam ficar nos vossos assentos Olímpicos enquanto me vêm definhar para vosso deleite! Acabai de vez com este meu sofrimento e deixai que uma vez eu possa dizer que fui feliz! Permitei-me esse pequeno prazer.
Mas partirei com a certeza de que com a minha infelicidade deixei alguém feliz.
Permitei-me partir gritando urras de Amor encontrado e para sempre perdido. Urras de Amor condenado... urras de amor infeliz. Como posso eu, um ser tão mesquinho, tão insignificante e pequeno provocar tanto sofrimento?
Oh Deuses... Amaldiçoo o dia em que não morri, nem pereci. Amaldiçoo o dia em que sofro mil sofrimentos por cada um que causo. Deixem-me partir. Libertem-me deste triste Fado!
Não deveríamos todos ter direito ao mínimo de felicidade? Não deveria ter tido a oportunidade de ser feliz? E quando me perguntarem se não o fui junto das pessoas que mais amo, responderei que qual Midas, a minha sina não foi transformar em ouro tudo o que tocasse, mas transformar em infelicidades eternas os segundos de felicidade que me foram concedidos.


"O dia em que naci, moura e pereça"

Amo te Muito

Pois é... Quem tem culpa quando acabam as relações? Sempre os homens! Mas que merda... estou à beira de perder a minha namorada por causa de uma cena de ciúmes... Mas que caralho se passa comigo? Eu não era assim... Eu não sou assim... Mas uma coisa é certa... Amo-a muito, mais do que ela possa saber, porque nunca lho disse... E choro, e sofro e aperto o peito de tanto que ele me dói. Mas que hei-de fazer? Como posso fazer ver a minha namorada que eu fui simplesmente um garoto, estúpido que deitei tudo a perder por não saber dar valor ao que tinha de mais precioso!

Amo-te muito e não te posso/quero perder. És tu que me dá alento! Lembras-te de me perguntar como conseguia aguentar com todos os meus problemas da minha vida pessoal? És tu! Tu é que me fazes rir e dar valor à vida de merda que tenho...

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Sou

Pois é pessoal... Ganhei coragem e vou escrever o porquê de todas as minhas angústias e desilusões!

Aqui há coisa de uns anos, alguém se lembrou de montar uma pequena empresa, mas não a podia montar em seu nome. Como tal, tinha de arranjar alguém que desse o nome, apesar de não a gerir. Ora, como se está a ver, aqui o coitado, sempre disponível para ajudar os outros, disse que sim. No entanto, os negócios não correram bem e eu fiquei com uma divida de 20 e tal mil euros para pagar.

Vejamos:
Tendo eu a idade que tenho e estando na Primavera da minha vida, fiquei com problemas até ao Inverna da minha vida. Esta é tão somente a razão de maior. Apesar de existirem outras.

Sou filho de pais "divorciados". Custou-me a minha infância. Eu sofri o mesmo que a minha mãe 30 anos antes de mim... Eu fui para a escola de sapatilhas rotas. Hoje para me poder aguentar, pagar as dividas, ajudar a mãe, o pai, a mana, tenho de ter dois trabalhos, tenho de fazer 10 horas de trabalho seguidas, tenho de aturar garotos que me deixam os cabelos em pé, tenho de aturar colegas de trabalho, que se soubessem a minha vida, metiam-se na deles e reduziam-se à sua insignificância. EU DEIXEI O CURSO A MEIO/NO FIM PARA A MINHA IRMÃ PODER ESTUDAR E ACABAR O CURSO DELA!!!!! Mas eu hei-de acabar o meu, mesmo que nunca lhe chegue a dar uso. Mas meus amigos.... Cá sigo mais um dia para poder abrir a minha alma, cá sigo mais um dia para poder brincar e chorar e amar e tudo mais.

Getting away with it all, that's called living. E não é isso que faço? Ando para a frente com tudo. Vivo e divirto-me.
Não dá para me ir abaixo. Tenho de ser capaz de viver mais um dia. Tenho de ser capaz de... Tenho de ter esperança que o dia de amanhã será diferente e me trará cores diferentes e tristezas diferentes e alegrias e solidões e tudo mais de bom e de mau. Mas VIVO. E sempre com um pensamento que me alegra... Eu estou mal, mas há piores. Com o mal dos outros posso eu bem.
Às vezes apetece desaparecer, estar em todo o lado e em lado nenhum, ser um espirito, um som, uma aragem que passa e "des-passa" que não fica, como eu, interminavelmente na esperança de algo. Que percorre o espaço discretamente. Era isso que queria... Percorrer o espaço discretamente.



Mas não posso dizer que não sou feliz.... SOU...

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Blogg - A finalidade

Para começar... O que estarei a ouvir? Pois é... Sempre o mesmo... Só com estas músicas é que me dá vontade de escrever. E vejam lá o tema desta vez!

Após ter estado a passar estes meus olhos pelos blogues de alguns amigos meus, pus-me a pensar... Qual a finalidade de um blog? E eis que chego à conclusão que a minha opinião, difere da opinião dos demais.
Acho que um blog deve servir, antes demais como uma espécie de journal, ou seja, um pequeno diário, onde expressamos os nossos desejos e anseios. Nada do outro mundo, até porque é o que faço no meu. Mas vejo os meus amigos e chego a pensar que afinal não é nada disso.
Vejamos: Um tem um blog, só para desejar um bom fim de semana, e para mandar beijos e abraços para os amigos que o têm seguido no seu blog e ainda por cima, recebe 30/40 comentários por desejar um bom fds. Mas tá tudo maluco?
Outro escreve no seu blog as notícias da actualidade. Mas então para que servem os noticiários? Pronto... Tudo bem... Ele até deixa os seus comentários pessoais a essas mesmas noticias, mas para isso não precisa de nos apresentar primeiro as noticias. Basta deixar o comentário.
Por fim chega o meu amigo Leandro. Esse sim, tem um blog à maneira. Os textos são lindos, e reflectem a sua pessoa, sem medos nem receios de se mostrar aos cibernautas que desejem visitar o SEU espaço. (grande Leandro... Um enorme abraço). Pena seja que ele não escreva mais vezes.

Ora... Mesmo assim, apesar de não etenderem o propósito de utilização de um blog, dou-lhes os parabéns, por a espaços, descobrirem e se lembrarem que sabem escrever e postar alguns textos quase brilhantes.

Serão ciúmes ou inveja? Chamem o que quiserem, mas é para isto que SERVE um blog!


E já agora, espero que este novo ano seja o ano de concretização de todos os nossos desejos

quinta-feira, novembro 12, 2009

Literatura

Vamos fazer um jogo...
O jogo do cadáver esquisito.
Este é um jogo muito usado com estudantes de literatura. Serve para mostrar que muitas das vezes o processo criativo de um poeta não é tão doloroso ou penoso quanto possa parecer.
Um dia servir-me-ei deste espaço para ensinar mais a todos. E se algum dia me enganar........ que eu seja corrigido.

Passemos às regras do jogo. Este consiste em construir um poema. Cada um de nós dará uma frase e só UMA frase. Não interessa o que escrevem, desde que seja uma frase, nem interessa sobre o que escrevem. No final veremos o resultado. Lógico que isto teria muito mais interesse se fossemos escrever a nossa frase sem conhecer a frase dos outros, mas assim terá de servir. Espero que se divirtam a ver o nosso resultado final. Se optarem por não escrever a vossa frase, terei de o fazer sózinho (uma frase por dia, talvez) e verei eu o meu resultado. Mas preferia que isso não acontecesse. (Beto, se vires isto, chama os teus amigos para a brincadeira). Começo eu:





Serás giesta

"help comes when u need it the most; i'm cured by laughter"

"help comes when u need it the most; i'm cured by laughter".
"A ajuda chega quando menos precisas, curo-me pelo riso" Que bela verdade. Tenho mesmo de rir para não chorar.

A vida é um caos... apetece-me dizer asneiras... Puta que pariu o gajo que inventou a vida. Para que andamos cá se não só para sofrer?
O menino Jesus quando se ofereceu para ir para a cruz para redimir todos os pecados da humanidade, esqueceu-se de avisar que todos os que viessem a seguir também teriam de passar pelo mesmo. Se ele tivesse avisado, de certeza que os outros não o tinham entregado...


Mas pronto... Quando me dão estas diarreias cerebrais, lembro-me da minha mãe, minha maior amiga, dos meus colegas do PD, todos meus amigos, da minha irmã, minha confidente. E regresso ao meu "habitat" natural. Volto a ser eu. Sempre a brincar, sempre bem disposto e disponivel, sempre teso, mas alegre e com a certeza de que se eu estou mal é porque ajudei alguém a ficar melhor. Isso serve-me de consolo...
___________________________________________________________________

E tu?
És diferente.
Quando te conheci, não vi nada de especial. Vi apenas uma maluca sem jeito. A ideia com que fiquei de ti foi a de que um dia serias a minha melhor amiga...........(colorida)......................E assim foi. Lembras-te de sairmos da aula? E o que fizemos depois? Lembras-te do que te disse? Eu lembro! Lembras-te do que te disse antes? Eu lembro! Lembro-me de tudo...
Lembro-me até de te ter dito que te amava. Mas já era tarde. É esta a minha sina... Chegar sempre tarde. E depois perdi-te, como perdi tudo e todos naquele tempo. Mas o desejo foi crescendo até ter rebentado e se ter tornado, infelizmente, num sonho, que já não sei se foi real ou imaginário.
Como eu gostei de ti, nem o melhor dos românticos o poderia descrever. Como eu te amei, nem o melhor pintor pode desenhar!
Mas passou.
Acordei do meu sonho, e depois de ti a minha vida foi um pesadelo........

Cigarros

Depois do tu, vem o você....... Tava a brincar...

Acendo outro cigarro e deixo-o no cinzeiro. Deixo-o até se apagar e não lhe toco. Mas vejo-o sem deixar de me espantar. "Conheci-o" muito novo e acompanhei toda a sua vida. Desde o momento em que se acendeu até ao momento em que se "apagou". E penso... Não seremos todos uma cambada de cigarros?! Todos somos acendidos e temos uma vida "mais curta que comprida"! Eu comparo-me a este cigarro que fumega sózinho ao me lado, estendido no cinzeiro e dá-me vontade de o salvar, de o apagar, de lhe dar mais uns momentos. Mas gelei, já não sinto essa necessidade de me compadecer com os outros. Quem se compadece hoje em dia? Porque haveria de ser diferente? E se fosse eu o cigarro? Quem me apagaria e daria mais uns instantes de vida?
E então o que faço? Ajudo a acabar com o seu sofrimento. Pego nele, dou-lhe uma passa e tiro-lhe mais um minuto de vida. Não somos todos assim?!

"I see you falling, how long to go, before you hit the ground?" (Eu vejo-te a cair, quanto tempo até bateres no chão?) Afinal o Tim Booth tem razão. Mas que fazer? "Gotta keep faith that your luck will change". Mas quando mudará?
Espero que na segunda! A vida sempre me correu mal. Tá na altura de os outros deixarem de me "dar passas" e eu possa ter mais uns minutos....

Tu

Os James são brutais...

Sento-me ao computador para trabalhar, a ouvir estas belas músicas de estilo indie e dou por mim com uma enorme vontade de escrever... Mas eis que mais uma vez, algo se impõe... Escrever o quê? Sobre o quê?








TU...



Como deixámos as coisas chegarem onde chegaram? O que não fizemos? Se soubesses como te amei!! O nosso Verão... O meu Verão... É sempre no Verão. Tu chegaste de rompante. Conheci-te naquele aniversário e não mais nos largámos. Contaste-me toda a tua vida. Saímos juntos e conhecemo-nos. E se calhar esse foi o meu erro... Conheceste-me e abandonaste-me. Ofereci-me a ti e partiste, para no ano seguinte voltares mais fria do que nunca, para te teres esquecido...
Não olhaste para mim, não falaste para mim... De tantos, porque te meteste comigo? Log eu?
Eu que tenho esta facilidade de me magoar, esta facilidade de amar e ser deixado para trás..
Depois acabou. O Verão terminou, tu voltaste e eu fiquei...

Mas hoje tudo terminou. Digo te que te esqueci... Que se não fosse esta música nem me lembraria de ti, mas te garanto que não ma farás sofrer mais...
TU............. Já não ÉS.................................... ERAS

terça-feira, novembro 10, 2009

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje


"O dia em que naci, moura e pereça"



Bem que tava para só escrever amanhã, mas apeteceu-me escrever hoje!
Estou a ouvir James e dá-me esta cena. Fumo uns cigarros, assobio e não me sai mais nada para escrever.
Mas enquanto fico, as ideias surgem e a escrita flui!

Hoje apetece-me falar de ti...
Já não és a mesma... Lembro-me bem de ti, mas nunca te vi. Conheço-te e nem sabes o meu nome. Quis-te e para ti sou o conhecido amigo da mana da amiga da outra que não te lembras bem que é...
Mas no dia em que soube de tudo, redescobri-te a ti, criança, pedindo boleia na berma.

Acendo mais um cigarro e deixo-o a pensar no canto da boca....

Eis então que passo e sou eu que já não te conheço, criança ávida de boleia, encharcada em sal.
Paro e sem que diga nada, pedes para entrar. Eu deixo, mas ficas na porta, longe, distante de todos e pedes um pouco de amor e calor. Já sequei. Não tenho nada para te oferecer. E voltas a chorar... Deixo te e afasto-me sem te pedir para entrar... e choras mais... Mas eu sequei...
Ofendes-me e pedes mais! Mas agora sou eu que te deixo.
Magoaste-me...
Deixo-te, mais uma vez, quase que me volto. Digo-te que cresças, mas longe. Digo-te para te criares, mas afastada. E sussuro, para que não oiças "já não te desejo!"



"moro no rés-chão do pensamento/e ver passar a vida faz-me tédio"
Vale uma mini ou àgua, se for o beto a ler isto, a quem acertar no autor da frase supra...

segunda-feira, agosto 17, 2009

O meu primeiro livro

Aceitam se ideias. Há muito que tento escrever um romance, mas faltam me as ideias para tal. Sobre o quê? E as personagens? E a história? E o espaço?

Podia dizer que tudo começou naquele infernal verão de 1800, e Sebastião de Sinim acabava de completar o seu décimo sexto aniversário na companhia de seus pais, Ávilo e Levredna de Sinim e de sua irmã mais nova, Sebastiana de Sinim. Terá sido o seu aniversário mais banal de toda a sua longa vida. Era no entanto o mais importante. Eram as vésperas de entrada no seu curso de Conhecimento da Vida na Universidade da VidaTodAqui.




Um dia eu acabo isto… Ou vocês que me ajudem a construir a história desta família…

Não me apetecia...

Ora vejamos:

Não me apetecia se não fosses tu… Estava de roda das minhas pesquisas cibernéticas, quando dou comigo a dar uma vista de olhos no meu blog... E de repente apeteceu me escrever. Mas continuo sempre com o mesmo problema: “escrever sobre?” Vou escrever sobre os meus amores? Bahhh…. Escrever sobre o meu dia a dia? Naaaaa… e eis então que à medida que vou escrevendo, os meus dedos tocam as teclas do teclado e sai esta bela porcaria de texto:

“Neste dia quente de Agosto, o pensamento de um dia de folga a gozar uma água fresca na piscina, ou umas minis numa qualquer esplanada numa praia não para de me assolara o pensamento. Mas eis que nada corre como eu queria. Acabo por beber a água fresca em casa, saída do frigo e as minis, se quiseres vai ao café e bebe. Mas nem tudo podia ser mau. O almoço foi favas. Isso até nem é mau. Mas também nem tudo podia ser bom. A mamã ficou magoada comigo. Mas e agora? Duas personalidades distintas que chocam e não querem dar o braço a torcer! Quem ganha e quem perde?”

sexta-feira, agosto 07, 2009

A Vontade de Escrever...


Redescobri recentemente a vontade de ler…


Redescobri recentemente a vontade de ouvir música…


Redescobri recentemente a vontade de brincar…


Redescobri recentemente a vontade de ser do contra…


Redescobri recentemente a vontade de escrever…


Mas o mais engraçado é que não me apetece fazer nada. Sou o eterno “não fazes nada”…
Tenho vontade de ler, mas não leio… Tenho vontade de ouvir música, mas não oiço… Tenho vontade de brincar, mas não brinco… tenho vontade de ser do contra, mas fico calado e deixo passar… Tenho vontade de escrever e… Escrevo… Mas nada do que me apetece…
Ouve alguém que uma vez que escreveu ou disse que ler é a maneira mais fácil e barata de viajar. Subentenda-se que este processo nos transporta a lugares distantes, maravilhosos ou não, reais ou imaginários. Mas e o processo da escrita? Será que não tem também o mesmo efeito da leitura? Eu acredito que sim… É tão-somente durante a escrita que consigo voltar para a “minha” serra, para o verde seco da paisagem, para o cheiro a vacas, a cavalos, a serra, a água, a pinheiros mansos e bravos, aos sons dos pássaros e dos esquilos, dos bois e das irritantes moscas. Esse suor que nos molha e cola o corpo, provocado pelo sol abrasador que torna a tenda na nossa sauna pessoal. Ah… a serra… É sem dúvida o local que eu mais gosto de visitar… E na impossibilidade de o fazer tantas vezes quantas gostaria, refugio-me na minha escrita e volto a essa serra para descansar, para recuperar energias, mas sobretudo, para esquecer… Lá eu não sou eu. Sou eu fora de mim. Não me lembro de nada. Esqueço o mundo, o continente, o país, a região… Pombal. Para aqueles que acreditam, aquilo deve ser o sítio mais parecido com o Paraíso na terra. E as saudades dos calorosos cumprimentos do Vítor? “tás bem filha da pûta?” E o Leandro nas suas bicicletas KONA? “Como é cabrom, vens ou nom?” É na minha escrita que volto para perto de vocês. É assim que nos reencontramos e relembramos com o “Hitler” e o João o mais belo nascer do sol das nossas vidas. As nuvens que cavalgavam abaixo de nós, abrindo a visão para a cidade, para o fim das nossas férias.


Esta é a minha literatura! Este sou eu! A vontade constante de escrever mas não querer, a vontade constante de querer mas não poder, a vontade de ser Livre mas estar Preso. Preso a uma vida mesquinha, cheia de correrias, sem alegrias… SEM A MINHA SERRA!

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo

Sei lá...
Parece que agora que se aproxima o Natal, começo a ficar cada vez mais pensativo dos males do mundo. Mas acho que isto será normal, uma vez que esta é uma altura de Paz e Alegria e em que devemos pensar mais nos outros e menos em nós......?????????????????

Mas que merda foi esta que eu acabei de escrever?!
Eu tenho é que pensar em mim... Se eu não o fizer, quem o irá fazer por mim??

OK! OK! Jesus disse "Não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti", mas fodasse ele não passava aquilo que passamos agora. Na altura eram talvez menos milhões de habitantes na Terra. Agora vivemos todos acelerados e não temos tempo para pensar em mais ninguém.

Mas esperem... É Natal... Nesta altura devemos pensar sempre nos outros (mas só agora que é Natal!) E os outros 364 ou 365 dias do ano??
Mas pronto... Que se há-de fazer?

A todos os leitores deste meu blog desejo um Feliz Natal, umas boas Saídas e umas melhores Entradas neste novo ano de 2009. E não se esqueçam de pensar em mim... Eheheh



sábado, setembro 06, 2008

Mãe Querida, Mãe Querida...

Desta vez sirvo-me deste espaço para uma mostra Internacional, Mundial ou quem sabe, Universal, de afecto pela minha MÃE.
E acho que todos deveríamos fazer o mesmo.

Mãe:

Eu sei que muitas das vezes não parece que goste de ti, seja por não fazer o que gostarias que fizesse, seja por não dizer o que gostarias que dissesse, mas é mesmo assim que eu sou!! Foi esta a personalidade que criei para mim, podendo não ser a mais correcta.
Mas basta de falar de mim:
És o meu Modelo, é de ti que retiro a inspiração para poder viver todos os problemas com um sorriso, ÉS O MEU ROCHEDO E O MEU FAROL, que me indica o caminho. Mas por vezes os barcos e os aviões também caem, apesar dos radares e dos faróis. É isso que por vezes me acontece. CAIO. Mas sei que a MÃE que tanto Amo está lá para me resgatar, para me salvar e apontar de novo o caminho correcto a seguir.

Mãe:
Perdoa-me as minhas falhas. Eu prometo que de tudo faço para não te magoar, se bem que as palavras e os actos não sejam os mais adequados para te provar isto, mas despeço-me com um grande AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE. AMO-TE

sexta-feira, setembro 05, 2008

ESCRITA DE MERDA

Vamos lá a ver... apetece-me começar a escrever sem nexo, falar sem nexo, agir sem nexo - kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv - mas sinto-me como que obrigado a não deixar que os meus desejos tomem conta de mim. E assim escrevo sem erros, falo correctamente e ajo na melhor das intenções - vivemos hoje o quase final do décimo sexto dia do mês de Setembro do ano de dois mil e seis (não me lembro de mais nada) - mas porquê ou para quê?

..........................................................................................................................................................

Ora como já devem ter reparado, isto a modos que era um rascunho já com dois anos...
Acontece que o sentimento mantém-se e hoje apeteceu-me acabar isto.

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Nunca vos aconteceu terem uma vontade de sair de vós mesmos e fazer o que bem vos apetecesse?
A mim está-me sempre a acontecer. (Agora entendo o videoclip do Robbie Williams... Aquele numa pista de patinagem em que ele vai tirando partes do seu corpo até ficar só o seu esqueleto a dançar!!!). Acho que era mesmo isso que ele queria mostrar no seu clip... Uma sensação de libertação de nós mesmos!!!UUUHHH.... PROFUNDO....... A eterna sensação de liberdade inatingível por uma vida que todos levamos tão regrada. kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv. Quando supostamente deveríamos viver a nossa vida, eis que surge algo que não nos deixa........... A SOCIEDADE....... Hoje não podemos fazer nada sem que interfiramos com as regras que alguém nos impôs... E se eu quiser sair à rua só de boxers?! Ou mesmo todo nu?! Hoje está um dia maravilhoso para isso!!! Toda esta chuva é mesmo o que pede. Mas esta sociedade em que vivemos impede-nos de termos uma pequena amostra de liberdade. Vivemos presos com tantas regras, com o stress de acabar a escola, tirar um curso, começar a trabalhar.... E quando damos por nós... Já estamos com os pés para a Cova, para conhecer o criador, sem nunca termos feito nada por nós, mas sim e apenas para os outros, para uma sociedade que nos marginaliza, que tudo faz para nos silenciar, mas que sobretudo não nos sabe reconhecer o devido valor.

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Que bela dissertação..... Mas ainda há mais....
Quando realmente começamos a fugir ao desvio padrão normal de uma sociedade regrada (quem deve dizer o que é normal e o que não é???) , somos considerados inaptos para viver em sociedade, por uma cambada de "espertos" que julgam saber todos os segredos do Universo, que julgam que ouvem as regras de algum sítio, ou de alguém cuja identidade não podem revelar!!!
E por falar em identidade... Onde está a minha??? No B.I.? Isso é só uns dados sobre a minha pessoa!! Filiação, altura, data de nascimento, estado civil e ................... UM NÚMERO!?!?!?!?!?!?!? kjferwkjbgjhcbdsjjhienczxjhflefkçkdcn,mvhkd-fmdvjdsiljgfçskdfºskfdngghdfnv. Será que é a isso que a minha identidade está reduzida? UM NÚMERO?! Não me parece correcto! Acho que as informações que deveriam constar do nosso B.I seriam o Signo, o que se Gosta e Não Gosta, Género de Filmes Favorito, Género de Livros, e até o Prato e Música Favoritos. São estas coisas que nos fazem próprios. E estou a deixar de fora as Virtudes e os Defeitos, se bem que são os aspectos psicológicos do individuo que fazem dele isso mesmo.... Um individuo único na sociedade. Mas se preferirem também os podem incluir neste Cartão Único!!!

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Mas com tudo isto não ouso dizer que deveríamos ser nós a criar as nossa próprias regras, ou viveríamos em Anarquia, mas sim que deveríamos ter todos uma palavra a dizer sobre o uso e abuso de regras que são criadas para nos controlar a vida e criar autómatos... Mas será que isto é UTÓPICO? Não creio, senão, vejamos:
Dou um exemplo banal, que fará rir muitos de vocês, que é o seguinte:
Ainda anteriormente escrevia "E se eu quiser sair à rua só de boxers?! Ou mesmo todo nu?! Hoje está um dia maravilhoso para isso!!!"(é verdade!). Quero com este exemplo afirmar que tal atitude não deveria ser considerada "anormal"; "louca" ou mesmo "irresponsável". É ou não é verdade que os homens primitivos já viviam em sociedade? E eles não andavam nus?! Mas por tal acto da parte deles não eram punidos! Não quero de modo algum estar para aqui a defender o nudismo como prática habitual, mas porque raio são criados locais apropriados para isso? Se eu quiser andar todo nu no meio da rua porque não o hei-de fazer?! Afinal, nós nascemos sem roupa. Porquê esta necessidade desenfreada de nos cobrirmos? Isto faz de nós actores... Cobrimos o corpo para que possamos fingir para outros algo que muitas vezes não somos!! E mais uma vez, lá se vai a nossa identidade e individualidade!! ORA bolas.... Não... esperem...!!! Isto é mais uma regra que nos foi imposta... "Não se devem dizer palavrões! É feio." Que palavrões??? CARALHADAS!!! ORA MERDA... QUE PUTA... FODASSE... E há muitas mais que ficam para vocês se lembrarem.... E para nos libertarmos do manto social que nos envolve a todos, só temos que começar com pequenos passos. Estas CARALHADAS são um exemplo... Vamos sair à rua e gritar alto e a bom som a primeira MERDA que nos passar pela cabeça.


VAMOS EXPERIMENTAR.... PODE SER QUE RESULTE E TODOS NÓS NOS SINTAMOS MAIS LIBERTOS... EHEHEHEHEHEHEHEHEH


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quinta-feira, setembro 04, 2008

A Vida é uma MERDA

A vida é uma bela MERDA:

Pelo menos a minha....

Encontro-me sozinho, com dezenas de amigos que são, afinal, conhecidos...
Com uma família dividida e separada por culpa de três homens...
Quando toda a gente se queixa com o fim das férias, eu anseio pelo regresso ao trabalho... Os meus alunos são a única coisa que me distrai e me fazem pensar como tudo era belo quando eu também tinha a idade deles... "queres ser meu amigo?"; "não gosto de ti!"; "vamos brincar a...?"

AH! Como tudo era fácil e bom.... OH! Como tudo é difícil e mau....

Tive as piores férias da minha vida e passo a explicar:
Nunca tinha feito tão pouco... Estas férias foram um tédio desde o primeiro dia. Não joguei à bola, não fiz praia, não fiz piscina, não fui para lado nenhum, e tudo isto sem dinheiro!!!


AAAHHHH! A Serra... Quero voltar... Quero ir descansar não mais voltar do meu infinito descanso, sossego, PAZ.... SÓ LÁ POSSO DIZER QUE A VIDA não é uma merda. Só lá faço o que quero, digo o quero e não sou acusado de nada, não sou repreendido, e todos me olham como um ser humano que algum dia fui... Todos os dias se lembram de mim...
Todos os dias me lembro de todos os meus conhecidos, mas às vezes eu passo tão despercebido para eles, que me fazem pensar que nunca dariam pela minha falta. (Só o meu Negrão se alegra de cada vez que me vê).

Mas a vida continua e nem tudo está perdido... As aulas estão a começar... Um Novo Ano aproxima-se a passos largos e pode ser que tudo corra como eu quero. Pode ser desta que eu enriqueça... Pode ser desta que eu ganhe o Euromilhões... Pode ser desta que... Tanta coisa pode acontecer....

Mas enfim.................... CARPE DIEM......................... Todos os dias dou graças a algo que me transcende, por mais um dia que estou vivo... Todos os dias saio à rua com um sorriso como se nada se passasse... Todos os dias são vividos como se não houvesse amanhã...


E TODOS OS DIAS DOU GRAÇAS POR A VIDA SER BELA....

sexta-feira, novembro 09, 2007

TU

Tu.... Tu.... Tu... Tu...
Só TU me fazes sonhar, só TU me fazes amar, só TU és o que eu quero... e só Tu não posso ter, só Tu não me queres...
Só TU me fazes desaparecer, viajar em mim...
Quero estar conTIgo, ser TU, dentro de ti... em extâse... em sofrimento... em felicidade... queria que tudo o mais desaparecesse e ficássemos só nós, de mãos dadas, em silêncio, a saber os pensamentos um do outro.... pois as palavras acabariam com o romance... Queria estar conTIgo em parte alguma, incerta... Para que todos e ninguém dessem pela nossa falta...
Mas isto é o que eu quero... E o que TU queres...??? Quererás TU o mesmo?? Pensarás TU o mesmo??? Sentirás TU o mesmo???
Porquê quando estamos juntos... estamos afastados?! Porquê somos dois amigos desconhecidos?!
Porquê...? Porquê...??
O que eu não daria para nós os dois sermos um....

quinta-feira, julho 19, 2007

História da Carochinha

“Esta história é ficcional. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência”

Pombal… Essa bela localidade, situada entre Leiria e Coimbra. Cidade onde abundam os espaços verdes, verdejantes, mesmo no centro da cidade e em toda a zona envolvente da cidade. Onde predominam os apoios a crianças, jovens, adultos e idosos, a amarelos e a negros, a rosas e a laranjas e onde todas as actividades são destinadas a estes. Cidade de inúmeras actividades culturais, que não acontecem só numa altura do ano. Actividades realizadas em espaços abertos onde se pagam quantias razoáveis e acessíveis ao “Zé Povinho”. Cidade de apoios à educação em que não se fecham inúmeras escolas e onde se criam condições para que os nossos filhos tenham aquilo a que têm direito. Pombal é a cidade em que os nossos governantes não se servem da política para lavarem a roupa suja dos seus opositores e vice-versa. É a cidade onde todos lutam por uma “res publica” de qualidade. Pombal é o sítio onde todos querem morar, onde ninguém fala mal de ninguém e todos se tratam como amigos ou mesmo como irmãos. E a discriminação?! Isso é algo que também não existe nesta cidade. Nesta cidade criam-se infra-estruturas para todos, e não só para uma etnia minoritária. E mesmo essas infra-estruturas não permitem a segregação social. É a cidade onde se gasta pouco ou nenhum dinheiro em rotundas, onde estas são funcionais e necessárias e não são embelezadas com estátuas “abstractas”, mas sim com bustos grandes dos grandes Mestre Gualdim Pais, do Dr. Mota Pinto, do Marquês de Pombal, que bem merecem a homenagem do município. É a cidade dos museus dada a sua riquíssima história. É uma cidade que não vive de costas com o seu castelo, castelo esse cheio de vida e cor, cheio de espectáculos e de gente. Mas sobretudo é capital do emprego. É o sítio onde todos querem trabalhar. Basta ser da terra. É o único sítio do país onde as empresas não fecham, mas abrem devido aos apoios de todos, devido ao empreendedorismo dos nossos empresários, mas sobretudo devido às políticas de contratação de mão-de-obra. Políticas essas que consistem em parcerias com politécnicos e universidades para a colocação de futuros engenheiros, doutores, advogados, professores entre muitos outros cursos e profissões, desde que sejam da terra. Mas isto depende também das ideias para novas empresas e para novos postos de trabalho. Mas ideias são o que não falta nesta cidade, nem o capital para investir. Mas isto não é utopia… Isto é a pura realidade…ficcional.

Bolas

As aulas já acabaram, e os exames também... E agora?? Que futuro esperar para um futuro licenciado?? Eu sou muito sincero... O que me espera é o DESEMPREGO... que belo futuro... Mas o que se pode fazer?! Este é o país da treta em que vivemos... Um país onde todos se fazem valer do compadrio, um país onde o nosso Estado/Governo dá mais atenções ou regalias a profissionais estrangeiros do que aos nossos "santos da casa"... Onde tentamos imitar o que é estrangeiro e nos esquecemos de que "O QUE É NACIONAL É BOM" (vivam as massas).
E como se isto não bastasse, com a implementação dos currículos de estudos de Bolonha, se eu não conseguir arranjar um trabalho na minha àrea, os futuros licenciados passar-me-ão à frente, pois para exercerem a profissão de docente, necessitarão do grau de Mestre - regras do min-edu. Mas o mesmo se está a passar com futuros advogados, engenheiros e outros. Mas o que podemos fazer?! Lutar?! Já não temos idade para isso!!! Mas era mesmo isso que devíamos fazer. Mas depois surge o problema de sermos silenciados por políticas cada vez mais autoritaristas. "Não me obriguem a ir para a rua lutar/É já tempo de embrulhar a trouxa e zarpar". O Zeca Afonso é que tinha razão. 30 e tal anos depois do fim da Ditadura as letras deste grande autor, músico e poeta, continuam a fazer mais sentido do que nunca. Mas e agora o que podemos fazer? O Coração diz-me para lutar... A Razão diz-me para me resignar e fazer como a grande maioria da população potuguesa (Portugal já não é o país da saudade, é o país da Resignação). Mas mesmo que dê ouvidos ao meu Coração... que posso fazer sózinho?! Sim... SÓZINHO pois todos "falam, falam, mas não os vejo a fazer nada"... NEM EU...

segunda-feira, março 05, 2007

Regresso às aulas

O segundo semestre já começou... As aulas ainda não começaram em força... Os horários ainda tão a ser actualizados... Isto é demais... Ainda a ser actualizados...Que vergonha... E isto passa-se numa das amais prestigiadas Universidades do país... Que vergonha...

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

chorar

Hoje deu-me uma enorme vontade de chorar... Sabem o que fiz??? Não chorei. Agarrei-me a mim com força e pensei que não me posso ir abaixo.

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Sou SIM porque...

Este é um post delicado pelas razões que creio serem do conhecimento de todos nós, mas isso não me impede de mesmo assim aqui apresentar as minhas razões...

Recentemente chegou-me às mãos um desdobrável de campanha relativo ao referendo que se realizará em Portugal no próximo dia 11 de Fevereiro, relativo à despenalização - ou não – da interrupção involuntária da gravidez até às 10 semanas.
Neste desdobrável, os apoiantes pelo Não, referem 9 razões pelas quais os portugueses devem votar assim no dia 11. Eu proponho-me agora a analisar essas razões e contrapô-las, dando assim as minhas razões porque EU devo votar Sim...
A primeira dessas razões é a de um feto ser um ser humano, e por isso tem direitos, como o direito à vida. E eu pergunto: se tem o direito à vida, não terá também o direito à liberdade de expressão? Perguntemos-lhe então se ela quer ou não nascer no seio de uma família que o quer, mas que não o pode sustentar!! Perguntemos se ele quer nascer no seio de uma família disfuncional, que não o deseja!! Perguntemos a essa criança (ainda por nascer) se ela quer nascer no seio de uma sociedade que não o prepara para as dificuldades que se avizinham, numa sociedade que se diz liberal mas que num assunto tão sério como este se mostra super conservadora!! POR ISSO EU VOTO SIM...
A segunda razão destes apoiantes do Não é saber se liberalizar o aborto, ajuda mulheres em condições económcas e sociais difíceis? Claro que não.. Mas a não liberalização da interrupção involutaria da gravidez também não. Será preciso mencionar as condições económicas e sociais do nosso país desde o 25 de Abril?!? Vejamos o caso dos nossos irmãos europeus.. os alemães... Caso não se lembrem, ainda no final do ano passado o estado alemão aprovou uma lei que confere uma importâcia de 2500€ às famílias cujos os filhos nascessem em território alemão após o dia 1 de Janeiro de 2007. Todos sabemos que essa iportância é miníma, mas talvez resulte no decréscimo de abortos nesse país. Em Portugal a medida seria até mais ou menos bem vinda, mas de certeza que iriam crescer os números de casais a ter filhos, a receber a grana”, e a dar os filhos para adopção. É claro que é obrigação do Estado proteger e apoiar famílias carenciadas, mas se nem com a actual lei em vigor o faz... POR ISSO EU VOTO SIM...
“Com a nova lei apenas mudará o facto de o aborto não ser punido? (..) O que está em jogo é (...) abortar apenas porque se quer.”. NÃO. O que está em jogo é abortar apenas porque se pode. Senão vejamos: todos sabemos que existem clínicas de aborto em Portugal (ilegais), todos sabemos que em algumas dessas clínicas não existem condições de higiene para a mãe e para o feto, todos sabemos que essas clínicas levam o “coiro e o cabelo” para que uma mãe possa abdicar do resultado de uma noite de loucura, todos sabemos que há mães que se dirigem a clínicas em Espanha para abortar. Mas se todos nós refilamos que há falta de médicos em Portugal, porque não lhes dar mais trabalho para que os que temos possam cá ficar a trabalhar? Mais trabalho implica mais postos de trabalho... “há mais de 20 anos que o aborto é legal em muitas situações”, mas se vivemos num país de igualdade, o que é para uns é para outros. Ou bem que é ilegal para todos, ou bem que é legal para todos. POR ISSO VOTO SIM...
“Será que uma mulher que [abortou] não deve ser humilhada num julgamento e acabar na prisão?” Da maneira como a pergunta está posta até parece que é isso que se quer... que a mulher seja humilhada e vá para a cadeia (isto deve ter sido escrito por um grupo de homens machistas...) Quanto à resposta por eles dada é a de que nunca nenhuma mulher foi parar à cadeia por ter abortado. É verdade, mas o que vem na lei não é isso. Então alguma coisa está mal... É a nossa justiça que trabalha mal... POR ISSO VOTO SIM...
Outra das razões apresentadas por esses apoiantes do Não é a de que já que o aborto e uma questão de consciência não têm os que são contra o direito de “IMPOR” a sua opinião aos outros. Má escolha de palavras... Se vocês forem contra os pais baterem ns filhos para os educarem, tentassem-me “impor” a vossa opinião e eu “impunha(O)” a minha mão. Será que cada um não tem o direito de escolher e pensar livremente?! Eu não pretendo impor as minhas razões para votarem SIM, eu simplesmente EXPONHO AS MINHAS RAZÕES PARA EU VOTAR SIM...
A sexta razão para votar Não é a de que já que vivemos num Estado laico, será que penalizar o aborto é uma questão religiosa? Se assim não fosse, e já que realmente vivemos num Estado laico (o Estado não tem uma religião oficial – explicação para quem não conhece o significado da expressão “Estado laico”...) o que faz a Igreja a mandar os seus “bitaites”?! Já que esta é uma questão de consciência, o melhor que a Igreja tinha a fazer era o mesmo que os partidos – não tomar uma posição oficial, mas sim uma posição pessoal. Seria difícil, mas não impossível ouvirmos padres, bispos, cardeais a votarem pelo Sim no referendo que se aproxima. POR ISSO VOTO SIM...
A sétima razão para votar Não é a de que não abortar é melhor do que abortar num hospital ou num vão de uma escada. Mas será que querem comparar um hospital ao vão das escadas do meu prédio (por exemplo)?!??? Não há comparação, até porque o vão das escadas do meu prédio está mais limpo do que alguns hospitais. O que acontece é que a explicação destes “abolicionistas” da liberdade de escolha pessoal e individual remete-nos para a oitava questão: ”a liberdade de escolher abortar promove a emancipação da mulher?” Eu não sou machista, mas uma coisa é certa... se uma mulher cede a questões pessoais ou profissionais para abortar, então desculpem, mas essa mulher é fraca. A lei defende casos desses em que mulheres se viram obrigadas a abortar para manterem os empregos ou os maridos ou os namorados. Mas se uma mulher cede a pressões, então... Não sei, mas acho que qualquer pessoa se deve manter firme às suas convicções até ao fim. Se o patrão diz que a vai despedir se ela não fizer um aborto, e se ela não o quiser fazer, acho que se deve manter irredutível na sua posição. Se o patrão a despdir, continue a lutar, há-de arranjar melhor emprego e patrão. Senão que peça ajuda ao Estado que não apoia devidamente essas mulheres. POR ISSO VOTO SIM...
A última razão é a de que será que devemos liberalizar o aborto pois são neste momento poucos os países que o proíbem e se será que a liberalização é uma forma de progresso e dão a resposta dizendo que Não. No entanto acho que liberalizar também não seja uma forma de retrocesso, ou será que é isso que querem dizer?! E se não podemos andar a “reboque” desses países europeus, refilem da mesma maneira com as políticas educacionais do nosso governo, que acha que só porque se faz na Europa, também deve ser feito em Portugal. Mas ao menos para isto fizeram um referendo.
Realmente a segregação racial, a escravatura, a desigualdade de sexos (uns são mais que outros?), e a discriminação dos homossexuais são situações que me repugnam, mas acho estranho que esses mesmos homossexuais sejam discriminados mesmo por quem os defende, quando acham que eles não devem adoptar crianças. Se discriminamos mulheres porque abortam, se as condenamos porque não dão valor à vida humana, que tal começarmos a pensar que se um casal de homossexuais poder adoptar uma criança, talvez se possa salvar uma mulher de abortar? POR TUDO ISTO EU VOTO SIM...
Para finalizar resta-me dizer que esta são as minhas opiniões para EU votar Sim. Não pretendo com isto tentar convencer alguém a votar Sim, mas se isto contribui de alguma foma para isso, ou se de alguma forma d voz a muitos que partilham da mesma opinião, já me dou por contente.
Esta é uma questão de consciência, e a minha diz-me para votar SIM.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Ora bolas para os bombeiros...

Ora vejam lá vocês que só não fui posto na rua porque não calhou... Nem eu sei bem o que se passou!!!
Vejam lá vocês... eu nunca imaginei que se medisse a qualidade de uma pessoa por ter tempo ou não... Eu como não tinha tempo para dar à casa, era tratado como um pobre coitado que se enganou a preencher uma ficha. (em vez de preencher a da UNIVERSIDADE, preenchi a dos bombeiros). Mas este mundo anda louco. De certeza.
Então que fiz eu...??? Claro... a atitude correcta... pedi a exoneração e desde a passada sexta feira que não sou mais bombeiro. E vejam lá vocês, que se nem para os bombeiros eu tinha tempo desde que começaram as aulas, agora ando tão cheio de trabalhos escolares, que nem tempo eu tenho para a escola... DEMAIS...!!!